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Introdução
Vou ser direto contigo: queres aplausos ou queres clientes? Queres likes, partilhas e comentários, ou queres negócio a sério? Esta é a pergunta que todos os criadores de conteúdo deviam fazer a si próprios antes de publicar o que quer que seja. E olha, não há resposta errada — mas tens de saber em que jogo estás a jogar.
Neste episódio do Criador Contente, decidi aprofundar uma reflexão que complementa aquilo que falámos na semana passada sobre conteúdo relacional e conteúdo transacional. Hoje, o foco é outro: como é que estruturas o teu conteúdo para que ele efetivamente gere negócio? Fica comigo porque isto pode mudar a forma como olhas para tudo o que publicas.
O Grande Erro: Pensar Que Viralizar é Sinónimo de Vender
Vamos começar por aqui, porque isto é fundamental. Quando decides criar conteúdo orientado para o teu negócio — seja ele educacional, com dicas, tutoriais ou partilha de conhecimento — tens de aceitar uma coisa: este tipo de conteúdo não viraliza. E sabes que mais? Ainda bem!
O que viraliza são “dancinhas”, coisas engraçadas, vídeos polarizadores. E geralmente, nos negócios, esse tipo de conteúdo não funciona. Tens de ser extremamente pragmático e orientado para resultados reais, não para métricas de vaidade.
Performer vs. Estratégia: Em Qual Te Revês?
Há uma distinção importante que quero que faças:
O criador-performer está focado na estética, no entretenimento, em agradar ao maior número possível de pessoas. Os cenários são impecáveis, a aparência é polida, os temas são humorísticos. life style, ou polarizadores. Chegas ao final do conteúdo e pensas: “Gostei.” Mas não há nenhum impulso para dar o passo seguinte — nenhuma vontade de trabalhar com aquela pessoa ou comprar o que ela oferece.
O criador-estratega fez o trabalho de casa. Sabe quem é o seu público, conhece as dores, as ansiedades, os problemas. E desde o primeiro segundo, cria pontos de conexão reais. Não é “olha como eu sou fantástico” — é “eu sei o que tu estás a passar e tenho uma solução para ti.”
A Lógica do Know, Like, Trust Aplicada ao Negócio
Já falámos várias vezes naquela dinâmica do conhecer, gostar e confiar. E quando falamos de conteúdo estratégico para negócio, esta tríade é absolutamente essencial.
Quando identificas claramente o teu público e mostras que o conheces — “eu sei as que tu passas, eu já passei por isso, eu tenho uma solução” — crias uma perspectiva de empatia genuína. É uma abordagem de “tu e eu”, completamente diferente daquela lógica do performer que é “eu, eu, eu — olha a minha vida que maravilhosa é.”
Não Precisas de Agradar a Toda a Gente
Uma das coisas que tens de entender é esta: quando a tua vontade é agradar a muita gente, possivelmente não vais agradar de forma profunda a ninguém. Quando és específico, vais afastar algumas pessoas — e ainda bem! Porque aquelas que ficam são exactamente as que interessam para o teu negócio.
E aqui entra um dos grandes erros que muitos de nós cometemos (eu incluído, confesso): pensar que o mundo inteiro vai ser nosso cliente. Pergunta-te: quantas pessoas precisas, no mínimo, para tornar o teu negócio viável? Quantas para ser lucrativo? Provavelmente muito menos do que imaginas.
O Poder dos Testemunhos e da Prova Social
A partir do momento em que começas a ter clientes, começas a perceber melhor os problemas deles, a descobrir soluções mais eficazes e, muitas vezes, a identificar problemas que nem sabias que existiam. É como na criação de conteúdo: é quando começas a criar que recebes feedback e percebes o que podes melhorar.
E aqui entra algo que considero absolutamente crucial: os testemunhos. Curiosamente, nos últimos dois episódios do The Special Marketing Live Show, ambos os convidados falaram na importância que a prova social tem para gerar confiança.
Uma coisa é seres tu a explicar como resolves os problemas — e isso é importante. Mas quando são os teus clientes a dizer como os ajudaste, como os levaste do ponto A ao ponto B, quanto dinheiro pouparam, quanto tempo ganharam, quanto lucro geraram… isso é extraordinariamente validador. Se os teus clientes estiverem dispostos a partilhar esses testemunhos, agarra essa oportunidade com unhas e dentes.
Fala Com Clareza, Não Com Arrogância
Vou partilhar contigo algo que me aconteceu no início. Eu achava que, ao usar linguagem densa, palavras caras, uma abordagem sofisticada, as pessoas iam olhar para mim e pensar: “Que inteligente!” E até podiam pensar isso. Mas sabes o que acontecia? Não entendiam como é que eu as podia ajudar.
Quando tens uma abordagem estratégica, tens de falar com clareza. Tens de fazer as pessoas entender que compreendes o problema delas e que consegues explicar, de forma simples e concreta, como podes ser a solução. Não caias na armadilha de querer parecer genial — isso cria afastamento.
O teu ego pode ser o teu maior inimigo quando tens um negócio. As pessoas divertirem-se contigo, interagirem, deixarem “hahaha” nos comentários… é fantástico para o ego. Mas pergunta-te: isso gera conversão? Isso faz com que alguém pegue no telefone e te diga “eu quero trabalhar contigo”?
Criar Para Vender Não É Vender Sempre
Que fique claro: criar conteúdo orientado para negócio não significa estar sempre a vender. Mesmo quando crias conteúdo relacional, deves construir confiança, mostrar afinidade, demonstrar que conheces os problemas das pessoas e que tens a solução certa.
O objectivo é que, quando chegar o momento, sejam elas a bater-te à porta. A enviar-te uma mensagem, um e-mail, a dizer: “Quero trabalhar contigo.” Esse é o verdadeiro poder do conteúdo estratégico.
Conclusão: O Teu Conteúdo Trabalha Para Ti ou Para o Teu Ego?
Se há coisa que quero que leves deste episódio, é isto: para de criar conteúdo para agradar a toda a gente e começa a criar conteúdo que resolve problemas reais para as pessoas certas. Sê claro, sê empático, faz o trabalho de casa e deixa que a prova social faça o resto.
Agora diz-me nos comentários: em que lado tens estado — mais performer ou mais estratégia? E o que vais mudar a partir de agora? Quero mesmo saber, por isso deixa o teu comentário aqui em baixo.
Se este artigo te foi útil, partilha-o com alguém que precise de ouvir isto. E se ainda não subscreveste o canal, é agora — porque todas as semanas há conteúdo novo para te ajudar a ser um criador verdadeiramente contente. 💪
Este foi mais um episódio d’O Criador Contente, um Podcast sem promessas, para criadores sem pressas!
Episódios que te falei e vale a pena ver:
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Vamos ser honestos: já passaste por isto. Estás ali, a olhar para o ecrã, pronto para criar mais um conteúdo e bate-te aquela dúvida assassina – “Será que vou fazer um post para vender ou vou apenas partilhar algo que crie ligação com as pessoas?”
Se estás neste momento da tua vida de criador, fica aí. Porque hoje vamos dissecar esta questão de uma vez por todas. E não, não é mais um daqueles artigos cheios de teoria sem substância. É sobre o que funciona mesmo, no terreno, no dia-a-dia.
O Conteúdo Chato Que Todos Detestamos (Mas Alguns Continuam a Fazer)
Conheces aquela sensação?
Entras numa rede social e deparas-te com aquela empresa que só publica promoções. “Compra já! Oferta limitada! Leva 2 paga 1!”
É como se estivesses a passear tranquilamente pela rua e alguém te agarrasse pelo braço a cada dois passos para te tentar vender algo. Chato, não é?
Pois bem. Esse é o conteúdo transacional na sua forma mais pura e aborrecida. Aquele tipo de conteúdo que grita “só queremos a tua carteira” e que nos faz clicar rapidamente no “seguinte” sem qualquer remorso.
Mas aqui está a coisa: não tens que ser assim.
A Abordagem Que Muda Tudo: Know, Like, Trust
Já falei disto noutros episódios (e vou deixar-te os links na descrição), mas vale a pena reforçar porque é absolutamente crucial para o teu negócio.
As pessoas precisam de três coisas antes de te comprarem seja o que for:
* Conhecer-te (Know) - Quem és tu? O que fazes? O que representas?
* Gostar de ti (Like) - Identifico-me contigo? Partilhamos valores? Tens uma vibe que me agrada?
* Confiar em ti (Trust) - És competente? Vais entregar o que prometes? Posso confiar em ti o meu dinheiro?
E aqui está o pulo do gato: o conteúdo relacional é o que constrói estas três pontes.
Quando só publicas conteúdo transacional – aquele “compra, compra, compra” – estás a saltar todas estas etapas. É como propor casamento na primeira mensagem do Tinder. Pode resultar uma vez em mil, mas estatisticamente? És só mais um estranho desesperado.
Os Dois Tipos de Conteúdo Que Tens de Dominar
1. Conteúdo Transacional: O Que Gera Vendas (Quando Bem Feito)
Sim, precisas de criar conteúdo transacional. As pessoas têm que saber que tens coisas para vender. Mas há formas e formas de o fazer.
A forma errada:
* “PROMOÇÃO! Compra já! Só hoje!”
* Sem contexto, sem valor, só pressão de vendas
A forma certa:
* Explica o teu produto ou serviço
* Para que situações serve (e para quais NÃO serve – isto é crucial!)
* Que problemas resolve especificamente
* Casos de uso reais
Olha, às vezes é melhor perderes uma venda agora e ganhares a confiança para sempre. Se disseres honestamente “olha, este produto não é o mais indicado para ti neste momento, mas tenho esta alternativa” – essa pessoa vai lembrar-se de ti. Vai confiar em ti. E quando chegar o momento certo, vai comprar-te.
2. Conteúdo Relacional: O Que Constrói o Teu Império
Este é o conteúdo que constrói pontes, que cria ligação, que faz as pessoas pensarem “ena, esta pessoa percebe-me, identifica-se comigo”.
Tipos de conteúdo relacional que funcionam:
* Partilhas pessoais (sem oversharing, claro) - As tuas paixões, valores, coisas em comum
* Conteúdo educativo - Ensina algo genuinamente útil, sem pedir nada em troca
* Behind the scenes - Mostra como trabalhas, o teu processo, os bastidores
* Histórias de clientes - O santo graal do conteúdo relacional
Testemunhos: A Arma Secreta Que Estás a Ignorar
Vou ser direto contigo: testemunhos de clientes são ouro puro. E não estou a falar daqueles testemunhos genéricos de “serviço excelente, recomendo”.
Estou a falar de testemunhos que contam uma história:
* Qual era o problema específico?
* Como é que tu o resolveste?
* Qual foi o resultado concreto?
* Como foi a experiência de trabalhar contigo?
Sabes por que isto é tão poderoso? Porque não és tu a dizer que és bom – são os teus clientes. E as pessoas confiam infinitamente mais noutras pessoas do que em marcas a autopromover-se.
Esta semana, numa entrevista que fiz para o The Special Marketing Live Show (a versão em inglês do Criador Contente, mais focada em marketing), o meu convidado Jonathan Schussler – um fotógrafo que se tornou consultor de marketing – partilhou algo brilhante sobre isto.
Falou sobre como os testemunhos servem duas funções cruciais:
* Provam competência para quem está a considerar contratar-te
* Dão-te feedback valioso sobre os teus pontos fortes (que podes depois reforçar noutros conteúdos)
Vê aqui várias dicas poderosas sobre a criação de conteúdo e o poder dos testemunhos.
A Regra de Ouro: Mistura, Não Escolhas
Aqui está a verdade que ninguém te diz: não é “ou conteúdo relacional ou conteúdo transacional”.
É “conteúdo relacional E conteúdo transacional, na proporção certa.”
Pensa assim:
* O conteúdo relacional constrói a relação, gera confiança, acumula pontos contigo
* O conteúdo transacional converte essa confiança em negócio
É como uma conta bancária emocional. Tens de fazer depósitos (conteúdo relacional) antes de fazeres levantamentos (conteúdo transacional).
