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Em 2019, a gente recebeu Dani Rosendo para um episódio todinho sobre Ecofeminismo e a ética do cuidado e, desde então, queríamos trazer mais um episódio dedicado ao tema. Em meio às discussões sobre gênero, feminismos binários e sua transfobia, achamos que era o momento perfeito e convidamos Maria Alice Silva para conversar com a gente.
Maria Alice é Professora de filosofia e Doutora em Ética e Filosofia Política. Tem tese, artigos e livro publicado sobre o assunto e vem responder a pergunta que mais recebemos: o ecofeminismo é biologizante ou existe um ecofeminismo queer? Bora descobrir a resposta pra isso e muito mais juntas nessa conversa que está boa demais!
As Olimpíadas de Tóquio acabaram, mas continuamos no clima! Mesmo com muitas críticas ao evento, especialmente, acontecendo em meio a pandemia, não deixamos de reconhecer sua importância e o quanto ela tem a capacidade de mexer com nossas emoções.
Vivemos 17 dias de fuso horário trocado, muitas vitórias e com tantas cenas incríveis que ficarão na memória por um bom tempo. Por isso, convidamos nossa querida Mari Bastos pra conversar com a gente sobre o tema! Mari é jornalista e tradutora, produz conteúdo sobre feminismo, não-monogamia e, agora, descobrimos agora que sobre esportes também. Ela foi jornalista esportiva por muitos anos, cobriu algumas Olimpíadas é idealizadora do projeto “Intrusas — um olhar feminista sobre o esporte”.
Decidimos gravar esse episódio extra para conversar com vocês sobre nossos posicionamentos e transformações ao longo desses anos.
Semanas atrás fizemos um post marcando nossa posição em não tolerar transfobia e isso gerou vários questionamentos sobre os princípios do podcast e se faria sentido ou não ainda falar sobre a Política Sexual da Carne, visto que alguns posicionamentos passados da autora Carol J. Adams seguem a linha de um feminismo radical baseado na segunda onda do feminismo lá dos anos 60/70. Nos seus textos, ela fala sobre as opressões a partir do potencial reprodutivo das mulheres e fêmeas de forma binária, baseada nos dois gêneros impostos por essa sociedade cisheteronormativa. Pois bem, aqui vai esse episódio que já queríamos gravar faz tempo, mas só agora surgiu a urgência de publicá-lo. Escutem, conversem com seus amigues sobre isso, leiam mulheres, todas as mulheres, não somente as cis/brancas-europeias e vamos conversar mais sobre essa construção conjunta de sociedade.
Não é novidade nenhuma que somos fãs do projeto O Joio e o Trigo, e também do Prato Cheio, o podcast do Joio. As matérias, episódios e livros, lançados em parceria com a Editora Elefante, ajudaram e seguem ajudando na nossa construção política e fazem parte de vários episódios por aqui.
Por isso, convidamos João Peres, um dos fundadores do Joio, para contar um pouco mais pra gente sobre essa história e conversar sobre os a construção e os profundos impactos do sistema alimentar na nossa sociedade.
"Na mesma medida em que Satanás desdramatiza seus traços, cresce, paralelamente, a demonização do inimigo, que ganha características satânicas" escreve Humberto Eco na coletânea História da Feiúra. Com essa frase, trazemos Tupá Guerra pra conversar sobre bruxas, demônios e como que foi construído no imaginário popular o pânico satânico ao longo dos séculos da cultura ocidental. Tivemos já vários casos de populismo midiático pautado no medo e que resultam na perseguição de crenças religiosas e pessoas que fogem dos padrões morais cristãos.
Tupá, como ela mesma explica no episódio, estuda demônios. Se eles existem ou não é irrelevante. O que interessa é como que a crença neles determina comportamentos na sociedade e, como vimos no caso mais recente do Lázaro, quem paga por essas ações. Bora então fazer as perquntas que fazemos todos os dias: como e por quê?
