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O podcast Observatório Feminino deste domingo (24) debate os avanços e desafios no combate à violência contra a mulher, tanto no ambiente digital quanto fora dele. Entre os temas abordados estão os novos decretos sancionados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estabelecem regras para a atuação das chamadas big techs no Brasil e ampliam a proteção de mulheres e meninas na internet.
As medidas atualizam a regulamentação do Marco Civil da Internet e determinam que plataformas digitais criem canais específicos para denúncias de nudez real ou produzida por Inteligência Artificial. Além disso, as empresas ficam proibidas de oferecer ferramentas de IA capazes de criar imagens falsas de nudez a partir de fotos reais.
O programa também discute três novos projetos de lei sancionados pelo Governo Federal voltados ao endurecimento das regras de proteção às vítimas de violência doméstica. Entre as medidas estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores, o afastamento do agressor do lar e alterações na Lei de Execução Penal para ampliar a proteção de mulheres ameaçadas mesmo após a prisão ou condenação do autor da violência. As ações fazem parte dos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.
Outro assunto em destaque será o caso da estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, encontrada morta em um apartamento na Savassi, em Belo Horizonte, no dia 9 de fevereiro. Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como homicídio após laudo apontar asfixia por sufocação direta. O namorado da jovem, Adalton Martins Gomes, de 45 anos, foi preso temporariamente suspeito do crime. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, ele ajuizou uma ação de reconhecimento de união estável no dia do enterro da vítima e teria enviado mensagens e áudios para amigas de Giovanna tentando obter ajuda para formalizar o processo.
Participam do debate a advogada criminal Juliana Günther e a jornalista Vanda Sampaio.
Sobre o podcast - O Observatório Feminino vai ao ar todos os domingos, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Os episódios também estão disponíveis nas plataformas de áudio e no YouTube da Rádio de Minas.
Uma investigação da CNN revelou a atuação de uma rede criminosa transnacional na deep web e em aplicativos de mensagens, apelidada de “academia do estupro”. Os grupos seriam usados por homens para compartilhar orientações sobre como dopar, abusar sexualmente, filmar e expor mulheres na internet.
Segundo a reportagem, integrantes da rede trocam técnicas para dopar companheiras, frequentemente com uso de sedativos, para deixá-las inconscientes e facilitar os abusos. Um dos fóruns investigados estaria ligado a um site pornográfico que hospedava mais de 20 mil vídeos de violência sexual e chegou a registrar 62 milhões de acessos em apenas um mês.
Em meio ao debate sobre violência contra a mulher, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou em 1º turno um projeto de lei que prevê medidas obrigatórias de acolhimento e proteção para mulheres em bares, restaurantes e casas noturnas.
O texto determina que os responsáveis pelos estabelecimentos adotem ações para prevenir, identificar e combater situações que atentem contra a liberdade sexual das mulheres, além de oferecer acolhimento às vítimas em situação de risco. A proposta também prevê colaboração com autoridades policiais e órgãos de proteção à mulher durante investigações.
Para debater esses temas, o podcast Observatório Feminino deste domingo (17) recebe Poliana Ribeiro Sales, criadora do método Maria da Lenha; Patrícia Diou; e Aline Neves.
Um trecho de uma pregação feita pela pastora Helena Raquel durante o Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú, Santa Catarina, viralizou nas redes sociais.
A religiosa citou temas como violência doméstica, abuso sexual e pedofilia dentro da igreja. Ela criticou o silêncio e omissão dos líderes religiosos que cometem tais crimes.
Somando mais de 1 milhão e 700 mil seguidores no Instagram e quase 600 mil inscritos no YouTube, Helena Raquel é líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra, juntamente com o marido, Eleomar Dionel, no Rio de Janeiro. Este vídeo já teve mais de 1 milhão de visualizações nas redes sociais.
Em entrevista exclusiva ao Observatório Feminino, a pastora Helena Raquel falou sobre a repercussão do discurso e a importância de abordar de forma direta, temas como abuso sexual, pedofilia e violência doméstica dentro da igreja.
O Observatório Feminino desta semana fala sobre o caso de Andréia Alves da Silva, de 46 anos. Ela foi detida, ouvida e liberada pela polícia sob a suspeita de matar o marido em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Andréia relatou que pegou a faca para se defender do homem, identificado como Adalberto Ribeiro, de 42 anos, enquanto era agredida. Ela ainda contou que o marido "era um príncipe" no início do relacionamento, mas com o passar do tempo, ele passou a desrespeitá-la. Andréa denunciou o marido e chegou a encerrar a relação, mas reatou após acreditar que ele mudaria.
Em entrevista à Itatiaia, a mulher acredita que, caso não se defendesse, poderia ter morrido naquele dia: "Não era a família dele que estaria chorando. Era a minha que estaria chorando, e meus filhos também. Eu só me defendi".
Participaram da conversa a Pastora, Mentora de Família e comunicadora, Márcia Resende. Também a Promotora Denise Guerzoni, que é Coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do MPMG.