Se só fizeres levantamentos? A conta fica a zeros e as pessoas desligam-se.
O Medo Parvo de “Partilhar os Segredos”
Tenho de abordar isto porque ouço constantemente esta desculpa: “Não vou partilhar isto porque as pessoas vão fazer sozinhas e não me contratam.”
Deixa-me ser nu e cru contigo: se o que fazes é tão simples que alguém consegue replicar só por ver um vídeo teu, não estás a fazer nada de extraordinário.
O Jonathan disse algo que adorei: “Se tu não vais partilhar a informação, alguém vai estar a fazê-lo. E isso pode ser a diferença entre ganhares um cliente ou não.”
A verdade é esta: as pessoas não te contratam só pelo “o quê” (o que fazes), mas pelo “como” (como o fazes, a tua experiência, a tua abordagem única).
Partilhar conhecimento:
* Gera confiança
* Demonstra competência
* Cria ligação
* Posiciona-te como especialista
E quando chegar a hora de as pessoas precisarem de um profissional, de quem é que se vão lembrar? De ti, que as ajudaste genuinamente. Não daquele que só aparecia para vender.
Como Usar os Teus Clientes Para Criar Mais Conteúdo (e Mais Negócio)
Aqui está uma estratégia que podes implementar já amanhã:
Grava tudo. Seriamente. Anda sempre com um gravador (ou usa o telemóvel) quando estás com clientes.
Porquê?
* Vais ouvir os problemas reais que eles têm
* Vais descobrir necessidades que nem sabias que existiam
* Vais ter ideias para novos serviços ou produtos
* Vais ter ideias de conteúdo autêntico para criar
As perguntas que os teus clientes fazem? São ouro para conteúdo. Cada pergunta é um tema potencial para um artigo, um vídeo, um post.
E mais: quando partilhas esse conteúdo, vais atrair mais pessoas com os mesmos problemas. Pessoas que vão ver em ti a solução que procuram.
O Lado Negro do Conteúdo Só-Transacional
Vamos falar do elefante na sala: se só crias conteúdo para vender, tornas-te invisível.
Já reparaste? Quando uma marca só te bombarda com publicidade, começas automaticamente a ignorá-la. O cérebro cria um filtro. É spam. É ruído. É “scroll rápido”.
Mas quando uma marca te dá valor, te educa, te entretém, te inspira? Prestas atenção. Crias uma relação. E quando essa marca finalmente te oferece algo para comprar, a tua reação é completamente diferente.
Já não é “ugh, outra vez a tentar vender-me algo”. É “oh, isto pode realmente resolver o meu problema, e eu confio nesta pessoa”.
Vês a diferença?
A Estratégia Dos 80/20 (Ou Como Balancear Tudo Isto)
Não existe uma fórmula mágica universal, mas aqui está uma boa base para começares:
* 80% de conteúdo relacional/educativo/de valor - Constrói a relação, demonstra competência
* 20% de conteúdo transacional - Converte essa relação em vendas
Dentro desses 80%, podes ter:
* Dicas e truques da tua área
* Behind the scenes do teu trabalho
* Partilhas pessoais (valores, paixões, experiências)
* Conteúdo educativo
* Histórias de clientes e testemunhos
E nos 20% transacionais:
* Apresentação de produtos/serviços
* Promoções (com contexto e valor)
* Casos de estudo de resultados
* Calls-to-action claros
Lives e Vídeos: A Arma Secreta Para Feedback
Uma das coisas mais valiosas que podes fazer é criar lives ou vídeos onde interages com a tua audiência. Porquê?
Porque vais receber feedback em tempo real.
As pessoas vão:
* Fazer perguntas que te mostram o que interessa realmente
* Partilhar os seus problemas específicos
* Dar-te ideias para novos conteúdos
* Mostrar-te oportunidades de negócio que nem tinhas considerado
Se só fizeres conteúdo transacional? O único feedback que vais ter é sobre preço. “Está caro”, “Há mais barato ali”, “Não tenho dinheiro agora”, ou pior, nenhum feedback, ou ainda muito pior, vão deixar de te seguir!
Mas se criares conteúdo relacional e educativo? O feedback é sobre valor, sobre aplicação, sobre resultados. E isso, meu amigo, é o tipo de conversa que constrói negócios sólidos.
A Minha Provocação Final
Vou deixar-te com algo que o Jonathan disse e que me ficou a martelar:
“Se tu não vais partilhar a informação, certamente alguém vai estar a fazê-lo. E isso pode ser a diferença entre ganhares um cliente ou não.”
Pensa nisso.
Enquanto tu estás preocupado em “guardar os segredos”, há outros profissionais na tua área que estão a partilhar generosamente, a educar, a criar confiança.
Quando chegar o momento de alguém precisar de contratar um profissional, de quem é que essa pessoa se vai lembrar?
Do expert generoso que a ajudou sem pedir nada em troca? Ou de ti, que só apareceste quando querias vender algo?
Recapitulando: O Que Levas Daqui
Vamos fazer um resumo rápido do que falámos:
✅ Conteúdo transacional é importante - Mas sozinho, torna-te invisível e chato
✅ Conteúdo relacional constrói o teu negócio - gera confiança, demonstra competência, cria ligação
✅ Testemunhos são ouro - Não és tu a dizer que és bom, são os teus clientes
✅ Não tenhas medo de partilhar conhecimento - Se é tão fácil de copiar, não é valioso
✅ 80/20 é uma boa base - 80% valor, 20% vendas
✅ Usa feedback para crescer - Lives e interações dão-te insights preciosos
✅ A experiência também conta - No conteúdo transacional, não fales só de características – fala de experiência
A Minha Pergunta Para Ti
Agora quero saber: quais foram aqueles conteúdos relacionais ou testemunhos que te marcaram ao longo dos tempos neste mundo digital?
Aqueles que te fizeram pensar “ena, esta pessoa é mesmo generosa”, ou “quero trabalhar com esta empresa”?
Partilha aí nos comentários. Quero mesmo saber. E quem sabe, isso não te dá ideias para o tipo de conteúdo que podes criar?
Gostaste deste artigo?
Se sim, subscreve o canal (ou a newsletter, se estás no Substack), partilha com alguém que precise de ler isto, e deixa um like. Porque como diz o ditado, ao homem que partilha, o sol brilha!
E já agora, vai ver os outros artigos relacionados – tenho episódios sobre criar conteúdo mais entretido vs educativo, sobre intensidade vs densidade, e muito mais. Está tudo linkado aqui em baixo.
Um abraço, e vemo-nos no próximo episódio!
Marco NovoCriador Contente
Links Úteis:
* Episódio: Entretenimento vs Educação
* Episódio: Intensidade vs Densidade
* Episódio: Know, Like, Trust
* The Special Marketing Live Show - A versão em inglês, focada em marketing
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Criar quando dói: porque a vida de criador não é só likes (nem devia ser)
Nem sempre apetece criar.E isto é uma daquelas verdades que raramente aparecem nos posts bonitos, cheios de luz, música inspiradora e frases motivacionais.
Há dias em que estás cansado, sem ideias, com a cabeça cheia e o corpo a pedir pausa. E mesmo assim sentes aquele peso silencioso: “devia aparecer”, “devia publicar”, “devia ser mais consistente”. Como se ser criador fosse uma obrigação permanente de estar bem, animado e disponível para entreter.
Mas a vida de criador não é só likes.Nunca foi.E, honestamente, ainda bem que não é.
Este episódio do Criador Contente nasce exatamente desse lado menos falado: das dificuldades, do cansaço, da frustração e da sensação constante de que estamos a comparar a nossa realidade com vidas que parecem um filme — mas que só mostram os melhores trailers.
Aqui não quero vender sucesso rápido, nem felicidade instantânea. Quero falar-te do caminho real. Aquele que dói às vezes. Aquele que é aborrecido noutras. E aquele que, paradoxalmente, é o que mais nos ensina, mais nos fortalece e mais valor tem para partilhar com quem está desse lado.
Se alguma vez sentiste que criar estava a pesar mais do que a entusiasmar… então continua a ler.
A vida de criador não é um mar de rosas (e isso não é um problema)
Desde o início que tive claro uma coisa: o Criador Contente nunca seria um espaço para vender ilusões. Nunca foi sobre milhões, viralidade ou vidas faustosas. Foi sempre sobre percurso.
Grande parte do nosso contentamento não vem da ausência de dificuldades. Vem precisamente do contrário: de as ultrapassarmos. Cada obstáculo traz aprendizagem. E muitas vezes é essa aprendizagem — conquistada com esforço — que tem mais valor para partilhar.
Todos nós passamos por fases difíceis. Na criação, no trabalho, na vida. Quando só mostramos o lado bonito, não estamos a ajudar ninguém. Estamos apenas a alimentar comparações injustas e expectativas irrealistas.
Antes de criador, sou consumidor (e tu também)
Há algo que repito muitas vezes: antes de ser criador, sou consumidor. E isso traz responsabilidade.
Aquilo que consumimos molda a forma como vemos o mundo — e a nós próprios. Quando estamos constantemente expostos a conteúdos que mostram apenas sucesso, facilidade e felicidade permanente, é inevitável que a nossa realidade pareça insuficiente.
No imediato, esse tipo de conteúdo pode até inspirar. Mas a médio e longo prazo tende a gerar frustração, ansiedade e uma sensação constante de “estou atrasado”.
Por isso, o desafio é duplo:escolher bem aquilo que consumes…e ser consciente daquilo que entregas à tua comunidade.
Nem tudo tem de ser entretenimento (e estamos a esquecer-nos disso)
Vivemos numa lógica de estímulo constante. Tudo tem de ser rápido, intenso, colorido, dinâmico. Luzes, cortes, sons, emoção.
O problema é que estamos a aumentar o nível de estímulo sem aumentar o nível de utilidade.
Conteúdo que realmente muda alguma coisa — que ensina, que provoca reflexão, que dá ferramentas — muitas vezes é mais denso. Às vezes até um pouco aborrecido. E isso não é um defeito.
Enquanto criadores, precisamos de resistir à tentação de trocar densidade por intensidade.Enquanto consumidores, precisamos de reaprender a valorizar mensagens fortes, mesmo quando não vêm embrulhadas em espetáculo.
Criar nem sempre é fácil (e nem sempre apetece)
Há dias em que criar custa.Há semanas em que estou doente, cansado, sem energia — e mesmo assim apareço.
Um live exige presença, entrega e foco. Não é um formato leve. Há momentos em que não apetece mesmo. E também há alturas em que simplesmente não dá.
É importante dizer isto sem culpa: compromisso não pode virar castigo. Disciplina é importante, sim. Mas humanidade também. Criar é encontrar esse equilíbrio frágil entre aparecer e respeitar limites.
O verdadeiro valor está na experiência (não no brilho)
Aquilo que realmente torna um criador útil não é falar só das maravilhas.
É partilhar dificuldades.É assumir erros.É mostrar o processo.É explicar como resolveste — ou como ainda estás a tentar resolver.
Não é dopamina barata.É contexto.É experiência.É verdade.
Esse tipo de conteúdo não explode sempre em likes. Mas constrói confiança. E confiança constrói comunidades.
O mito do conteúdo perfeito
Outro mito perigoso: o conteúdo tem de estar perfeito.
Não tem. Nunca vai estar.
Um episódio não esgota um tema. Um podcast é uma sequência, não uma obra final. Se algo ficou por dizer, diz-se no próximo. A criação é continuidade, não conclusão.
A perfeição paralisa.A consistência transforma.
“Já há alguém melhor do que eu a falar disto”
Sim, há.E ainda bem.
Cada criador traz a sua história, a sua bagagem e a sua forma de ver o mundo. Não existe uma abordagem única. Tal como não gostamos só de um músico ou de um escritor, também não aprendemos só com um criador.
A tua perspetiva é válida porque é tua.E haverá sempre alguém que precisa exatamente dela.
Menos intensidade, mais densidade
Se tivesse de resumir este episódio numa ideia, seria esta:troca intensidade por densidade.
Mais ferramentas.Mais contexto.Mais verdade.
Menos ruído.Menos espetáculo vazio.
