O Porquê

O Porquê

By Ponto MP3NewsDaily News
Download on the App Store

O Porquê episodes

  • Memórias póstumas do debate da Globo

    Entrevistado: Ian Alves Ferreira, sociólogo e doutorando em ciências políticas pela UFMG

    O debate presidencial da Globo, visto como o mais importante da corrida eleitoral, foi cancelado a menos de 2h do início planejado. Tudo começou quando Renan Santos (Missão), através de uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pôde participar do encontro. 


    O Tribunal Superior Eleitoral,  também teve algumas ressalvas sobre a realização do debate, que iam inclusive em proteção ao atual presidente. E com a ausência no debate confirmada, Lula optou por dar entrevista ao Flow Podcast, atingindo picos de um milhão e meio de pessoas acompanhando ao vivo.


    A substituição de Lula por uma entrevista em um podcast se mostrou um verdadeiro jogo de mestre, pois foi o único que pode aparecer ao vivo na noite de ontem. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que desistiu de participar do debate por causa da presença de Renan, até chegou a fazer uma live também com boa parte do panteão da direita, mas ficaram abaixo das metas de audiência, com picos de 520 mil pessoas assistindo simultâneamente. 


    Para entender como os candidatos pretendem seguir as campanhas a menos de 48h do primeiro turno, como a interferência jurídica tornou a reta final anticlimática e se houve um vencedor com a não realização de mais um debate, conversamos com Ian Alves Ferreira, sociólogo e doutorando em ciência política pela UFMG.

    41 min
  • A direita sob pressão do voto útil

    Entrevistado: Gustavo Amaral Loureiro, doutor em Ciência Política pela UFMG


    Faltando quatro dias para o primeiro turno, os principais candidatos à Presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), focaram suas estratégias em tentar evitar uma grande abstenção, no caso do primeiro e em pedir o voto útil, no caso do segundo.


    O voto útil consiste em não votar em quem você tem mais afinidade e inclinação, e sim em um candidato que tem mais chances de vencer. Estratégia muito usada em disputas apertadas, como essa que estamos vivendo, em que cada voto faz diferença. 





    com a esquerda dividida entre Lula e Ciro Gomes (então no PDT), a campanha petista, que tinha chances reais de vencer a eleição em primeiro turno naquela ocasião, fez de tudo para desidratar o trabalhista e a outra concorrente de centro, Simone Tebet (então no MDB).


    O episódio de hoje pensa sobre o voto útil em 2026, o que esperar dos quatro candidatos que pouco provável chegarão ao segundo turno e para onde devem ir os votos deles. Conversamos com Gustavo Amaral Loureiro, doutor em Ciência Política pela UFMG, ele também foi pesquisador pós-doutoral na Kings' College London.


    28 min
  • A terceira idade e a construção de imagem na campanha

    Entrevistada: Mary Del Priore, historiadora e autora do livro "Uma História da Velhice no Brasil".


    O presidente Lula (PT) tem 80 anos, se alcançar um quarto mandato será a pessoa mais velha a ter ocupado à Presidência da República. Diante desse cenário, o petista passou a falar mais de políticas públicas e incentivos para a terceira idade.


    Se tornou comum Lula falar em espaços para idosos se divertirem e se exercitarem, além de cobrar a presença desse público nas urnas no próximo domingo (4). O presidente também passou a fazer mais demonstrações de vitalidade, diante das hipóteses e temores de que não concorreria a um novo mandato por conta da idade.


    Se tornou comum ver Lula nas redes sociais fazendo exercício físico e incentivando o público a também fazer. Diferente do que aconteceu com Joe Biden nos Estados Unidos em 2024, que sob forte pressão, desistiu de concorrer à reeleição por conta de tropeços —físicos e mentais—, Lula quer mostrar que ainda pode mais.


    A preocupação do presidente ultrapassa as questões físicas de demonstrar uma imagem de vitalidade e parte de alguém que sabe que o voto da terceira idade é crucial para a eleição. 


    De acordo com uma pesquisa realizada pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados, com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que o eleitorado 60+ cresceu 74% entre 2010 e 2026, uma expansão de 20 milhões para 36 milhões de pessoas no período. 


