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Introdução
O Black Friday e o Cyber Monday estão aí à porta, e se há investimento que nunca falha é em conhecimento. Hoje, trouxe-me algo especial: não um, não dois, mas cinco livros essenciais (mais um bónus no final!) que podem literalmente transformar a tua carreira como criador de conteúdo. Esquece as recomendações tradicionais – isto aqui é conhecimento destilado, testado e aprovado por quem está no terreno todos os dias.
Se já estás cansado de andar às voltas sem perceber porque é que o teu canal não descola, porque é que as marcas não te procuram, ou simplesmente queres elevar o teu jogo criativo para o próximo nível, continua a ler. Estas recomendações vão muito além dos típicos livros de marketing – são ferramentas práticas para criadores sérios que querem resultados reais.
Os 5 Livros Que Vão Mudar a Tua Perspectiva Como Criador
1. “Create Something Awesome” – Roberto Blake
Vamos começar pela fundação: o Roberto Blake criou aquilo que considero ser a bíblia moderna para quem está a começar (ou a recomeçar) na criação de conteúdo.
Este livro não é teórico – é prático, direto e incrivelmente completo. Ele desconstrói todas as etapas que precisas de cumprir enquanto criador, desde escolher a plataforma certa até combater o temido síndrome do impostor. É curioso como muitos dos tópicos que já abordei aqui no Criador Contente aparecem estruturados de forma brilhante neste livro.
[LINK AFILIADO: Create Something Awesome]
O Roberto fala de consistência (sim, aquela palavra que todos sabemos ser importante mas que poucos praticam), de como ficar conhecido, e principalmente sobre o mindset de criador – e olha que não sou grande fã de falar de mindset, mas aqui faz todo o sentido.
Se só pudesses escolher um livro para começar, este seria forte candidato. Além do livro, recomendo que sigas o trabalho dele no YouTube e no podcast – o homem sabe do que fala.
2. “Pre-Suasion” – Robert Cialdini
Conheces aquela sensação de estares a dizer tudo certo, mas as pessoas simplesmente não agem? Não subscrevem, não comentam, não compram? O problema pode não ser a tua mensagem, mas sim quando e como a entregas.
O Robert Cialdini é o mestre absoluto da persuasão e influência. Já tinha lido o clássico “Influence”, mas este “Pre-Suasion” leva as coisas para outro nível. A premissa é simples mas poderosa: às vezes não estamos a usar as palavras certas para que as pessoas concretizem a ação que queremos – e que muitas vezes elas próprias deveriam fazer.
[LINK AFILIADO: Pre-Suasion]
Pensa nisto: vais ao nutricionista, sabes que devias seguir a dieta, mas será que a mensagem que recebeste foi entregue de forma a despertar os gatilhos certos para agires? Este livro ensina-te precisamente isso – como apertar os botões certos.
E antes que penses que isto é manipulação: não é. É comunicação eficaz. É ajudares as pessoas a tomarem as decisões que são boas para elas. Enquanto criadores, temos a responsabilidade de comunicar de forma clara e persuasiva – e este livro mostra-te como.
3. “The Tipping Point” (A Chave do Sucesso) – Malcolm Gladwell
O Malcolm Gladwell é daqueles autores que consegue pegar em conceitos densos e transformá-los em narrativas absolutamente fascinantes. Recomendo-te TODOS os livros dele, mas este “Tipping Point” é especialmente relevante para criadores.
A questão central: o que faz um produto, uma ideia ou um canal explodir de repente? O que separa aquilo que fica estagnado daquilo que se torna viral, relevante, impossível de ignorar?
[LINK AFILIADO: The Tipping Point]
Gladwell explora aquele momento mágico – o ponto de viragem – onde tudo muda. E isto é crucial para nós, criadores. Às vezes estamos a fazer quase tudo bem, mas falta aquele clique final. Aquela pessoa certa, aquela colaboração, aquele formato, aquela mensagem.
O teu podcast está preso nos mesmos números há meses? O teu canal não cresce? Este livro ajuda-te a perceber quais são os gatilhos, as pessoas e os momentos que podem fazer o teu projeto florescer. Podes até descobrir que tu próprio podes ser o tipping point de outra pessoa.
4. “Building a StoryBrand” – Donald Miller
Este é obrigatório. Não é sugestão, é obrigação. Se és criador, profissional de marketing, ou simplesmente alguém que precisa de comunicar melhor, este livro tem de estar na tua estante.
O erro mais comum (e continuo a vê-lo constantemente) é criarmos conteúdo centrado em nós: “Comecei em 2015”, “Tenho X subscribers”, “Ganhei o prémio Y”… A verdade? Ninguém quer saber.
[LINK AFILIADO: Building a StoryBrand]
O Donald Miller ensina-te a virar o foco: não é sobre ti, é sobre o teu público. Como é que o teu conteúdo ajuda as pessoas? Como é que elas se tornam parte da história? Qual é a transformação que ofereces?
Além disso, o livro oferece um framework de storytelling absolutamente brilhante que podes aplicar imediatamente. Aprendi a criar narrativas que fazem os ouvintes sentirem-se heróis das suas próprias histórias – e essa mudança de perspectiva mudou completamente a forma como crio conteúdo.
É um clássico por uma razão. Lê. Relê. Aplica.
5. “Sponsor Magnet” – Justin Moore
Vamos falar de dinheiro. Porque criar conteúdo é bonito, mas também temos de pagar contas, certo?
O Justin Moore escreveu aquilo que considero ser o guia definitivo sobre patrocínios e parcerias com marcas para criadores de conteúdo. E destrói logo um dos maiores mitos: não precisas de milhões de seguidores para trabalhar com marcas interessantes.
[LINK AFILIADO: Sponsor Magnet]
Eu sei isto por experiência própria – nunca fui criador de multidões e já estabeleci parcerias fantásticas. O segredo? Saber posicionar-te, comunicar valor e criar propostas irresistíveis.
Este livro ensina-te:
* Como atrair marcas (em vez de andares a mendigar)
* Como estruturar propostas de parceria
* Como negociar de forma profissional
* Como criar scripts e fluxos de trabalho eficazes
Se levas a criação de conteúdo a sério e queres monetizar de forma consistente e profissional, este livro não é opcional. É essencial.
BÓNUS: “Rejection Proof” – Jia Jiang
Não podia terminar sem falar deste. O “Rejection Proof” do Jia Jiang está facilmente no meu top 5 de livros mais impactantes que já li – não só para criadores, mas para a vida em geral.
[LINK AFILIADO: Rejection Proof]
A premissa: Jia desafiou-se a ser rejeitado durante 100 dias consecutivos. Pediu 100 dólares a desconhecidos, fez propostas malucas, colocou-se em situações onde a rejeição era quase garantida. Porquê? Para aprender a lidar com ela, a desvalorizá-la e depois ir além dela.
Para nós, criadores, isto é ouro. Vamos ser rejeitados – por audiências, por marcas, por algoritmos, por críticos. A questão não é se vamos ser rejeitados, mas como vamos lidar com isso.
Este livro mudou a minha perspectiva sobre falhanço, crítica e resiliência. Aplicável à criação de conteúdo, aos negócios e à vida pessoal. Altamente recomendado.
Recapitulando: A Tua Lista de Compras Para Esta Black Friday
Aqui está o teu plano de ação:
* “Create Something Awesome” – Roberto Blake – Para construíres fundações sólidas
* “Pre-Suasion” – Robert Cialdini – Para comunicares com impacto
* “The Tipping Point” – Malcolm Gladwell – Para perceberes o que faz a diferença
* “Building a StoryBrand” – Donald Miller – Para contares histórias que vendem
* “Sponsor Magnet” – Justin Moore – Para monetizares como profissional
* BÓNUS: “Rejection Proof” – Jia Jiang – Para te tornares mentalmente invencível
Investir nestes livros é investir na tua carreira, no teu crescimento e no teu futuro como criador. E com a Black Friday e Cyber Monday aí à porta, não há desculpas para não começares a construir a tua biblioteca essencial.
Agora É Contigo
Adorava saber: qual o livro que estás a ler neste momento? E que livro na área dos negócios, marketing ou criação de conteúdo te marcou profundamente?
Deixa a tua resposta nos comentários – adoro descobrir novas leituras e perceber o que está a fazer diferença na vida de outros criadores.
E já agora, se este artigo te deu valor, deixa um like, partilha com outros criadores que possam beneficiar e subscreve para não perderes os próximos episódios. Quando tu pões like, o mundo fica mais bonito (é verdade científica, confie em mim).
Encontras todos os links de compra (afiliados) na descrição, além de links para as ferramentas que uso no Criador Contente – várias com condições especiais de Black Friday.
Um grande abraço e boas leituras!
Até ao próximo episódio! 📚
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Se estás constantemente a pensar “preciso daquele novo microfone”, “aquela câmara vai mudar tudo”, ou “sem aquelas luzes nunca vou ter sucesso”, tenho uma notícia importante: sofres de GAS - Gear Acquisition Syndrome (Síndrome de Aquisição de Equipamento). Com a Black Friday e a Cyber Monday à porta, este é o momento perfeito para abordar este problema que assola criadores de conteúdo em todo o mundo.
A verdade inconveniente é que o equipamento caro não vai compensar conteúdo medíocre. Muitos criadores iniciantes caem na armadilha de investir milhares de euros em equipamento topo de gama antes de criar o seu primeiro vídeo, apenas para descobrir que as suas expectativas inflacionadas levam à frustração e ao abandono. Neste artigo, vamos explorar como podes começar a criar conteúdo de qualidade sem arruinar as tuas finanças, e como identificar quando realmente precisas de fazer um upgrade ao teu equipamento.
O Verdadeiro Custo do Gear Acquisition Syndrome
O GAS não afeta apenas a tua carteira - embora esse seja certamente um problema significativo. Este síndrome manifesta-se de duas formas particularmente destrutivas para criadores de conteúdo.
O impacto financeiro é o mais óbvio. Estar constantemente a comprar novo equipamento - microfones, câmaras, luzes, software, computadores - pode rapidamente drenar as tuas finanças. A menos que tenhas uma situação económica extremamente robusta, este ciclo de compras pode tornar-se insustentável. Muitos criadores acabam com centenas ou até milhares de euros em equipamento que nunca usam adequadamente.
O problema das expectativas elevadas é ainda mais insidioso. Quando combinas o GAS com a síndrome do impostor - outra aflição comum entre criadores - crias uma tempestade perfeita que te impede de começar. Compras equipamento de nível profissional, crias expectativas irrealistas sobre os resultados, e quando o teu primeiro live ou vídeo não tem o “boom” que esperavas, ficas completamente desmotivado. Esta combinação tóxica leva muitos potenciais criadores a desistir antes mesmo de começarem verdadeiramente.
Começa com o Que Tens: A Abordagem Minimalista
A realidade que ninguém te conta é esta: o conteúdo é rei, não o equipamento. Como Ryan Swanstrom uma vez disse eloquentemente, “Se o teu conteúdo não é bom, não te adianta muito teres uma grande câmara e um grande microfone e um grande computador e uma iluminação fenomenal porque ninguém te vai ver.”
Usa o teu smartphone como câmara. Nos dias de hoje, os telemóveis têm câmaras com qualidade excepcional. Se comparares a qualidade da câmara de um smartphone moderno com webcams dedicadas, descobrirás que precisarias de gastar centenas de euros para obter qualidade equivalente numa webcam. Ferramentas como o Camo permitem-te usar o teu telemóvel como webcam, poupando-te investimento inicial significativo.
Começa com equipamento básico. A jornada deve ser progressiva. Por exemplo, começar com uma Logitech C920 (uma webcam de entrada) é perfeitamente aceitável. À medida que o teu conteúdo ganha tração e começas a gerar algum retorno, podes gradualmente fazer upgrades. O importante é começar e ser consistente, não ter o equipamento mais caro desde o início.
Prioridades de Investimento: Onde Gastar o Teu Dinheiro Primeiro
Se tens um orçamento limitado - e a maioria de nós tem - precisas de priorizar criteriosamente os teus investimentos. Nem todo o equipamento tem o mesmo impacto na qualidade final do teu conteúdo.
1. Áudio: A Tua Prioridade Número Um
Investe num bom microfone antes de tudo o resto. Este é o conselho mais importante que podes receber. As pessoas têm muito menos tolerância para áudio de má qualidade do que para vídeo imperfeito. Além disso, muitos espectadores consomem conteúdo de vídeo apenas pelo áudio - a trabalhar, a fazer exercício, ou enquanto fazem outras tarefas.
Um microfone decente não precisa de custar uma fortuna, mas deve ser a tua primeira prioridade. Considera também investir em acessórios que melhoram a qualidade do som, como um boom arm (braço articulado) que reduz vibrações, ou um pop filter que elimina sons plosivos.
2. Câmara: O Teu Smartphone Provavelmente Chega
Como já mencionado, o teu smartphone é provavelmente suficiente para começar. Se decides comprar uma câmara dedicada, fá-lo apenas quando tiveres um caso de uso claro que justifique o investimento. Lembra-te: poucas plataformas suportam sequer transmissões em 4K, quanto mais 8K. Não te deixes seduzir por especificações que não vais poder aproveitar.
3. Iluminação: Importante, Mas Não Milagrosa
A iluminação é importante, mas se tens uma má câmara, as luzes não vão fazer milagres. Um kit básico de iluminação pode fazer uma grande diferença, mas não precisa de ser a tua primeira compra. Aprende primeiro a trabalhar com luz natural (com cuidado - evita janelas atrás de ti e está consciente de que a luz muda ao longo do dia).
Quando estiveres pronto para investir, um kit básico é suficiente para começar. Não precisas de sistemas de iluminação profissionais que custam milhares de euros.
4. Computador: Escala Conforme Necessário
Um computador decente é importante, mas não precisas de atualizar constantemente. A evolução deve ser gradual e baseada em necessidades reais, não em desejos. Três atualizações ao longo de uma carreira de criador são perfeitamente razoáveis - não precisas de ter sempre o modelo mais recente.
Otimiza o Teu Espaço Antes de Comprar Equipamento
Há um aspecto frequentemente negligenciado que pode fazer mais diferença que qualquer compra de equipamento: o teu espaço físico. Pequenos ajustes no ambiente onde crias conteúdo podem melhorar drasticamente a qualidade sem gastar um cêntimo.
