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No YouScience do mês de novembro, Cecília Mouta conversa com Neilo Trindade, professor do programa de pós- raduação em física da USP e do programa de pós-graduação em ciência e tecnologia de materiais da UNESP. Neilo fala sobre sua trajetória acadêmica e como surgiu seu interesse em estudar a estrutura dos materiais e dosimetria. Durante a conversa, Neilo comenta sobre a importância de receber umprêmio como o Anselmo Salles Paschoa, que busca dar visibilidade ao trabalho de físicos negros, além de compartilhar os desafios de conciliar a paternidade com a carreira acadêmica. Por fim, Neilo expressa quais são suas apostas para o futuro da ciência dos materiais e dosimetria.
Neste episódio, Cecília Mouta conversa com Isaac Schrarstzhaupt, doutorando em saúde pública. O convidado comenta sobre a sua trajetória de uma carreira empresarial em processos gerenciais para estudos de epidemiologia no doutorado. Isaac comenta sobre seu trabalho na análise de dados epidemiológicos durante a pandemia de COVID-19, sobre a importância desses estudos para as tomadas de decisões dos governantes e destaca os desafios enfrentados no ambiente da pós-graduação.
Você pode entrar em contato com o Isaac pelo perfil @schrarstzhaupt no X e no Instagram.
A internet e as redes sociais mudaram a forma como produzimos e consumimos informação. Neste episódio, Erica Mariosa discute o significado de informação para comunicação científica e seus impactos na sociedade. Ao longo da conversa, Erica aborda temas como o papel social da verdade e a desinformação, que, longe de ser um fenômeno exclusivo das redes sociais, tem raízes profundas na história. Qual é, então, o impacto das redes sociais no cenário atual?
Por fim, Erica também argumenta sobre a importância de questionar a ciência sem cair na negação da mesma, além de compartilhar estratégias para o público identificar notícias verdadeiras, ressaltando a importância de verificar fontes e dados, e alertando sobre as características das notícias falsas.
Você pode entrar em contato com a Erica pelo Instagram @ericamariosa
https://www.blogs.unicamp.br/mindflow/
Para saber mais sobre o EBDC:
@ebdcevento
https://www.blogs.unicamp.br/ebdc/
Referências:
Yuri Castelfranchi
Lucia Santaella
Rita Laura Segato
Sueli Carneiro
BARBERO, Jesus Martin. Dos meios às mediações. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009.
No YouScience do mês de Outubro, Cecília Mouta conversa com José Otavio Baldinato, historiador da ciência e professor no departamento de química do Instituto Federal de São Paulo. Baldinato comenta sobre sua trajetória acadêmica, desde a decisão de cursar química até o surgimento do seu interesse por história da ciência. Durante a conversa, José Otavio comenta sobre seus estudos no mestrado e doutorado sobre o Michael Faraday e suas influências para divulgação de ciências e aponta para a importância o impacto da história da ciência na aprendizagem de ciências. Além disso, José Otavio Baldinato comenta sobre seu trabalho na pesquisa com a produção de material didático ilustrado contando sobre a história da química e de grandes nomes da química. Comentando sobre a história da química, JoséOtavio Baldinato comenta que não é correto o senso comum onde acredita-se que a química foi um cientificismo da alquimia. Por fim, José Otavio Baldinato tambémcomenta alguns episódios da história da química sobre descobertas importantes.
A física quântica surgiu no início do século XX revolucionou o entendimento científico do mundo, possuindo algumas interpretações dentro da comunidade. Em um cenário político e econômico de pós-guerra, aliado ao surgimento do movimento hippie, alguns físicos começaram a propor interpretações não convencionais, chamadas interpretações não-ortodoxas, da física quântica. Neste episódio, Marcia Tiemi Saito explica o que é física quântica e comenta como aconteceu a passagem para a esfera cultural e quais impactos o misticismo quântico trouxe para a sociedade e para a percepção de ciência.