    Fora os índices que mostram um país cada vez mais velho. Vale também lembrar que além de Lula, a campanha também conta com outros candidatos na terceira idade: Ronaldo Caiado (PSD) com 77 anos, Augusto Cury (Avante) com 67 e Romeu Zema (Novo) com 61. 

    O Porquê de hoje analisa os elementos que pesam para políticos mais velhos na campanha, o simbolismo das demonstrações de vitalidade e a importância da terceira idade para o pleito. A gente conversa com a historiadora Mary Del Priore, autora do livro “Uma História da Velhice no Brasil”.

    41 min
  • Entrevista com Karla Albuquerque (UP)

    No último episódio da nossa série de entrevistas com candidatos a deputados federais e estaduais da região, conversamos com Karla Albuquerque (UP),

    Coordenadora da ocupação Ondina Seabra em Sorocaba, militante do Movimento de Mulheres Olga Benario. Tem 30 anos, nasceu em Osasco e iniciou a sua militância aos 23 anos no Instituto Federal através do Movimento Correnteza.

    49 min
  • O peso do antipetismo em 2026

    Entrevistado: Lincoln Secco, professor de História Contemporânea na USP e autor de História do PT


    O antipetismo não é novidade nas disputas eleitorais. Desde a primeira prova de fogo do partido, nas presidenciais de 1989, o sentimento de rejeição e temor do que o PT representava já era explorado pelos adversários.


    A situação até melhorou com os governos Lula 1 e 2 e Dilma 1, mas a partir de 2014, com a operação Lava-jato e o impeachment de Dilma Rousseff, a situação só se agravou e tornou o Partidos dos Trabalhadores o maior símbolo a ser combatido pela direita brasileira.


    Em 2026 todos os adversários estão à direita de Lula na disputa e todos usam do discurso antipetista para tentar atrair o eleitorado. Ainda não temos como descobrir qual será o peso do antipetismo no resultado que vai sair das urnas no domingo, mas nada indica que a esquerda vai ter uma trégua no segundo turno.

    A gente conversa com Lincoln Secco, professor de História Contemporânea da USP e autor do livro "História do PT", para entender como o antipetismo se manifesta em 2026, depois de todo um histórico de ataques, perdas e ganhos.

    42 min
  • O que os deputados da região fizeram em 4 anos de mandato

    Entrevistado: Deda Benette, jornalista


    A região de Sorocaba tem Vitor Lippi (PSD), Jefferson Campos (PL), Simone Marquetto (PP) e Guilherme Derrite (PP), como representantes na Câmara dos Deputados; e Vitão do Cachorrão (Podemos), Danilo Balas (PL) e Maria Lúcia Amary (PSD), na Alesp.


    Com exceção de Marquetto, todos concorrem a reeleição e Derrite ao Senado. Simone Marquetto apesar de ter desistido de um novo mandato, quase foi vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Mas a questão é: o que esses representantes fizeram pela cidade de Sorocaba e pela região nos últimos quatro anos?


    Como se posicionaram em relação a fatos importantes como a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro, a aprovação da reforma tributária e discussões como o fim da escala 6x1?


    É pensando no saldo desses quatro anos e o que eles pretendem usar de estratégia para conseguir um novo mandato que o episódio de hoje faz uma radiografia dos candidatos e seus mandatos. A gente conversa com o jornalista Djalma Luiz Benette, o Deda Benette.

    41 min
  • As chances de uma interferência ainda mais explícita dos EUA nas eleições brasileiras

    Entrevistado: Maurício Santoro, cientista político e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha


    O governo dos Estados Unidos tem emitido sinais ao menos desde 2025, de que planeja interferir ou ao menos, influenciar no processo eleitoral brasileiro.


    A sensação de que a intromissão é crescente só se agravou nas últimas semanas quando o jornal O Estado de S. Paulo revelou que nas negociações para derrubar o primeiro tarifaço, o governo de Donald Trump entregou uma lista com 52 exigências ao Brasil e uma delas era a permissão de que "dissidentes políticos" participassem da eleição. Não está claro quem seriam esses dissidentes.