Insonorização e tratamento acústico são cruciais. Se tens um espaço grande com paredes retas e superfícies duras, vais ter problemas de eco, especialmente com microfones condensadores (que são extremamente sensíveis). Antes de comprar um microfone mais caro, considera:
* Adicionar cortinas às paredes para absorver som
* Usar tapetes ou alcatifa no chão
* Colocar almofadas ou mantas estrategicamente
* Aproveitar mobília estofada que já tens
Estas soluções baratas e criativas podem transformar completamente a qualidade do teu áudio. Alguns criadores usam até caixas de ovos como tratamento acústico improvisado - não precisas necessariamente de painéis profissionais.
Posicionamento e iluminação natural também merecem atenção. Nunca coloques uma janela diretamente atrás de ti - vais ficar uma silhueta escura. Usa luz natural com cuidado, estando consciente de que ela muda ao longo do dia e pode criar inconsistências no teu conteúdo.
Tipo de superfícies importa. Alcatifa absorve som melhor que azulejo. Espaços pequenos com mobília têm menos eco que salas grandes e vazias. Trabalha com o que tens antes de pensares em mudanças drásticas.
Estratégias Para Evitar Compras Impulsivas na Black Friday
A Black Friday e Cyber Monday são campos minados para quem sofre de GAS. Aqui estão estratégias concretas para navegares esta época sem arruinar as finanças:
Acompanha preços com antecedência. Muitas lojas aumentam preços uma semana antes para depois “descerem” para o preço normal durante a Black Friday. Usa ferramentas de tracking de preços ou cria wishlists na Amazon (que frequentemente notifica sobre alterações de preço) para identificares verdadeiras promoções.
Compara produtos, não apenas preços. Às vezes, produtos de marcas menos conhecidas oferecem as mesmas características por uma fração do preço. Faz uma lista das características essenciais de que precisas e compara produtos diferentes. ChatGPT e Google são teus aliados aqui - podes listar especificações e pedir comparações objetivas.
Pergunta: isto representa um incremento real? Esta é possivelmente a pergunta mais importante. Uma câmara 8K parece impressionante, mas se as plataformas onde publicas mal suportam 4K, qual é o benefício real? Um novo microfone com mais funcionalidades soa melhor que o teu atual de forma perceptível? Se a resposta é não ou “não sei”, não compres.
Põe as emoções de lado. Somos seres extremamente emocionais, mesmo quando pensamos que estamos a ser racionais. Cria uma “lista de espera” - quando vires algo que queres comprar, adiciona-o à lista e espera 48-72 horas. Se ainda fizer sentido passado esse tempo, considera a compra. Frequentemente, a urgência emocional passa.
Quando Faz Sentido Fazer Upgrade
Nem tudo é evitar compras - há momentos legítimos em que investir em equipamento faz todo o sentido. A chave é identificar esses momentos corretamente.
Quando tens retorno financeiro do teu conteúdo. Se estás a ganhar dinheiro com a criação de conteúdo, reinvestir uma parte desses ganhos em equipamento melhor é não apenas justificável como recomendável. Demonstra compromisso com a tua comunidade e com a qualidade do teu trabalho.
Quando o equipamento atual é um limitador claro. Se o teu microfone capta constantemente ruído de fundo que não consegues eliminar de outra forma, ou se a tua câmara produz imagens tão pixeladas que distraem da mensagem, então sim, é hora de fazer upgrade. O equipamento deve facilitar, não dificultar, a criação de conteúdo.
Quando identificas uma necessidade específica. Talvez precises de mobilidade e o teu equipamento atual não é portátil. Ou começaste a fazer conteúdo outdoor e precisas de equipamento resistente às condições climatéricas. Necessidades específicas e bem definidas justificam investimentos direcionados.
Quando já maximizaste o teu equipamento atual. Se já estás a tirar 100% do potencial do teu equipamento e ainda assim sentes que poderias melhorar com algo melhor, então chegou o momento. Mas sê honesto contigo próprio - estás realmente a usar todas as funcionalidades que o teu equipamento atual oferece?
Conclusão: Conteúdo Primeiro, Equipamento Depois
O caminho para te tornares um criador de conteúdo de sucesso não passa necessariamente por teres o equipamento mais caro ou mais recente. Passa por criares conteúdo valioso de forma consistente, por desenvolveres as tuas capacidades e por construíres uma relação genuína com a tua audiência.
O melhor equipamento do mundo não vai compensar conteúdo sem valor. Por outro lado, conteúdo excepcional pode brilhar mesmo com equipamento modesto. Já viste quantos criadores começaram com praticamente nada e construíram impérios? Não foi o equipamento que os distinguiu no início - foi a qualidade, consistência e autenticidade do seu conteúdo.
Investe primeiro no teu desenvolvimento como criador. Aprende sobre storytelling, edição, engagement com a audiência. Domina os fundamentos da tua área. E quando fizeres investimentos em equipamento, que sejam estratégicos, ponderados, e baseados em necessidades reais - não em impulsos emocionais alimentados por marketing de Black Friday.
Lembra-te: a jornada de criador é longa e requer perseverância, persistência e resiliência. O equipamento vai e vem, mas as capacidades que desenvolves e as relações que construís com a tua audiência são o verdadeiro investimento que vale a pena.
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Hoje, quero falar-te sobre algo que me entusiasma particularmente: como é que podemos usar o vídeo para humanizar as nossas vendas numa era cada vez mais dominada pela inteligência artificial. É verdade que o mundo evolui, as tecnologias avançam, a IA está aí… mas eu acredito firmemente que precisamos de continuar a humanizar o nosso conteúdo.
E foi precisamente sobre isto que conversei com o Nicolas Baiache, co-fundador do eStreamly (afiliado), numa conversa absolutamente fascinante que vais descobrir neste artigo. O Nicolas, que é francês, mora nos Estados Unidos e tem o talento incrível de falar três idiomas (incluindo o nosso português!), trouxe-nos insights preciosos sobre Live Shopping e Shoppable Vídeos - duas formas extraordinárias de dar oportunidade à humanização, tanto no nosso conteúdo como nas vendas.
O Que É o Streamly e Como Funciona?
Perguntei ao Nicolas para nos explicar de forma simples o que é o Streamly. A resposta dele foi clara: é uma tecnologia que permite comprar diretamente no vídeo. E quando digo diretamente, é mesmo diretamente - sem fricções, sem passos extra que fazem perder clientes.
Este vídeo pode ser ao vivo ou gravado, e o mais interessante é que funciona em praticamente todo o lado: nas redes sociais, no email, no SMS, no WhatsApp… onde quiseres. O vídeo torna-se comprável. A tecnologia está conectada ao teu e-commerce e permite que os dados se movimentem entre o vídeo e o comércio. Como o Nicolas descreveu de forma tão visual: “é como uma tubulação do vídeo para o comércio”.
A Minha Perspetiva Sobre a Inteligência Artificial
Perguntei ao Nicolas sobre a sua visão da inteligência artificial, e a resposta dele ressoou bastante comigo. Ele considera que a IA permite aumentar as capacidades das pessoas, criar mais com menos tempo. E eu concordo plenamente!
Uso IA regularmente para preparar conversas como esta, para simular situações, para organizar ideias. Mas - e este é um “mas” importante - a IA nunca substitui a conexão humana, especialmente em vendas. Aliás, o Nicolas fez uma observação brilhante: com o aumento da IA, as pessoas vão começar a questionar cada vez mais se o conteúdo é real ou gerado artificialmente. E sabes o que vai acontecer? Vão querer conversar novamente com pessoas reais.
É aqui que o live streaming ganha uma importância enorme. Não há melhor forma na internet de ter uma conversação direta com uma pessoa real do que através de um live.
Como Começar com Live Shopping: A Preparação é Tudo
Quando perguntei ao Nicolas como é que alguém deve preparar-se para mudar de um sistema simples (como o Facebook ou Instagram) para uma ferramenta mais profissional como o eStreamly, a resposta dele foi taxativa: preparação, testes, mais testes e ainda mais testes.
Percebi que isto faz todo o sentido. No Facebook, carregas num botão e está feito. Mas quando usas uma tecnologia mais complexa - e portanto mais poderosa - não é só um botão. Tens de entender:
* Como funcionam as mensagens
* Como funciona a interação
* Como funciona a conexão com o site
* Como criar a experiência que queres oferecer
Os melhores criadores que o Nicolas viu não pegam num sistema e fazem o live no dia seguinte. São pessoas que testam, testam e testam até ficarem confiantes de que entendem bem como tudo funciona.
Requisitos Técnicos: Que E-commerce Precisas?
Uma questão prática que coloquei foi: que tipo de e-commerce é necessário? O eStreamly funciona com as principais plataformas: Shopify, Salesforce, Magento. Mas também funciona com links de afiliados, o que abre um mundo de possibilidades para criadores de conteúdo que não têm produtos próprios.
As Vantagens de Ter Controlo Sobre a Tua Experiência
Identifiquei duas grandes vantagens imediatas em relação a usar sistemas simples como Facebook ou Instagram:
1. Sem Distrações: Quando estás num ambiente controlado por ti (como o teu próprio site com um vídeo embed), não há aquela notificação a aparecer de “alguém publicou qualquer coisa” que faz a pessoa sair do teu live para ver outra atualização.
2. Sem Fricção na Compra: Não há aqueles passos extra que fazem perder clientes. A pessoa vê o produto, gosta, e compra ali mesmo. Simples.
Mas o Nicolas acrescentou algo ainda mais importante: controlo sobre a experiência completa. Se usas o Facebook, só podes usar o Facebook (ou precisas de ferramentas de streaming para outras plataformas simultaneamente). E essa interação não é muito dinâmica - publicas o teu vídeo, mas não recebes feedback real.
Com o Streamly, podes fazer live em várias plataformas e receber feedback. E esse feedback é teu - podes ver o que as pessoas estão a fazer, como estão a interagir. És tu que controlas.
O Nicolas foi muito claro: se és criador e só queres aumentar seguidores, vai para as plataformas sociais e usa-as. Mas se queres fazer um negócio onde os seguidores vêm contigo e tens uma forma de comunicar diretamente com eles, usar uma plataforma como o Streamly é muito interessante. Estás a criar um espaço que é teu, não um espaço que pertence ao Facebook, TikTok ou YouTube.
Um Exemplo Prático: Vendas de Bebidas Alcoólicas
Dei um exemplo que considero perfeito para ilustrar a importância do controlo: imagina que tens uma empresa de vinhos ou bebidas alcoólicas. Duvido muito que consigas fazer um live a falar sobre bebidas alcoólicas no Facebook ou Instagram sem problemas. Com uma plataforma própria, tens esse controlo total sobre o que mostras e como vendes.
Controlar o Fluxo Completo: Do Registo aos Lembretes
Outra vantagem enorme que explorámos é o controlo do fluxo de comunicação. No Facebook ou Instagram, não consegues realmente controlar este processo:
* Não podes enviar um email a anunciar o teu live
* Podes criar uma publicação, mas de mil seguidores, se meia dúzia receber a notificação já é sorte (as páginas têm alcance extremamente limitado)
* É difícil controlar quem se regista
Quando está do teu lado, podes:
* Registar pessoas com email e telefone
* Enviar lembretes
* Comunicar directamente quando vais estar live
Aliás, o Nicolas partilhou um dado impressionante: quando fazes um live nas redes sociais, menos de 5% dos teus seguidores recebem a notificação. Portanto, podes ter muitos seguidores, mas muito pouca gente chega ao teu live porque simplesmente não sabem que estás lá. Não é que não queiram ver - não sabem que estás lá!
Quem Deve Conduzir os Teus Lives? A Combinação Perfeita
Esta foi uma questão que considerei crucial: devo usar alguém da empresa que conhece bem os produtos, mas não tem à-vontade em frente à câmara, ou contratar um criador de conteúdo?
A resposta do Nicolas foi muito esclarecedora. Se és uma empresa que quer fazer live shopping, trabalhar com um criador pode ser uma excelente oportunidade. Mas atenção: nem todos os criadores são iguais.
Há criadores bons para fotos, outros para textos, outros para vídeos. Mas para live shopping precisas de um criador que:
* Seja muito bom em live streaming
* Entenda os teus produtos
* Saiba vender (não adianta ser alguém que só faz lives de gaming)
* Tenha audiência (se só tem duas pessoas a ver os lives, não é a pessoa certa)
A recomendação do Nicolas foi brilhante: se encontras um criador excelente em live streaming, mas que não é forte em vender, combina-o com alguém da tua empresa que conhece muito bem os produtos. Essa pessoa não precisa de ser super à-vontade em frente à câmara - só precisa de conseguir conversar sobre o produto.
O criador faz o show, mantém a audiência interessada e depois faz perguntas à pessoa que conhece os produtos. É uma conversação natural, como “mulher para mulher” ou “amigos para amigos”, que é exactamente o formato que a QVC (o famoso teleshopping americano) usa com enorme sucesso.
Não É Só Live: O Poder do Vídeo Gravado
O Nicolas partilhou uma estatística que me fez pensar: 80% da presença das pessoas na internet é em vídeo, e dentro disso o live streaming é talvez só 5%.
Portanto, se já trabalhas com criadores que produzem vídeo, a primeira oportunidade é: como podes usar aquele vídeo para aumentar a tua presença e facilitar a transação? Torna esse vídeo comprável!
É muito mais fácil começar por aqui, porque já tens o conteúdo. Depois, podes crescer para o live streaming, que tem a vantagem de dar feedback imediato.
A Estratégia Completa: Definir Antes de Escolher Ferramentas
Perguntei ao Nicolas que outras opções existem, porque percebi que há diferentes abordagens conforme os objetivos. Ele mencionou que, se não queres ter controlo total da experiência, há outras opções interessantes:
* TikTok com links de afiliados
* Whatnot (muito popular nos Estados Unidos)
* Outras plataformas especializadas
Mas o ponto fundamental que ele frisou é: tens de decidir a tua estratégia primeiro. Pergunta-te:
* Quem vai criar o conteúdo?
* O que quero fazer com este conteúdo?
* Como empresário, quero que a plataforma tenha controlo, ou prefiro controlar eu a experiência?
* Quero conhecer os consumidores e estabelecer relacionamento direto?
Só depois de teres esta estratégia clara é que deves decidir se o Streamly é melhor, se trabalhas com afiliados, se usas o TikTok… E podem até ser complementares!
Oportunidades para Criadores de Conteúdo Sem Produtos
Esta parte foi especialmente importante para mim, porque queria garantir que os criadores de conteúdo percebem que também há aqui uma oportunidade para eles.
Perguntei ao Nicolas: “Eu sou criador de conteúdo, não tenho produtos. O eStreamly também pode ser para mim?”
A resposta foi um “sim” entusiástico. E ele partilhou uma visão de mercado fascinante: Live Shopping é um mercado de um trilião de dólares na China. Na Europa e nos Estados Unidos ainda é muito pequeno, mas está a crescer bastante.