Indicações de leitura
Sobre o fenômeno cultural do misticismo quântico:
- Osvaldo Pessoa (2010): O fenômeno cultural do misticismo quântico
- Marcia Saito (2019): A gênese e o desenvolvimento da relação entre física quântica emisticismo e suas contribuições para o ensino de ciências (teses USP)
- David Kaiser (2011): How the hippies saved PhysicsSobre a história da Física Quântica e os debates sobre seus fundamentos:
- KRAGH, Helge. Quantum generations: a history of physics in the twentieth century. Princeton: Princeton University Press, 1999.- FORMAN, Paul. A cultura de Weimar, a causalidade e a teoria quântica, 1918-1927: A adaptação dos físicos e matemáticos alemães a um ambiente intelectual hostil. Cadernos de História e Filosofia da Ciência supl. 2, p. 3-98, 1983.
- FREIRE JR., Olival. The Quantum Dissidents: rebuilding the foundations of Quantum Mechanics (1950-1990). Springer Heidelberg New York Dordrecht London, 2015.
Sobre história e filosofia da ciência e da circulação das ideias científicas:
- FLECK, L. Gênese e desenvolvimento de um fato científico: introdução à doutrina do estilo de pensamento e do coletivo de pensamento [1935]. Tradução: Georg Otte e Mariana Camilo de Oliveira. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2010.
Sobre o problema da demarcação na ciência e como lidar com o misticismo quântico, com a desinformação e a pós-verdade:
- GORDIN, M. The pseudoscience wars, 2012.
- PESSOA JR, Osvaldo. Análise de um típico argumento místico-quântico. In: SILVA, Cibelle Celestino; PRESTES, Maria Elice Brzezinski (orgs.). Aprendendo ciência e sobre sua natureza: abordagens históricas e filosóficas, São Carlos, 2013.
- FULLER, S. Post-Truth: Knowledge as a Power Game. London: Anthem Press, 2018.
- MCCOMISKEY, B. Post-Truth Rhetoric and Composition. Logan: Utah State University Press, 2017.
- MCINTRE, L.C. Post-truth. Cambridge, MA: MIT Press, 2018.- NICHOLS, T. The Death Of Expertise: The Campaign Against Established Knowledge and Why it Matters. New York: Oxford University Press, 2017.
- SAITO, M.T. A noção de verdade e a circulação do conhecimento científico em Fleck: elementos para uma reflexão sobre a era da pós-verdade. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 37, n. 3, p. 1217-1249, dez. 2020.
Neste episódio, Cecília Mouta conversa com Matheus Cavalcanti, doutorando em Dosimetria e Ciência dos Materiais na Unesp. O convidado comenta sobre a forma inusitada como decidiu fazer faculdade de física e, posteriormente, como seguiu pela área e dosimetria e ciência dos materiais. Ele sobre as experiências nos congressos, nacionais e internacionais e sobre sua a oportunidade de fazer um intercâmbio na África do Sul, além de destacar os desafios enfrentados e as conquistas alcançadas no ambiente da pós-graduação.
Você pode saber mais sobre o grupo de dosimetria da USP pelo instagram @dosimetria_usp ou pelo site https://sites.usp.br/dosimetry/
Neste episódio, Cecília Mouta conversa com Gabriel Chiarotti sobre o realismo científico, uma postura filosófica que investiga a natureza do conhecimento científico. A discussão gira em torno da existência de elétrons. Como essas entidades não são diretamente acessíveis, o realismo científico questiona se realmente entidades inobserváveis das teorias físicas, como os existem e qual é o nosso acesso a essas entidades. O debate também aborda nossas limitações epistêmicas em conhecer a realidade e se estamos realmente nos aproximando da verdade sobre a natureza. Ao longo da conversa, Gabriel explora os principais argumentos a favor e contra o realismo científico e discute os critérios mais eficazes para a escolha de uma teoria.
Você pode entrar em contato com Gabriel pelo e-mail [email protected] ou pelo instagram @gabrielchiarotti
Referências:
FRENCH, Steven. Ciência: conceitos-chave em filosofia. Tradução de André Klaudat. Porto Alegre: Artmed, 2009. (Capítulos 7 e 8).
DUTRA, Luiz Henrique de Araújo. Introdução à Teoria da Ciência. 4. ed. Florianópolis: Ed. UFSC, 2017. (Capítulo 4).