O Observatório Feminino deste domingo (26) aborda temas sensíveis e atuais, como o papel masculino na sociedade, a insegurança vivida por mulheres em Minas Gerais e um caso disciplinar envolvendo uma delegada da Polícia Civil.
Um dos destaques do programa é o curso voltado a “homens enfraquecidos”, oferecido pelo ator Juliano Cazarré, que reacendeu o debate sobre masculinidade e comportamento masculino nos dias de hoje.
A atração também discute uma pesquisa da Localiza, que aponta que 47,5% das mulheres mineiras já desistiram de sair de casa por medo da violência no trajeto até o destino.
Outro tema analisado é o caso da delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, que está afastada das funções há cerca de 10 meses. Ela é esposa de Renê da Silva Nogueira, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes. A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a delegada, que pode resultar em sua exoneração.
Participam do debate a promotora de Justiça Ana Tereza Giacomini, coordenadora do Centro Estadual de Apoio às Vítimas do MPMG – Casa Lilian, e a advogada Maria Flávia Cardoso Máximo, professora de Ética Profissional e presidente do Conselho de Ética da OAB-MG, além de cônsul honorária da Eslovênia.
Sobre o podcast
O Observatório Feminino vai ao ar todos os domingos, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Os episódios também estão disponíveis nas plataformas de áudio e no YouTube da Rádio de Minas.
O Observatório Feminino de hoje fala sobre o desembargador Magid Láuar. Mesmo afastado após a repercussão nacional de uma decisão em que ele absolveu um réu de 35 anos por estupro de vulnerável de uma menina de 12 anos no Triângulo Mineiro, ele recebeu 120 mil 861 reais e 33 centavos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais em vencimentos líquidos na folha salarial de março.
Quem também está recebendo o salário normalmente, é a delegada Ana Paula Balbino, que está afastada das funções desde agosto do ano passado, após o marido dela, Renê Nogueira Júnior, se tornar réu pelo homicídio do gari Laudemir de Souza Fernandes. O setor médico da Polícia Civil de Minas prorrogou por mais 60 dias a licença médica da delegada. Com a nova decisão, ela deve completar cerca de 10 meses fora da instituição policial. Em fevereiro, último dado disponível, ela recebeu mais de 23 mil e 800 reais, sendo cerca de 22 mil e 200 de salário e 1.643 em valores eventuais.
Falamos também sobre uma pesquisa da Genial/Quaest que aponta que a violência é a maior preocupação dos brasileiros nos dias de hoje. Em segundo lugar aparece a corrupção, em terceiro lugar aparecem os problemas sociais e na sequência vem a saúde. A economia aparece com apenas 9% no ranking de preocupação dos brasileiros e a educação foi citada por 7%.
Pra gente debater recebemos aqui Flavia Viegas, comunicadora com especialização em comunicação, politica, gestão de negócios e relações governamentais e também a repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil, Edilene Lopes.
No Observatório Feminino deste domingo, nos debatemos o caso do menino Gael, de 1 ano e 8 meses que chegou morto na UPA Oeste. A mãe e o padrasto foram presos. Ela pelo crime de maus tratos e o homem por homicídio qualificado. De acordo com testemunhas que conversaram com a reportagem da Itatiaia, o menino sofria maus-tratos constantes e chegava a ficar desesperado quando via vizinhos com comida. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos informou que a família era acompanhada pelo Conselho Tutelar - Regional Oeste, "com medidas de proteção já aplicadas, com encaminhamentos formais às redes de assistência social e de saúde". O órgão afirmou que as intervenções eram de conhecimento do Ministério Público. A Itatiaia entrou em contato com o Ministério Público e aguarda retorno.
Também falamos sobre as polêmicas "novelas de frutas" que circulam pelas redes sociais. Elas são feitas com inteligência artificial. Apesar da aparência infantil, os vídeos trazem cenas de traição, violência e até conteúdo sexual — e estão chegando facilmente ao público jovem. O que comeca com um momento pode contribuir para a hipersexualização precoce.
E discutimos também sobre um conjunto de projetos de lei que ampliam a rede de proteção às mulheres brasileiras, sancionados pelo Presidente Lula. As medidas tratam da monitoração eletrônica de agressores em casos de violência doméstica, da tipificação do crime de violência vicária que é é uma forma de agressão indireta e velada, considerada extremamente cruel, na qual o agressor (geralmente um ex-parceiro) utiliza os filhos ou outras pessoas próximas para ferir, punir ou controlar a mulher. O objetivo central não é agredir a criança em si, mas atingir emocionalmente a mãe e da criação do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas.
Quem participa com a gente é Laura Brito, advogada especialista em Direito de Família e sucessões. Doutora e Mestre em Direito pela USP e também Míria Guedes, pastora, escritora e cantora. E pscicanalista em formação.
O podcast Observatório Feminino deste domingo (5) debate a ampliação da licença-paternidade no Brasil, que passa a valer de forma escalonada a partir de 1º de janeiro de 2027. A medida prevê aumento gradual do benefício: de 5 para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias a partir de 2029.