Chamamos o Chavoso da USP pra ocupar aqui o espaço do Outras Mamas e conversar sobre as manifestações, o quanto a mídia burguesa influencia na nossa sociedade, como a educação poder ser uma perpetuação do sistema ou uma ferramenta de revolução e, claro, sobre veganismo. Thiago Torres é da região extremo norte da cidade de São Paulo, a Brasilândia e estuda Ciências Sociais na USP. Ele criou o canal Chavoso da USP em 2019, hoje tem mais de 215 MIL inscritos e muitos fãs na internet, inclusive a gente, tem também um podcast com mais uma galera da quebrada, o Quebradacult e faz parte do Boteco Comunista com mais vários camarades incríveis.
Em 2019, fizemos um episódio sobre Não-monogamia com a Sandra Guimarães e Isa Saldanha e foi um sucesso gigante, nosso recorde de plays! Desde lá, sabíamos que esse assunto voltaria mais algumas vezes por aqui e aproveitamos a semana do tal dia des namorades pra isso! Que tal refletir também sobre como nos relacionamos e outras formas de se relacionar?
Convidamos hoje Anita Bertelli e Ana Paula Fernandes, do projeto Afetos Insurgentes pra conversar com a gente sobre não monogamia, afetos e relacionamentos políticos e revolucionários.
É uma questão de tempo para batermos a marca de meio milhão de mortes (oficiais) por COVID-19 no Brasil, chegamos nesse número assustador por conta de um vírus e um presidente e sua equipe, seus apoiadores. Acompanhamos a CPI da Covid chocadas mas não surpresas, o absurdo ali na nossa cara. Por isso, acreditamos que não podemos mais esperar sentades, o povo se não morre do vírus, morre de fome. É tanta coisa que nos tira nossa dignidade, nossas perspectivas de futuro, que a única saída é a gente se unir, povo na rua e #ForaBolsonaro antes mesmo das eleições de 2022.
Tá em dúvida? Com medo? Pois ouve esse episódio pra se animar e ver como se proteger durante os atos, além de como apoiar os atos, caso você realmente não possa ir. Se cuidem, cuidem dos outros e bora pras ruas!
Vamos propor hoje um exercício de imaginação: feche os olhos e imagine um mundo sem hierarquias, sem competição, a ordem não é o lucro e sim ajuda mútua. Imaginou? Pois hoje vamos falar como as artes, especialmente, a ficção científica e a fantasia podem nos ajudar a fazer esse exercício imaginativo, pensar que existem e podem existir diferentes mundos, e não só esse mundo binário, explorador e limitado que o capitalismo nos impõe.
E pra falar sobre esse tema, trouxemos pro episódio o livro: Os Despossuídos, da Ursula K. Le Guin, que a Editora Aleph nos enviou. Temos vários amigues e pessoas que admiramos que são fãs da obra e da escritora, e não é por menos, Ursula é uma das maiores escritoras do gênero, premiadíssima e usa sua escrita pra jogar a gente em mundos novos, cheios de possibilidades, contradições, dilemas.
E aí, como estão os ânimos hoje? Difícil encontrar uma pessoa em 2021 que não esteja se sentindo ou melancólica, ansiosa, deprimida, exausta. Nunca falamos e ouvimos tanto sobre SAÚDE MENTAL, a importância de nos cuidarmos e o quase jargão da nossa geração: FAÇA TERAPIA! E, especialmente, num momento de crise geral a gente se pergunta: é possível cuidar individualmente da nossa saúde mental? A tarefa de estar bem é 100% responsabilidade do indivíduo? Existe uma saúde independente do meio social ou tá tudo interligado?
Convidamos nossa querida amiga Camila Leonel, do perfil @camilaleonel.psi, que é psicóloga Junguiana, bordadeira e recifense, pra conversar com a gente hoje sobre esse tema que tanto nos atinge. Bora nessa?
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