O Criador Contente nunca foi sobre luxo, viralidade ou promessas fáceis. É sobre encontrar caminho, enfrentar dificuldades, aprender com elas e depois ter a generosidade de partilhar isso com quem precisa.
Conclusão
Criar não é correr para chegar primeiro.É continuar, mesmo quando o caminho aperta.
Se levas alguma coisa deste episódio, que seja isto: não precisas de uma vida perfeita para criares bom conteúdo. Precisas de experiência, consciência e vontade de partilhar o que aprendeste — mesmo quando ainda estás a aprender.
Se este texto te acompanhou em algum momento mais difícil, deixa um comentário. Partilha comigo uma dificuldade que já ultrapassaste ou uma que ainda estás a tentar entender. Esta conversa faz mais sentido quando é feita a várias vozes.
Se gostaste, segue o Criador Contente no Substack, deixa o teu like e partilha com alguém que anda a criar devagar, mas com intenção.
O Criador Contente, o podcast sem promessas para criadores sem pressas.
Abraço e boas criações,Marco Novo 🎙️✨
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Exemplo concreto de partilhar dificuldades reais com autenticidade
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Olha, vou ser completamente honesto contigo: ando constipado, a voz não está no seu melhor, mas não resisti a vir aqui partilhar esta reflexão que tem andado a martelar-me a cabeça. Porque é que insisto em criar este episódio mesmo estando assim? Porque acredito profundamente naquilo que vou partilhar contigo hoje.
Nos últimos dias, enquanto lutava contra esta gripe chatinha, estive a consumir bastante conteúdo – TikTok, Facebook, YouTube. E reparei numa coisa: os vídeos que mais me marcaram, aqueles que me fizeram parar e pensar “caramba, isto é mesmo importante”, foram aqueles que mostravam pessoas comuns a fazer coisas extraordinárias. Vendedores ambulantes a receber ajuda de estranhos. Pessoas a comprar comida de vendedores de rua para depois oferecer a quem mais precisa. A pequena Luísa, que está a lutar bravamente contra a doença, a visitar o Centro de Estágio do Porto e a criar aquele momento emocionante que correu o país.
E foi aí que me bateu: porque raio não falamos mais sobre isto? Porque é que, enquanto criadores, não nos focamos mais em criar conteúdo que inspire, que traga positividade, que mostre o melhor que há em nós?
O Poder Invisível do Conteúdo que Consumimos
Aquilo que nós consumimos enquanto criadores de conteúdo condiciona – e muito – duas coisas fundamentais: por um lado, a forma como vemos o mundo; por outro (e este é talvez o mais importante), condiciona bastante a forma como criamos o nosso próprio conteúdo, o tom que usamos, o tipo de mensagens que partilhamos.
Pensa comigo: quando vês aqueles vídeos de pessoas a ajudar outras em situações de dificuldade, o que sentes? Eu sei o que sinto: algo mexe lá dentro. Traz à superfície aquilo que de melhor temos. E se este tipo de conteúdo tem este impacto positivo tão poderoso, não deveria ser isto que consumimos mais? Não deveria ser isto que criamos mais?
A Responsabilidade de Ser “O Outro”
Aqui vai uma verdade inconveniente: estamos sempre a pensar que são “os outros” que criam, que fazem, que vêm. Mas já paraste para pensar que, para mim, tu és o outro? Para outra pessoa que esteja aqui ao nosso lado, nós somos o outro?
Inventei há tempos uma frase que resume bem isto: nós devemos ser o Outro que gostaríamos que o Outro fosse.
Pensa nisto seriamente. Aqueles criadores que instigam ao pior que há em nós – aqueles que promovem divisão, ódio, ressentimento – só têm palco porque alguém os está a ver. Porque alguém consome os seus conteúdos, põe likes, partilha. Nós é que lhes damos relevância.
Daí a primeira reflexão que tens que fazer: a quem é que estás a dar palco?
O Sentido Crítico que Perdemos
Outra coisa que não temos feito muito nestes tempos é olhar para as coisas com sentido crítico. Só o facto de uma ideia ser contrária à nossa já a percebemos como um ataque pessoal – seja no futebol (e já agora, parabéns aos benficistas pela vitória de ontem e pela passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões!), seja na política, seja na religião.
Mas aqui vai outra verdade: é perfeitamente válido e até enriquecedor ouvir pessoas que tenham uma opinião contrária à nossa. Eu próprio já deixei aqui claro muitas coisas que vão contra a corrente:
* Acredito muito no conteúdo longo quando muitos defendem o curto
* Adoro o orgânico quando há quem só jure pelo pago
* Sou defensor de que muito do que tem impacto positivo nas nossas vidas não pode ser medido
Não consegues medir quando um funcionário teu faz um atendimento excelente e a pessoa sai a recomendar a tua loja. Não consegues medir quando alguém ouve este podcast, partilha com um amigo, e esse amigo me contacta. Mas isso não torna essas coisas menos importantes.
A Questão do Humor e da Sensibilidade Excessiva
Vamos falar de um tema espinhoso: o humor. O humor, por si só, é quebrar regras, quebrar padrões, quebrar tabus. E a minha recomendação é simples: se te ofende, não vejas. Ninguém morreu por ouvir uma má piada ou uma piada de que não gostou.
Temos que ter este desprendimento. Enquanto criadores, temos que saber lidar com críticas, com opiniões menos positivas, até com trolls. O nosso ego não deve ser assim tão sensível. Temos que perceber que aquilo não é pessoal.
As Duas Grandes Responsabilidades dos Criadores
Enquanto criadores de conteúdo, temos duas responsabilidades. Como consumidores, temos uma.
Porque aqui está a verdade: só triunfam os criadores que têm palco, que têm audiência. Se há criadores com muita audiência cujo conteúdo não é edificante nem interessante, as pessoas que os seguem têm a sua parte de responsabilidade nisso.
E atenção: podes ser consumidor sem ser criador, mas se és criador, vais definitivamente ser consumidor. E aquilo que crias vai ser, em grande parte, reflexo daquilo que consomes. Mas, por outro lado, também vai criar consumidores que serão impactados pelo tipo de mensagem que transmites.
Esta é a coisa mais importante para pensares hoje.
Há Tanto de Positivo para Partilhar
Tens tanta coisa positiva para falar! Podes falar da tua terra, daquilo que te apaixona em termos de viagens, das paisagens de que gostas, dos teus hobbies, dos teus tempos livres. Tens tanto conhecimento, tantas coisas de que gostas e que são positivas, que podem inspirar os outros, criar laços com quem te está a ver e a ouvir.
Não há necessidade nenhuma de estar só a trazer negatividade, porque já há tanta.
E atenção: não estou a falar daquela positividade tóxica tipo coach de “olha que lindo dia porque tudo depende de ti”. Não é essa a minha mensagem. Estou a falar de orientar mais aquilo que fazemos para coisas positivas, sem descurar a realidade.
Eu sempre fui muito pragmático contigo. Sempre falei e continuarei a falar dos meus falhanços, dos meus erros, das coisas que não me correm bem. Ainda há muitas coisas que não me correm bem. Mas é importante trazer positividade e, nos nossos falhanços, encontrar coisas positivas.
O Criador Contente pode ser ajudado por ti! Se estás a gostar do artigo, subscreve para receberes notificações dos próximos “capítulos”!
A Melhor Coisa que Me Aconteceu Foi Correr Mal
Falo por mim: se calhar, se no início tudo me tivesse corrido bem, não teria chegado às situações onde cheguei. É uma das grandes lições que gosto de partilhar: grande parte daquilo que me aconteceu de bom é precisamente porque, no início, as coisas me correram mal.
Às vezes até digo: a melhor coisa que me aconteceu foi as coisas terem-me corrido mal no início. Porque, se calhar, acomodava-me e ficava-me por ali. Não teria trabalhado com empresas lá de fora, não teria conhecido pessoas de todo o mundo, não teria colaborado com gente incrível de todos os cantos do planeta.
O facto de as coisas correrem mal no início não é sinónimo de que, no final, também acabarão por ser negativas. É algo que temos que considerar e pensar.
O Meu Desafio para Ti
Quero enfatizar, quero bater nesta tecla: traz coisas positivas para aquilo que crias. No sentido de ajudar. No sentido de criar pontos de conexão, de conhecer pessoas numa perspetiva de positividade, para fazer deste mundo um lugar melhor.
Porque temos duas grandes responsabilidades enquanto criadores. E a audiência também tem a sua responsabilidade em quem escolhe seguir e apoiar.
Deixo-te então a reflexão: quem são os criadores de conteúdo que te criam este impacto positivo? Que te fazem pensar em coisas boas? Que te fazem refletir em coisas positivas? Deixa nos comentários – adorava saber!
E se este episódio te fez pensar, se de alguma forma ressoou contigo, partilha com pessoas de quem gostes. Vamos criar uma onda de positividade e conteúdo que realmente importa.
Um grande abraço, despeço-me com amizade e até breve!
O video la Luísa (força):
Links dos criadores que me inspiraram:
Camilo Cifuentes
Random Acts TV
Alcenir Lima
MurphsLife
Zachery Dereniowski
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Acabei de devorar um livro que me fez parar e pensar seriamente sobre o que significa ser criador de conteúdo em 2024. E quando digo “devorar”, é mesmo isso – li as 179 páginas em três noites, tamanha foi a conexão que senti com as palavras do Santiago sobre ludopatia, vícios e, acima de tudo, sobre a responsabilidade que carregamos quando temos um microfone e uma câmara à nossa frente.
Já acompanhava este criador há uns dois anos. Sempre admirei a sua coragem de falar abertamente sobre o vício do jogo, sobre essa luta diária contra a ludopatia. Mas ler o livro foi uma experiência completamente diferente. Foi como se cada página me confrontasse com questões que muitos de nós, criadores, preferimos varrer para debaixo do tapete: até onde vai a nossa responsabilidade? O que é que estamos dispostos a fazer por dinheiro? Onde traçamos a linha entre partilhar a nossa vida e vendê-la ao melhor licitante?
O Peso da Influência: Quando as Nossas Palavras Destroem Vidas
Vamos ser brutalmente honestos: não podemos estar em frente a uma câmara, ter milhares ou milhões de seguidores, e depois fazer o que nos dá na veneta sem pensar nas consequências. Esta é a realidade crua que muitos criadores se recusam a aceitar.
Pensa comigo: quando aceitas milhares de euros para promover uma plataforma de apostas online, estás realmente consciente do impacto que isso pode ter? Estás a pensar naquela pessoa vulnerável que pode cair no vício? Naquela família que pode ser destruída porque alguém em quem confiavam – tu – tornou o jogo normalizado, até glamoroso?
O jogo vicia. O jogo destrói famílias. O jogo arruína vidas. E nós, enquanto criadores, não podemos fingir que isto não é problema nosso só porque nos pagam bem para olhar para o lado.
A verdade inconveniente é esta: há coisas bem mais importantes do que o dinheiro. E se não consegues perceber isto, talvez seja altura de questionares se realmente deves ter a responsabilidade de influenciar outras pessoas.
A Ilusão da Escolha Livre
Já ouvi este argumento mil vezes: “As pessoas têm liberdade de escolha, fazem porque querem”. Mas isto é uma desculpa preguiçosa para nos livrarmos da responsabilidade.
Quando não pomos cara a quem está a sofrer, quando não vemos de perto as consequências, é fácil sacudir a água do capote e dizer que as pessoas são livres de escolher. Mas a realidade é bem mais complexa. Há pessoas em situações desesperadas – financeiramente, emocionalmente – que são especialmente vulneráveis a estas tentações.
Lembro-me de uma história que uma profissional espanhola da publicidade online me contou há uns anos. Uma pessoa comprou um desses “cursos milagrosos” que prometem mundos e fundos, não conseguiu ganhar dinheiro com ele, e depois quis fazer uma formação com ela para… ganhar dinheiro para pagar o curso inicial. Vês o ciclo vicioso? É exatamente o mesmo padrão da ludopatia: apostas, perdes, pedes um empréstimo para recuperar, perdes mais, roubas, e o ciclo continua.
