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Nesta última semana, a notícia de que a filha de Tom Cruise retirou o sobrenome do ator dos próprios documentos foi compartilhada por diversos veículos de imprensa e repercutiu nas redes sociais.
Suri conseguiu, por meio da Justiça dos Estados Unidos, remover o sobrenome paterno e adotou "Noelle", que é o nome do meio da mãe, Katie Holmes. Segundo a revista norte-americana People, a mudança teria ocorrido quando ela se registrou para votar no Condado de Allegheny, em Pittsburgh, na Pensilvânia, já sem o nome do pai.
No Brasil, a biomédica Heloísa Rodrigues, de 28 anos, recorreu à Justiça de São Paulo para retirar o nome da mãe da certidão de nascimento. Em entrevista à TV Globo, a jovem relatou ter sido vítima de anos de abusos praticados pela genitora durante a infância.
Batizada pela mãe como "Larissa", Heloísa conseguiu, em 2024, autorização judicial para alterar o primeiro nome e remover o sobrenome materno dos documentos. No entanto, a Justiça brasileira negou o pedido para retirar o nome da mãe da certidão de nascimento.
A justificativa se baseou no chamado "princípio romano", segundo o qual o nome faz parte da história civil da pessoa e não pode ser alterado apenas pela ausência de vínculo afetivo.
O Observatório Feminino também aborda a pesquisa "20 anos da Lei Maria da Penha: percepção da sociedade brasileira", realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e pelo Instituto Locomotiva.
Os dados mostram que 11% dos homens que já tiveram relacionamentos com mulheres reconhecem ter cometido algum tipo de violência contra uma parceira. Outro dado relevante é que mais da metade das mulheres que já se relacionaram com homens afirma ter sofrido algum tipo de violência enquadrada na Lei Maria da Penha.
O podcast
O podcast Observatório Feminino vai ao ar todos os domingos, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Você também pode ouvir os episódios nas plataformas de áudio, e no Youtube da Rádio de Minas.
Ao longo desta semana três casos graves de violência contra mulheres em Belo Horizonte chocaram todo o país.
Um desses casos foi a morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais, Michele Leão Azevedo, que foi levada já sem vida para um hospital de BH na última segunda-feira (20). No mesmo dia, uma mulher de 35 anos foi encontrada morta dentro do próprio apartamento, na região Oeste da capital mineira. Na manhã seguinte, terça-feira (21), uma mulher foi lançada de um prédio pelo próprio companheiro. Apesar da queda, ela sobreviveu.
Os três episódios ocorreram com um intervalo de menos de 24 horas e têm em comum a suspeita de violência praticada por homens com quem as vítimas mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo, cenário que representa a maioria dos casos de feminicídio registrados no país.
Dados alarmantes
Em 2025 o Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio, o maior número da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Esse número representa o aumento de 4% em relação a 2024, consolidando a tendência de crescimento do feminicídio no Brasil.
Em pauta
No episódio deste domingo (26), o Observatório Feminino comenta sobre esses dados e debate sobre as mulheres serem maioria do eleitorado brasileiro, com 83 milhões de eleitoras.
Participam do episódio a promotora de justiça e coordenadora da Casa Lílian, um centro estadual de apoio às vítimas de feminicídio, Ana Tereza Giacomini. Além dela, participa da conversa a Neuropsicóloga e Colaboradora da Rede ABRAÇO, Petrúcia Melo.
O podcast
O podcast Observatório Feminino vai ao ar todos os domingos, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Você também pode ouvir os episódios nas plataformas de áudio, e no Youtube da Rádio de Minas.
O Observatório Feminino debate, no episódio deste domingo (19), um caso que causou grande repercussão no Norte de Minas Gerais. A Polícia Civil investiga se a morte de um menino de 8 anos, em Campo Azul, pode ter relação com a plataforma de jogos on-line Roblox.
A criança morava com a mãe, de 41 anos, o padrasto, de 29, e duas irmãs, de 17 e 18 anos. Em depoimento à polícia, a mãe informou que o filho era introspectivo, enfrentava dificuldades disciplinares na escola e passava longos períodos isolado utilizando o celular para jogar Roblox, onde mantinha contato com pessoas desconhecidas. Segundo ela, familiares acreditam que o menino possa ter sido influenciado por um desafio divulgado na plataforma. As circunstâncias do caso seguem sob investigação.