Se pensas “daqui a cinco anos isto vai ser enorme e eu quero aprender”, podes começar já a experimentar. Podes usar o TikTok ou experimentar com o eStreamly, ver o que gostas de fazer, crescer a tua audiência.
O Nicolas conhece uma criadora que criou o seu próprio site usando a tecnologia do eStreamly - é só vídeo, só live streams e já tem cinco ou seis criadores diferentes a criar conteúdo com ela. Ela criou essencialmente a sua própria app/plataforma de conteúdo.
A oportunidade é posicionares-te num mercado que vai crescer e estares pronto para quando o mercado explodir.
Demonstração Prática: Como Funciona na Realidade
O Nicolas mostrou-me um exemplo real de uma criadora que usa o eStreamly. No site dela podes ver:
* Muito conteúdo que ela criou
* Eventos que vão acontecer
* Vídeos anteriores
Tudo no site dela, não dependente de plataformas de terceiros. E ela só trabalha com afiliados!
Quando abres um vídeo, podes ver:
* Todos os chats que passaram (de todas as redes sociais onde o vídeo foi transmitido)
* Os produtos apresentados
* Fazer a compra com redirecionamento direto para o negócio
É muito, muito interessante ver isto em ação.
A Integração com Instagram: Eliminar a Fricção da Bio
Já tinha tido aqui no podcast o Jeff do Stampede Social e quis explorar esta integração com o Nicolas porque acho absolutamente genial.
Todos sabemos o problema: publicas um vídeo no Instagram, pedes às pessoas para irem à bio… e ninguém vai. É demasiada fricção.
A solução que o eStreamly oferece em integração com o Stampede é brilhante: quando alguém comenta uma hashtag específica que definiste (como “HEIL SOUND” no exemplo do meu microfone), recebe automaticamente uma mensagem privada no Instagram com um link para um vídeo mais detalhado onde pode comprar.
É uma forma excelente de:
* Eliminar a fricção (só precisam comentar)
* Aumentar o engagement nas publicações
* Converter interesse em vendas de forma natural
O Futuro: IA e a Crescente Importância da Autenticidade
Para terminar a nossa conversa, o Nicolas partilhou uma reflexão que considero absolutamente crucial para todos nós, criadores de conteúdo.
Com a IA, muitas pessoas (incluindo empresários) vão pensar que é mais fácil criar vídeos automaticamente do que trabalhar com criadores. O problema que vai surgir é que as pessoas que recebem esse conteúdo vão começar a questionar se é real ou gerado por IA.
Vai criar-se uma “zona de desconfiança”. E quando não há confiança, as pessoas vão querer conversar novamente com pessoas reais. Vão querer ver que é uma pessoa verdadeira.
É aqui que está a enorme oportunidade para criadores que são bons em live streaming. Porque não há melhor forma na internet que permita uma conversação direta com uma pessoa do que o live stream.
Criadores que conseguem vender não só audiência, mas principalmente credibilidade, vão ser extremamente valiosos. Haverá negócios que vão perder credibilidade por usar IA demais e que vão precisar de uma forma de conversar novamente no mundo digital de forma autêntica.
O Nicolas está muito entusiasmado com o futuro por causa disto, e eu também estou!
Como Encontrar o Streamly e o Nicolas
Se queres explorar o eStreamly, podes:
* Ir diretamente ao site do eStreamly
* Ler o Substack do eStreamly (têm conteúdo muito interessante)
* Encontrar o Nicolas Baiache no LinkedIn
Aliás, já convidei o Nicolas para voltarmos a fazer um live mais técnico, onde vamos explorar o Streamly por dentro, perceber as funcionalidades todas, como configurar… Por isso, fica atento porque em breve vamos ter esse conteúdo!
A Minha Conclusão: Humaniza, Testa e Controla
Depois desta conversa fascinante, fico com três grandes lições que quero partilhar contigo:
1. Humanização é o Futuro: Num mundo cada vez mais dominado pela IA, a capacidade de criar conexões humanas autênticas através do vídeo vai ser cada vez mais valiosa.
2. Preparação e Testes São Fundamentais: Não basta carregar num botão. Se queres usar ferramentas profissionais para resultados profissionais, tens de investir tempo a testar, testar e testar até dominares completamente a experiência que queres criar.
3. Controlo é Poder: Ter controlo sobre a tua experiência, os teus dados, a tua comunidade, é infinitamente mais valioso do que dependeres completamente de plataformas de terceiros que podem mudar as regras a qualquer momento.
Espero que este artigo te tenha dado insights valiosos sobre Live Shopping e Shoppable Vídeos. É uma área em enorme crescimento e há oportunidades fantásticas tanto para empresários como para criadores de conteúdo.
E tu, já experimentaste fazer live shopping? Ou shoppable vídeos? Conta-me nos comentários a tua experiência - adoro ler as vossas histórias e respondo sempre!
Se este artigo te foi útil, não te esqueças de partilhar com outros criadores que possam beneficiar. E como diz o ditado: para quem partilha o sol, mesmo que chova, ele brilha!
Vemo-nos na próxima semana com mais conteúdos para te fazer contente!
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“Sai da tua zona de conforto!” - quantas vezes já ouviste isto? Se fosses beber um shot cada vez que um coach na internet repetisse esta frase, provavelmente já terias problemas sérios. Mas aqui vai uma verdade que ninguém te conta: e se a tua zona de conforto for precisamente o sítio onde deves estar?
Pensa comigo: achas que alguém deveria dizer ao Cristiano Ronaldo para deixar o futebol? Ou ao Fernando Mendes para abandonar a apresentação? Claro que não! A zona de conforto não é o problema - a inércia é que é. E hoje vou mostrar-te como transformar a tua zona de conforto na tua zona de sucesso.
Por Que Razão a Zona de Conforto Não É Tua Inimiga
Olha, vou ser direto contigo: a zona de conforto é onde está a tua paixão, onde fluis naturalmente, onde te sentes em casa. É o lugar onde pertences. O problema nunca foi estar dentro da caixa - o problema é não explorares essa caixa como se não houvesse amanhã.
Quando estás na tua zona de conforto, estás no território onde podes brilhar. É aí que a magia acontece, não fora dele. A questão é: estás a honrar a tua zona de conforto ou estás apenas a sobreviver nela?
Honra a Tua Zona de Conforto
Esta é a primeira grande lição que quero que leves daqui. Se há uma área onde te sentes bem, onde a paixão fervilha, tens a obrigação moral de dar o melhor de ti nesse espaço.
Eu, por exemplo, adoro fazer conteúdo ao vivo. É onde me sinto completamente à vontade. Por isso faço este podcast em direto - porque é a minha zona de conforto. Mas isso não significa que me acomode. Pelo contrário! Significa que dou tudo de mim para honrar essa paixão, para fazer o melhor conteúdo possível dentro daquilo que amo fazer.
As 5 Estratégias Para Maximizar a Tua Zona de Conforto
1. Esforça-te Mais (Sim, Mesmo na Tua Zona de Conforto)
Se estás onde gostas de estar, onde te sentes apaixonado, é precisamente aí que deves dar o máximo de ti. O Cristiano Ronaldo chegou onde chegou porque o futebol é a zona de conforto dele - e ele trabalhou nessa zona como ninguém.
O mesmo se aplica ao Messi, ao Michael Jordan, ao Maradona. Eles não saíram da zona de conforto - eles dominaram-na completamente. E tu também podes fazer isso na tua área.
2. Cria Diferenciação Através da Tua Singularidade
Nenhum de nós é igual a ninguém. Esta é a tua grande arma secreta! Tu podes e deves criar diferenciação através de:
* A forma como comunicas - o teu estilo único de falar, de partilhar ideias
* O formato dos teus conteúdos - no meu caso é o live streaming, no teu pode ser podcast puro, blog, vídeos gravados
* A tua perspetiva única - a maneira como vês e interpretas o mundo
* A tua personalidade - sim, até a forma como te vestes pode fazer parte da diferenciação
O importante é que tudo isto crie valor genuíno para a tua comunidade. Não se trata de ser diferente só por ser - trata-se de seres autenticamente tu.
3. Especializa-te ao Máximo
Vamos imaginar que gostas de falar sobre filmes. Ótimo! Mas que tal especializares-te em filmes de terror? Ou melhor ainda, em filmes de terror americano dos anos 80?
Vês onde quero chegar? Em nichos especializados há menos concorrência e podes tornar-te “A referência” nessa área. Além disso, quando combinas especialização com diferenciação (de que falei no ponto anterior), tornas-te praticamente insubstituível.
4. Deixa a Tua Paixão Transbordar
Quando fazes aquilo que realmente amas, isso nota-se. E não apenas se nota em ti - as pessoas que te veem e ouvem sentem essa energia contagiante.
Há dois grandes benefícios aqui:
Para ti: A paixão dá-te motivação extra para ir mais longe, para correr a famosa “milha extra”. Tens mais capacidade de persistir quando as coisas ficam difíceis.
Para a tua audiência: Quando as pessoas sentem a tua paixão genuína, criam uma conexão diferente contigo. Além disso, como estás apaixonado pelo tema, estás naturalmente melhor documentado, melhor informado, e a tua forma de transmitir conhecimento é superior.
5. Torna-te o Especialista que Partilha Conhecimento
Como estás na tua zona de conforto - esse lugar onde vives, respiras e sonhas com o teu tema - tens acesso a um conhecimento profundo. Consome informação, estuda, investiga, trabalha essa área.
Depois, partilha esse conhecimento com pessoas que têm uma zona de conforto semelhante à tua, mas que ainda não chegaram ao teu nível. Seja cinema, teatro, literatura, jardinagem, marketing digital - o que for - sê a fonte de informação de referência.
Isto é especialmente importante porque muita gente anda uma vida inteira à procura do sucesso fora da caixa, quando ele sempre esteve dentro da caixa. Que loucura, não é?
O Grande Aviso: Zona de Conforto ≠ Zona de Inércia
Aqui está a responsabilidade gigante que fica do teu lado: não convertas a tua zona de conforto num espaço de inércia.
Esta é a diferença entre quem usa a zona de conforto para crescer e quem usa como desculpa para estagnar. Quando te acomodas, quando paras de te esforçar, quando deixas de explorar - aí sim, a zona de conforto torna-se tóxica.
Mas se honrares a tua zona de conforto com trabalho árduo, diferenciação, especialização e paixão genuína, tornas-te uma fonte de inspiração. Transmites energia. Contagias outras pessoas com o teu amor pela tua área. E isso faz toda a diferença.
Podes tornar-te aquela pessoa - a referência na tua área. Aquela voz que não só domina o tema, mas que inspira outros a interessarem-se, a procurarem informação, a quererem saber mais.
Conclusão: A Zona de Conforto É um Espaço de Trabalho, Não de Inércia
Deixa-me resumir as mensagens principais que quero que leves contigo:
✅ Honra a tua zona de conforto - se estás lá, é porque pertences a esse espaço✅ Esforça-te mais - a zona de conforto não é desculpa para preguiça, é motivação para excelência✅ Diferencia-te - usa a tua identidade única como vantagem competitiva✅ Especializa-te - quanto mais específico, menos concorrência e mais autoridade✅ Deixa a paixão guiar-te - ela motivará a ti e contagiará a tua audiência✅ Partilha conhecimento - sê a fonte de informação para quem está a começar✅ Nunca confundas conforto com inércia - trabalha, explora, conquista
A zona de conforto não é uma prisão - é o teu campo de batalha. É onde deves lutar as tuas maiores batalhas e conquistar as tuas maiores vitórias.
Agora quero saber de ti: qual é a tua zona de conforto? E como vais honrá-la a partir de hoje? Deixa nos comentários a tua resposta - adoro ler e responder a cada um de vós.
Se este artigo te fez pensar de forma diferente sobre a zona de conforto, partilha com aquelas pessoas que andam há anos a tentar “sair da caixa” quando a resposta sempre esteve dentro dela. Como diz a lenda: quem comparte um dia pode, quem sabe, chegar a Marte!
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Olá! Vou partilhar contigo algo que me tem andado a fazer comichão nos últimos dias. Sabes aquele programa que toda a gente conhece, aquele que a tua mãe não perde por nada, aquele onde há beijinhos, suspensórios e montras maravilhosas? Sim, estou a falar do Preço Certo!
Esta semana, o programa foi alvo de críticas que considero completamente injustas. Alguém teve o atrevimento de chamar ao programa “parolo” e de questionar se o dinheiro dos portugueses estava bem empregue. Bem, eu discordo frontalmente. E vou mais longe: acho que o Preço Certo é uma verdadeira masterclass de criação de conteúdo que todos nós, criadores, devíamos estudar com atenção.
Pois é, leste bem. Um dos programas mais antigos da televisão portuguesa, com mais de 20 anos de longevidade, audiências esmagadoras e plateias sempre cheias não chegou onde está por acaso. Por isso, preparei para ti uma análise detalhada de tudo o que podemos aprender com este fenómeno televisivo.
1. Identifica o Teu Nicho (e Abraça-o Sem Vergonha)
A primeira grande lição do Preço Certo é cristalina: conhece o teu público e serve-o sem complexos. O programa identificou claramente o seu nicho - o Portugal mais profundo, mais popular, mais genuíno - e criou todo um universo em torno dele.
Este pode ser o teu primeiro grande erro enquanto criador: excluir à partida determinados grupos ou achar que certos públicos não são suficientemente “sofisticados” para ti. Spoiler alert: pode ser precisamente nesse público que está a tua mina de ouro!
Como criador de conteúdo, tens que misturar três ingredientes essenciais:
* Aquilo que tu gostas
* Aquilo que é viável para ti
* Onde podes encontrar lucro
Não faz sentido nenhum criar conteúdo apenas porque é mais “trendy” ou “sofisticado” se não estás a abraçar o público certo. E já agora, vamos parar de etiquetar as pessoas? A senhora da aldeia que vai ao Preço Certo mandar beijinhos para a família é tão valiosa (ou mais) quanto qualquer outro público. Aliás, eu tenho mais seguidores nas redes sociais do que a minha aldeia tem de população - e tenho muito orgulho nas minhas raízes!
2. Consistência é Rei (ou Rainha, Como Preferires)
Vamos falar de números concretos: o Preço Certo está no ar há mais de 20 anos, 6 dias por semana, sempre à mesma hora (sete e qualquer coisa, antes do telejornal, como o Fernando Mendes faz questão de lembrar). Se isto não é consistência, não sei o que é.