A Ética Questionável dos “Gurus” e Vendedores de Sonhos
E já que falamos de cursos milagrosos, deixa-me ser muito claro sobre isto: grande parte dos criadores que te prometem milhões com as suas mentorias extraordinárias só vão gerar mundos e fundos para eles próprios. Tu, muito provavelmente, ficarás com as mãos a abanar e a carteira mais leve.
Eu partilho a minha experiência aqui no Criador Contente, sim. Falo sobre o que aprendi, sobre o que funciona comigo. Mas também já te disse várias vezes: o facto de algo ter funcionado comigo não significa obrigatoriamente que vai funcionar contigo. Pode funcionar de forma diferente, pode funcionar melhor, ou pode simplesmente não funcionar de todo.
Esta é a honestidade que devemos aos nossos seguidores. Não aquelas fórmulas mágicas de “tudo depende só de ti” – porque isso é mentira. Há circunstâncias, contextos, variáveis que fogem completamente ao nosso controle. Os outros têm de validar aquilo que queres fazer. O mercado tem de responder. O timing tem de estar certo.
Porque Nunca Me Verás a Interromper os Teus Vídeos
É por tudo isto que provavelmente nunca vou ficar rico na vida. E sabes que mais? Estou completamente em paz com isso.
Nunca me verás a usar aquelas estratégias agressivas de escassez artificial, sentimentos de culpa, aqueles countdowns ridículos de “só faltam 3 horas para o preço subir 500%”. Não vou interromper os teus vídeos no YouTube para te falar do meu mega super curso que te vai gerar milhões porque já gerou milhões a várias pessoas.
Porquê? Porque prezo a consciência, a moralidade e a ética. Prefiro dormir sossegado sem ter tantos milhões na conta do que hipotecar a minha integridade e a confiança que depositas em mim.
Onde Termino Eu e Começa o Personagem?
Uma das reflexões mais interessantes que este livro me trouxe – e que o Santiago aborda de forma leve mas importante – tem a ver com os limites entre a nossa vida privada e a nossa vida pública como criadores.
Vemos isto constantemente: criadores que vivem com a porta escancarada. Hoje mostram-te o pequeno-almoço, amanhã o banho dos filhos, depois de amanhã a discussão com o parceiro. E isto cria dois problemas sérios:
Primeiro, perdemos a noção de onde acabamos nós e começa o personagem. Se hoje te mostrei uma coisa íntima, amanhã o que terei de fazer para continuar a cativar a tua atenção? Onde é que isto para? Onde está o limite?
Segundo, o público começa a sentir-se dono da nossa vida. Sente que tem o direito de opinar, de decidir sobre o que vamos publicar, sobre que posições devemos tomar. E se não estabelecemos desde o início essa barreira clara – “até aqui sim, daqui para frente não passa ninguém” – vamos ter um problema enorme.
A Liberdade de Dizer Não
O Santiago já falou várias vezes sobre isto, especialmente na área do humor onde ele trabalha. Há pessoas que lhe pedem constantemente para falar sobre determinados temas, para tomar posição sobre assuntos polémicos. E ele simplesmente diz não.
O canal é dele. A linha editorial é dele. E esta é uma lição que todos nós, criadores, precisamos de aprender urgentemente.
Tu defines os teus limites. Tu decides sobre o que falas. Tu escolhes o que partilhas.
Sim, isto pode significar que algumas pessoas vão deixar de te seguir. Vão ficar frustradas porque não falas naquilo que elas querem que fales. Mas este é o preço que pagamos pela nossa conduta, pela nossa decisão, pela nossa responsabilidade.
E lembra-te: a criação de conteúdo é uma maratona, não um sprint. Daqui a 5, 10, 20 anos, aquelas pessoas que expuseste – ou tu próprio – vão continuar a ter uma vida. E pode ser extremamente problemático estarmos a hipotecar o futuro, a criar este fardo, esta herança digital.
O Perigo de Expor os Mais Vulneráveis
Isto leva-me a um ponto que me deixa particularmente desconfortável: criadores que expõem membros da família muito jovens, crianças, bebés.
Criar este fardo, esta herança digital para alguém que nunca pediu nada, que não tem capacidade de consentir, que não pode escolher se quer ou não estar exposto a milhões de pessoas… quanto a mim, é algo que evitaria com todas as minhas forças.
Essas crianças vão crescer. Vão ser adolescentes. Vão querer construir a sua própria identidade. E vão ter de lidar com o facto de que toda a sua infância está documentada e acessível a qualquer pessoa na internet. Pensámos nas implicações disto?
A Ansiedade dos Números: Likes, Views e Validação
O Santiago também aborda no livro aquela ansiedade que todos nós, criadores, conhecemos bem: a espera por views, por likes, por validação.
Aquele sentimento de publicares algo e estares constantemente a atualizar para ver quantas pessoas viram, quantas gostaram, quantas comentaram. Essa necessidade quase viciante de aprovação constante.
Vou ser honesto contigo: com mais de dez anos em frente a uma câmara, nunca fui uma pessoa de grandes números. Se juntar tudo, terei uns 30 mil seguidores nas diferentes redes. É um número simpático, mas não é extraordinário.
E sabes que mais? Não me preocupa.
Preocupa-me muito mais a qualidade daquilo que te entrego. A utilidade que isso pode ter para ti. A minha paz de espírito.
A Tentação das Redes Sociais
Às vezes, confesso, é tentador. Estou num restaurante fixe, num sítio interessante, e a minha mão já está quase a abrir o Instagram para fazer um story. Mas cada vez mais vou-me disciplinando para que essa parte mais íntima, mais pessoal da minha vida não apareça.
Porquê? Porque percebo que uma vez que começo a partilhar, crio uma expectativa. As pessoas começam a sentir que me conhecem intimamente – e de certa forma conhecem, mas é uma intimidade construída, editada, escolhida. E isso cria uma dinâmica estranha.
O Santiago é um exemplo perfeito disto. Nunca estive com ele pessoalmente, não o conheço de lado nenhum. Mas pela forma como ele fala, pelo convívio digital que vamos tendo, sinto que é quase parte da família. Tanto que até estou a planear visitar o restaurante que ele abriu recentemente na (minha amada) Galiza!
Esta ligação, esta afinidade tem um lado bom. Mas também tem aquele lado perigoso de sentirmos que temos algum poder sobre essa pessoa, que podemos decidir sobre o que ela deve falar.
Expectativas Realistas: O Glamour que Não Existe
Precisamos urgentemente de desmistificar esta ideia de que a criação de conteúdo é glamourosa.
Não é.
Na maior parte das vezes, sobretudo no início, aquilo que criamos não é assim tão maravilhoso nem extraordinário. E isto não é para te desmotivar – é para te dar uma dose de realidade.
Não vais publicar o teu primeiro vídeo e ter milhões de views. Não vais ter multidões a bater palmas e a dar-te palmadas nas costas. E sabes que mais? Isso até é bom.
É melhor teres um público pequeno mas extremamente conectado contigo, do que teres milhões de seguidores que não se importam verdadeiramente com o que fazes. É melhor atenderes de forma clara, concreta e específica às necessidades desse público, do que tentares agradar a toda a gente.
Porque quando tentas agradar a toda a gente, acabas por não agradar a ninguém.
O Sucesso Não Tem Uma Cara Única
E já agora, já que estamos a falar de expectativas: precisamos de parar de vender a faustosidade, o luxo e a pompa como a única forma de sucesso.
Tive uma conversa sobre isto há poucos dias. Vemos constantemente pessoas que, à partida, tinham tudo para ser felizes – casas enormes, carros de luxo, viagens constantes – a ter vidas de profundo sofrimento.
O sucesso tem diferentes formas. A felicidade tem diferentes rostos. E o êxito pode significar coisas completamente distintas para pessoas diferentes.
É muito importante que nós, enquanto criadores, respeitemos isto. Que não andemos a impor uma visão única do que é “ter sucesso na vida”. Que celebremos diferentes caminhos, diferentes escolhas, diferentes prioridades.
A Responsabilidade de Impactar Positivamente
No final das contas, tudo isto se resume a uma coisa: ser criador de conteúdo é uma responsabilidade enorme.
É uma obrigação – sim, obrigação – de impactar positivamente as pessoas. De as motivar, de as inspirar, de as ajudar a ter uma vida melhor. Não é só sobre ganhar dinheiro, ter seguidores, ser famoso.
Quando tens um microfone e uma câmara à tua frente, quando tens pessoas que confiam em ti, que ouvem o que dizes, que seguem os teus conselhos, carregas um peso. E tens de ser extremamente consciente desse peso.
Não caias na tentação de:
* Expor demais a tua vida ou a vida de quem te rodeia
* Pôr a ética de lado porque “vais ganhar muito dinheiro”
* Promover coisas que podem destruir vidas só porque te pagam bem
* Vender sonhos impossíveis a pessoas vulneráveis
* Impor a tua visão de sucesso como se fosse a única válida
A Consistência que Verdadeiramente Importa
A consistência de que precisamos não é a de publicar todos os dias a qualquer custo. É a consistência de valores, de ética, de integridade.
É manteres-te fiel àquilo em que acreditas, mesmo quando isso significa ganhar menos dinheiro. É estabeleceres limites claros e mantê-los, mesmo quando isso te custa seguidores. É seres honesto sobre as tuas limitações e sobre o que podes ou não prometer.
Esta é a consistência que constrói carreiras longas e sustentáveis. Esta é a consistência que te permite dormir sossegado à noite.
Conclusão: Ser Criador é Ser Responsável
Este livro do Santiago – que podes encontrar através do link afiliado na descrição – abriu-me os olhos para coisas que, apesar de já intuir, nunca tinha verbalizado tão claramente.
A criação de conteúdo não pode ser um jogo onde vale tudo. Não podemos hipotecar a nossa integridade, a nossa paz de espírito, ou pior, a vida de outras pessoas, só porque queremos ganhar mais dinheiro ou ter mais seguidores.
Temos de ser conscientes do nosso impacto. Temos de traçar limites claros. Temos de ser honestos – brutalmente honestos – sobre o que podemos e não podemos oferecer. E acima de tudo, temos de lembrar-nos constantemente de que há pessoas reais do outro lado do ecrã, com vidas reais, problemas reais, vulnerabilidades reais.
Se estás nesta jornada da criação de conteúdo, para um momento e reflete: que tipo de criador queres ser? Que legado queres deixar? Como é que queres impactar as pessoas que te seguem?
Porque no final, quando olhares para trás daqui a 10, 20 anos, não vão ser os números que vão importar. Vai ser a forma como trataste as pessoas, a integridade com que conduziste o teu trabalho, o impacto positivo que tiveste nas vidas que tocaste.
E isso, meu amigo, não tem preço.
Agora quero ouvir-te: o que pensas sobre tudo isto? Já te deparaste com dilemas éticos na tua jornada como criador? Como defines os teus limites? Deixa o teu comentário aqui em baixo – adoro ler as tuas reflexões e criar esta conversa genuína sobre os desafios reais da criação de conteúdo.
E se este artigo te fez pensar, se tocou em algo que precisavas de ouvir, deixa um like e partilha com aquele criador amigo que também precisa desta reflexão. Como dizem: quando um homem partilha, o mundo chega quase até Marte!
Até ao próximo episódio do Criador Contente. Cuida de ti, cuida da tua comunidade e, sobretudo, cria com consciência.
Se queres saber mais sobre o Santiago:
TikTok
Livro “La Vida No Es Un Juego” (afiliado)
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Introdução
Janeiro está aí e com ele vêm todas aquelas resoluções bonitas que tu passaste os meses de Novembro e Dezembro a escrever. Qual é o problema? É que passaste mais tempo a planeá-las e a escrevê-las do que a executá-las. E eu sei bem do que falo — já passei por isso mais vezes do que gostaria de admitir.
Hoje, quero falar contigo sobre um tema que mexe com todos nós, criadores ou aspirantes a criadores: a maldição das resoluções de ano novo e porque é que a maioria delas morre antes de Fevereiro chegar. Mas, mais importante ainda, vou partilhar contigo as soluções práticas que eu próprio uso para não cair nesta armadilha. Fica aí que isto vai ser um episódio extraordinário do Criador Contente.
