Impressionante: as pessoas mais estudadas têm medo da chamada “cultura popular” ao ponto de a adorá-la, para que a mesma fique inócua no debate econômico político. Alguns atribuem isso ao elitismo de quem estuda, encravado nas estruturas educacionais brasileiras há séculos. Outros dizem que ela é conservadora em si mesma, pois está distante dos aspectos necessários para que ela venha a se reciclar e adaptar.
Existe verdade nisso. Mas não toda a verdade.
Essas condicionantes estão presentes em todas as coisas materiais, pois são tempo material. No entanto o tempo individual (a ação humana sobre a matéria, afetada pelo desejo presente) tende a adaptar, cooptar e finalmente, superar o tempo social (tecnologia) que mantém o tempo material estável.
O problema em verdade é muito simples: as academias científicas tendem a resistir à entrada do pensamento da cultura, e ciência, populares, porque elas são mediadas pelo empirismo mais presente e não pelo poder tempo individual dado pela literatura.
AS ACADEMIAS CIENTÍFICAS TEMEM TUDO O QUE NÃO CONSEGUEM LER.
Mas a política conservadora, assim como a cultura popular vive para o pragmatismo da sobrevivência, e é por isso eu os mandonismos locais a usam tão bem.
QUEM PERCEBEU BEM ISTO FOI O DIABÓLICO MAQUIAVEL (1469–1527) AO DIZER QUE “O POVO NÃO É BOBO”.
MAQUIAVEL percebeu ao estudar o HELENISMO (323 A.E.C.-146 A.E.C) e o IMPÉRIO ROMANO (27–476) que para governar os povos de um local também era necessário ser dominado por eles: logo o príncipe deveria entender a cultura local em seu conteúdo, mas sabe usá-la da forma que ele achasse melhor.
NESSA PRODUÇÃO TEMOS UMA DISTOPIA QUE TENTA ADAPTAR UM DOS GRANDES PRÍNCIPES MAQUIAVÉLICOS BUROCRATAS DA DIREITA, GUIMARÃES ROSA (1908–1967), PARA NOS ENSINA COMO USAR O REGIONAL COMO FORMA DE INTRODUZIR O “UNIVERSAL”.
Para as referências completas, veja no medium [ https://medium.com/@sombrionauta/grande-sert%C3%A3o-filme-2024-c12d9ddf2f8e ]
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