E atenção: não é só consistência de horário. É consistência em tudo:
* No fluxo do programa
* Nos momentos icónicos (os beijinhos, as frases características)
* Na equipa (a Lenka, o Mário, o Miguel - estão lá há anos!)
* No formato
Esta consistência cria algo poderoso: identidade. As pessoas sabem exatamente o que vão encontrar quando ligam a televisão. E adoram isso.
Tu, enquanto criador, também precisas desta consistência. Quantas vezes já mudaste tudo no teu conteúdo à procura da “próxima grande coisa”? Pois. Às vezes, essa ânsia de mudar constantemente é um tiro no pé. Não crias laços, não crias identidade, não tens simbologia - e perdes-te.
3. Simbologia: Cria os Teus Momentos Icónicos
Falando em símbolos… “Quero mandar beijinhos para alguém!” - aposto que leste isto com a voz do Fernando Mendes, certo?
Os suspensórios, a frase antes de mostrar o preço da montra final, os beijinhos - tudo isto são símbolos que criam uma ligação emocional com a audiência. E atenção a isto: os símbolos só funcionam quando há consistência e relevância.
Podes aparecer todos os dias com um boné cor-de-rosa, mas se o teu conteúdo não for relevante, ninguém vai reparar no boné. Percebes? O símbolo só se torna símbolo quando tudo o resto - a mensagem, a entrega, o valor - está lá.
Por isso, pensa: que elementos visuais, sonoros ou verbais podes incorporar no teu conteúdo que, com o tempo e consistência, se tornem a tua marca registada?
4. Autenticidade Bate Sofisticação (Sempre)
Aqui está uma verdade inconveniente para muitos: o Fernando Mendes não é a pessoa mais “sofisticada” da televisão portuguesa. E sabes que mais? É precisamente por isso que é uma das mais queridas!
A autenticidade dele é palpável. A forma como ajuda os concorrentes, como manda os beijinhos com genuíno carinho, como interage com simplicidade - isto não é uma personagem construída. E é exactamente isso que torna o programa sustentável há tantos anos.
Se o Fernando tivesse criado uma personagem artificial, seria impossível mantê-la de forma convincente durante décadas. A autenticidade é sustentável; a falsidade cansa.
Enquanto criador, pergunta-te: estás a ser autêntico ou estás a tentar parecer muito inteligente, muito sofisticado, muito estudado? Porque aqui está o problema: mensagens super elaboradas são difíceis de decifrar e ainda mais difíceis de aplicar. E não é isso que queres.
O que tu queres é que o teu conteúdo seja:
* Muito fácil de entender
* Extremamente fácil de aplicar
* Gerador de resultados concretos
A utilidade tem que estar lá. Sempre.
5. Proximidade Cria Familiaridade (e Lealdade)
Uma das coisas mais bonitas do Preço Certo é a forma carinhosa e próxima como a equipa recebe quem os visita. Não há ares de superioridade, não há distância - há carinho genuíno.
Esta proximidade cria algo mágico: as pessoas começam a sentir que o Fernando faz parte da família, que faz parte do seu dia-a-dia. Se fizéssemos uma votação das 10 figuras mais queridas da televisão portuguesa, aposto que o Fernando apareceria em todas as listas.
Tu também podes (e deves) criar esta proximidade. Sempre que alguém comenta, interage, deixa uma mensagem - responde com atenção e carinho. É por isso que eu faço lives, para poder interagir contigo em tempo real. Esta proximidade, se a souberes alimentar, pode ser um factor tremendamente a teu favor.
6. Dá Espaço ao Teu Público
Algo que diferencia o Preço Certo é a interatividade. O público não é apenas espectador passivo - é parte do programa. As mensagens, os presentes, os momentos musicais inesperados… tudo isto faz as pessoas sentirem-se parte de algo maior.
Pensa nisto: quando alguém percebe que pode fazer parte do teu conteúdo, que pode ter os seus cinco minutos de fama (ou nem sequer isso, mas apenas estar presente), cria-se uma ligação muito mais forte.
Como podes dar mais espaço ao teu público? Como podes fazer com que se sintam co-criadores da tua jornada?
7. A Marca Pessoal é Incontornável
Por fim, não podemos ignorar o elefante na sala: a personalidade do Fernando Mendes é uma parte enorme do sucesso do programa. A marca pessoal dele é fortíssima e muito própria.
E aqui está uma lição importante: ele não chegou onde está por ter um background artístico na família (embora tenha). Chegou lá por talento, dedicação e muito, muito trabalho. Se vires os primeiros episódios do Preço Certo e comparares com os de agora, vês uma evolução clara. Ele estava desconfortável no início — e trabalhou até se tornar numa referência.
Não há atalhos. O talento sozinho não chega. O background familiar não chega. Tens que esgravetar, tens que trabalhar, tens que evoluir constantemente.
A Grande Lição: Não Tem Que Ser Tudo Intelectual
Sabes, eu gosto de livros densos, de filmes profundos, de desafios mentais. Mas também gosto, como bom minhoto que sou, de ver os Zés Pereiras, as bandas filarmónicas, os ranchos, as desgarradas. Gosto de teatro denso, mas também gosto do Preço Certo.
E está tudo bem.
Não temos que etiquetar as pessoas ou validá-las (ou não) com base na intelectualidade do que consomem. Há espaço para tudo. Aliás, é nesta variedade que construímos um intelecto mais flexível e ágil.
Por isso, se alguém te disser que o teu conteúdo não é suficientemente sofisticado, lembra-te: um dos programas mais longevos e queridos da televisão portuguesa é considerado “parolo” por algumas pessoas. E sabes que mais? Continua a arrasar nas audiências, a encher plateias e a fazer parte da vida de milhões de portugueses.
Conclusão: O Preço Está Certíssimo
O Preço Certo ensina-nos que não precisas de ser o mais sofisticado, o mais intelectual ou o mais “cool” para teres sucesso como criador de conteúdo. Precisas de:
* Conhecer bem o teu nicho e servi-lo sem complexos
* Ser consistente (em horários, formato, mensagem)
* Criar símbolos que ressoem com a tua audiência
* Ser autêntico acima de tudo
* Cultivar proximidade genuína com quem te segue
* Dar espaço ao teu público
* Trabalhar constantemente na tua marca pessoal
E acima de tudo, precisas de entregar conteúdo que seja útil, relevante e que melhore a vida das pessoas - mesmo que seja apenas proporcionando 30 minutos de diversão genuína depois de um dia de trabalho.
Agora quero saber de ti: o que achas desta análise? Concordas que há muito a aprender com o Preço Certo? Ou achas que estou completamente maluco? Deixa o teu comentário, partilha este artigo e não te esqueças de subscrever para não perderes o próximo episódio, onde vou falar sobre a zona de conforto (e porque sair dela pode ser a maior asneira que vais cometer).
Se quiseres mandar beijinhos para alguém, estás completamente à vontade!
Um grande abraço, boas partilhas, bons conteúdos!
P.S.: Não te esqueças de seguir o Criador Contente no Substack para receberes todos os artigos e conteúdos exclusivos. Tens os links na descrição! E se gostas do que faço, deixa um like - ajuda-me imenso a continuar a trazer-te este tipo de conteúdo.
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Já pensaste na quantidade de portas que se abrem quando és convidado para participar no conteúdo de outros criadores? Pois é, eu também andei a reflectir muito sobre isto. E percebi que, se por um lado é importante trazer convidados para os nossos próprios conteúdos, não é menos importante — quiçá, eventualmente, até mais importante — sermos nós os convidados.
Hoje, vou partilhar contigo tudo o que aprendi sobre como te tornares o convidado perfeito. Aquele que deixa uma marca indelével, que é convidado repetidamente e que transforma cada aparição numa oportunidade de ouro. Se queres dominar esta arte, fica comigo, porque vamos mergulhar fundo neste tema.
Porque é Que Ser Convidado é Tão Importante?
Deixa-me começar pelo óbvio que muita gente ignora: ser convidado para participar noutros conteúdos demonstra, desde logo, que já criaste alguma referência, alguma autoridade no teu nicho. E aqui há uma pescadinha de rabo na boca fantástica — quanto mais reconhecido és, mais convites recebes; quanto mais convites recebes, mais reconhecido te tornas.
Mas há três vantagens principais que quero destacar:
1. Construção de AutoridadeQuando alguém te convida para o seu espaço, está essencialmente a passar parte da sua credibilidade para ti. É um voto de confiança público. E cada vez que participas num conteúdo de qualidade, estás a solidificar a tua posição como referência na tua área.
2. Exposição a Novas AudiênciasEsta é provavelmente a vantagem mais óbvia, mas não menos importante. Vais poder aumentar significativamente a tua base de seguidores, a tua comunidade. Estás literalmente a aparecer em frente de pessoas que nunca te viram antes, mas que já confiam no criador que te convidou. É uma transferência de confiança poderosa.
3. Oportunidades InesperadasQuando és exposto a novas pessoas, abres caminho para feedback valioso, sugestões de ideias, propostas de negócio, colaborações… oportunidades que jamais aconteceriam se estivesses restrito apenas ao teu próprio conteúdo e público. Já me aconteceu várias vezes surgir algo completamente inesperado depois de uma simples participação como convidado.
Como Criar Condições Para Seres Convidado
Agora vem a pergunta de ouro: “Mas, mestre, como é que eu posso criar condições para isso?” Ainda bem que perguntas, porque é precisamente sobre isto que vamos falar.
Cria Conteúdo de Qualidade Consistentemente
Isto é a base de tudo. Se não tens conteúdo interessante e relevante no teu próprio canal, por que é que alguém te convidaria? Tens de provar que sabes do que falas, que tens uma perspectiva única, que acrescentas valor.
Faz-te Notar na Comunidade Certa
Acompanha outros criadores no teu nicho e faz-te notar. E não estou a falar de spam ou autopromoção descarada. Estou a falar de:
* Deixar comentários genuínos e perspicazes
* Partilhar o conteúdo deles quando é realmente bom
* Participar nos lives (isto é importantíssimo!)
* Interagir de forma consistente e autêntica
Quando fazes isto, não só chamaste a atenção do criador, como também de outras pessoas que acompanham esse criador. E essas pessoas também podem ser criadores à procura de convidados. Vês onde isto vai dar?
Otimiza o Teu Perfil Profissional
Falando especificamente do LinkedIn — que do ponto de vista profissional considero a plataforma mais credível até ao momento — certifica-te de que toda a tua informação está atualizada e bem apresentada. No entanto, deves aplicar esta prática a todas as redes que consideres relevantes para o teu projecto.
Quando alguém está a ponderar convidar-te, vai inevitavelmente espreitar o teu perfil. Se encontrar informação desactualizada, incompleta ou mal apresentada, pode logo desistir da ideia. O teu perfil tem de gritar “Sim! Esta pessoa está preparada e vale a pena!”
Participa em Lives Estrategicamente
Os lives são uma ferramenta extraordinária para te fazeres notar. Quando participas activamente nos lives de criadores que admiras, estás não só a criar a tua imagem e a causar impacto, como também estás a aprender como funciona o conteúdo dessa pessoa.
E isto é fundamental porque, se um dia fores convidado, já vais estar preparado. Já percebes o contexto, o tom, a dinâmica. Não vais ser apanhado desprevenido.
A Arte de Ser o Convidado Perfeito
Pronto, conseguiste! Foste convidado para participar num podcast, numa entrevista, num live. Agora o que fazes? Como te preparas? Como te comportas? Vamos a isso.
Faz o Trabalho de Casa
A primeira coisa — e não me canso de repetir isto — é que deves procurar entender como é o conteúdo desse criador.
Vai ver outras entrevistas. Percebe:
* Qual é o tom usado?
* Quanto tempo costumam durar?
* Como é a interação com a comunidade?
* Que tipo de perguntas são feitas?
* Como é que outros convidados respondem?
Há aqui uma vantagem estratégica absolutamente brilhante que muita gente ignora: quando vês entrevistas anteriores, podes fazer referências a conversas passadas durante a tua própria entrevista.
Imagina isto: o entrevistador faz-te uma pergunta e tu respondes algo como “Sim, isto liga-se perfeitamente àquilo que o teu convidado ABC falou aqui há umas semanas sobre XYZ…”
WOW! Acabaste de provar que:
* Fizeste o trabalho de casa
* Estás genuinamente interessado no conteúdo do anfitrião
* Consegues fazer conexões inteligentes entre temas
Isto faz uma diferença ENORME, tanto para quem te convida como para quem está a ver.
Garante as Condições Técnicas
Nada — mas NADA — é mais amador e desrespeitoso do que apareceres mal preparado tecnicamente. Por isso, certifica-te de que tens:
Equipamento Adequado:
* Um bom microfone
* Uma boa câmara
* Iluminação decente (nunca com uma janela atrás de ti!)
* Headphones discretos (para evitar eco e feedback) ou outros não discretos, o importante é que funcionem! :)
Por vezes, sobretudo quando sou entrevistado, uso headphones discretos que ninguém vê — literalmente, podes estar a olhar para mim e não sabes que os tenho. Isto é importante porque mantém a estética profissional enquanto resolve problemas técnicos.
Ambiente Controlado:
* Um espaço isolado sem distrações
* Sem ruídos de fundo
* Sem pessoas a circular
* Telemóvel em silêncio (sem vibração!)
* Notificações do computador desligadas
Background Inteligente:Aquilo que tens atrás de ti deve ser, na pior das hipóteses, neutro. Mas idealmente deve reforçar a tua autoridade e estar alinhado com o tema.
Aqui tenho “Recording Studio”, “Marcoting On Air”, “Criador Contente”, microfones… tudo elementos que se identificam com aquilo que faço. Se tivesses calendários de oficina mecânica quando estás a falar de marketing digital, estarias a criar dissonância cognitiva e a distrair a audiência.
Internet Estável:Isto é básico, mas tanta gente falha aqui. Uma internet instável arruína completamente a experiência.
Preparação de Materiais
Quando fores convidado, certifica-te de que tens prontos:
* 2-3 fotografias profissionais em alta resolução
* Uma mini bio em diferentes tamanhos (curtíssima, curta e média)
Podes usar o ChatGPT para criar estas bios. Simplesmente dás-lhe os teus elementos e pedes versões diferentes. Assim, sempre que te pedirem, já tens tudo à mão. Isto demonstra profissionalismo e preparação.
Como Te Comportar Durante a Entrevista
Chegou o grande dia. Está tudo preparado tecnicamente. Agora vem a parte da performance. E aqui há regras de ouro:
Chega CedoGosto sempre de estar antecipadamente conectado, quer como convidado, quer como anfitrião. Porquê? Para ter aquela conversa de warm-up, resolver questões de última hora, criar rapport.