Porque é que as Tuas Resoluções Costumam Falhar (E Não É Culpa Tua)
Vamos ser honestos: com o ano novo vem sempre aquela motivação explosiva. Vais perder X quilos, vais publicar três vídeos por semana, vais finalmente lançar aquele podcast que andas a adiar há dois anos. O problema não está na intenção — está na execução.
A primeira grande armadilha é esta: pensamos no resultado final, mas não mudamos os hábitos que nos trouxeram até aqui. Eu falo por mim. Se quero perder peso, não posso apenas pensar nos quilos que quero eliminar. Tenho que pensar no que me levou a ganhá-los em primeiro lugar. E o mesmo se aplica à criação de conteúdo. Se até agora não conseguiste ser consistente, de pouco vale prometeres que vais publicar todos os dias. Tens que perceber o que te tem impedido e mudar isso gradualmente.
O Paradoxo da Escolha: Quando Definir Demais É Não Fazer Nada
Outro problema brutal é estabelecermos objetivos a mais. Fazemos listas com vinte, trinta itens — um verdadeiro buffet de ambições. E sabes o que acontece? Paralisamos completamente. É o Paradoxo da Escolha, conceito brilhantemente explicado por Barry Schwartz no livro com o mesmo nome. Quando temos demasiadas opções, não escolhemos nenhuma.
Já te aconteceu ficares quinze minutos parado no Netflix sem conseguires escolher o que ver? Pois é. Imagina agora aplicar isso às tuas metas de criador. Catastrófico.
As Desculpas que Te Impedem de Começar (E Eu Já Usei Todas)
Agora vamos ao que realmente interessa: os obstáculos específicos que enfrentamos quando queremos criar conteúdo. E acredita, eu já tropecei em todos eles.
1. “Ainda não é o momento certo”
Este tema não é suficientemente interessante. Ainda não estou preparado. Não tenho a câmara ideal. Falta-me conhecimento. Soa familiar? Claro que sim. Esta é a desculpa mais democrática que existe — todos já a usámos.
2. “Preciso de consumir mais conteúdo primeiro”
Ah, esta é insidiosa. Convences-te de que precisas de ver mais vídeos sobre o tema, de estudar mais criadores, de fazer aquela formação antes de começares. É consumo disfarçado de preparação. E enquanto consomes, não crias.
3. “Tem que estar perfeito”
Esta afeta-me até hoje, mesmo depois de vários anos nisto. A edição perfeita, o frame perfeito, a luz impecável, o microfone cristalino. E quando vemos outros criadores com produções lindíssimas, então? Paralisamos completamente, pensando que nunca vamos chegar àquele nível.
Deixa-me dizer-te uma coisa importante: a perfeição nunca vai chegar. Nunca. O que podes fazer é aperfeiçoar-te continuamente. Ainda há poucas semanas estava atacado com tosse e tossia durante os episódios. Publiquei na mesma. E sabes que mais? Ninguém deixou de ouvir por causa disso.
As Soluções que Realmente Funcionam (Testadas por Mim)
Agora vem a parte boa. Como é que contornas tudo isto e finalmente começas a criar de forma consistente?
Consistência + Sustentabilidade = A Fórmula Mágica
Já te disse isto várias vezes, mas vou repetir porque é fundamental: tens que encontrar o equilíbrio entre consistência e sustentabilidade. Muitas pessoas começam com uma energia brutal — três posts por dia, vídeos diários, stories a toda a hora. Passadas duas semanas, já estão mortas. Ao fim de seis meses, nem um story publicam.
Pensa nisto como uma maratona, não como um sprint de sessenta metros. A maioria dos podcasts morre ao episódio sete. Quando cheguei a esse número, comecei a celebrar. Agora estamos perto dos cinquenta episódios. Sabes porquê? Porque pensei a longo prazo desde o início.
O Segredo Está no Sistema, Não na Motivação
Motivação é volátil. Hoje estás em cima, amanhã nem te apetece sair da cama. Por isso é que precisas de sistemas, não de motivação.
Eu tenho o meu fluxo de trabalho completamente mapeado. Sei como começa o Criador Contente, sei que tipo de conteúdos vão sair dele, sei que este podcast me vai gerar um artigo de blog, stories, conteúdo para YouTube, etc. Tenho um sistema que minimiza a criação e maximiza o impacto.
E atenção: minimizar a criação não significa fazer pouco. Significa ser criterioso. Porque criar conteúdo pode tornar-se um vício, e acabas por criar coisas inúteis que chateiam a tua audiência ou, pior ainda, perdes tempo que devias dedicar a estrategizar.
Simplicidade É a Tua Melhor Amiga
Uma das grandes vantagens do live streaming para mim? A simplicidade brutal. Carrego no botão “Go Live” e começo a falar. Claro que há algum planeamento antes e análise depois, mas o processo em si é simples.
E sabes o que acontece quando simplificas? Começas a criar. E quando começas a criar, as ideias aparecem. Muitas vezes estou a gravar um episódio e surgem-me ideias para os próximos. A melhor forma de te preparares para criar conteúdo é criando conteúdo. Já estou cheio de dizer isto, mas vou continuar a dizê-lo porque é verdade.
O Teu Desafio para os Próximos 30 Dias
Vou propor-te três exercícios concretos para transformares 2026 no ano em que finalmente te tornas criador:
1. Para de Adiar — Escolhe UMA Coisa
Olha para aquela lista gigante de resoluções. Agora risca tudo exceto uma ou duas coisas que vão ter mais impacto na tua vida como criador. Sim, só uma ou duas. E ataca. Para de preparar, para de planear. Ataca.
2. Simplifica com Live Streaming
Usa o live streaming ou apps de vídeo para começares a criar sem a pressão da perfeição. Até pode ser o Snapchat para gravares vídeos tontos só para ganhares à-vontade. O importante é simplificar o processo.
3. O Desafio dos 30 Dias (Até 8 de Fevereiro)
Este é o grande exercício. Durante trinta dias, dedica meia hora por dia a uma destas plataformas: Substack, TikTok ou LinkedIn (podes escolher uma, duas ou as três).
Vai analisar o feed dos criadores que admiras e faz um comentário inteligente em cada conteúdo. Não um “bom post” qualquer. Um comentário com substância, que traga valor à conversa, que demonstre que pensaste sobre o tema.
Isto vai fazer três coisas por ti:
* Dar-te confiança para começares a criar o teu próprio conteúdo
* Permitir-te testar as tuas ideias num “trapézio com rede” (o conteúdo não é teu, mas o comentário é)
* Gerar visibilidade para o teu perfil
A Verdade Dura Sobre Resultados (Que Ninguém Te Conta)
Quando começares, vais ter que lidar com isto: não vais ter trezentas mil pessoas a ver os teus conteúdos. Não vais ter quinhentos mil likes. A Joana Marques não vai falar de ti no “Extremamente Desagradável”.
E está tudo bem.
Porque ao fim de algum tempo, aquele “subidão” inicial vai desaparecer. A motivação vai baixar. E muitos vão desistir precisamente nessa altura. Mas não tu. Porque tu sabes que a grande maioria dos aspirantes a criador desiste ao fim de pouco tempo, e é exatamente aí, nessa longevidade, nesse pensar a médio e longo prazo, que está o ouro.
E outra coisa fundamental: ter sucesso como criador não está unicamente ligado à quantidade de seguidores. Deixa isto ser muito claro. O número de seguidores não é a métrica do teu sucesso. Há criadores com audiências pequenas, mas extremamente envolvidas que fazem negócios incríveis.
Autorrespeito: A Peça que Falta no Puzzle
Vou terminar com algo importante. Se já deste o passo de te pores em frente a uma câmara ou a um microfone, tens que te parabenizar. A percentagem de pessoas registadas em plataformas como LinkedIn ou Facebook que realmente criam conteúdo (e não apenas consomem) é ínfima.
Portanto, tens que ter autorrespeito. Tens que olhar para o teu trabalho com uma perspetiva crítica de melhoria, sim, mas também com aceitação. Respeita-te pelo facto de estares a fazer algo que a esmagadora maioria das pessoas não faz.
Conclusão
Janeiro está aqui e tu tens duas opções: fazer mais uma lista de resoluções bonitas que vão morrer em Fevereiro, ou efectivamente mudares os hábitos que te trouxeram até aqui.
Escolhe uma ou duas metas. Cria um sistema sustentável. Simplifica o processo. E, por favor, para de esperar pela perfeição — ela nunca vai chegar.
Durante os próximos trinta dias, aceita o desafio de comentar conteúdos dos teus criadores favoritos. Usa isso como trampolim para começares a criar o teu próprio conteúdo. E lembra-te: o Criador Contente é um Podcast Sem Promessas para Criadores Sem Pressas.
Agora é contigo. Que passo vais dar hoje para transformares 2026 no teu ano como criador? Deixa nos comentários — quero mesmo saber.
E já agora, se este artigo te ajudou, partilha-o com aquele teu amigo que passa a vida a planear mas nunca executa. Ele vai agradecer-te (eventualmente).
Porta-te bem. Até ao próximo episódio.
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Chega o Natal e tu, como criador, queres tirar o máximo partido de tudo. Acontece que, muitas vezes na vida, temos que tomar decisões e muitas das vezes a melhor decisão é aquela menos óbvia, é aquela de vamos descansar um bocadinho. Slow down, man!
Sei que parece contraditório vindo de alguém que fala todas as semanas sobre criação de conteúdo, mas esta é provavelmente a mensagem mais importante que te posso dar nesta quadra natalícia: nem tudo na vida precisa de ser produtividade máxima. E acredita, esta lição custou-me a aprender.
Porque É Que Descansar É a Tua Melhor Estratégia de Conteúdo
Deixa-me ser completamente honesto contigo. Já passei por isto. Já senti aquela pressão constante dos “gurus” que nos dizem que temos que trabalhar trinta e quatro horas por dia e mais sete horas à noite. Que nos pressionam de alguma forma a estar constantemente a trabalhar, sacrificando outras coisas que são igualmente - ou até mais - importantes na vida.
E sabes o que descobri? Os melhores episódios que já criei para o Criador Contente vieram precisamente de situações offline. Vieram de conversas com amigos, de momentos de descanso, de férias, de convívio. A minha inspiração não nasce quando estou exausto em frente ao computador às três da manhã. Nasce quando dou espaço à minha mente para respirar.
Somos seres sociais. E enquanto seres sociais, a questão social é importante. É ela que nos permite ter insights mais interessantes, conversas mais profundas, conteúdo com mais impacto. Como é que vais criar conteúdo autêntico se não estás a viver autenticamente?
A Consistência Nasce do Descanso (Não da Exaustão)
Aqui está uma verdade que ninguém te conta: a consistência acontece precisamente porque nós tiramos tempo para descansar. Quando trabalhamos cansados, o nosso resultado não será o ideal. E se continuarmos até à exaustão - e já sofri disso, não cheguei ao limite mas pouco menos - o nosso trabalho deixa de ser sustentável.
Já me aconteceu por diversas vezes, por questões de saúde (como devem ver, já há aqui há uns dias, há umas semanas que ando meio entupido), outras vezes com problemas na cervical que me pregam partidas e não me permitem criar conteúdo conforme gostaria. E sabes que mais? Já me vou educando no sentido de aceitar que está tudo bem.
Podes saltar uma semana. O mundo não vai acabar. A tua audiência não vai desaparecer. Aliás, já tenho quase cinquenta episódios criados entre os oficiais e os não oficiais do Criador Contente. Há uma margem de manobra. Tu podes voltar para trás, ouvir episódios anteriores, ler no Substack.
Nem Tudo Precisa de Ser Conteúdo
Esta é outra lição crucial: nem tudo precisa ser conteúdo, nem tudo tem que ser partilhado, nem tudo tem que vir para as redes sociais.
Tens que ter o teu momento de loucura, o teu momento de privacidade, o teu momento de intimidade (não aquela intimidade marota, ok?) com os teus amigos e família. Tens direito a momentos zen, em frente ao mar, numa montanha, no café - seja onde for.
