Depois de Centeno, é o Conselho das Finanças Públicas a alertar para a tendência da despesa pública e para os riscos que se apresentam. Se não fosse a Segurança Social, o país teria já um défice, aponta o Conselho. Mas há mais dados a ter em conta e que são detalhados neste episódio d’O Mistério das Finanças. Os mistérios desta semana são a capital económica de Portugal — provavelmente não é a que está a pensar — e o caos no aeroporto — até quando?
A concertacao social falhou, definitivamente, um acordo em relação as propostas de reforma da lei laboral. Foram dez meses de investimento que caíram e todos acabam por perder. Em primeiro lugar, a economia, depois, o governo e os parceiros sociais, e finalmente o Presidente, que também que acaba por ser derrotado nos seus esforços diplomáticos para promover um acordo
O Governo anunciou um novo plano que tem coisas boas, coisas velhas e coisas difíceis. O diabo vai estar mesmo na execução. E na mesma semana em que podemos dizer ‘bonjour’, Novobanco e a economia estagna.
A UGT chumbou um acordo de concertação com as associação patronais e o Governo em torno de um projeto comum de reforma laboral, e o Governo vai ter de seguir agora para o Parlamento. Mas quem é que vai mesmo dar a mão a Montenegro e a Palma Ramalho? Não será o PS, mas é possível confiar em qualquer negociação com o Chega que, em matérias económicas, é ainda mais socialista? Nesta semana, Álvaro Santos Pereira voltou a ‘atacar’ e a TAP vai passar para outra pista.
Estamos na semana decisiva para saber se há acordo de concertacao em torno da reforma laboral, e tudo indica que não. Vai seguir para o Parlamento, para uma negociação do Governo com o Chega, e depois vai para Belém, para regressar necessariamente ao Parlamento. Um ano valeu a pena?
A guerra no Médio Oriente leva três semanas e já se sentem de forma visível as consequências nos preços, e a pressão para a economia. O Governo já avançou com um plano de apoios, que é reforçado semana a semana, mas vão ser suficientes? Em Madrid, o governo foi mais longe, com medidas transversais. E em Lisboa? Mas há mistérios difíceis de perceber… um a sair (do Banco de Portugal) e outros a não entrarem (no Constitucional). A semana não acabou mal porque, finalmente, uma empresa espanhola conseguiu comprar uma concorrente em Espanha.
Na primeira semana em funções, António José Seguro meteu-se… em trabalhos. Pediu aos parceiros sociais para voltarem à mesa das negociações em torno da proposta de reforma da lei laboral. E se não resultar, como tudo indica, qual é a força da palavra do novo Presidente? No episódio desta semana, também se falou de juros (outra vez?) e dos despejos de quem não paga a renda.
Na semana em que Pedro Passos Coelho dominou todas as discussões sobre política nacional e foi transformador, por Luís Montenegro, no líder da oposição, o mundo foi confrontado com uma nova guerra, com consequências económicas ainda imprevisíveis. E que é feito do PTRR, tão central para a recuperação do país ainda há duas semanas?
Pedro Passos Coelho veio baralhar a discussão política com uma intervenção, entre várias, a pedir para o Governo acelerar as reformas. A discussão passou a ser sobre o futuro político do ex-primeiro-ministro, mas deveria ser sobre a substância do que afirmou. Portugal precisa ou não de reformas? Precisa, e muito. No episódio desta semana, também fomos visitar a emergência de um grande empresário português, que está a construir um verdadeiro conglomerado. Descubra quem é.
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