Quando tenho convidados de fora, muitos fazem perguntas sobre Portugal, dizem que adoram o nosso país… este tipo de conversa informal cria laços e prepara o terreno para uma entrevista mais fluida e natural.
Respeita o Teu AnfitriãoIsto é absolutamente fundamental. Se alguém te abriu a porta da “sala nobre da casa”, respeita-o.
* Deixa-o terminar as perguntas
* Não o interrompas
* Não sejas condescendente
* Respeita os tempos estabelecidos
Lembra-te: estás na casa dele. Ele criou este espaço, construiu esta audiência. Tu és o convidado de honra, mas ainda assim, convidado.
Nunca Respondas Apenas com Sim ou NãoIsto é extremamente frustrante para um entrevistador. Imagina que eu elaboro uma pergunta cuidadosamente pensada e recebo como resposta um “Sim” seco.
É terrível! E mais, estraga completamente o fluxo da conversa e a experiência para quem está a ver.
Compreende o Propósito das PerguntasAqui está algo que muitos convidados não percebem: quando um entrevistador te faz uma pergunta, muitas vezes não é para ele — é para a audiência.
Ele provavelmente já sabe a resposta. Mas no público há pessoas que estão à procura exatamente dessa informação. Por isso, quando respondes “Tu já sabes isso…” estás completamente a falhar o objetivo.
Responde sempre como se estivesses a explicar a alguém que nunca ouviu falar do assunto. Completo, claro, com exemplos.
Dá Respostas com “Xixinha”Não te limites ao mínimo. Dá contexto. Conta histórias. Partilha exemplos concretos.
E aqui está um truque de ouro: usa casos que aconteceram contigo.
Quando dizes “Eu tinha o problema A, usei a solução B e tive o resultado C”, isso é inquestionável. Ninguém pode questionar a tua experiência vivida. Cria autenticidade e autoridade instantâneas.
Se disseres “Alguém me contou que outro disse que…”, a credibilidade evapora-se.
Controla a Respiração e o RitmoSe falas muito depressa, vais parecer nervoso e inseguro. Além disso, tornas difícil para as pessoas acompanharem o teu raciocínio.
Usa pausas estratégicas. Varia o tom de voz:
* Fala mais baixo quando queres enfatizar algo importante
* Sobe ligeiramente o tom para captar atenção
* Faz pausas dramáticas antes de revelar algo significativo
Estes pequenos truques tornam o episódio muito mais interessante e mantêm a audiência envolvida.
Coloca Também Perguntas ao EntrevistadorIsto pode parecer contraintuitivo, mas é brilhante.
Uma das limitações das entrevistas para quem as conduz é que ficam um pouco limitadas em termos de demonstrar o seu próprio conhecimento. Claro que fazer perguntas pertinentes é bom, mas há uma certa restrição.
Se tu, enquanto convidado, também colocas perguntas inteligentes ao entrevistador, estás a dar-lhe essa oportunidade de brilhar. E faz toda a diferença porque és tu que lhe estás a dar essa oportunidade — não é ele que a está a roubar.
Já tive um convidado que fez isto comigo e achei estranho no início, mas depois percebi o valor. É uma forma de tornar a conversa mais dinâmica e bilateral.
O Que NÃO Fazer
Tão importante quanto saber o que fazer é saber o que evitar:
Não Sejas Excessivamente PromocionalJá me aconteceu (felizmente só uma vez) ter uma convidada que estava constantemente a falar do evento que ia fazer: “Se queres saber mais, tens de ir ao meu evento”, “No meu evento também vamos falar sobre isto”…
É frustrante e contraproducente!
Olha, faz todo o sentido que uses a participação para promover o teu lançamento — seja um livro, curso, evento, o que for. Aliás, esse é frequentemente o motivo pelo qual convidamos alguém.
MAS — e isto é importante — o que tens de fazer é criar interesse e curiosidade através da tua entrega, não através de promoção constante.
Se provas que és muito bom, que és um grande conhecedor do tema, as pessoas naturalmente vão querer saber mais. Vão procurar-te. Se estás única e exclusivamente a dizer “o meu livro, o meu curso, a minha palestra”, as pessoas fogem.
Depois da Entrevista: Maximiza o Impacto
O teu trabalho não termina quando a gravação acaba. Agora vem uma parte crucial que muitos convidados ignoram completamente.
Promove Ativamente o Conteúdo
Lembras-te de eu ter falado que uma das razões pelas quais trazemos convidados é porque eles vão promover o conteúdo? Agora és tu que estás do outro lado. Tens de cumprir a tua parte.
Se foi um live, divulga antecipadamente:
* “Dia X vou estar em conversa com [nome] sobre [tema]”
* Partilha o link de acesso
* Cria expectativa
Se foi gravado, quando sair:
* Publica e promove: “Participei nesta conversa fantástica com [nome] sobre [tema]”
* Dá contexto sobre o que se falou
* Partilha o link para a entrevista completa
Esta prática é super importante porque — e aqui está o segredo — é assim que eu identifico bons convidados para futuras participações. Quando vejo alguém que consistentemente promove conteúdos em que participa, sei que essa pessoa percebe a lógica e a dinâmica de ser um bom convidado.
Cria e Partilha Nuggets
Pede a gravação do conteúdo ao anfitrião e depois usa ferramentas como o Opus Clip (que eu uso) para criar pequenos clips — nuggets — das melhores partes.
Depois partilha esses nuggets nas tuas redes sociais com:
* Uma caption a explicar o contexto
* A menção de que foi retirado da entrevista com [pessoa]
* O link para o episódio completo
IMPORTANTE: Não publiques a entrevista na íntegra no teu canal, pelo menos não logo de seguida. Porquê? Porque estarias a roubar palco a quem te fez a entrevista. Usa os nuggets para criar interesse e direcionar as pessoas para o conteúdo original.
Continua a Conversa
Se tens outros conteúdos relacionados com os temas que abordaste na entrevista, menciona isso ao entrevistador e envia-lhe os links. Ele pode incluí-los na descrição do vídeo, criando mais valor para a audiência e mais oportunidades para ti.
Esta é a maneira de continuar a conversa e de criar um relacionamento que pode resultar em futuras colaborações.
Agradece Genuinamente
Parece óbvio, mas é importante formalizar. Agradece a oportunidade, tanto em privado como publicamente. É uma questão de cortesia básica, mas que muita gente esquece.
A Estratégia de Longo Prazo
Pensa em cada participação como convidado não como um evento isolado, mas como parte de uma estratégia maior.
Cada vez que apareces:
* Estás a expandir a tua rede
* Estás a construir autoridade
* Estás a expor-te a novas audiências
* Estás a criar oportunidades futuras
A ambição é clara: as pessoas gostam do que viram e ouviram de ti, seguem-te, consomem mais do teu conteúdo, e eventualmente tornam-se parte da tua comunidade.
Mas isto só acontece se cumprires todos os pontos que abordei. Se falhas — se apareças mal preparado, se fores demasiado promocional, se não respeitares o anfitrião — não só desperdiças aquela oportunidade específica como também queimas pontes para o futuro.
Reflexão Final
Ser um bom convidado é uma arte. Requer preparação, respeito, profissionalismo e uma compreensão clara da dinâmica em jogo.
Não estás ali apenas para promover-te a ti mesmo — estás ali para criar valor para o anfitrião, para a audiência dele, e sim, também para ti. É uma relação simbiótica.
Quando fazes bem, todos ganham:
* O anfitrião ganha um convidado de qualidade que traz valor
* A audiência ganha insights valiosos e uma nova voz interessante
* Tu ganhas exposição, autoridade e novas oportunidades
Por isso, da próxima vez que fores convidado, lembra-te disto tudo. Faz o trabalho de casa, apresenta-te profissionalmente, respeita quem te abriu a porta, entrega valor genuíno e promove ativamente o resultado.
Faz isto consistentemente e vais ver que os convites começam a multiplicar-se. E com eles, todas as oportunidades extraordinárias que daí advêm.
E tu, já foste convidado para algum conteúdo? Como foi a experiência? Que desafios encontraste? Partilha a tua história nos comentários — adoro aprender com as vossas experiências também!
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Sabes aquela sensação? Os meus amigos não entendem o que estou a fazer. O meu pai e a minha mãe acham que estou a brincar. “Ai, é uma chatice. Ninguém entende o que estou a fazer.” Se te identificas com este cenário, fica aí porque hoje é sobre isto que vamos falar. Vou partilhar contigo como foi a minha experiência em relação ao que os amigos e os familiares pensam sobre esta carreira de criador de conteúdos.
Este tema surgiu de forma bastante orgânica num episódio extra que fiz na segunda-feira, em que respondi a várias perguntas. Uma delas tocou-me de tal forma que pensei: “Isto dá aqui um excelente tema para um episódio.” É aquela sensação estranha que acontece, sobretudo no início, quando os nossos amigos e familiares não entendem muito bem o que é este trabalho de criador de conteúdos.
A Incompreensão é Real (E Está Tudo Bem)
Eu até diria mais – ampliaria, digamos assim, o leque para profissionais que trabalham em frente a um computador. Muitas vezes as pessoas não entendem e até falam com tal de gozo: “quer é ser influencer” e coisas do género. Eu entendo isso porque passei por essa situação, passei por essa incompreensão.
Ao longo do meu trajeto, fui criando, por um lado, defesas ou formas de não valorizar muito isso. Por outro lado, fui construindo o meu percurso e, com isso, as pessoas foram entendendo: “Afinal, isto era a sério. Afinal, fazia sentido a ideia dele.”
1. Acredita Naquilo Que Estás a Fazer (Porque Ninguém Mais o Fará Por Ti)
A primeira coisa que temos de fazer quando começamos esta carreira é fundamental, é imprescindível, aliás, é crítica. Sem ela isto não funciona: é acreditares naquilo que estás a fazer.
Se tu não acreditas que aquilo que estás a fazer vai funcionar, se não sentes que é mesmo aquilo, como é que tu queres que as outras pessoas acreditem nisso? Impossível.
Esse feeling, digamos assim, de tu acreditares, de tu saberes que é este o caminho – “é isto que eu quero fazer, eu sei que isto me vai trazer resultados, é isto que me vai trazer também, de alguma forma, felicidade” – passar isso para quem está do outro lado vai dar também essa garantia.
Às vezes essa incompreensão também vem de alguma insegurança. Quem está do outro lado não entende e, de alguma forma, está preocupado contigo. Pensa que poderias ter “um trabalho a sério” e estás a perder o teu tempo em frente a uma câmara. Se tu acreditas muito, se tu passares essa convicção para o outro lado, pode ser que a coisa seja mais fácil.
2. Prepara-Te (Motivação Sem Preparação é Ilusão)
Aqui vai a segunda dica que tenho para ti: não funciona aquela frase de coach. Pôr-te em frente ao espelho, “acredita em ti, és grande, tu vais conseguir, se aquele conseguiu, tu também consegues”. É uma treta. Isto não funciona.
Podes ficar ali cinco, dez minutos inspirado, motivado, mas o balão esvazia-se rápido.
A melhor forma que tu tens de acreditar em ti é preparar-te. É tu estares preparado para a batalha que é, salvo seja, estar em frente a uma câmara. Estares confiante. E isto só se consegue estando preparado: lendo, ouvindo outros criadores, vendo outros criadores, praticando.
Não há melhor forma – ou aquela mais sólida, digamos assim – de te tornares um grande criador de conteúdos sem ser a criar conteúdos.
Volto a lembrar a grande lição que tive da primeira vez que fiz o Caminho de Santiago: a melhor forma de te preparares para fazer um Caminho de Santiago é fazendo o Caminho de Santiago. Por muitas explicações, por muitos blogs que leias, por muitos vídeos que vejas, por muitos amigos que partilhem contigo a experiência deles, vais chegar ao fim do primeiro caminho e vais perceber o que é que erraste, o que é que tens de melhorar, o que é que tens de fazer diferente na próxima vez.
A criação de conteúdos é também assim que funciona.
Os 7 Passos Para Transformar o “Estás Só a Brincar” em “Como É Que Conseguiste?”
3. Está Preparado Para as Adversidades
Outra coisa que também é importante que fiques já consciente desde o princípio é que tens de estar preparado para as adversidades.
Por um lado, voltamos a falar no tema deste episódio: aquelas pessoas que não confiam em ti, que não têm a certeza de que aquilo que estás a fazer vai trazer resultados.
E vamos ser claros: há aquelas que, mesmo por maldade, não lidam bem com o sucesso dos outros. Há pessoas que gostam de ver os outros a meter o pé na poça. É uma realidade. Não estou aqui para enganar ninguém, como diria outro.
Tens de estar preparado também para aqueles dias que não te vão correr bem. Para aqueles dias que preparas tudo muito bonitinho, fazes uma publicação e tu dizes “isto vai ser espetacular”… e eventualmente o único like que vai ter lá e a única visualização que vai ter lá é tua.
Tens de estar preparado para isso. Faz parte do kit de ferramentas de um criador de conteúdo: a preparação para a adversidade, para que as coisas não corram como nós esperámos. Porque a internet também não funciona, porque falhou a luz, trezentas mil coisas. Faz parte.
Ao contrário de muitas vezes que nos querem vender que a vida pode ser um mar de rosas, sem espinhos, etc. – isto é falso, ok?
É como quando íamos (ainda hoje, quando vamos) tomar uma vacina e nos dizem “isto vai doer um bocadinho” – nós já estamos preparados. Se nos dizem “não vai doer nada”, nós sentimos a picadela da agulha e sentimos-nos enganados, e até vai doer mais.
4. Celebra as Pequenas Vitórias (Sem Ostentação)
No seguimento de tudo isto, já que é difícil, também há algo que tens de fazer: celebrar as tuas vitórias.
O primeiro live que fizeste, o décimo live que fizeste. E também, já agora, é importante fazer isto: há uma estatística que se encontra com alguma frequência na internet que diz que a grande maioria dos podcasts só sobrevive até ao sétimo episódio.
Curiosamente, eu fiz isto – acho que foi no oitavo – celebrei, fiz uma festinha no início porque já era o oitavo, por isso já tinha passado a barreira dos sete episódios. Acho que já vamos nos trinta e picos, mais os extras, estamos perto dos quarenta.
Eu recomendo-te a fazer isso: comemora. Celebra as tuas pequenas vitórias. O facto de tu finalmente te pôres em frente a uma câmara, o facto de conseguires fazer uma entrevista, o facto de fazeres um conteúdo num idioma que não é o teu – celebra isso.
