Entrevistada: Vera Chemim, advogada constitucionalista e mestre em Administração Pública pela FGV.
A crise inédita deflagrada pela revelação de novas mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, é um novo capítulo do sacode que a república brasileira levou nos últimos dias.
Numa semana intensa, em que também foram implicados nas mensagens o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o ministro André Mendonça, o caso expõe o tribunal e fragilizam umas das principais instituições do país.
Mendonça chegou a pedir que o caso de Moraes fosse analisado pelo plenário da corte, Moraes, retrucando, incluiu o colega no inquérito das fake news. Diante de toda essa crise, senadores de oposição já se moveram para pedir novamente o impeachment de Moraes.
O presidente do STF, Edson Fachin, tirou Mendonça do inquérito das fake news e deu cinco dias úteis para que os envolvidos se manifeste. O presidente Lula (PT), por sua vez, criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" e disse que a corte precisa de reformas.
Outros presidenciáveis como Flavio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), fizeram pressão e convocaram manifestações para esta segunda-feira (7).
Tentando entender a crise inédita pela qual passa o STF, como a situação chegou no nível que chegou e quais devem ser os impactos das revelações na eleição que a gente conversa com Vera Chemim, advogada constitucionalista e mestre em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas.