Nada deveria valer tanto quanto uma vida humana! Infelizmente no Brasil vivemos, já há muitos anos, uma crescente banalização da violência que, se ela resultar em uma morte brutal, isso parecerá não fazer diferença, exceto para a vítima e seus familiares.
A barbárie se repete todos os dias em algum lugar. Na imensa maioria dos casos, nem ficamos sabendo quem morreu e em que condições. Mas, de tempos em tempos, um nome aparece no noticiário e nos permite debater o problema, na esperança de melhorarmos como sociedade.
Foi o caso do congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, espancado no dia 24 com pedaços de madeira até a morte, em um quiosque no Rio de Janeiro onde trabalhava ocasionalmente. Qualquer que seja a verdade por traz da versão dos agressores, que tentam desqualificar a vítima, nada justifica uma violência tão desmedida. Os três estão presos e foram indiciados por homicídio duplamente qualificado.
A família de Moïse fugiu há dez anos de um estado permanente de guerra civil no Congo. Agora, diante do filho morto, sua mãe diz que não quer criar filhos aqui. Não podemos generalizar todo o país pelos assassinos, mas aquele foi o Brasil que ela sentiu no coração.
Por que ainda vemos casos como esse em nossa sociedade? Ainda que nos recusemos a aceitar isso, qualquer um pode ser a próxima vítima, apesar de alguns grupos sociais serem alvos muito mais comuns desse tipo de crime. O que precisamos fazer para a sociedade evoluir e não termos mais casos assim?
Venha saber mais sobre esse e outros assuntos aqui, na 104ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários!
Esses são os assuntos dessa edição:
- Assassinato brutal de congolês no Rio de Janeiro expõe desprezo pela vida em nossa sociedade
- Mortes pelas chuvas demonstram falta de planejamento urbano recorrente no país
- Censura a livros e até a histórias em quadrinhos ameaça liberdades individuais
- Pequenas livrarias e até videolocadoras resistem ao avanço de plataformas digitais
- “Notícia bizarra”: imperador romano Nero teria sido vítima de fake news há cerca de 2.000 anos