Celebra também o décimo episódio, o vigésimo episódio. Mas aproveita, por um lado, para subir a fasquia para o próximo objetivo, para a próxima meta. Ou seja, se hoje vou celebrar isto, para a próxima vez quero que seja melhor, quero que seja uma fasquia mais alta, um pouquinho mais difícil de atingir.
Por outro lado – e isto também é importante – não ostentes. Às vezes vejo celebrações online e uma pessoa pergunta assim: “Mas tu estás a celebrar o quê?”
Celebra, mas com juízo.
5. Pratica, Pratica, Pratica
Como não poderia deixar de ser, outra dica que tenho para ti é praticar. Muito, muito tempo em frente à câmara, muito tempo em frente ao microfone, muito tempo a clicar no botão “go live“ ou “começar direto”, seja o que for. Gravar vídeo, muito tempo também a editar, porque faz parte.
É por aí, digamos assim, que tu vais melhorar. Não há outra maneira. Eu não vejo outra maneira de melhorar senão através da prática.
Pergunta ao Cristiano Ronaldo, pergunta ao Messi, pergunta ao Michael Jordan, pergunta a todos os desportistas, a todos os profissionais de topo. Acho que nenhum, por mais talento que tenha, deve mais do que à prática.
Pratica, avalia, melhora, corrige, pratica. Não há outra maneira.
6. Estabelece Parcerias (A Validação Que Precisas)
Outra coisa que pode ser muito importante para que tu também consigas vencer – e isto é importante, não vamos esconder, como já te habituaste, gosto de dizer as coisas como elas são – é conseguires, o mais rápido possível, estabelecer parcerias.
Trazer convidados, ser convidado por outros profissionais. Este tipo de reconhecimento é das melhores coisas que tens para provar que efetivamente estás no caminho certo.
A partir do momento em que as pessoas te começam a ver ao lado de profissionais de referência, que estás a ser, digamos assim, apadrinhado, que estás a estabelecer parcerias com outros profissionais – é um sinal de que efetivamente algo conseguiste.
Ninguém, ou quase ninguém, por caridade, te vai convidar para um episódio de um podcast ou para o que for. Por isso, se tu já consegues ter um nível que te permita ter convidados ou ser convidado, quer dizer que já estás a subir uns degraus na escada.
A partir do momento que tu alcanças isto, as pessoas que de alguma forma duvidam vão começar a perceber: “Oh, alto lá, isto afinal é sério.”
7. Sê Analítico (Tu És a Tua Melhor Fonte de Feedback)
Importante também, como não poderia deixar de ser, ser analítico. Gosto de dizer: ninguém pode ser melhor fonte de feedback para o nosso conteúdo que nós próprios.
“É isto aquilo que eu quero fazer? Sinto-me bem ao falar sobre este conteúdo? Sinto-me à vontade? Este tema faz-me ferver o sangue quando falo sobre ele? Este tema vai-me permitir…” – e voltamos à mesma – possivelmente no futuro monetizar?
É importante perceber se o passo que tu estás a dar hoje te está a aproximar da meta que queres alcançar. Tens de perceber se te estás a identificar, se te sentes cada vez mais confortável com aquilo que estás a fazer.
Se tu não ouves, não vês as tuas coisas, não sabes como é que está a sair, estás desde logo a perder um passo crucial.
Agora, também há uma certa tendência em nós sermos demasiado exigentes com aquilo que fazemos. Muitas vezes somos exigentes com coisas que não são de todo importantes para um criador de conteúdos. Assim como, de alguma outra forma, também negligenciamos coisas que são importantes.
Há uma tendência a achar que temos de estar com a cara lindíssima, com uma grande maquilhagem, com essas coisas todas. Às vezes sentimos que a nossa voz não é bonita e, por isso, não vamos fazer nada.
Foca-te naquilo que é realmente importante. Vê o que é que estás a fazer, também podes olhar para as métricas: quais são as redes onde estás a ter mais impacto, qual é a quantidade de visualizações.
Outra coisa que também é importante: perceber como é que podes dar dinâmica a um conteúdo depois de o criar. Porque é outra das coisas que infelizmente fazemos muito: criamos um conteúdo e depois deixamos ali a criança abandonada à espera de que ela cresça sozinha.
Tens de pensar em reutilizar, republicar, trazer de novo o conteúdo já produzido.
A Fonte de Feedback Que Realmente Importa
E, para finalizar, outra coisa – e falo nisto constantemente porque acredito piamente que estas são as verdadeiras fontes de feedback – voltando ao tema deste episódio: por uma questão de proximidade e conforto, muitas vezes nós procuramos o feedback precisamente nas pessoas de que estamos a falar hoje: amigos, familiares, vizinhos, etc.
E a pergunta que se coloca é:
* Essas pessoas entendem o que tu estás a fazer?
* Essas pessoas já passaram por aquilo que tu estás a fazer?
* Essas pessoas correspondem ao teu público-alvo?
Se puseste um “não” à frente de cada uma destas perguntas, não são a tua fonte de feedback.
Por dois motivos que estão nos antípodas um do outro:
Primeiro, é que muitas vezes as pessoas vão-te dar um feedback do género “ah, está porreira, fenomenal, porque és o meu menino lindo, és a minha menina linda”.
Assim como, noutras circunstâncias, podem dizer “isso não presta, não vale nada”, porque… saberás por quê.
As Pessoas Indicadas Para Te Dar Feedback
As pessoas indicadas para te dar feedback acerca do teu trabalho são:
Uma: aquelas pessoas que já passaram por aquilo que estás a passar, que já estão a percorrer o caminho que tu queres começar, mas já estão mais adiantadas nesse percurso. Outros criadores que podem dar efetivamente um bom feedback, porque já sabem como é que isto funciona, sabem onde é que erraram e, possivelmente, podem-te ajudar a evitar esses erros.
Outras pessoas que serão excelentes fontes de feedback são aquelas que correspondem ao teu público ou cliente. Que te podem dizer se se identificam ou não com aquilo que estás a falar, se os conteúdos são pertinentes, são úteis, são entretidos, são divertidos, são motivadores – dependendo também, como é evidente, do teor do conteúdo que tenhas e para quem se destina.
Porque há situações em que, quanto a mim, o ser entretido, divertido, etc., pode ser crítico. Mas em todas, o que é realmente importante é que o teu conteúdo seja útil e ajude as pessoas a mudar a vida delas.
Recapitulando: Da Dúvida ao “Como É Que Conseguiste?”
Vamos então recapitular tudo aquilo que deves fazer para ultrapassar esta situação de “estás só a brincar” e chegarmos ao “finalmente, como é que conseguiste”:
* Acredita muito naquilo que fazes
* Trabalha-te, enriquece-te, prepara-te
* Estar preparado para as adversidades – se sabes que pode correr mal, vais estar mais preparado e vais enfrentar melhor as situações
* Celebra as pequenas vitórias – aproveita também para subir a fasquia para o próximo objetivo, mas não caias demasiado na ostentação
* Praticar, praticar, praticar – não me canso de dizer, não vejo outra forma para melhorar
* Estabelece parcerias – ajuda-te a ganhar autoridade, credibilidade e valida de alguma forma o teu valor
* Sê analítico, sê rigoroso – faz as coisas bem feitas, olha o que é que estás a fazer, analisa tudo aquilo que podes melhorar, mas escolhe bem aquilo que é realmente importante
E, por último, procura feedback naquelas pessoas que efetivamente te podem dar um feedback válido. São elas criadores que estão mais à frente no caminho que estás a percorrer ou que queres começar a percorrer, e aquelas pessoas que se identificam com o teu público-alvo.
A Minha Mensagem Final Para Ti
Eu passei por essa incompreensão. Construí o meu percurso passo a passo e, com o tempo, as pessoas foram percebendo que isto era a sério. Hoje, quando olho para trás, percebo que cada “não” que recebi, cada olhar de dúvida, cada comentário de gozo, apenas me tornaram mais forte e mais determinado.
A tua jornada como criador de conteúdos vai ser única. Vai ter desafios que só tu vais enfrentar. Mas se te preparares, se acreditares, se praticares e se te rodeares das pessoas certas, vais conseguir transformar aqueles olhares de dúvida em olhares de admiração.
Não desistas. O mundo precisa da tua voz, da tua perspetiva, do teu conteúdo.
Se este artigo te ajudou de alguma forma, deixa-me saber nos comentários. Conta-me qual é a tua maior dificuldade neste momento. Estou aqui para te ajudar. Partilha também com aquelas pessoas que gostas e que possam estar a passar por isto.
Vemo-nos na próxima semana. Tchau, tchau!
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Hoje, decidi fazer algo diferente aqui no Criador Contente. Recebo tantas perguntas por DM, por comentários, mensagens diretas, que achei que estava na hora de me sentar convosco e responder a algumas das questões mais importantes que me têm chegado. E acredita, algumas delas são extraordinárias, outras são excelentes, e todas merecem a minha atenção - e a tua também.
Antes de começarmos, quero que saibas que podes encontrar na descrição deste conteúdo vários links para experimentares algumas das ferramentas e equipamentos que eu uso. Grande parte deles são afiliados, o que significa que se comprares a partir daí eu vou receber uma pequena comissão, mas o preço para ti será o mesmo ou mais barato, ou com melhores condições, ou ambas as duas.
Quando Familiares e Amigos Não Levam a Sério a Tua Criação de Conteúdo
Vamos começar pela questão que mais me toca: como lidar quando familiares e amigos não levam a sério a minha jornada de criador de conteúdos?
Tenho de te dizer uma coisa com toda a franqueza: isto aconteceu comigo. E acontece com muito mais frequência do que possas imaginar. Muitas pessoas, familiares e amigos, simplesmente não percebiam muito bem o que eu gostava de fazer, achavam que eu só estava a “brincar”.
E aqui está a verdade dura que tens de engolir: é algo que vais ter que aprender a lidar quando estás nesta jornada. Temos que perceber que possivelmente vai acontecer, e temos que estar preparados para essa realidade.
Por um lado, é sempre bom ter a validação dos nossos amigos - vamos ser honestos, é bom ter a validação de quase toda a gente. Não vamos negar isso. No entanto, temos que perceber que, por vezes, quem está do outro lado, os familiares, os amigos, não entendem muito bem aquilo que nós fazemos, ou não querem entender.
Tens que te vincular àquilo que tu queres alcançar. E tens que perceber, em determinado momento, o que é que é mais importante para ti: seguir o teu chamamento, seguir aquilo que tu acreditas que é o correto (espero eu que seja mesmo o correto, que não sejas um criador de conteúdo bosta, ok?), ou ficares à espera da aprovação dos outros.
A Dura Realidade: Por Vezes És a Única Pessoa Que Vai Acreditar em Ti
Se o teu conteúdo é relevante, se ajuda quem está do outro lado, se o inspira, se o motiva, se lhes faz a vida melhor - então tens que perceber que às vezes podes ser a única pessoa que vai acreditar naquilo que tu estás a fazer.
Eu senti em alguns momentos que isso aconteceu comigo. No entanto, não foi por isso que deixei de continuar a fazer as coisas, não foi por isso que parei, não foi por isso que abrandei. Continuei até começar a ver resultados. E a partir daí, a vontade ainda é maior, e percebes que ultrapassaste algumas dificuldades.
Percebes que apesar de muita gente te fazer acreditar, te fazer pensar que tu estavas errado, tu estavas certo - e isto é importante.
Ao contrário do que muitas vezes nos querem vender, a ideia de que é tudo fácil, é tudo rosas - nada na vida, quase nada, é fácil. Tudo tem o seu caminho. Apesar de haver pessoas, e há, cujo percurso é mais fácil, a grande maioria é muito difícil.
Não estejas à espera que as pessoas vão começar a aplaudir a partir do momento que publicas a primeira coisa. Não esperes que vão criar uma rotunda em teu nome, na tua freguesia, só porque publicaste conteúdo. É difícil, leva o seu tempo, são lágrimas, suor e sangue.
O Que Realmente Importa
Tens que perseverar, tens que acreditar naquilo que estás a fazer, tens que olhar sempre e perceber onde é que podes melhorar, ajustar o que estás a fazer para que venças o mais rápido possível. Sendo que às vezes o mais rápido possível não é tão rápido como aquilo que te querem fazer acreditar, mas é possível conseguir esses resultados.
Pode ser que um dia mais tarde esses teus amigos, esses teus familiares até comecem a acreditar em ti, mas não tenhas isso como líquido, nem tenhas isso como uma ambição.
Quem tem que efetivamente acreditar no teu conteúdo são aquelas pessoas que tu te propões a ajudar, essas sim. Os teus familiares e os teus amigos serão uma consequência, serão um plus que poderá ou não acontecer.
Por isso não valorizes demais a opinião das outras pessoas que não possam vir a ser teus clientes quando estás nesta tua jornada de criador de conteúdos.
Devo Fazer Cursos Antes de Começar ou Posso Aprender Criando?
Esta é outra questão excelente que me chegou. E a minha resposta pode surpreender-te: ambas as duas são válidas.
Não acredito que haja uma fórmula secreta aqui. No entanto, a parte prática é fundamental. A minha recomendação é que à mais mínima aprendizagem que tenhas, comeces logo a implementar, comeces logo a aplicar.
O Perigo do Síndrome do Aprendiz Eterno
Porquê? Porque há aqui duas coisas que podem acontecer.
A primeira é tu sentires aquele síndrome do aprendiz eterno - nunca vais estar preparado, vais ter que aprender sempre mais qualquer coisa. Porque agora vais ter que aprender sobre câmeras, depois tens que aprender sobre microfones, depois tens que aprender sobre mixers. Isto é terrível, porque vai-te criar este síndrome do aprendiz eterno.
Depois também há aqui outra realidade que acontece comigo, acontece com toda a gente: a minha realidade vai ser sempre inerentemente diferente da tua. Ou seja, eu posso-te explicar da A a Z todo o meu percurso, posso-te explicar direitinho tudo aquilo que eu fiz, e seguramente vais ter resultados diferentes dos meus.
Se vais aprender, aprender, aprender, aprender e depois não aplicas, este diferencial entre a realidade da pessoa que te está a ensinar e a tua vai ser cada vez maior. Possivelmente depois vai-te gerar dificuldades, vai-te gerar resultados completamente dispares daquilo que tu estavas à espera.
A Melhor Abordagem
Por outro lado, o facto de tu fazeres uma trajetória de aprendizagem e erro vai-te possivelmente demorar muito mais tempo a obter os resultados. Vai ser mais difícil porque vais ter que fazer tudo por ti, e isso não é de todo o melhor.