Porque é que isto é tão importante para a tua estratégia de conteúdo? Porque quando estás constantemente em “modo criador”, quando tudo se torna conteúdo, perdes a tua essência. E a tua essência é precisamente aquilo que te diferencia de todos os outros criadores por aí.
As Minhas Aprendizagens de Quase 50 Episódios
Vou ser completamente transparente contigo: do ponto de vista do negócio, o Criador Contente ainda não trouxe grandes resultados. Partilho isto abertamente, sem problema nenhum. Felizmente tenho outras atividades que me permitem criar por diversão.
Mas sabes qual é o primeiro grande ganho que tenho com o Criador Contente? A diversão que tenho em estar aqui convosco a falar. E o facto de ir encontrando novas ideias constantemente.
Deixa-me dar-te um exemplo prático: semana passada gravei o episódio sobre o tipo de conteúdo que devemos criar - educativo versus lúdico. E enquanto gravava, surgiu-me outra ideia: e os diferentes tipos de negócio? Porque criar conteúdo educativo para um restaurante não é tão evidente como para um consultor, certo?
Esta é a magia de criar conteúdo: começares a criar é a melhor forma de te inspirares. Além de melhorares, é também uma excelente forma de teres ideias. Grande parte das ideias que tenho é precisamente porque criei um episódio e depois começo a pensar: “ups, há aqui qualquer coisa que posso acrescentar.”
Recomendações Práticas Para 2026
1. Recapitula Antes de Procurar o Novo
Antes de andares à procura da nova pepita de ouro, da nova fórmula secreta, dá uma vista de olhos ao que já fizeste. Muitas das vezes já tens todos os ingredientes para fazer algo de especial.
Recomendo-te que dês uma vista de olhos nos episódios anteriores do Criador Contente (e nos teus próprios conteúdos). A repetição é importante. Muitas vezes passamos pelas coisas, olhamos ao de leve, tenuemente, mas não lhes damos a devida importância.
2. Questiona a Tua Cadência
Uma das coisas que te recomendo para o ano que vem é pensares: consegues sustentar esta cadência? O teu corpo, a tua mente vão sustentar este ritmo?
E depois: aquilo que vais dizer hoje é assim tão importante, tão relevante, que tens efetivamente que estar todos os dias a partilhar os teus conteúdos com toda a gente?
Não te vais cansar tu, não se vai cansar a tua audiência? Não vais chegar a um ponto em que o teu conteúdo vai ser irrelevante porque é mais a tua ansiedade de aparecer do que efectivamente criar conteúdo relevante?
Às vezes, ser um pouquinho mais escasso também pode ser interessante. Não ficas excessivamente exposto e o facto de apareceres em demasia pode ser cansativo para a tua comunidade. É muito difícil criar conteúdo relevante todos os dias.
3. Define a Intencionalidade do Teu Conteúdo
Para 2026, pensa sempre na intencionalidade. Numa perspetiva micro: o que é que aquele conteúdo em concreto quer alcançar? E numa perspetiva macro: como é que este conteúdo contribui para o meu objetivo principal?
Podes pensar assim:
* Curto prazo: O que é que este conteúdo vai fazer por si só? (ex: subscrições, likes, partilhas)
* Longo prazo: Como é que ele me vai ajudar a obter um objetivo maior? (ex: autoridade, comunidade, impacto)
4. Mantém-te Fiel a Ti
Não caias na tentação de copiar alguém só porque viste que funcionou. O facto de te desligares pode fazer-te recentrar. E ao estares com os teus amigos, a seres mais tu, depois podes continuar essa linguagem, esse tom quando estás em frente a uma câmara.
Nem tudo precisa de ser uma reinvenção da roda. Só o facto de conseguires trazer o teu tom, a tua identidade para o conteúdo, é mais do que suficiente para criares conteúdo diferenciado. Isso é algo que mais ninguém tem.
O Compromisso Que Tenho Comigo (e Que Te Recomendo)
Tenho como obrigatório no meu conteúdo fazer inspirar as pessoas, ter um impacto positivo, ajudar as pessoas em algo, motivá-las. Porque há aí tanto conteúdo que nos põe ansiosos, que nos causa sentimentos negativos.
Por isso tenho uma abordagem diferente: positiva, motivadora, inspiradora - não enraivecedora.
Se conseguires criar conteúdo que te faça sentir orgulhoso, que te divirta e que tenha um impacto positivo - que inspire, que motive, que ajude as pessoas a ter uma vida melhor - então, estás no caminho certo.
A Maior Prenda de Natal
Desejo-te umas ótimas festas. Que o Natal te traga na prenda, sobretudo, paz e amor. A grande prenda é ter junto de nós todos aqueles que amamos e todos aqueles que nos amam também. É a maior prenda que o Natal nos pode trazer.
E não te esqueças: o bacalhau já devia estar de molho. As prendas já deviam estar todas compradas. Não tem jeito nenhum andar agora em cima da hora a comprar as meias e lenços da mão para os teus familiares. Ganha vergonha. (Ah, e também o famoso aftershave da Denim!)
Bom Natal! Porta-te bem e lembra-te: este é o podcast para criadores que esperam promessas e é para fazer tudo sem pressas.
Um grande abraço,Marco
P.S.: Não te esqueças de subscrever o Criador Contente, de deixar um comentário e de partilhar com alguém que possa ter interesse. E muito em breve vou ter novidades sobre o Criador Contente.
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Já te perguntaste mil vezes qual é o tipo de vídeo que deves publicar, não é verdade? Conteúdo educativo para provar autoridade ou algo mais divertido para as pessoas gostarem de te ver? Se estás neste dilema constante, deixa-me dizer-te uma coisa: não estás sozinho. Esta é uma das questões que mais me fazem e, acredita, também já passei por isso.
Neste episódio do Criador Contente – sim, aquele podcast para criadores sem pressas nem promessas – vou partilhar contigo os quatro tipos de conteúdo que tens à tua disposição e como podes misturá-los para criar a receita perfeita. E atenção: não vou prometer-te resultados milionários da noite para o dia. Vou, sim, ajudar-te a fazer escolhas conscientes e sustentáveis para o teu projeto.
O Dilema de Todos os Criadores: Entreter ou Educar?
Vamos começar pelo princípio. Quando pensamos em criar conteúdo, aparece logo aquela questão: faço vídeos mais divertidos para entreter as pessoas ou vou por um caminho mais educativo para construir autoridade?
A verdade é que esta é uma falsa dicotomia. Não tens de escolher um ou outro. Podes – e deves – fazer os dois. Mas, e isto é importante, tens de perceber em que fase estás e o que cada tipo de conteúdo te traz.
Se estás a começar, tens mais liberdade. Nesta fase inicial, o que queres é ser descoberto, ser conhecido, ganhar visibilidade. E sim, um vídeo mais lúdico pode ajudar-te nisso. Mas cuidado: se o teu objectivo final é construir um negócio sólido, não podes ficar apenas pelo entretenimento.
Por outro lado, se já tens alguma presença e queres solidificar a tua autoridade, conteúdo educativo e informativo vai ser fundamental. Mas isso não significa que tenhas de ser aborrecido ou formal. Eu próprio, no início, era muito mais rígido. Com o tempo, fui encontrando o meu tom, a minha autenticidade. E é isso que vais fazer também.
Os 4 Ingredientes Essenciais para o Teu Conteúdo
Imagina que estás num programa tipo Masterchef. À tua frente tens uma mesa cheia de ingredientes. Cada um deles representa um tipo de conteúdo que podes usar. Vamos ver quais são:
1. Vídeos Educativos: Construir Autoridade com Conteúdo Denso
Os vídeos educativos são aqueles em que explicas algo relacionado com a tua área de conhecimento. Podem ser tutoriais, guias práticos, explicações detalhadas sobre como fazer determinada coisa.
O objetivo aqui é claro: provar autoridade. Mostrar às pessoas que sabes do que estás a falar, que tens competência, que podes ajudá-las a resolver problemas concretos.
Este tipo de conteúdo é fundamental para ganhar confiança e dar segurança a quem está do outro lado. Sim, podem ser vídeos mais densos, mas são extremamente valiosos. E, ao contrário do que possas pensar, não têm de ser aborrecidos. Podes – e deves – dar-lhes o teu toque pessoal.
2. Conteúdo Informativo: Torna-te a Fonte de Referência da Tua Comunidade
Os vídeos informativos têm um cariz diferente. Aqui não estás necessariamente a ensinar algo passo a passo. Estás a partilhar novidades, tendências, notícias relevantes para a tua audiência.
Vamos imaginar que és advogado. Podes falar sobre novas leis, implicações legais de determinadas mudanças, casos relevantes. Se és economista, podes comentar tendências económicas, alterações nas taxas de juro, etc.
O que isto faz? Posiciona-te como uma fonte fiável de informação. Estás a poupar trabalho à tua comunidade. Em vez de andarem à procura de informação dispersa, tu és o filtro, és a pessoa que seleciona e contextualiza. Isto cria valor e fideliza a tua audiência.
3. Vídeos Úteis: O Segredo do Conteúdo Evergreen
Este é um dos meus favoritos. Os vídeos úteis são aqueles que as pessoas podem usar a qualquer momento. Checklists, guias, “os 10 melhores sítios que visitei”, “tudo o que deves levar numa viagem”…
O que estou a fazer neste momento é, de certa forma, um vídeo útil. Estou-te a ajudar a decidir que tipos de vídeo usar no teu canal.
A grande vantagem deste tipo de conteúdo? Longevidade. São vídeos evergreen, ou seja, que não perdem validade rapidamente. As pessoas vão guardá-los nos favoritos, vão voltar a vê-los, vão partilhá-los.
E aqui vai uma dica importante: nem tudo tem de ser viral. Muitas vezes focamo-nos tanto em criar o vídeo que vai ter milhões de visualizações logo no primeiro dia que nos esquecemos do valor do conteúdo que vai gerando resultados consistentes ao longo do tempo.
4. A Importância do Conteúdo Lúdico (Sem Perderes a Credibilidade)
Por fim, temos os vídeos lúdicos. Aqueles que são mais divertidos, mais leves, mais descontraídos.
E atenção: uma coisa não impede a outra. Podes fazer um vídeo educativo com um tom lúdico. Podes fazer conteúdo informativo de forma divertida. O humor e a leveza são formas excelentes de cativar o público.
Olha para este episódio. Estou a falar de algo sério – estratégia de conteúdo – mas estou a fazê-lo de forma descontraída, com piadas, com autenticidade. E isso funciona.
Se quiseres fazer algo meramente lúdico, também não há problema. Podes partilhar coisas que gostas, que te divertem, que mostram o lado mais pessoal do teu negócio. Isso cria proximidade, humaniza a tua marca.
Como Misturar os Ingredientes Sem Fórmulas Mágicas
Agora que já conheces os quatro tipos de conteúdo, vem a pergunta inevitável: “Marco, mas então qual é a percentagem de cada um que devo usar?”
E a minha resposta é: não há fórmula mágica.
Não tens de ter 20% de educativo, 30% de informativo, 40% de útil e 10% de lúdico. Isso não existe. O que tens de fazer é:
* Perceber em que fase estás – A começar? A consolidar? A vender?
* Conhecer o teu público – O que é que eles precisam neste momento?
* Ser fiel à tua personalidade – Como é que te sentes confortável?
Vou partilhar contigo uma história. No início da minha carreira como live streamer, as pessoas davam-me conselhos: “deves ser mais sério”, “deves vestir camisinha”, etc. Há pouco tempo, perguntei ao grupo que estou a formar se faria sentido eu estar em live com camisinha e tom formal. Eles riram-se. Porquê? Porque não faz sentido nenhum para quem eu sou.
A consistência e a sustentabilidade do teu tom dependem da tua autenticidade. Se crias uma personagem só para parecer mais interessante, mais viral, mais “gostável”, essa personagem não vai durar. É difícil ser consistente quando não estás a ser tu próprio.