CHAKRAVARTTY, Anjan. “Realismo Científico”. Tradução de Tiago Oliveira. In: Textos selecionados de filosofia da ciência – Dissertatio UFPel. Pelotas: NEPFIL, 2021. (Capítulo 3). Disponível em: https://repositorio.ufpel.edu.br/handle/prefix/7982.OKASHA, Samir. Realismo e antirrealismo. Tradução de L. H. Marques Segundo e Sérgio R. N. Miranda. In: Crítica na Rede, 2011. Disponível em: https://criticanarede.com/realismo.html#:~:text=Samir%20Okasha&text=O%20realismo%20sustenta%20que%20o,plaus%C3%ADvel%20do%20que%20o%20idealismo.SILVA, Marcos Rodrigues da. “Realismo e Antirrealismo: aspectos introdutórios de uma discussão sobre a natureza das teorias”. Revista Ciência & Educação, v. 5, n. 1, p. [incluir páginas], 1998. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ciedu/a/DGLtTsbjtKD375sn9wJCvqv/?lang=pt.VAN FRAASSEN, Bas. A imagem científica. Tradução de Luiz Henrique A. Dutra. São Paulo: Discurso Editorial, 2007.
HACKING, Ian. Representar e Intervir: tópicos introdutórios de filosofia da ciência natural. Tradução de Pedro Rocha de Oliveira. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2012.
GHINS, Michel. Uma introdução à metafísica da natureza: representação, realismo e leis científicas. Curitiba: Editora UFPR, 2013.
Neste episódio, Cecília Mouta conversa com Eder Cassola Molina, geofísico formado pela USP. Durante a conversa, Eder comenta sobre sua carreira acadêmica e suas pesquisas voltadas para a área de gravimetria e campo magnético da Terra.
Neste episódio, Cecília Mouta conversa com Gabriel Teixeira, doutorando em Astrofísica no CBPF. O convidado comenta como surgiu o interesse de fazer faculdade de física e, posteriormente, como seguiu pela área de astrofísica. Ele comenta sobre sua pesquisa, queutilizada muita programação e inteligência artificial, e como está sendo fazer uma transição de tema dentro do doutorado em andamento. Também compartilha como é seu dia a dia na pesquisa e como concilia isso com seu trabalho de professor substituto na UFRJ, além de destacar os desafios enfrentados e as conquistas alcançadas no ambiente da pós-graduação.
Quem quiser entrar em contato com Gabriel:
@gaabri.ell
Neste episódio, Cecília Mouta conversa com Carlos Geraldino sobre a relação mútua entre o homem e o meio e como essa relação afeta diversas esferas. Ele comenta que devido a uma característica desenvolvida pelos humanos há milhares de anos atrás – o pensamento simbólico -, nossa relação com o meio é muito singular.Nós passamos a buscar sentido. Assim, a geografia, além de abranger as esferas física e social, adquire também uma dimensão simbólica.
Ao longo da conversa, Carlos Geraldino questiona como essa característica humana se relaciona com a ciência, dado que a ciência explica como a natureza funciona, mas não explica por que a natureza é de tal maneira. A narrativa vem, então, de encontro à nossa necessidade de dar sentido. Dessa forma, Carlos Geraldino comenta como povos originários, como os Yanomamis, e outras esferas do conhecimento como arte, religião e política, trabalham essa construção de sentido e enfatiza a importância da ciência de abraçar e adotar narrativas que possibilitem criar melhores relações com a sociedade e com o meio.
Além disso, Geraldino argumenta sobre o impacto do meio na distribuição da biodiversidade do planeta e comenta sobre a proposta do seu trabalho de doutorado ao ler Darwin como um geógrafo.
Referências:
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
DARWIN, Charles. A Origem das Espécies. Tradução de Carlos A. S. Leme. São Paulo: Editora Paulus, 2005. (Originalmente publicado em 1859).
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Metafísicas Canibais: Elementos para uma Antropologia Pós-Colonial. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
AB'SABER, Aziz Nacib. Os Domínios da Natureza no Brasil: Aspectos de Geografia Física e de Geologia. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2003.
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