Falar sobre utopias, distopias e cientificismo é falar sobre as imagens que construímos da ciência e dos sentidos que atribuímos a ela. Na conversa com Ivan Cunha, discutimos como essas narrativas revelam concepções de progresso,de verdade e de organização social. O convidado analisa o cientificismo como a crença na infalibilidade da ciência e examina suas consequências para a vida coletiva. Exploramos também como a literatura e a filosofia funcionam como espaços de reflexão sobre os limites do conhecimento científico, seus usos sociais e seus impactos. O episódio investiga o que essas formas de imaginar mundos possíveis nos dizem sobre a própria ciência que produzimos e sobre asociedade que a sustenta.
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Referências:
Literatura (utopias e distopias)
GIBSON, William. Neuromancer. Tradução de Fábio Fernandes. São Paulo: Aleph, 2016.
HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. Tradução de Vidal de Oliveira. São Paulo: Globo Livros, 2014.
LE GUIN, Ursula K. A mão esquerda da escuridão. Tradução de Susana L. de A. Fonseca. São Paulo: Aleph, 2014.
Filosofia
RUSSELL, Bertrand. A ciência e a sociedade. Tradução de Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota. Rio de Janeiro: Zahar, 1967.
_________________. The impact of science on society. London: George Allen & Unwin, 1952.
_________________.The scientific outlook. London: Routledge, 2009. (Original de 1931).
NEURATH, Otto. Empirismo lógico e o pensamento científico moderno. Seleção e introdução de José Moreira. São Paulo: Cultrix, 1981.
________________. Philosophical Papers 1913–1946. Edited by Robert S. Cohen and Marie Neurath. Dordrecht: Reidel, 1983.