O programa também aborda a decisão da Copa do Mundo. Embora a Seleção Brasileira tenha sido eliminada da competição, a final mobiliza torcedores em todo o planeta. Mais do que uma disputa esportiva, o confronto decisivo desperta emoções intensas, reúne famílias e amigos e altera a rotina de milhões de pessoas.
Por que o futebol exerce tamanho impacto sobre o comportamento humano? O que explica sentimentos como euforia, ansiedade, frustração e as mudanças no humor e nas relações provocadas por uma partida decisiva? Essas são algumas das questões que estarão em debate na edição de hoje.
Além das jornalistas Aline Neves e Fernanda Rodrigues, participam da conversa Fernanda Seabra, terapeuta familiar sistêmica e especialista em Psicogenealogia, e Ana Luiza Pereira, jornalista da Itatiaia.
O Observatório Feminino deste domingo (11) debate três temas que ganharam destaque ao longo da semana e mobilizaram discussões sobre direitos, violência de gênero e Justiça.
O primeiro assunto é a aprovação, pelo Senado, do projeto que cria o chamado "PIX Pensão", sistema que prevê a transferência automática da pensão alimentícia. A proposta permite que o beneficiário solicite à Justiça o débito mensal direto da conta de quem deve pagar a pensão. Se não houver saldo suficiente, a instituição financeira deverá comunicar a situação à autoridade competente, que poderá bloquear outros ativos do devedor até o valor da dívida. O projeto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outro tema em debate é a investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre uma lista criada por estudantes do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, que classificava alunas e colegas de escola em categorias de conotação sexual. Entre as expressões utilizadas estavam "GOAT" (melhor de todos os tempos), "Comeria no lucro", "Bêbado vai", "Me arrependi depois" e "Nem olharia". O caso é apurado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima. Os adolescentes envolvidos poderão responder por atos infracionais análogos aos crimes de injúria, difamação e submissão de adolescente a vexame ou constrangimento. O colégio informou que registrou boletim de ocorrência e denunciou o conteúdo à plataforma onde a lista foi publicada.
O programa também aborda o caso do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi. O Ministério Público Federal defendeu a aplicação da pena de aposentadoria compulsória ao magistrado, investigado por importunação sexual. Segundo o MPF, há elementos suficientes para sustentar as acusações e indicar condutas incompatíveis com a dignidade e o decoro exigidos da magistratura. Em sua defesa, Buzzi apresentou laudos médicos que apontam disfunção erétil, argumento utilizado para contestar parte das acusações. O ministro está afastado do cargo desde fevereiro e é investigado após denúncia de importunação sexual feita por uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família, durante uma viagem a Balneário Camboriú (SC).
Participam do debate a advogada de Família e Sucessões e apresentadora da Itatiaia, Patrícia Diou, e a advogada criminalista e especialista em violência contra a mulher Isabella Pedersoli.
O podcast Observatório Feminino, da Itatiaia, deste domingo (5), recebe a professora e empresária Jacqueline Rezende e a fundadora da Rede Solidária e criadora do projeto Infância Protegida, Dai Dias. O episódio aborda temas relacionados à segurança das mulheres e analisa um dos crimes de maior repercussão da semana em Minas Gerais.
Entre os assuntos em debate está a aprovação, pelo Senado Federal, do projeto de lei que autoriza a venda e a posse de spray de pimenta para mulheres com 16 anos ou mais como instrumento de defesa pessoal. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pela proposta, o spray poderá ser utilizado exclusivamente em situações de legítima defesa, para repelir uma agressão injusta, atual ou iminente. O projeto também estabelece que o uso do equipamento deve ocorrer de forma moderada e ser interrompido imediatamente após a neutralização da ameaça.
A autora da proposta, a deputada Gorete Pereira (MDB), e o relator no Senado, Laércio Oliveira (PP), argumentam que, apesar da existência de leis e políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, muitas ainda permanecem vulneráveis diante da escalada da violência, já que o poder público não consegue estar presente em todos os locais.
