Shalom! Seguimos juntos no projeto Vivendo o Mês daBíblia 2025: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). Hoje vamos refletirsobre uma figura fundamental para a compreensão da fé cristã segundo São Paulo:Abraão, o pai da fé e da esperança.
Depois de proclamar que a justificação vem pela fé enão pelas obras, Paulo apresenta um exemplo concreto, familiar aos judeus esignificativo para todos nós: Abraão. Ele é lembrado não apenas como opatriarca do povo de Israel, mas como modelo de fé para toda a humanidade.
Paulo começa perguntando: “O que alcançou Abraão,nosso pai segundo a carne?” (v.1). E responde que não foi pelas obrasque Abraão foi justificado, mas pela fé (v.3). Ele cita Gênesis 15,6: “Abraãocreu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.” Aqui está a chave daargumentação paulina: Abraão foi justificado antes mesmo da circuncisão e daLei, ou seja, antes de qualquer sinal externo ou prática religiosa.
Isso tem um peso imenso na teologia da salvação. ParaPaulo, Abraão é o paradigma de quem confia plenamente nas promessas de Deus,mesmo quando tudo parece impossível. Ele acreditou que Deus poderia dar vidaonde havia morte — Sara era estéril, ele era idoso — e, por isso, tornou-se paide muitos povos.
E mais: essa fé de Abraão, que acreditou “contra todaesperança” (v.18), é sinal da fé cristã que confia na ressurreição de Jesus.Assim como Abraão acreditou que Deus poderia dar vida a um filho impossível,nós cremos que Deus ressuscitou Jesus dos mortos. E é esta fé que nosjustifica, como justificou Abraão.
Abraão, então, é o elo entre o Antigo e o NovoTestamento, entre a antiga e a nova aliança, entre Israel e a Igreja. Emsua vida vemos o que é a verdadeira fé: não um sentimento vago, mas umaadesão total ao Deus que chama, promete e cumpre.
Paulo nos convida a imitar Abraão: “Não vacilou nafé, mesmo diante da promessa, mas fortaleceu-se, dando glória a Deus”(v.20). Ele creu, mesmo sem ver. E sua esperança não foi frustrada. Essa é amesma lógica da nossa caminhada de fé: esperar contra toda esperança,acreditar quando tudo parece perdido, confiar quando a lógica humana não vêsaída.
Por isso, este capítulo é um verdadeiro hino à fé vivae à esperança ativa. Fé que não se apoia em aparências, mas na fidelidade deDeus. Esperança que não se baseia em probabilidades, mas no amor do Pai quenunca falha.
🧩 Aplicaçãoà vida:
Estamos sendo convidados a sair da segurança das obrashumanas e a confiar de verdade nas promessas de Deus. Como Abraão, talveztenhamos promessas ainda não realizadas, esperas longas, cruzes pesadas. Mas aesperança não decepciona porque Deus é fiel. E se Ele prometeu, Elecumprirá.
🕊 Palavrade esperança:
Mesmo quando tudo parecia perdido, Abraão creu. Sua féatravessou a impossibilidade e gerou vida. Também nós somos chamados a esperarcontra toda esperança, confiando que o Deus que prometeu é fiel.
🙏 Oremos:
Deus de Abraão, Pai dos crentes, ensina-nos a confiarcomo Teu servo confiou. Dá-nos uma fé firme mesmo nos desertos da vida.Fortalece nossa esperança quando tudo parecer contrário. E renova em nós acerteza de que Tu és fiel em todas as Tuas promessas. Amém.
📌 No próximo episódio: “Paz com Deus e alegria na esperança (Rm5,1-11)”. Agora que compreendemos a fé de Abraão, vamos colher os frutos dajustificação: paz, alegria e esperança em abundância. Até lá!