E depois há a questão da vida online vs offline. Se as pessoas te conhecem pessoalmente e veem um “tu” completamente diferente online, isso cria desconforto. E desconforto não gera confiança.
Autenticidade vs Personagem: Onde Está o Equilíbrio?
Deixa-me ser claro: não tens de escolher entre ser divertido e ser sério. Tens de escolher ser autêntico.
Se és uma pessoa naturalmente divertida, usa isso. Se és mais reservado, não forces. O que importa é que o formato, a linguagem, o tom que usas sejam condizentes com a tua personalidade.
Agora, isso não significa que não possas evoluir. Eu próprio era mais rígido no início. Com o tempo, fui-me soltando, fui encontrando o meu estilo. E isso aconteceu naturalmente, porque fui sendo cada vez mais eu.
A Fase do Teu Projeto Determina o Teu Conteúdo
Outro fator importantíssimo: o objetivo de cada conteúdo.
Pergunta-te:
* Estou a criar este conteúdo para vender?
* Para que me conheçam?
* Para gerar confiança?
* Para construir autoridade?
Se queres gerar autoridade e o teu conteúdo é apenas lúdico, pode haver um problema (a não ser que sejas comediante, claro). Por outro lado, se estás a começar e queres que as pessoas te descubram, um vídeo mais divertido pode ser a porta de entrada.
A receita perfeita muda conforme o momento. E está tudo bem. Varia, experimenta, ajusta. É assim que encontras o teu caminho.
Não Há Pressas, Nem Promessas
Este é o lema do Criador Contente. E aplica-se perfeitamente aqui.
Não há resultados da noite para o dia. Não há fórmulas secretas. Não há um formato único que funcione para toda a gente.
O que há é experimentação, consistência e autenticidade.
Usa os quatro tipos de conteúdo – educativo, informativo, útil e lúdico. Vê o que cada um pode fazer por ti. Percebe qual é a tua personalidade, como é o teu público, em que fase do teu projeto estás. E depois vai misturando os ingredientes até sair a receita perfeita.
E lembra-te: a receita pode (e deve) mudar conforme o momento.
Deixa a Tua Marca nos Comentários
Agora quero ouvir-te a ti. Que tipo de conteúdo tens criado mais? Sentes-te confortável com o tom que estás a usar? Tens dúvidas sobre qual o melhor caminho para o teu projeto?
Deixa aqui nos comentários as tuas inquietudes, as tuas experiências, as tuas dúvidas. Vamos criar aqui uma comunidade onde partilhamos sem pressas nem promessas.
E já agora, se este episódio te foi útil, não te esqueças de subscrever o canal, deixar um like e partilhar. Quando partilhas, a estrela de Belém brilha (e eu também fico contente).
Vemo-nos no próximo episódio. Um abraço!
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Sabes aquela coisa de andarem sempre a dizer-nos para monetizar o conteúdo, criar a nossa lista de emails, diversificar… mas, depois, quando vamos pôr em prática, parece uma missão impossível? Pois bem, descobri uma ferramenta que pode mesmo revolucionar a forma como crias e monetizas o teu conteúdo. E não, não estou a exagerar.
Hoje trouxe o meu amigo Miguel Brandão (também conhecido por MB, mas não é Multibanco) para explorarmos juntos esta plataforma extraordinária que é o Substack. Se ainda não conheces, prepara-te para descobrir uma ferramenta que pode ser o ideal para ti, especialmente se estás a começar agora ou se andas farto de pagar por mil ferramentas diferentes que nem usas metade das funcionalidades.
O Que É o Substack e Porque Deves Prestar Atenção
O Substack é, basicamente, uma plataforma tudo-em-um para criadores de conteúdo. Imagina teres num só sítio:
* O teu blog otimizado para SEO
* A tua ferramenta de email marketing
* A possibilidade de fazer lives
* Partilhar podcasts
* Criar uma comunidade com chat privado
* E ainda monetizar tudo isto
Parece bom demais para ser verdade? Pois é exatamente o que o Substack oferece. E totalmente gratuito para começar.
Como Descobri o Substack (e Porque Quase o Abandonei)
O Miguel quis contar a sua história:-Deixa-me contar-te a minha história. Descobri o Substack há algum tempo, quando alguém do mercado inglês mencionou a plataforma. Na altura, o foco deles era muito em newsletters - criar conteúdos e enviá-los por email. Testei, enviei alguns emails, mas muitos iam parar ao spam. Pensei “isto é mais uma plataforma daquelas” e abandonei.
Mas em 2025, comecei a ver cada vez mais links do Google com conteúdos criados no Substack. E foi aí que voltei a explorar melhor. Eles tiveram um investimento enorme (falamos de milhões de euros) para desenvolver o produto, e a plataforma evoluiu tremendamente.
O Que Torna o Substack Especial
1. Integração Total de Formatos
Uma das coisas que mais me surpreendeu foi perceber que posso criar um conteúdo em texto, todo ele otimizado com as regras de HTML para SEO, e esse mesmo conteúdo:
* É publicado no meu perfil
* Envia automaticamente uma newsletter
* Posso publicar nas “notas” (que é basicamente um Twitter integrado)
* Fica indexado no Google
Tudo muito fluido, sem bugs, sem complicações.
2. As “Notas” - O Teu Twitter Pessoal
As notas do Substack são fantásticas. É uma espécie de feed tipo Twitter ou Threads, mas integrado na plataforma. Podes partilhar pequenos conteúdos, fazer “restack” (o equivalente ao retweet), interagir com outros criadores e promover o teu conteúdo principal.
Eu uso muito para partilhar experiências de SEO, promover os meus artigos e interagir com a comunidade. E sim, podes partilhar conteúdo pessoal também - não é só profissional. Desde fotos de restaurantes a descobertas interessantes, tudo conta para criar essa ligação humana com a tua audiência.
3. Monetização Simplificada
Aqui é onde a coisa fica mesmo interessante. Tu podes:
* Criar conteúdos gratuitos - Para atraíres audiência
* Implementar paywall - Mostras o primeiro parágrafo e o resto é só para quem paga
* Oferecer planos de subscrição - Defines o valor (no caso do Miguel são 5€/mês)
* Pay-per-view - Alguém pode comprar um artigo específico sem subscrever
* Sistema de afiliados - Os teus subscritores também podem ganhar dinheiro a recomendar o teu conteúdo
Quando se consegue o primeiro subscritor pago, e não é pelo dinheiro em si - é pelo insight que nos dá, pela motivação de continuar a criar conteúdo de valor.
4. Chat de Comunidade
Podes ter conversas privadas com os utilizadores que te seguem. É uma ferramenta fundamental para criar proximidade, provar conhecimento e construir confiança. Não tens que ir para o Facebook, Discord ou outras ferramentas - está tudo integrado.
5. Live Streaming e Vídeo
Podes fazer lives no Substack. Sim, ainda tem que ser aprimorado (tens que usar credenciais RTMP, não podes agendar pelo StreamYard como no YouTube, apenas no próprio Substack), mas tem uma vantagem enorme: quando o live termina, o vídeo fica em rascunho e a inteligência artificial do Substack:
* Cria automaticamente nuggets do vídeo
* Sugere conteúdos para redes sociais
* Cria transcrições
* Sugere-te clips com legendas em português E inglês
Ou seja, um live pode transformar-se em dezenas de conteúdos diferentes.
6. Podcasting Integrado
Publicas o teu conteúdo e ele sincroniza automaticamente com Spotify e Apple Podcasts. São cinco minutos de configuração inicial e depois é automático. Fantástico.
Múltiplas Publicações: Escala o Teu Conteúdo
Uma funcionalidade que adoro: podes ter até cinco “publicações” diferentes no Substack. Por exemplo:
* Eu tenho o Criador Contente (em português, focado em criação de conteúdo)
* E tenho o The Special Marketing Live Show (em inglês, focado em live streaming e video marketing)
Imagina que és treinador de futebol. Podes ter:
* Uma publicação sobre futebol sénior em português
* Outra sobre futebol sénior em inglês
* Outra sobre preparação física
* E por aí fora
Com as ferramentas de inteligência artificial que temos hoje, podes criar conteúdo em português e traduzir para inglês sem esforço duplicado. É escalar o negócio sem te matares a trabalhar.
Como Criar Conteúdo no Substack (É Ridiculamente Fácil)
O Miguel mostrou-nos ao vivo como é simples:
* Clicas em “Novo Post” - Escolhes texto, vídeo ou áudio
* Escreves o conteúdo - Editor simples com formatação HTML (negrito, itálico, links, imagens, áudio)
* Defines o público - Todos, só subscritores pagos ou só subscritores gratuitos
* Configuras SEO - Título, descrição, URL (exatamente como no WordPress)
* Adicionas CTAs - Botões de “subscrever agora”, “deixar comentário”, etc.
* Publicas - E pronto!
Em menos de cinco minutos tens um artigo publicado, otimizado e enviado para a tua lista.
Estatísticas e Analytics
Ok, não é tão sofisticado como o Google Analytics, mas dá-te o essencial:
* De onde vem o tráfego (direto, email, YouTube, Facebook, etc.)
* Taxas de abertura de emails
* Subscritores gratuitos vs pagos
* Gostos e comentários
* Ações dos utilizadores
Para começar, é mais do que suficiente. É simples, direto e dá-te os insights que precisas.
A Questão do Domínio Próprio
Por defeito, o teu Substack fica em teu-nome.substack.com. Mas se quiseres o teu próprio domínio, pagas 50 dólares ao Substack e associas. São cerca de 4€ por mês - bem menos do que pagas por alojamento tradicional.
E aqui vai uma reflexão importante: se andas sempre à procura de pechinchas e borlas, vais atrair um público de pechinchas e borlas. Se queres atrair pessoas que valorizam conteúdo de qualidade e estão dispostas a pagar, tens que mostrar essa faceta também.
Customização Visual
Podes personalizar completamente as cores, layout, destacar conteúdos específicos… Não tens a liberdade total de um WordPress, mas tens uns bons 80-90% de liberdade. E sinceramente? Para a maioria dos criadores, é mais do que suficiente.
O Mercado Português (Ou a Falta Dele)
Aqui está a oportunidade: Portugal ainda não descobriu o Substack. A comunidade portuguesa é minúscula. As interações ainda são poucas. Mas sabes o que isso significa?
Quem entrar agora tem uma vantagem competitiva enorme.
O mercado inglês e brasileiro já está a usar intensamente. Há criadores com centenas de milhares de subscritores a ganhar dinheiro. A plataforma recebeu milhões em investimento - não vai desaparecer. Pelo contrário, vai crescer.
Se fores dos primeiros em Portugal, quando a plataforma explodir (e vai explodir), vais estar na frente.
Para Quem É o Substack?
Ideal se estás a começar
Se ainda não tens blog, não tens lista de emails, não sabes por onde começar - o Substack pode ser a tua primeira e única plataforma. Tens tudo num sítio só:
* Não precisas pagar alojamento
* Não precisas ferramenta de email marketing
* Não precisas plataforma de monetização
* Não precisas site separado para podcast
Tudo. Num. Sítio.
Ideal se queres diversificar
Não podemos ter os ovos todos na mesma cesta. O Facebook pode fechar a tua conta amanhã. O Instagram pode mudar o algoritmo. O YouTube pode desmonetizar o teu canal.
O Substack dá-te uma plataforma que TU controlas. É tua. A tua lista é tua. O teu conteúdo é teu.
A Verdade Sobre Conteúdo Grátis vs Pago
Vou ser directo contigo: na internet não há almoços grátis.
Sim, tens que dar conteúdo gratuito para atraíres audiência. Mas se só deres sempre grátis:
* Vais atrair pessoas que só querem grátis
* Não vais ter receita para investir na tua formação
* Não vais ter tempo para ajudar quem realmente precisa
* Vais perder credibilidade (ninguém vai a um médico grátis)
Quando cobras bem pelo teu trabalho, tens tempo e recursos para ajudar quem não te pode pagar. Pensa nisso.
E outra coisa: se habituas o teu público a só receber grátis, quando tentares meter algo pago, vão sentir-se traídos e fogem.