Outro tema do episódio é a prisão da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita foi localizada em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, acompanhada do filho de seis anos. Ela teria confessado o crime e estava com parte dos objetos roubados do apartamento das vítimas. O casal foi encontrado morto dentro do imóvel onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital.
O episódio discute os desdobramentos desses casos e os desafios para o enfrentamento da violência, especialmente contra mulheres e idosos.
O Observatório Feminino desta semana fala sobre o caso do empresário Thiago Brennand, que está preso pelo crime de estupro e irá se casar com a própria advogada no dia dois de julho.
Karina Kufa, advogada e agora noiva de Brennand, afirmou ter se juntado ao time de advogados do empresário há quatro meses e que está "plenamente convicta" da inocência dele e afirma que confia na absolvição.
Um fato que chamou a atenção da web foi que Karina e Thiago nunca tiveram contato físico e se apaixonaram conversando separados por um vidro na penitenciária. Por isso, o casamento será por procuração.
Além dos crimes sexuais, Thiago Brennand recebeu uma outra condenação por agredir uma modelo em uma academia de São Paulo em 2022. O caso divulgado por um vídeo da agressão, motivou outras 11 mulheres a denunciarem o empresário por diversos crimes, incluindo estupro, cárcere privado e ameaça, expondo um padrão de comportamento abusivo.
Outro assunto tratado no episódio é o caso da mãe que foi decapitada pelo próprio filho. Uma tragédia familiar que aconteceu em Belo Horizonte nesta última semana. Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, foi decapitada pelo filho de 27, que tem esquizofrenia, com uma faca de cozinha, no bairro Ermelinda, na Região Noroeste da capital mineira.
A Justiça determinou a prisão preventiva de Ritchie Glaycon Rodrigues Viana durante audiência de custódia. Com isso, ele fica preso enquanto o caso é sendo investigado pela Polícia Civil.
Para tratar do assunto, as jornalistas Fernanda Rodrigues, Aline Neves e Duda Sperandio recebem a escritora mineira Carla Madeira, dona dos livros best-sellers 'Tudo é Rio', 'Véspera' e 'Natureza da Mordida'. Madeira é conhecida por escrever sobre tragédias familiares, assim como a que aconteceu em BH com Jussara.
No episódio desta semana, o Observatório Feminino debate dois assuntos bastante comentados nos últimos dias. O primeiro deles é sobre a Ozivy, a primeira caneta de semaglutida brasileira aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O medicamento já está disponível nas farmácias das capitais e deve chegar a todo o país até julho.
A Ozivy já apresenta uma faixa de preços mais em conta em comparação com as outras canetas disponíveis no mercado. De acordo com a empresa, cada caneta vai custar R$ 452.
No entanto, há um plano de tratamento em que, para os primeiros três meses, as canetas com doses suficientes para o tratamento de 90 dias vão custar R$ 863,23. Isso faz com que, na média, o paciente tenha um custo mensal de R$ 287 com as doses iniciais.
Outro tema debatido pela bancada é o caso da adolescente de 17 anos que denunciou ter sido vítima de estupro coletivo no bairro Arvoredo, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a adolescente aproveitou a ausência da mãe e convidou um grupo de amigos para um churrasco. Nove pessoas participavam da confraternização, todas com cerca de 17 anos.
Por volta das onze da noite, as amigas foram embora, restando na residência apenas a vítima e quatro adolescentes. Neste momento, ela acredita que algum deles colocou alguma substância na bebida dela, já que ela perdeu a consciência.
De acordo com a jovem, ela acordou sem roupas e flagrou três dos quatro adolescentes abusando dela. Ainda segundo a jovem, apesar de o quarto adolescente — um amigo de infância — não estar presente no momento do abuso, ele admitiu por mensagens que teria participado do ato, mas se arrependeu e saiu do quarto antes que ela acordasse.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga o caso, que está sob sigilo.
Para debater os assuntos, participam do podcast a cirurgiã bariátrica especializada em cirurgia do aparelho digestivo, Carolina Trancoso, e a delegada Carolina Máximo, titular da Delegacia Especializada em Apuração de Ato Infracional de Belo Horizonte.
O Observatório Feminino deste domingo (14) trata de três assuntos que foram muito comentados ao longo da semana. Primeiro deles é sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil, que teve a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (10).
