Como ser mãe sem ter sido filha?
Luana nasceu em uma família de boa condição de São Paulo, mas foi confiada a uma guardiã quando tinha apenas três meses de idade. Foi na periferia, longe do conforto material, que ela cresceu sob os cuidados dessa mulher — que a amou e protegeu na pobreza e na extrema pobreza — até sua morte, quando Luana tinha 11 anos.
A partir desse momento, foi reintegrada a sua família biológica e criada pela bisavó, pela avó materna e pela tia avó — sua tia mãe.
Quem vê Luana hoje talvez nem imagine essa história. Vê apenas a mãe da Nina, a jornalista culta, sorridente, bem-sucedida. Poucos sabem que ela se construiu a partir de lacunas, de segredos familiares que, até hoje, não foram todos revelados.
Neste episódio da ONDA, Luana compartilha sua busca pela própria história, fala da riqueza que vem das suas múltiplas vidas e da aldeia de mães e mulheres que a inspiram todos os dias na sua maternidade.
Obrigada Luana por mostrar que a maternidade é um compromisso com a verdade.