O Nosso Desafio Para Ti
Eu e o Miguel lançamos-te um desafio:
* Testa o Substack - Cria uma conta, explora, publica uns conteúdos
* Não abandones - Dá tempo à plataforma e a ti próprio
* Junta-te à comunidade portuguesa - Contacta-nos se já estás no Substack
Vamos fazer eventos mensais de criadores portugueses no Substack para partilhar ideias, criar sinergias e crescer juntos. Se queres fazer parte disto, fala comigo ou com o Miguel.
Próximos Passos
No próximo mês vamos voltar com outra sessão sobre Substack para partilhar o nosso crescimento, novas funcionalidades e responder às tuas dúvidas.
Entretanto, explora o Substack. Testa. Brinca. Cria. Não tenhas medo de cobrar pelo teu valor.
Lembra-te: só cobrando bem é que vais ter tempo para ajudar quem precisa.
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O que achas do Substack? Já conhecias? Vais experimentar? Tens dúvidas? Deixa o teu comentário aqui em baixo - adoro ler e responder a todos.
E se este artigo te ajudou, partilha com aquele teu amigo que anda sempre a pensar começar a criar conteúdo mas nunca sabe por onde. Pode ser exatamente o empurrãozinho que ele precisa.
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Um grande abraço, um beijinho e boas criações! 🚀
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Senta-te aí que vou contar-te uma verdade que ninguém te diz: o maior obstáculo entre tu e o teu sucesso como criador de conteúdo não é a falta de preparação. É estares pré-parado — ou seja, parares antes sequer de começares.
Já te aconteceu? Aquela sensação de “ainda não tenho a câmara certa”, “falta-me o microfone perfeito”, “preciso de aprender mais antes de publicar”? Pois bem, se sofres deste problema crónico de estar parado antes de arrancar, este episódio é especialmente para ti. Vamos mergulhar a fundo numa das maiores armadilhas da criação de conteúdo e, mais importante ainda, vou mostrar-te como a ultrapassar de uma vez por todas.
A Verdade Brutal: Ninguém Está Preparado no Início
Deixa-me começar com uma bomba de realidade: ninguém, mas mesmo ninguém, está preparado quando começa. E sabes o que é ainda mais interessante? Se fores ver todos aqueles criadores que admiras, que têm imenso sucesso neste momento, nenhum deles era assim quando começou.
A câmara era diferente (ou pior). O microfone deixava muito a desejar. A desenvoltura perante a câmara? Nem vamos falar disso. O conteúdo em si também já evoluiu drasticamente. Por isso, grava isto muito bem na tua cabeça: nunca vais estar completamente preparado no início.
Faço sempre esta analogia com o Caminho de Santiago. Quando fiz o caminho pela primeira vez, falei com imensas pessoas, informei-me sobre tudo o que precisava levar, todos os cuidados a ter. E sabes o que aconteceu? Cheguei a meio do caminho e percebi que grande parte das coisas que precisava saber simplesmente não sabia. E muitas das coisas que julgava saber não eram obrigatoriamente necessárias.
A conclusão foi cristalina: a melhor maneira de te preparares para fazer o caminho é fazendo o caminho. E a melhor forma de te preparares para criar conteúdo? É criando conteúdo. Não há outra fórmula mágica.
O Teu Público É Mais Simpático do Que Pensas
Aqui vai outra verdade que preciso que interiorizes: o teu público vai ser muito mais simpático, mais permissivo e vai perdoar-te muito mais do que imaginas. Vais ter tolerância para os teus erros iniciais. Aliás, deixa-me dizer-te algo baseado na minha experiência de mais de dez anos a criar conteúdo: somos muito mais exigentes connosco próprios do que o público alguma vez será.
Nos meus dez anos de criação de conteúdo, houve no máximo — e estou a ser generoso — uns dez comentários negativos. Dez! Em mais de uma década. Por isso, quero que acredites piamente nisto: na maior parte das situações, o público está lá para te ajudar, para aprender contigo e para te acompanhar na tua jornada.
É verdade que o grau de exigência vai aumentar conforme vais sendo um criador mais credenciado, mais reputado. Mas isso faz parte da conversa, é natural e esperado.
A Liberdade Preciosa de Quem Começa
Sabes o que tem de absolutamente fantástico quando estás a começar? Tens praticamente o palco todo à tua disposição. Tens todos os instrumentos disponíveis. Como não tens ainda uma identidade marcada, como estás a começar e a experimentar coisas, tens uma liberdade que criadores mais estabelecidos simplesmente não têm.
Neste momento, eu já estou um pouquinho limitado. Tenho a bagagem de dez anos, tenho alguns vícios também (assumo!), tenho pessoas que me associam a um determinado tipo de conteúdo. Seria bastante mais complicado para mim fazer uma mudança radical do que para alguém que está a começar hoje.
Tu podes experimentar vários instrumentos e ver com qual te sentes mais confortável. Podes testar diferentes formatos e perceber com qual o público gosta mais de te ver. Isto é uma vantagem competitiva enorme que muita gente desperdiça por estar à espera de “estar preparado”.
O Espaço de Descoberta
Quando estamos a começar, não estamos a carregar bagagem. E isso dá-nos uma liberdade incrível para:
* Experimentar formatos diferentes — vídeos longos, curtos, ao vivo, editados
* Testar redes sociais diversas — YouTube, TikTok, Instagram, LinkedIn
* Descobrir o teu caminho — onde te sentes mais confortável e onde tens mais feedback
* Identificar nichos — espaços que outros criadores não estão a ocupar
* Construir a tua identidade — sem as restrições de expetativas já criadas
Este espaço de descoberta, acredita, é das melhores coisas que a criação de conteúdo tem de bonito. É poderes descobrir onde é que a comunidade reage melhor, onde tens mais feedback, onde te sentes verdadeiramente em casa.
Mas — e há sempre um mas — tudo isto só acontece se estiveres efetivamente a criar, a partilhar, se o teu conteúdo estiver a ser visto. Se ficares à espera de estar preparado, ficas eternamente na fase de pré-parado e aí, garanto-te, nada vai acontecer.
O Perigo da Zona de Conforto (Mesmo Para Iniciantes)
Há aqui um fenómeno interessante que quero que compreendas. Um dos problemas dos criadores que já têm algum percurso mais longo é que o público se habituou àquele formato. E o próprio criador também se habituou. É uma zona de conforto que pode ser perigosa.
Quando queres experimentar algo novo depois de anos a fazer o mesmo, é complicado. “Para quê arriscar?”, pensamos. “E se corre mal?” O público também pode reagir: “Porque é que estás para aí a fazer tolarias?”
Daí ser absolutamente fundamental experimentares coisas novas logo no início. É mais fácil teres liberdade desde o princípio e mantê-la, do que seguir um caminho rígido logo de início e depois tentar fazer um pivoting quando já tens alguns anos de estrada.
A Preparação é Um Processo Contínuo (e Interminável)
Agora vamos falar de algo crucial: a preparação tem várias camadas. Não é uma coisa única e estática. Tens de ter consciência de que existem dois tipos de preparação:
Micro Preparação
Cada episódio, cada vídeo, cada peça de conteúdo requer:
* Programar o conteúdo
* Scriptar (se necessário)
* Preparar criatividades
* Gravar ou transmitir em direto
* Editar
* Distribuir (carregar para as plataformas)
* Promover (redes sociais, newsletter, stories)
Macro Preparação
No dia-a-dia, estás constantemente:
* A preparar-te em relação aos tópicos que abordas
* A estudar a tua área de actuação
* A perceber tendências
* A decidir sobre o que vais falar
* A avaliar equipamentos (câmaras, luzes, microfones, tripés)
* A evoluir tecnicamente
E aqui está o segredo: só tens consciência destas necessidades quando estás efetivamente a criar. Podes idealizar que a câmara A, B ou C vai fazer toda a diferença, mas não vais ter a certeza até experimentares, até teres esse confronto com a realidade.
Se não tens um termo de comparação, tudo fica no ar, pouco palpável. Por exemplo, se tenho um microfone dinâmico e quero experimentar um condensador, sei exatamente quais são as condições que tenho, o que cada um me traz, o que cada um implica. Sem esse termo de comparação, é tudo especulação.
A Tua Comunidade É a Tua Bússola
Outra coisa maravilhosa que acontece quando começas a criar: a tua comunidade vai alimentar-te com ideias de conteúdo, com sugestões valiosas. Vais perceber como reagem a diferentes tipos de conteúdos. São insights que simplesmente não consegues ter se não estiveres a fazer nada.
A tua audiência é a tua melhor fonte de inspiração e validação. Mas só se lhe deres a oportunidade de te conhecer.
Há Sempre Espaço Para Ti
“Mas, Marco, isto já está tudo ocupado! Já está toda a gente a falar sobre o meu tema!”
Ouço isto constantemente. E é uma falácia. Deixa-me explicar porquê.
Efetivamente, pode haver criadores a falar sobre o mesmo tópico que tu. Mas fazem-no de uma maneira diferente. Num canal diferente. Com uma linguagem diferente. Para uma audiência diferente. Em horários diferentes.
Tu tens a possibilidade de ocupar um espaço que pode ser suficientemente grande para justificar a tua presença. É uma das vantagens enormes de seres um newcomer, um iniciante. Podes criar o teu próprio espaço ou ocupar um espaço livre que outros criadores não estão a preencher.
Nunca subestimes o poder da tua perspetiva única, da tua voz, da tua forma de apresentar as coisas.
O Segredo Final: No Final Também Não Estás Preparado
Disse-te no início que ninguém está preparado quando começa. Agora deixa-me contar-te um segredo que pode libertar-te completamente: no final também não estás.
A preparação é um processo contínuo que nunca termina. Hoje as coisas estão de uma maneira, amanhã tudo muda. Há dois ou três anos estávamos todos obcecados com o TikTok. Hoje está quase toda a gente a falar sobre inteligência artificial. Daqui a dois ou três anos? Não faço a mínima ideia. Se calhar voltamos à questão da humanização do conteúdo.
Isto é um processo interminável. E sabes que mais? Ainda bem! Porque também acho que é uma das belezas de tudo isto — irmo-nos preparando, perceber o que está a acontecer à nossa volta, ir adequando a nossa identidade àquilo que queremos comunicar.
Tudo isto faz parte da beleza do processo da criação de conteúdo. É um processo bonito, encantador, que apaixona muita gente. Inclusive a mim, depois de mais de dez anos.
Conclusão: Para de Te Preparar e Começa a Criar
Está na hora de parar de confundir estar preparado com ficar pré-parado. Para de parar antes sequer de arrancares.
Relembra estas verdades essenciais:
✅ No início, ninguém está preparado (e isso é completamente normal)✅ Há sempre espaço para mais alguém (especialmente para a tua voz única)✅ Começar dá-te maior liberdade criativa✅ O público será mais tolerante com os teus erros do que imaginas✅ Vais descobrir a tua identidade ao iniciar (não antes)✅ Existe um espaçozinho para ti que não está ocupado✅ A preparação é um processo contínuo e indeterminável✅ Se no início não estavas preparado, no final também não — e está tudo bem
A questão não é se estás pronto. A questão é: quando vais começar?
Cada dia que esperas pela preparação perfeita é um dia em que não estás a evoluir, a aprender, a conectar com a tua audiência. A verdadeira preparação acontece no terreno, com a câmara ligada, com o microfone aberto, com o conteúdo publicado.
Por isso, que tal deixares de te preparar e começares efetivamente a criar?
Agora é a tua vez: que desculpa de “não estar preparado” tens usado para não começar? Partilha nos comentários — quero saber o que te está a impedir de arrancar. E se já começaste, conta-me: o que é que descobriste sobre ti que não sabias antes de dar o primeiro passo?
Se este artigo te ajudou a ver as coisas de forma diferente, partilha-o com alguém que também precise deste empurrãozinho. E não te esqueças de me seguir aqui no Substack para receberes mais conteúdo sobre criação, estratégia e tudo o que precisas para te tornares o criador que sempre sonhaste ser.
Até ao próximo episódio do Criador Contente! 🎙️
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