Agora o texto segue para análise de uma comissão especial para tratar do tema e, depois, para o plenário da Casa. A PEC foi aprovada por 44 votos contra 18. Na prática, a proposta faz com que adolescentes de 16 e 17 anos acusados de crimes hediondos, como homicídio, estupro e latrocínio, passem a responder criminalmente perante a Justiça comum e possam ser condenados à prisão. Atualmente, menores de 18 anos não respondem pelo Código Penal e estão sujeitos apenas às medidas socioeducativas previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
O outro tema debatido pelas apresentadoras e convidadas é o caso de Amanda, a mulher de 37 anos que se passou por uma adolescente de 12 e viveu como filha adotiva de uma família e Joinville (SC).A suspeita vai passar por um exame de sanidade mental, a pedido da defesa, a determinação foi feita pela Justiça durante audiência de custódia realizada após a prisão de Amanda, investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade.
Por fim, outro assunto discutido é sobre o decreto da Polícia Militar de São Paulo (PMSP) que confirmou oficialmente a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu preso sob acusação de feminicídio contra a esposa - também PM - Gisele Alves Santana. O ato transfere oficialmente o tenente-coronel para a reserva da polícia, passando o pagamento da pensão dele para o Instituto de Previdência do governo de São Paulo. Ele vai receber 22 mil reais. Caso o tenente-coronel seja condenado pela Justiça Militar à perda de patente pela morte da esposa ele não terá mais direito ao salário.
As convidadas do podcast desta semana são a Conselheira Tutelar pela Regional Nordeste, Surya Noara, e a Defensora Pública de Minas Gerais e Especialista em Direito Penal, Silvana Lobo.
O podcast
O podcast Observatório Feminino vai ao ar todos os domingos, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Você também pode ouvir os episódios nas plataformas de áudio, e no Youtube da Rádio de Minas.
O Observatório Feminino deste domingo (7) recebe Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues, que é a primeira mulher da história no comando da Polícia Militar de Minas (PMMG). Cleide Rodrigues está substituindo o coronel Carlos Frederico Otoni Garcia, no comando-geral da corporação desde setembro de 2024.
Outro tema abordado no episódio é o novo recurso de segurança do WhatsApp chamado "Alerta de Golpe", criado para identificar mensagens suspeitas enviadas por contatos desconhecidos. Se identificar indícios de fraude, o WhatsApp vai mostrar um alerta na conversa com a mensagem “Isso pode ser um golpe”. A partir daí, o usuário poderá bloquear e denunciar o contato ou informar que confia no remetente e seguir com a conversa normalmente.
Participam da conversa a comandante-geral da PMMG, Coronel Cleide Barcelos dos Reis e a Advogada, especialista em Direito das Mulheres, Presidente da Comissão de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da OAB/MG, Isabel Araújo Rodrigues.
O Observatório Feminino deste domingo (31) fala sobre o caso de Ana Cláudia da Silva Souza, de 42 anos que foi jogada de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte pelo ex-companheiro Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos. Antes de ser jogada ela foi estuprada por ele. Ela ficou quase 26 horas em uma encosta, agarrada a uma árvore depois de ter sido empurrada por ele, caiu cerca de 10 metros e deslizou outros 40. Para sobreviver, tentou escalar o terreno e se agarrou a uma raiz até ser resgatada por militares dos Bombeiros.
Também falamos sobre o papel da mulher no Agro, que tem ganhado cada vez mais destaque no Brasil. Hoje, estamos à frente da gestão de propriedades rurais, da inovação tecnológica e da sucessão familiar no campo. Dados do 19º Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas, apresentados durante o evento que aconteceu aqui em Minas Gerais, mostram que nosso Estado ocupa uma posição de destaque no cenário nacional: uma em cada sete propriedades rurais daqui é administrada por mulheres, colocando Minas como o segundo estado brasileiro com maior número de estabelecimentos rurais sob direção feminina. E é com o tema "Agronegócio" que o Eloos Itatiaia promove amanhã debates diferentes vozes e ideias sobre o assunto.
Participam da conversa Paula Lobato, Analista de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema Faemg Senar e Cássia Cristina, Coordenadora da Rede Itasat.
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