
Sign up to save your podcasts
Or


Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de entrevistar a empresária, delegada cultural e líder comunitária Emília Nazar.
Dona Emília nasceu em 1959 no povoado do Pindobal, no município de Cachoeira Grande, hoje chamado Cachoeira de Morros, na região do Munim, no mesmo ano em que foi fundado o Bumba-Meu-Boi de São Simão pelo seu pai José Ribamar Nazar. Ela cresceu no meio do Bumba-meu-boi sotaque de orquestra, como é tocado e representado na região do Munim.
Com a morte do seu pai, passou a liderar o grupo juntamente com os seus irmãos, seguindo os passos do seu pai. Em 1984, nasce a Sociedade do Bumba-meu-boi de São Simão e a construção da sede também é estabelecida.
Após terminar a faculdade de Direito, ela exerce a profissão por apenas cinco anos, quando deixa a prática para se dedicar inteiramente à liderança do grupo. Aí começa a sua longa e bem-sucedida trajetória como empreendedora cultural e líder comunitária, desenvolvendo espetáculos folclóricos de destaque onde se celebra a tradição do Bumba-meu-boi do interior do Maranhão, valorizando ao mesmo tempo a música, os costumes, os bordados, o artesanato, as danças, os saberes da região e as inúmeras comunidades que compõem o grupo.
Sob a sua liderança generosa, porém firme e visionária, hoje o grupo conta com mais de 120 integrantes entre brincantes, músicos e vários membros da comunidade que acompanham os espetáculos e dão apoio aos participantes.
Com uma agenda repleta de encontros, celebrações, apresentações e eventos religiosos, o grupo se apresenta em arraiais, palcos e praças tanto na ilha de São Luís, quanto por todo o Maranhão. O objetivo é compartilhar com o público as tradições populares do Bumba Boi. A criatividade expressada nas composições musicais, na arte presente em cada um dos participantes e na expressão e valorização da cultura popular maranhense, fazem com que o trabalho do grupo seja reconhecido na em todo o Maranhão.
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de entrevistar a ativista, e líder comunitária Ieda Maria Silva.
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de estar entrevistando Ialorixá Maria Venina Carneiro Barbosa, mais conhecida como Mãe Venina.
Mãe Venina nasceu em 1956 no bairro da Madre de Deus, em São Luíz, no Maranhão. Filha de Santo do saudoso Pai Euclides da Casa Fanti-Ashanti, ela é guardiã do Terreiro Ilê Axe Alabedê Ti-Olodumaré, localizado no município de Passo do Lumiar, na ilha de São Luíz. Teve seu primeiro transe quando criança, mas passou a receber encantados com mais frequência, por volta dos 18 anos. Cursou Teologia Cristã para entender as manifestações espirituais que aconteciam com ela. Na sua longa e eclética experiencia de vida foi também armadora da seleção de basquete do Maranhão. Após uma rápida experiência com maracá, foi iniciada no Candomblé́ na Casa Fanti-Ashanti. Hoje, como Ialorixá, ela é líder comunitária e possui grande conhecimento, tanto da historia do Tambor de Mina no Maranhão quanto do Candomblé. Mãe Venina é filha de Ogum e de Iemanjá.
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de entrevistar a produtora rural, ativista, sindicalista e líder comunitária Socorro Nascimento.
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de entrevistar Ialorixá Jô Brandão de Nanã. Ela é promotora cultural e audiovisual na área de cinema, gestora pública e ativista, onde luta pelos direitos humanos, contra o racismo e pelo fortalecimento de povos e comunidades tradicionais, mais especificamente dos povos tradicionais de terreiro.
Nascida em 1968, na comunidade de Salobo, num quilombo no interior do município de Bacabal, no Maranhão, comunidade essa que foi extinta em 1974. Aos 13 anos, ela começou a sua longa jornada de militância e defesa dos direitos humanos através da Igreja Católica, na Teologia da Liberação, sempre voltada às Comunidades Eclesiásticas de Base. Sempre estudando, foi através da sua atuação com a Igreja Católica que começou a formação política, se afiliando ao Partido dos Trabalhadores. Há 18 anos, Jô Brandão pratica o Candomblé e como Ialorixá está à frente do Coletivo Dan Eji, que promove o fortalecimento das tradições culturais de Matriz Africana e Afro-brasileiras visando a proteção e a valorização de bens culturais da diáspora africana. Este tem uma atuação contra o racismo religioso, principalmente contra as mulheres, e tem atuação na preservação do meio ambiente e acesso à justiça dos povos tradicionais de Terreiro, com ênfase nas mulheres, e realiza o acompanhamento de políticas públicas de enfrentamento ao racismo. Jô Brandão é membro do Fórum Estadual de Mulheres de Axé, da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde e umas das coordenadoras do Comitê Afro-Religioso do Combate ao Covid no Maranhão. Foi gestora de programas e projetos no Ministério da Cultura por seis anos em Brasília, na gestão do PT. Foi assessora da Coordenação Nacional de Quilombos por muitos anos, onde coordenava projetos voltados para crianças quilombolas, e membro da Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais por dois mandatos. Hoje, Jô Brandão é Assessora Especial da Secretaria de Educação, na Escola de Cinema do Instituto de Educação do Maranhão (IEMA), em São Luiz, e continua na sua trajetória de luta para o fortalecimento de povos e comunidades tradicionais.
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de estar entrevistando D. Benedita Arouche presidenta do Bumba-Meu-Boi de Pindaré sotaque da Baixada, em São Luíz, Maranhão, Brasil.
Nascida em Iguarapiranga, no interior de São Vicente Ferrer, na Baixada Maranhense, Dona Benedita, carinhosamente conhecida como D. Bita, conheceu a brincadeira do Bumba-meu-boi através do seu tio. Após a mudança para São Luís, começou a apoiar seu pai, que já estava na liderança do Boi de Pindaré - hoje localizado no Bairrode Fátima. Começou a trabalhar desde cedo e, aos 14 anos, já ajudava financeiramente a brincadeira do pai. Após a morte de seu pai, em 2003, Dona Bita trabalhou com afinco para resgatar documentos e atas do grupo, enquanto aprendia todos os diferentes aspectos da brincadeira. Hoje, à frente do boi, ela é empreendedora cultural e dirige todas as atividades administrativas do grupo, incluindo a organização de apresentações na capital e no interior, que envolve a logística de 95 brincantes vindos tanto de São Luís como do interior. Dona Benedita é também líder comunitária enquanto ela abraça a sua liderança no boi com muita dedicação e amor.
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de estar entrevistando D. Eglantina Cezária Silva de Souza mais conhecida como Mãe Dedé de Boço Có.
Nascida no dia 28 de dezembro de 1965 em Viana/MA, Maria Rosa é técnica de enfermagem, e filha-de-santo do Terreiro do Justino, localizado na Vila Embratel, terreiro de mina fundado entre os anos de 1896-1897. Foi iniciada na mina por dona Mundica da Vila Passos, que era filha-de-santo desse centenário tambor de mina. Atualmente é uma das líderes do Terreiro do Justino, sendo a responsável pela Festa do Divino Espírito Santo dessa casa. É coureira de tambor de crioula e realiza, anualmente, um almoço com ladainha em homenagem a Nossa Senhora da Conceição no dia do seu aniversário, no bairro do Lira. Sua trajetória, como mulher negra, é dedicada as manifestações culturais da cultura popular do Maranhão.
Aqui é Simone Ferro e hoje eu tenho o grande prazer de estar entrevistando D. Iolanda quem está hoje na liderança do Terreiro de São Benedito, mais conhecido como Terreiro do Justino na Vila Embratel em São Luiz.
Nascida em 1938, D. Iolanda é filha biológica de D. Antonia Paulina. Chegou no Terreiro de São Benedito quando tinha três ou quatro anos de idade aonde permanece na casa até hoje. Filha de Santo de Mãe Antonia Raposo, ela assumiu a função de guardiã e zeladora do único terreiro de tambor de mina fundado no século XIX, ainda em funcionamento após a morte de D. Mundica Estrela.
From the publisher's feed