Recomendar-te-ia então a consumir conteúdos, formações de outros criadores, mas ao mesmo tempo o mais rápido possível pôres em prática aquilo que vais aprendendo.
E também, decorrente dessa aprendizagem que vais tendo, vai experimentando novas possibilidades. Uma das coisas boas de aprender, de ouvir dos outros, é tentar partir, destruir, desconstruir aquilo que eles te disseram e tentar aparecer com novas soluções, com novas abordagens, novas estratégias. É uma excelente maneira de construir conhecimento; é uma excelente maneira de trazer novas perspectivas para cima da mesa.
Como Explicar Para Clientes o Valor do Meu Trabalho como Criador?
Esta não é só para criadores de conteúdo - eu colocaria esta questão como transversal a toda a gente que trabalha com conhecimento. Há muitas vezes esta dificuldade na parte de cobrar, na parte de estabelecer preços, na parte de explicar a quem está do outro lado por que é que nós cobramos um determinado valor.
O Que NÃO Cobrar
Vamos fazer aqui várias ressalvas importantes. A primeira é que tu nunca irás cobrar pela tua formação, pelo teu tempo, por aquilo que tiveste de fazer, pelos erros que cometeste. Não é isso que vais cobrar.
Porquê? Por duas razões.
Primeira, porque o teu cliente não quer saber disso. Ninguém quer saber.
Depois também, vamos imaginar: eu faço trezentas mil formações de uma determinada área que depois não vai servir de nada, e depois só faço uma para uma outra que sim, essa vai servir. Eu vou ter que cobrar pelas outras trezentas mil formações que eu fiz? Não, não vais. Não faz sentido.
Vamos imaginar que tens uma pessoa que tira uma licenciatura, mas é tão bom profissional como aquele que tem doutoramento. Será que porque o que teve o doutoramento vai ter que cobrar mais do que o que teve a licenciatura porque a formação ficou mais cara? Não, não vai.
O Que Realmente Cobras
Aquilo que tens que perceber é que tu vais cobrar sempre pelo tempo do teu cliente e por aquilo que ele valoriza. E isto é o que eu faço também.
Quando um cliente me pergunta por que é que o valor é X por cinco minutos, eu digo: “Mas cinco minutos são o que demora a mim a fazer isso. E a ti, quanto tempo é que te demora? Quantas horas é que tu ias ter que usar?”
E a partir do momento em que estás a usar essas horas - porque infelizmente nós não podemos estar a fazer duas coisas em simultâneo - a partir do momento em que tu ias estar estas X horas a aprender a fazer isto que eu faço, não ias estar a fazer outra coisa qualquer.
Além disso:
* O teu primeiro resultado seria tão bom como aquele que eu te consigo garantir neste momento?
* Quando é que estaria pronto?
* Estarias tu pronto para fazer como eu faço agora?
Tens que fazer este tipo de exercício sempre com os teus clientes.
A Linguagem Que Usas Faz Toda a Diferença
Outra coisa importante: evita ao máximo dizer “eu cobro por este serviço”. Porque quando nós dizemos “eu cobro”, quer dizer que mais uma vez o foco está do nosso lado.
Como é que tu fazes? Dizes: “Pagam-me”.
Porque a partir do momento em que tu dizes “os meus clientes pagam-me X por hora, pagam-me X por fazer este tipo de serviço”, já estás a dizer que os teus clientes validaram o valor do teu trabalho. E isto faz toda a diferença.
Porque uma coisa é dizer “eu cobro” - pode ser uma pretensão que eu tenha, uma ambição. “Pagam-me” quer dizer que já está validada essa tua ambição.
O Valor Único que Trazes como Criador de Conteúdo
Se tu tens um grande conhecimento sobre uma determinada área, se tens do teu lado uma audiência que já te reconheceu esse conhecimento, que está bastante fiel, fidelizada por ti, que interage constantemente contigo, te faz frequentemente perguntas, reage muito bem ao conteúdo que publicas - quando tu estás a promover um determinado produto, a tua comunidade também reage muito bem.
Tens que demonstrar todas estas valências, todos estes fatores que tu já tens do teu lado. E a partir daí ele vai perceber que:
* Não vai ter que ter tempo a criar confiança
* Não vai ter que perder tempo ou investir tempo em procurar as pessoas certas
* Não vai ter que as convencer que é o melhor porque tu vais fazer isso por ele
E não nos esqueçamos que tempo é dinheiro. A partir do momento que tu podes fazer isso por alguém, é isso que essa pessoa te vai pagar:
* A confiança que tu tens com a tua comunidade
* O tempo que ele não vai perder a fazer
* O lucro ou as poupanças que tu lhe vais gerar
Porque também temos que pensar, de um ponto de vista monetário, há sempre duas coisas que podem acontecer: ou poupas dinheiro, ou aumentas os lucros, ou as duas coisas.
E isto tudo faz sentido que tu ponhas nos pratos da balança quando alguém te quer perguntar por que é que tu cobras um determinado valor.
Devo Aceitar Qualquer Parceria no Início ou Ser Selectivo?
Recomendar-te-ia ser seletivo desde o início.
Uma das coisas que vai ditar ou não o teu sucesso é o grau de seletividade que tu tenhas, quer do ponto de vista do teu conteúdo mais educativo, informativo, quer depois naquele mais promocional.
Porquê Ser Seletivo?
Tu geras confiança a partir do momento que:
* És bom naquilo que fazes
* O teu conteúdo faz sentido
* O teu conteúdo é fácil de aplicar
* O teu conteúdo provoca do outro lado a acção que tu pretendes
* Esse é o propósito pelo qual as pessoas procuram e consomem o teu conteúdo
Se tu consegues fazer este tipo de exercício de ser bastante específico, de ser bastante útil, tu podes criar essa confiança, tu podes criar essa possibilidade de gerar um clima, um ambiente de venda.
Os Perigos de Falar de Tudo
Se falas de tudo, se falas porque queres abraçar o maior número possível de ferramentas de afiliados ou coisa do género, possivelmente:
* Não vais ter as pessoas a identificar-te como um especialista numa determinada área - por isso não será muito provável que eles olhem para ti como a principal fonte de conhecimento para uma determinada área
* Não vais poder gerar essa confiança - se tu és um especialista, eu sei que se me estás a recomendar este produto ou este serviço, eu posso confiar em ti
Eu diria então: ser sempre bastante específico, ser seletivo e não te distraias muito com os objectos brilhantes ou então com aquelas oportunidades que tu vês tipo “ah, isto agora está muito na moda”.
Se não faz muito sentido na tua área de especialização, na tua área de conhecimento, não o faças. Porque por vezes o facto de nós querermos ir a todas pode ser um tiro no pé na nossa carreira.
Ser específico, ser selectivo para criar essa confiança e até para poder gerar melhores resultados.
Como Organizar Ideias Quando Elas Surgem em Momentos Aleatórios?
Esta é uma excelente pergunta e é fácil de responder com uma resposta rápida.
Eu uso uma das ferramentas que é o Google Docs no telemóvel, ou então o WhatsApp. Eu tenho uma conversa no WhatsApp de mim para mim.
O que é que eu faço? Sempre que:
* Vejo um artigo interessante na web
* Tenho uma ideia
* Encontro algo relevante
Eu coloco lá o link, ou gravo um áudio, ou escrevo a ideia.
É daquelas coisas que nos dias de hoje, felizmente, temos muitas ferramentas que nos podem facilitar. Além disso, também tenho sempre um bloquinho no bolso, apesar de que já não é tão prático nos dias de hoje - se vemos um site, uma notícia, é complicado estar a anotar a URL da web.
Aquilo que eu faço com bastante frequência é usar o WhatsApp (e quem fala no WhatsApp, o Telegram), e tenho também o Google Docs. Há imensas ferramentas que te permitem fazer isto.
Eu sou bastante arcaico, não sou muito sofisticado - até porque sei que há outras mais interessantes. No entanto, eu uso estas e até o momento dão-me excelentes resultados.
Como Conciliar Conteúdo Planeado com Tendências do Momento?
Um dos problemas que nós temos com as tendências do momento é que nós não conseguimos planeá-las ou prevê-las. Tem muito a ver com o momento.
Pode acontecer de haver meses em que não há nada de relevante, nada que se transforme em trend, como pode haver alturas que numa semana temos dois, três, quatro, cinco acontecimentos que se tornam trend.
A Minha Recomendação
A minha recomendação é que tenhas o teu mês planeado de antemão em termos de conteúdos. Perceber, por exemplo, em termos sazonais o que é que funciona e a partir daí estruturar o teu conteúdo.
Planeia:
* Vamos publicar dia X este conteúdo
* Dia Y este outro conteúdo
* Pode ser por questões sazonais
* Pode ser por questões estratégicas (vais lançar um produto, vais lançar um curso, etc.)
Deves, então, planear o teu conteúdo em função disso, em função daquilo que tu queres atingir, o teu objectivo.
Depois, deixaria alguma liberdade para, na eventualidade de surgir um conteúdo inesperado, mas que faz todo o sentido, tirar partido desse conteúdo, ir um pouco na onda. Deixaria então alguma abertura para isso, atentíssimos para que quando isso aconteça possamos da maneira mais ágil, mais fácil, reagir.
Uma Estratégia Adicional: Reutilizar Conteúdo
Outra coisa que também podes fazer - isto pode dar mais trabalho mas depois também pode ser interessante porque há aqui um dois em um:
* Tiramos partido do momento
* Tiramos partido do conteúdo que já temos feito
Como? Catalogando por categorias o teu conteúdo e depois, em função disso, se há uma circunstância em que se justifique a republicação desse conteúdo, utilizá-lo. Assim não tens que estar a criar um conteúdo todo de origem.
Pensa isto: se tu tens o teu conteúdo já todo planeadinho, todo preparadinho para na hora certa sair, vais ter mais tempo e mais espaço para aquilo que possa acontecer.
Se estás a fazer o conteúdo todo em cima do joelho, não vais ter tempo. Até porque também vais estar mais preocupado, mais ansioso para estar constantemente a criar o conteúdo.
Se tens esse tempo livre, se tens esse espaço, vai ser mais fácil também tu tirares partido do conteúdo de tendência.
Devo Responder a Todos os Comentários ou Focar nos Mais Relevantes?
Esta é uma pergunta extremamente interessante porque não há, mais uma vez, uma resposta que sirva para tudo.
No Início: Responde ao Máximo Possível
Eu recomendar-te-ia, no início, responderes ao máximo de comentários possível.
Porquê? Porque:
* Estás a começar
* Tens que criar essa confiança com quem está do outro lado
* Tens que motivar as pessoas a comentar
Os comentários têm duas funções extremamente interessantes:
1. Para o algoritmo valorizar os teus conteúdosA partir do momento em que tens vários comentários, o algoritmo vai valorizar e a partir daí vai mostrar o teu conteúdo a mais pessoas e também mais vezes às pessoas que já te seguem.
2. Para conheceres a tua comunidadeVai ser uma excelente forma para a tua comunidade te dar ideias de conteúdo, de colocar dúvidas. Mais uma vez, o facto de tu responderes às perguntas das pessoas vai-te ajudar a criar confiança e a partir daí possivelmente vai-te permitir, vai-te gerar oportunidades de negócio.
Quando Já Estás Estabelecido
A partir do momento em que tu já tens esse capital de confiança, já és um criador firmado, então aí, por uma questão de tempo (não é por uma questão de desvalorizar ninguém), foca mais naquelas pessoas que colocam comentários mais sumarentos, mais suculentos, que tragam mais para a conversa.
Isto depois vai ter um efeito interessante: a partir do momento em que uma comunidade se apercebe de que aqueles comentários mais interessantes são aqueles que têm mais destaque por parte do criador, pode ser uma excelente forma para que a tua comunidade se empenhe, se motive a criar comentários mais interessantes.
O Valor Subestimado dos Comentários
Como eu já disse imensas vezes, infelizmente não se dá aos comentários o valor que eles têm. Quer para nós enquanto criadores, quer para nós enquanto público.
O espaço de comentários é um espaço onde acontece muita coisa, onde se pode potenciar muita coisa:
* Criar a nossa autoridade como criadores
* Fazer com que as pessoas vão expressando as suas ideias
* Receber feedback
* Ajudar-nos a melhorar os conteúdos
* Fazer networking
* Potenciar ou criar oportunidades de negócio
* Oportunidades de parceria
Valoriza imenso os comentários. Eu neste momento dir-te-ia para valorizar mais os comentários enquanto público do que enquanto criador, porque infelizmente a percentagem de pessoas que criam conteúdos ainda é muito baixa.
Em todas as redes, a percentagem de pessoas que criam conteúdo com frequência é reduzidíssima. Portanto, a utilização dos comentários pode ser uma maneira que tu tenhas de contornar de alguma forma o teu baixo nível de criação de conteúdos (baixo nível em termos quantitativos, não estou a falar em qualitativos).
Conclusão: A Tua Jornada Começa Agora
Estas foram as questões que respondi hoje, mas quero que saibas que estou sempre disponível para te ajudar. Se tiveres alguma questão, deixa ficar nos comentários deste artigo, envia-me um DM, um pombo-correio, um Kinder Surpresa, um postal ilustrado - é contigo, desde que ele chegue.
Lembra-te: esta jornada de criador de conteúdo não é fácil, mas é absolutamente possível. Não te deixes abater quando as pessoas não acreditarem em ti. Continua a criar, continua a melhorar, continua a servir a tua comunidade.
No final do dia, o que importa não é se os teus familiares e amigos te levam a sério - o que importa é se estás a fazer a diferença na vida das pessoas que te seguem, que confiam em ti, que esperam pelo teu próximo conteúdo.
E tu, que questões tens sobre a criação de conteúdo? Deixa aqui nos comentários - quero saber das tuas dúvidas, dos teus desafios, das tuas vitórias também! Vamos criar aqui uma comunidade de criadores que se apoiam mutuamente.
Não te esqueças de partilhar este artigo com os teus amigos, familiares, companheiros da lista das autárquicas. Os meus conteúdos são sempre aquele voto útil - sem promessas, nem abstenção.
Despeço-me com amizade. Volto em breve com mais conteúdo. E uma excelente semana para ti, para os teus e para os meus!
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Olá, Criador! Que bom estar aqui contigo mais uma vez. Hoje, vou partilhar contigo algo que aprendi ao longo de centenas de entrevistas: como gerir os teus convidados de forma a que brilhem verdadeiramente nos teus conteúdos. Se queres que os teus programas, entrevistas ou talk shows sejam memoráveis, fica aqui comigo porque vou revelar-te todo o processo que uso - desde o primeiro convite até ao último adeus.