O programa também aborda a nova portaria publicada pelos ministérios da Educação e das Mulheres no Diário Oficial da União, que determina a inclusão de conteúdos voltados ao combate à violência contra meninas e mulheres nos currículos da educação básica. A iniciativa deve alcançar cerca de 46 milhões de estudantes em todo o país.
Outro tema em destaque é um levantamento da consultoria Robert Half, que revela que 58% dos recrutadores já eliminaram candidatos por inconsistências no currículo ainda nas fases iniciais dos processos seletivos. Entre os principais problemas identificados estão a exageração de habilidades técnicas, nível de idiomas acima do real e justificativas suavizadas para desligamentos anteriores.
Participam do episódio a cientista social Nathália Farias, formada pela UFMG, e a advogada Marcella Apocalypse, presidente da Comissão de Estudos de Violência Doméstica da ANACRIM-MG.
O Observatório Feminino deste domingo (29) aborda temas que mobilizam o debate sobre violência de gênero e direitos das mulheres. Entre os destaques está a absolvição de Érica Pereira da Silveira Vicente, de 42 anos, que confessou ter matado o namorado após flagrá-lo abusando sexualmente da filha dela, de 11 anos.
O julgamento ocorreu nesta semana, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, e terminou com a inocência da ré em júri popular. O crime aconteceu em abril de 2025. Durante interrogatório, Érica relatou que acordou com os gritos da filha durante a madrugada e encontrou o homem sobre a criança. Ela afirmou que reagiu com golpes de faca.
Segundo o depoimento, após o crime, um jovem que ouviu a movimentação entrou na residência e ajudou a retirar o corpo, que foi levado até uma área de mata no bairro Taquaril, na Região Leste da capital, onde foi incendiado. O corpo foi encontrado carbonizado.
Outro tema em pauta é a aprovação, pelo Senado Federal, de um projeto que criminaliza a misoginia e a equipara ao crime de racismo. A proposta define misoginia como aversão, ódio ou repulsa contra mulheres e prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa. Por ser equiparado ao racismo, o crime passa a ser imprescritível e inafiançável.
O texto também determina que o Judiciário considere como discriminatórias atitudes que causem constrangimento, humilhação ou exposição indevida às mulheres. O Ministério das Mulheres lista exemplos comuns, como culpabilização da vítima em casos de violência, deslegitimação de ideias e comentários de cunho sexista.
Para discutir os temas, o episódio recebe a defensora pública Silvana Lobo, especialista em Direito Penal e atuante na defesa dos direitos das mulheres, e a economista Ana Paula Bastos.
🎧 Ouça o podcast e acompanhe a análise completa!
A deputada federal Erika Hilton (PSOL) assumiu a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara em meio a comentários potencialmente transfóbicos, como do apresentador de televisão Ratinho.
Apoiadores defendem que a sua eleição representa inclusão, diversidade e maior representatividade, argumentando que mulheres trans também fazem parte das pautas femininas e devem ter voz nesses espaços, além de destacarem a sua atuação em temas como combate à violência e igualdade de gênero.
Por outro lado, críticos afirmam que a comissão deveria ser liderada por uma mulher cisgênero, sustentando que há diferenças entre identidade de género e sexo biológico, e que a escolha reflete uma politização ideológica do órgão.
No geral, o debate evidencia divisões mais amplas na sociedade sobre gênero, identidade e representatividade política e se torna tópico no podcast “Observatório Feminino”, deste domingo (22) nas plataformas digitais da Itatiaia.
Outro ponto de discussão é o chamado ECA Digital, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece novas regras para proteger crianças e adolescentes na internet, proibindo que menores mintam a idade apenas por autodeclaração e exigindo mecanismos mais seguros de verificação pelas plataformas.
A lei obriga redes sociais e serviços digitais a adotarem medidas para impedir o acesso a conteúdos impróprios, como pornografia, violência e jogos de azar, além de exigir maior controlo parental e vinculação de contas de menores aos responsáveis
É limitada também a publicidade direcionada e o uso de dados de crianças, responsabilizando as empresas pela segurança digital.
A proposta surge em resposta ao aumento de casos de exploração e exposição indevida de menores online. Especialistas consideram a lei um avanço na proteção infantil, mas apontam desafios na aplicação prática, especialmente na verificação de idade. No geral, a medida muda a lógica atual ao exigir mais responsabilidade das plataformas e reforçar a segurança no ambiente digital.
Por fim, o programa trata da morte da soldado Gisele Alves Santana, tratada como caso de feminicídio. O suspeito é o ex-companheiro dela e também policial militar, o tenente-coronel Geraldo Leite.
O crime aconteceu em São José dos Campos, no interior paulista. Segundo as investigações, o crime ocorreu em contexto de violência doméstica, com indícios de comportamento possessivo e histórico de conflitos. O caso que no início era tido como suicídio, reforçou o debate sobre violência contra a mulher e reacendeu discussões sobre a importância de identificar sinais prévios de abuso para evitar desfechos trágicos.
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