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O tema do encontro foi sobre CPI’s e Democracia no Brasil. Participaram Carlos Pereira (FGV/EBAPE) e Magna Inácio (UFMG). A medição é do professor do PPG em Políticas Públicas (UFRGS) Sergio Simoni Júnior.
Nupergs Controvérsias terá como base para discussão o artigo “ Os dinossauros e as barreiras à renovação política”, do professor e economista Cláudio Ferraz. Junto do autor, estarão presentes a política e jornalista Manuela d’Ávila (PCdoB) e o professor, e um dos fundadores do Partido Novo, Fábio Ostermann.
Confira o artigo na íntegra: https://glo.bo/3FLlTMM
Quem debate é Marcos Lisboa, atual presidente do Insper, e Daniela Campello, professora Associada da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EBAPE).
Mais sobre os convidados:
Marcos foi vice-presidente do Insper de 2013 a abril de 2015. De 2006 a 2009, exerceu a função de diretor-executivo do Itaú Unibanco e, de 2009 a 2013, atuou como vice-presidente. De 2005 a 2006, foi presidente do Instituto de Resseguros do Brasil e, de 2003 a 2005, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Daniela é Ph.D em Ciência Política (2008), Universidade da California Los Angeles; tem Mestrado em Ciência Política (2001), IUPERJ; Graduação em Engenharia de Produção (1998), UFRJ. Anteriormente foi professora de ciência política e relações internacionais na Universidade de Princeton e pesquisadora associada do Princeton Program in Latin American Studies, do Center for the Study of Democratic Polítics.
Lançamento no Rio Grande do Sul a publicação “O fascismo em camisas verdes: do integralismo ao neointegralismo”, de autoria de Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto, professores de História da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A atividade é promovida pelo Núcleo de Pesquisa e Documentação da Política Rio-Grandense (IFCH/UFRGS). Com mediação da professora Carla Brandalise (UFRGS), reunindo os autores e pioneiro dos estudos do integralismo, professor Hélgio Trindade (UFRGS).
A obra traça a história do fascismo no Brasil desde sua origem, com Plínio Salgado, Gustavo Barroso e Miguel Reale, até às ações mais recentes, como o ataque à produtora Porta dos Fundos, ocorrido no Natal de 2019. Os autores elucidam como foi a trajetória do integralismo, cujo principal líder foi Plínio Salgado, e descrevem o início deste movimento sob influência do fascismo original, após encontro do então futuro líder dos camisas-verdes, como era conhecido o movimento integralista no Brasil, com Benito Mussolini, líder dos fascistas italianos, conhecidos como os camisas-negras. A história também atravessa todo o período do neointergalismo, com especial atenção aos movimentos que iniciaram em 2004 e chega ao evento do Natal de 2019, considerado pelos autores como a mola propulsora para a elaboração deste livro, uma vez que nas buscas policiais aos responsáveis pelo ataque à sede da produtora, a polícia apreendeu simulacros de armas, facas e mais de 100 mil reais, além de livros relacionados com o universo da extrema direita: de Plínio Salgado a Olavo de Carvalho, cujo nome circula com frequência nas redes sociais e conversas do cotidiano. O livro traça a caminhada do integralismo e suas bases para o neointegralismo, que também conta com apoios de lideranças políticas em toda a sua história. Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto descrevem essa trajetória no livro elaborado para o grande público. Nessa perspectiva, não ficam de fora as relações do movimento com o bolsonarismo e até as questões que envolvem integralismo e a pandemia de Covid-19.
A conversa abordou o tema “Guerra cultural em meio à pandemia” e teve como convidados João Cezar de Castro Rocha e Eduardo Wolf. A mediação foi de Lia Levy - professora do PPG em Filosofia/UFRGS.
O conceito de “Guerra Cultural” tem origem na Alemanha. Ele trata de um tipo especial de tensão social e política. O conflito ocorre na esfera da cultura - produção artística, pensamento e reflexão, universo dos valores e símbolos. No século XX, a noção predominante do termo é oriunda dos Estados Unidos. Lá este conflito está vinculado com os seguintes elementos: etnia, religiosidade e sexualidade.
Sobre os participantes
João Cezar de Castro Rocha: Professor Titular de Literatura Comparada da UERJ. Possui graduação em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1992), mestrado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994). Completou dois cursos de doutorado. Em 1997 concluiu o doutorado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1997), defendendo a tese Ao pé-da-letra: a literatura do homem cordial, orientada pela Profa. Dra. Maria Helena Rouanet. Em 2002 completou seu segundo doutorado, em Literatura Comparada, pela Stanford University (2002), com a tese Marinetti goes to South America: Confrontos e diálogos do Futurismo na América do Sul, orientada pelo Prof. Dr. Hans Ulrich Gumbrecht. Em 2005-2006 realizou pós-doutorado na Freie Universität, Berlim, orientado pelo Prof. Dr. Joachim Küpper. Pesquisou estratégias de apropriação cultural, com destaque para as obras de Oswald de Andrade e Fernando Ortiz. Contou com Bolsa de Pesquisa concedida pela Fundação Alexander von Humboldt. Em 2014, realizou novo pós-doutorado na Princeton University, orientado pelo Prof. Dr. Pedro Meira Monteiro, como visiting professor. Atualmente é assessor ad hoc da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e participa do Conselho Consultivo de várias revistas especializadas no Brasil e no exterior. Presidente da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC), eleito para o biênio 2016-2017. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e Literatura Comparada, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura brasileira, literatura comparada, cultura brasileira, crítica literária, teoria literária, dependência cultural e estratégias de apropriação cultural (antropofagia e transculturación).
Eduardo Wolf: Doutor em filosofia pela USP, foi pesquisador visitante na Universidade Ca'Foscari (Veneza, Itália). É professor e pesquisador do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da PUC-SP e pesquisador do Grupo de Estudos de Filosofia Antiga da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Foi secretário-adjunto de cultura do município de Porto Alegre (2017) e curador-assistente do Fronteiras do Pensamento (2016 - 2018). É colaborador da revista Veja e editor da plataforma multimídia "O Estado da Arte" no jornal O Estado de S. Paulo. Editou, entre outros, os volumes Pensar a Filosofia e Pensar o Contemporâneo, lançados pela Arquipélago Editorial. Traduziu os ensaios de T. S. Eliot (Notas para uma Definição de Cultura e A Ideia de uma Sociedade Cristã e Outros Ensaios - É Realizações) e diversos títulos de filosofia (A Filosofia Antes de Sócrates, de Richard Mckirahan, A invenção da Filosofia, de Néstor-Cordero, entre outros).
O tema desta edição é “Como funciona o estado brasileiro?” e tem a participação de Leany Lemos (SEPLAG-RS) e Felix Lopez (IPEA). A mediação é de André Marenco (PPG em Políticas Públicas/UFRGS).
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