Se tem uma coisa que as pessoas gostam de discutir é a noção de suicídio. Porque ela em si mesma é uma bem civilizada: animais não tendem ao auto extermínio, uma vez que não têm a plena consciência de sua finitude, ou
mesmo de sua decadência caso adoeçam ou fiquem idosos, porque na maioria das vezes vêm a morrer pelas garras e dentes de outras bestas.
A LEI DO MAIS FORTE, É MAIS A LEI DE QUEM TEM MAIS FOME E MENOS IDADE.
Então essas conjecturas levam a pensar coisas diferentes, de como esse negócio de que todos nós queremos viver é mais uma construção teórica do que realmente uma vontade em si mesma.
O CRISTIANISMO (II) COM O MEDO CÓSMICO DE OUTRO MUNDO AJUDAM A CONTER, MAS NUNCA CONSEGUIRAM ELIMINAR COMPLETAMENTE ESSE APELO DO “DEUS SELVAGEM”.
Nome curioso para o impulso supremo de autodestruição, adorado por todos aqueles traumatizados com suas masculinidades tóxicas , criadas a partir de aparatos burocráticos. Enfim, essa noção de se entregar ao nada é muito poderosa, um niilismo que é bastante sedutor.
Mas o passo final para que ele aconteça está ligado também à experiência de guerra, que tragou milhares de jovens e que até hoje clama para que sigam essa terrível trilha para os locais onde a escuridão existe, algo que faz com que muitos desejem o inferno, pois o mesmo é só mais uma prisão, logo, algo passível de se escapar.
AQUI NESSA OBRA O EX MEMBRO DA MARINHA MILITAR ESTADUNIDENSE E ESPECIALISTA EM QUADRINIZAR O NIILISMO PROVOCADO PELOS GENOCÍDIOS, JIM STARLIN (1949) RECONTA UM ANTIGO MITO DE CIVILIZAÇÃO E BARBÁRIE E A NECESSIDADE DE DESTRUIR A SI MESMO, NO MOMENTO EM QUE SE PERDE SEU SEMELHANTE.
Esse quadrinho é sobre isso.
acessar as referências siga o link [ https://medium.com/@sombrionauta/gilgamesh-ii-quadrinho-1989-94974a84177a ]
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