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Depois da noite eleitoral, é tempo de olhar para os resultados e para aquilo que será o futuro do país. A jornalista Isabel Tavares traz isso mesmo, com a ajuda da economista Sandra Maximiano e do arquiteto Tiago Mota Saraiva.
Isabel Tavares, Rute Sousa Vasco (publisher da MadreMedia) e Margarida Bentes Penedo (arquiteta e candidata a deputada pelo CDS-PP) fazem a análise aos primeiros resultados da noite eleitoral.
Um podcast diferente, que junta, na véspera do dia de reflexão, que a Assembleia da República teimou em manter na lei, representantes dos diversos partidos políticos com assento parlamentar para dizerem aquilo de que não abdicam, haja o que houver.
A lei eleitoral tem quase 45 anos, mas em Portugal continuamos a votar como no século passado, apesar de vivermos na chamada era digital. O porta-voz da CNE, João Tiago Machado, receia que o voto electrónico não seja livre e que numa casa o chefe de família obrigue todos a votarem da mesma maneira, numa conversa em que o dia da reflexão também veio à baila.
Recuperar o parque habitacional degradado em vez de construir casas novas, esta é uma das soluções apontada pelo presidente da Associação Nacional de Proprietários, António Frias Marques, para resolver o problema da habitação em Portugal.
Falta coragem aos políticos para reformar o sistema eleitoral. Enquanto isso não acontecer, Luís Marques Mendes teme que a Assembleia da República continue a degradar-se, não porque os políticos são "uns vigaristas", mas porque a maioria "é incompetente".
Álvaro Beleza e Miguel Guimarães, médicos e colegas de curso, falam dos milhões que se poderiam poupar com a criação do processo clínico único do utente, as teleconsultas, uma via verde para casos graves e a informatização do SNS.
"Se continuarmos a usar as mesmas receitas, vamos continuar a comer os mesmos maus pratos". É assim que Paulo Sande, ex-candidato ao Parlamento Europeu, resume a situação em que Portugal se encontra. E estranha que a Europa esteja ausente do debate político.
Susana Coroado diz que há medidas anti-corrupção que podem ser adoptadas pelo governo e pelos políticos sem precisar de passar pela Assembleia da República. A corrupção tem um custo estimado de mais de 18 mil milhões de euros por ano para Portugal, um montante superior ao previsto no Orçamento do Estado para o SNS para 2022.
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