    A colunista da Folha de S.Paulo, Mônica Bergamo, também revelou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), fez um relatório onde eleva as ameaças a eleição a um "nível de criticidade".


    Aliado a isso, tem a participação do presidente argentino Javier Milei, na convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro e as suspeitas de que o senador tenha parte da campanha financiada por instituições estrangeiras, que fez com que as campanhas de Lula (PT) e Renan Santos (Missão), entrassem com representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo uma investigação sobre o caso.


    Para entender como o Brasil se encontra dentro de uma disputa internacional de poder e influência, além de como podemos nos defender de possíveis intervenções estrangeiras arbitrárias, conversamos com Maurício Santoro, cientista político e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha.

    39 min
  • O que os evangélicos querem da eleição

    Entrevistada: Magali Cunha, pesquisadora em religião e política do ISER


    Os evangélicos representam 26,9% da população brasileira, ficam atrás apenas dos católicos, com 56,7% e a importância que o segmento ganha a cada eleição é maior.


    O bolsonarismo capturou a maior parte desse público e faz com que Lula (PT) e a esquerda tenham que correr mais para diminuir a diferença. Segundo o Datafolha, Flavio Bolsonaro (PL), tem 68% dos votos evangélicos no primeiro turno.


    Em 2022, Lula recorreu a um expediente de mais de 20 anos, ao reeditar a Carta ao Povo Brasileiro, dessa vez voltada aos evangélicos, com meio de estancar as fakenews que assolavam essa parcela da população como a criação de banheiros unissex em escolas e o fechamento de igrejas.


    Apesar da diferença entre Lula e Flávio, o segmento é suscetível a mudanças e escândalos de corrupção, como os casos Lulinha e Dark Horse, afetam os ânimos dos evangélicos.

    Sem acenos mais contundentes a 12 dias da eleição, o eleitorado evangélico ainda se faz estratégico para as campanhas. O Porquê de hoje trata de como o discurso religioso está sendo usado nessa eleição e que importância essa questão pode ter para futuro político do país. A gente conversa com Magali Cunha, pesquisadora em religião e política do Instituto de Estudos da Religião (ISER).

    34 min
  • O legado de Guilherme Derrite na SSP e as chances para o Senado

    Entrevistado: Paulo César Ramos, coordenador de pesquisas do Afro-Cebrap


    O sorocabano Guilherme Derrite (PP), foi o símbolo da política de segurança adotada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) , ao nomeá-lo secretário de Segurança Pública do Estado em 2023.


    Derrite foi comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), a tropa de elite paulista, e integrante da linha dura da Polícia Militar. Foi sob a gestão dele na SSP que São Paulo viu as operação Escudo e Verão matarem mais de 80 pessoas no litoral paulista e o avanço do PCC no Estado com os assassinatos do ex-delegado-geral Ruy Ferras Fontes e do delator da facção, Antonio Gritzbach.


    Por outro lado, os índices de roubo e homicídio caíram e de feminicídio bateu recordes. Derrite também é deputado federal em segundo mandato, reassumiu o cargo na Câmara para ser relator do PL Antifacção e entrou em rota de colisão com o governo Lula (PT) ao apresentar seis versões diferentes do texto.


    Os significados e legados do sorocabano que ocupou o posto máximo da segurança pública estadual são os temas desse episódio. A gente conversa com Paulo César Ramos, sociólogo, coordenador de pesquisas do Afro-Cebrap e autor de “Gramática Negra Contra a Violência do Estado”

    31 min
  • Entrevista com Italo Moreira (Missão)

    No quarto episódio da nossa série de entrevistas com candidatos a deputados estaduais e federais, recebemos o vereador e candidato a deputado estadual Italo Moreira, pelo Missão.


    Formado em gestão financeira e ciências contábeis, Italo é vereador em segundo mandato, tendo sido o segundo mais votado em 2024, com mais de 10 mil votos. Integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), o parlamentar busca agora uma projeção maior na Alesp.

    1 hr 8 min

About O Porquê

From the publisher's feed

O podcast diário O Porquê conta o que você precisa saber sobre a corrida eleitoral de 2026 em Sorocaba e região, de forma leve e simples. De segunda a sexta o programa explica, com ajuda de…