Se não tiveste a oportunidade de ver os episódios anteriores dedicados a convidados, aqui ficam: O Poder dos Convidados e Como Identificar Convidados
O Convite: A Primeira Impressão é a Que Fica
Deixa-me começar pelo início - o convite. Se ainda não tens grande relação com a pessoa que queres convidar, recomendo-te vivamente que faças um trabalho de “aquecimento” primeiro. Interage nas redes sociais dela, comenta os seus conteúdos, mostra interesse genuíno. Só depois é que envias a mensagem privada ou o e-mail com o convite formal.
Quando enviares esse convite, certifica-te de que incluís informação relevante: o que é o teu programa, para quem é destinado e, se já tiveres episódios anteriores, envia alguns links. Acredita, isto faz toda a diferença. Quando um potencial convidado vê que já tiveste profissionais de referência no teu programa, fica muito mais motivado a aceitar o convite. É como um selo de qualidade!
A Ferramenta Secreta: Automatiza o Agendamento
Aqui vai uma dica de ouro que me poupa horas de trabalho: usa uma ferramenta de agendamento. Eu uso o Tidy Call (vou deixar o link na descrição), mas há outras como o Calendly. A grande vantagem? Acabas com aquele ping-pong interminável de “serve esta hora? E este dia?”.
A pessoa simplesmente entra no teu calendário, escolhe o horário disponível e pronto! Além disso, podes programar e-mails automáticos - por exemplo, enviar o link do estúdio no dia anterior. É automatização pura, e que me permite focar-me no que realmente interessa.
Prepara o Terreno Tecnológico
Nem toda a gente está à vontade com a tecnologia, e isso não pode ser um impedimento para teres excelentes convidados. Se percebes que alguém tem conteúdo fantástico mas não domina bem as ferramentas, agenda uma reunião prévia. Faz uma “visita guiada” ao estúdio virtual, explica como funciona tudo.
Quanto mais preparado e à vontade o teu convidado estiver, melhor será a performance dele. E isso traduz-se diretamente em conteúdo de maior qualidade para a tua audiência.
Faz os Trabalhos de Casa
Isto é fundamental: estuda o teu convidado. Mergulha na trajetória dele, nos temas que já abordou, nos projetos atuais. Quando demonstras que fizeste este trabalho de casa, duas coisas acontecem:
* O teu convidado sente-se valorizado e importante
* Consegues fazer perguntas muito mais relevantes e interessantes
Já me aconteceu várias vezes fazer referência a algo que o convidado disse há uns tempos e ver os olhos dele a brilhar. É nesse momento que sabes que estás no caminho certo.
Define Expectativas Claras
Uma coisa que aprendi é que a transparência é essencial. Explica ao teu convidado qual será o fluxo do programa, quanto tempo vai durar (e cumpre esse tempo!), se há secções específicas que precise preparar.
Por exemplo, se tens uma secção de recomendações de livros ou ferramentas, avisa com antecedência. As pessoas vão preparar-se melhor e conseguirão partilhar informações muito mais ricas e interessantes.
A Regra de Ouro: 80/20
Grava isto na tua mente: 80% do tempo é para o convidado falar, 20% para ti. Nunca, mas mesmo nunca, fales tanto como o teu convidado. Se queres falar muito, faz episódios a solo!
Confesso-te que já fui convidado em programas onde o entrevistador falava mais do que eu, dava mais insights do que eu, fazia a pergunta e respondia ele próprio. Foi frustrante. E acredita, as pessoas falam. Se proporcionas más experiências aos teus convidados, a palavra espalha-se.
Perguntas que Fazem Brilhar
Foge das perguntas clichê e das perguntas de sim/não. Prepara questões desafiantes, provocativas até, que façam o teu convidado parar para pensar. É aqui que eles têm a possibilidade de verdadeiramente brilhar.
Mas atenção: também deves estar preparado para o improviso. Algumas das melhores perguntas surgem no decorrer da conversa, quando fazes uma escuta ativa e consegues fazer ligações e pontes entre ideias. E não te esqueças de dar abertura aos comentários da audiência - pode surgir ali a pergunta perfeita!
O Aquecimento Pré-Live
Peço sempre aos meus convidados que entrem 5 a 10 minutos antes. Este tempo serve para:
* Ter uma conversa de aquecimento (com os americanos, curiosamente, acabo sempre a falar de Portugal!)
* Recapitular o fluxo do programa
* Testar se está tudo bem tecnicamente
* Afinar últimos detalhes
Evita aquela correria de última hora. O mood, o ritmo com que entramos numa conversa que já começou é completamente diferente de quando o convidado chega em cima da hora, apressado.
Dá Palco ao Teu Convidado
No final do programa, deixa sempre espaço para o convidado dizer onde as pessoas o podem encontrar. LinkedIn, Instagram, YouTube - onde preferirem. E nas descrições dos teus conteúdos, coloca todos os links relevantes.
Podes até criar um formulário nas ferramentas de agendamento onde os convidados colocam os links das redes sociais, do site, do curso que querem promover, do livro que estão a lançar. Isto facilita-te a vida e faz com que o convidado se sinta ainda mais valorizado.
Depois do Live: O Follow-Up
O trabalho não acaba quando desligas a câmara. Pergunta ao teu convidado se quer as gravações. Se sim, envia por e-mail ou partilha numa pasta do Google Drive. Pede que, se publicar, te etiquete.
Dois ou três dias depois, envia um e-mail de follow-up com os links de todas as plataformas onde o conteúdo está disponível. E não te esqueças de agradecer! Parece óbvio, mas às vezes esquecemo-nos de agradecer o tempo e a disponibilidade.
Mantém a Porta Aberta
Uma coisa que faço quase sempre, sobretudo com autores que publicam vários livros, é deixar a porta aberta: “Da próxima vez que publicares um livro, podes contactar-me proativamente para fazermos outro live.” Isto funciona mesmo bem!
E aproveita também para perguntar se conhecem ou recomendam outros profissionais que possam ser convidados interessantes. É assim que vais construindo a tua rede de convidados.
O Programa é Teu
Deixa-me fazer uma ressalva importante: embora devamos criar todas as condições para os convidados brilharem, nunca te esqueças que o programa é teu. És tu a autoridade máxima.
Felizmente, em centenas de entrevistas que fiz, nunca me aconteceu ter um convidado difícil. Mas se algum dia te acontecer - alguém que extrapola, que não trata bem a tua comunidade - tens toda a autoridade para gerir a situação. Com respeito e educação, claro, mas tens essa prerrogativa.
O Resultado: Convidados que se Tornam Amigos
Sabes qual é uma das coisas mais bonitas deste processo todo? É que alguns destes convidados tornaram-se meus amigos. E isso, para mim, é o supra-sumo das relações que o live streaming permite criar. Há uma proximidade, uma conexão genuína que se estabelece.
Se seguires estes passos, não só vais ter conteúdos de maior qualidade, como vais proporcionar experiências incríveis aos teus convidados. E eles vão querer voltar. Vão recomendar-te. Vão falar bem de ti.
E tu, como geres os teus convidados? Fazes algo diferente? Tens alguma dúvida ou questão? Deixa nos comentários - adoro saber como trabalhas e poder trocar experiências contigo!
Se este artigo te foi útil, partilha com alguém que também cria conteúdo com convidados. E não te esqueças de subscrever para não perderes os próximos episódios do Criador Contente!
Um grande abraço, e vemo-nos na próxima semana!
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Já sabes que trazer convidados é uma das estratégias mais poderosas para fazeres crescer a tua marca pessoal e criares conteúdo verdadeiramente envolvente. Mas aqui está a questão que muitos criadores enfrentam: como é que escolhes os convidados certos? Aqueles que não só vão partilhar conhecimento valioso, mas também vão fazer com que a tua comunidade fique colada ao ecrã e ajudá-la a crescer?
Hoje, vou partilhar contigo a checklist exacta que uso para seleccionar os meus convidados - uma estratégia testada ao longo de centenas de entrevistas que me permitiu trazer alguns dos profissionais mais interessantes para os meus programas.
Começa Pela Base: Não Vás Logo Para o Topo da Pirâmide
Uma das maiores armadilhas em que podes cair é querer começar logo com os convidados mais famosos do teu nicho. Olha, eu percebo a tentação - todos queremos ter aquela pessoa ultraconhecida no nosso programa. Mas a verdade é que, numa fase inicial, isso pode ser contraproducente.
Porquê? Simples. Ninguém te conhece ainda, ninguém sabe o que vales, e esses convidados “high profile” recebem dezenas de convites por semana. A probabilidade de te dizerem não é enorme, e sabemos bem o efeito que as rejeições têm na nossa motivação.
A minha recomendação é começares numa “divisão mais secundária” - e atenção, isto não compromete em nada a qualidade do conteúdo que vais criar. Alguns dos meus episódios mais valiosos foram com pessoas que não tinham milhões de seguidores, mas que partilharam insights absolutamente brilhantes.
Faz o Teu Trabalho de Casa: Observa Como Interagem
Antes de fazeres qualquer convite, tens que investigar como é que essas pessoas se comportam enquanto convidadas. Vai ver entrevistas delas noutros programas. Observa detalhes como:
* Tem uma boa câmara e um bom som?
* O ambiente onde gravam é profissional?
* Conseguem manter uma conversa fluida?
* Parecem genuinamente interessadas em partilhar conhecimento?
Lembra-te: sempre que trazes um convidado, estás a mostrar respeito pela tua comunidade. Se trouxeres alguém com complexos de diva ou com condições técnicas deploráveis, vais estar a prejudicar a experiência dos teus seguidores.
O Factor de Reciprocidade: Procura Quem Também Recebe Convidados
Uma das estratégias mais inteligentes que podes usar é identificar pessoas que também têm os seus próprios programas ou espaços para convidados. Assim podes propor um intercâmbio: “Eu convido-te para o meu programa, tu convidas-me para o teu.”
Esta abordagem funciona lindamente porque ambas as partes ficam a ganhar, e muitas vezes estes profissionais até têm dificuldade em encontrar convidados interessantes.
Engagement vs. Números: O Que Realmente Importa
Aqui está uma lição que aprendi depois de muitas entrevistas: mais importante do que o número de seguidores é a conexão que essa pessoa tem com a sua comunidade.
Preferes ter alguém com 10.000 seguidores super engajados que comentam, partilham e interagem constantemente, ou alguém com 100.000 seguidores fantasma que mal reagem ao conteúdo?
Vai ver as publicações dessa pessoa. Há interação genuína? Quando faz lives, aparecem pessoas a comentar e a fazer perguntas? Estes são indicadores muito mais valiosos do que números brutos.
A Estratégia do Timing Perfeito: Apanha-os na Altura de Lançamento
Queres uma dica que funciona quase sempre? Identifica pessoas que estão a lançar um livro, curso, produto ou serviço. Nestas alturas, os criadores estão ávidos por exposição e raramente rejeitam convites para falar sobre os seus projectos.
A taxa de sucesso desta estratégia está muito perto dos 100%. É nestes momentos que consegues mais facilmente trazer convidados de alto perfil, porque eles querem estar visíveis em todo o lado.
O Factor QC: Quem É Que Esta Pessoa Conhece?
Isto pode parecer um bocado “interesseiro”, mas faz parte do jogo. Quando escolho convidados, penso sempre no “factor QC” - Quem é que esta pessoa Conhece?
Às vezes, convido alguém não só pelo conteúdo que vai partilhar, mas também porque sei que me pode abrir portas para outros convidados fascinantes. No final de cada entrevista bem-sucedida, pergunto sempre: “Conheces mais alguém que me possas recomendar para falar sobre [tema X]?”
Constrói Autoridade Progressivamente
Lembro-me perfeitamente de quando comecei o Special Marcoting Live Show. Num congresso em Espanha conheci o Cláudio Inácio, um profissional de referência na área. Sabia que se conseguisse tê-lo como convidado, isso ia validar o meu programa e dar-me credibilidade para convidar outros profissionais do mesmo patamar.
E foi exactamente isso que aconteceu. Depois de ter o Cláudio no programa, quando contactava outros profissionais, podia mostrar aquele episódio como referência, e ficava muito mais difícil eles dizerem não.
O Jogo Longo: Não Faças Convites “a Frio”
A não ser que já sejas um criador estabelecido, não recomendo fazeres convites completamente a frio. Em vez disso, vai interagindo com essas pessoas nas redes sociais durante algumas semanas. Comenta nas publicações delas, partilha o conteúdo, mostra interesse genuíno.
Quando finalmente fizeres o convite, já não serás um completo desconhecido, e a probabilidade de aceitarem aumenta drasticamente.
Pensa na Tua Audiência: Língua e Fuso Horário
Se crias conteúdo em português, mas queres trazer um convidado que só fala inglês, tens a certeza de que a tua audiência se vai sentir confortável? Eu crio conteúdo em ambas as línguas, e já tive feedback de pessoas que dizem “não consigo acompanhar o conteúdo em inglês”.
É algo que tens que ponderar. O mesmo se aplica a questões de fuso horário se fizeres lives - certifica-te de que o horário funciona tanto para ti como para o teu público principal.
A Importância da Promoção Mútua
Um factor decisivo na escolha de convidados é perceber se eles costumam promover os programas onde participam. Vai ao feed da pessoa e vê se há publicações a divulgar as suas participações noutros programas.
Se vês posts tipo “Amanhã vou estar no programa XYZ a falar sobre [tema]”, isso é ouro puro. Significa que essa pessoa vai também divulgar a tua entrevista, trazendo a audiência dela para o teu conteúdo.
O Meu Conselho Final
Lembra-te de que este é um jogo de paciência e persistência. Vais ter rejeições, vais ter pessoas que não respondem, vais ter alguns convidados que não correspondem às expectativas. Faz parte do processo.
O importante é continuares, porque a grande maioria das pessoas adora ser convidada e partilhar o seu conhecimento. E quando acertas no convidado certo, o impacto no teu conteúdo e na tua comunidade é absolutamente transformador.
Na próxima semana vou partilhar contigo como preparar adequadamente uma entrevista e quais as questões que deves salvaguardar para garantir que tudo corre pelo melhor. Até lá, começa já a identificar alguns potenciais convidados usando estas estratégias!
O que achas desta abordagem para escolher convidados? Já tiveste alguma experiência particularmente boa ou má com convidados nos teus conteúdos? Partilha nos comentários - adorava saber as tuas histórias!
Se este artigo te foi útil, não te esqueças de o partilhar com outros criadores que possam beneficiar destas dicas. E claro, segue-me para mais estratégias práticas sobre criação de conteúdo!
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