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Como foram as manifestações do dia 2 de outubro, que conclusões podemos tirar e quais as perspectivas para o país? Com esse cenário debateremos as possiblidades da esquerda socialista se unir para construir uma política de independência de classe. Confira hoje às 19h30 esses e outros debates no programa O Brasil não é para amadores, com Danilo Paris e Valéria Muller.
EP17 - Bolsonaro e direita liberal: unidos para descarregar a crise nos trabalhadores - 28/09/2021
André Barbieri e Valéria Muller discutem a participação de Bolsonaro na Assembleia Geral das Nações Unidas, a localização internacional do Brasil e possíveis cenários estratégicos de para onde vai o país.
O 7 de setembro, embora tenha levado um setor amplo às ruas, não demonstrou a força necessária para que Bolsonaro pudesse se impor em relação às demais instituições do regime. Isso, somado ao locaute das patronais caminhoneiras obrigaram um forte recuo do presidente, com a "Carta à Nação", na qual Bolsonaro contou com o auxílio de ninguém menos que Temer, golpista com experiência em dirigir um governo em crise e mesmo assim garantir ataques contra os trabalhadores.
Esse recuo só pode ser entendido tendo em mente que essa ofensiva do bolsonarismo é, na verdade, uma reação à ofensiva das demais instituições, sobretudo o judiciário, em curso desde os escândalos da corrupção das vacinas.
O significado desses movimentos, assim como também o fracasso da direita liberal em alçar uma terceira via e por quais caminhos pode emergir uma alternativa da classe trabalhadora serão temas do programa o Brasil Não é Para Amadores.
Análise do 07 de setembro: o que muda no Brasil? Com participação especial de Diana Assunção
EP13 - 7 de setembro e o manifesto dos banqueiros e da FIESP - 31/08/21
A crise política segue se desenvolvendo no Brasil, com novos episódios de embates entre o judiciário e Bolsonaro, enquanto o Congresso se dividia na votação do voto impresso e os militares desfilavam em Brasília. A nova convocação do bolsonarismo para ir às ruas no 7 de setembro é mais um passo na escalada da retórica golpista da extrema direita.
A crise política segue se desenvolvendo no Brasil, com novos episódios de embates entre o judiciário e Bolsonaro, enquanto o Congresso se dividia na votação do voto impresso e os militares desfilavam em Brasília. A nova convocação do bolsonarismo para ir às ruas no 7 de setembro é mais um passo na escalada da retórica golpista da extrema direita.
A despeito de todas as diferenças entre os poderes, há um ponto em que se unificam Bolsonaro, o judiciário, o Congresso e os capitalistas: retirar direitos da classe trabalhadora e privatizar o país. É por isso que no mesmo dia em que o Congresso se dividia na votação do voto impresso, se unificava no avanço da MP 1045, que aprofunda brutalmente a precarização do trabalho. Também as privatizações dos Correios e da Eletrobrás são um ponto que unifica todos os setores do regime a serviço dos interesses dos capitalistas. Apesar do plano de ataques em curso, as centrais sindicais e sindicatos não apresentam uma resposta à altura.
Nas últimas semanas se intensificaram os embates entre as frações do regime. Desde o escândalo das vacinas aumenta a pressão do regime contra Bolsonaro, que responde elevando o tom golpista em torno do voto impresso.
Na semana passada, a visita do Assessor de Segurança Nacional dos EUA deu um recado claro a Bolsonaro de que não será aceito nenhum questionamento das eleições.
Como parte desses movimentos, o presidente promoveu nesta terça um desfile militar em Brasília, justamente no dia em que projeto do voto impresso vai à votação. Mas o que pretende Bolsonaro com tudo isso?
Análise das causas e consequências da entrada do centrão no coração do governo Bolsonaro.
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