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Final de ano chegando e aquele cheirinho de comida, casa cheia e família reunida já vem junto e com esse combo, vem sempre a pergunta: será que mesmo com uma postura questionadora sobre alimentação, indústria, normas sociais, relações, conseguimos manter um vínculo de memória com a nossa comida? Convidamos, então, a querida Carol Dini, do perfil @cebolanamanteiga pra conversar com a gente sobre essa relação entre comidas e afetos.
Falamos sobre a tradição do Natal e como tudo é uma grande cena que um dia nos passaram o roteiro e assim seguimos sem muito entender. O porque da data, a comida que temos que comer e quando, os presentes, a família, a decoração, tudo! Nossa ideia não é jogar água fria nas festas, mas colocar na mesa o jeitinho outras mamers de ser: porque fazemos as coisas sempre do mesmo jeito e como podemos transformar esses momentos sem perder os afetos e as memórias com as pessoas que gostamos.
Mais um episódio sobre filme, o último do ano! Dessa vez escolhemos o documentário Jane: a mãe dos chimpanzés, que está disponível no Disney+. O filme foi dirigido pelo premiado Brett Morgen e nos presenteia com imagens muito ricas do início da carreira da pesquisadora, anotações, fotografias e entrevistas recentes com Jane, belíssima, aos 84 anos.
Jane Goodall é inglesa e desde pequena sonhava em conviver de perto com os animais e viver na África. Em 1960, quando Jane visitava uma amiga no Quénia, conheceu o prestigiado antropólogo Louis Leakey, com quem conseguiu uma bolsa para poder recolher dados sobre os chimpanzés na natureza e para estudar as suas semelhanças com os humanos. Mesmo sem diploma universitário ou qualquer experiência com trabalho de campo na época, Jane conseguiu realizar seu sonho. Ali, mesmo com pouca ou nenhuma estrutura ou apoio, fez várias descobertas importantes que lhe asseguraram uma posição entre os melhores cientistas de campo e ativistas pelos direitos dos animais do século XX.
Bora pra Gombe com a gente?
Simone de Lima é mais uma daquelas mulheres que a gente ama ouvir e admirar, bióloga, professora aposentada de Psicologia na Universidade de Brasília, ativista vegana, feminista, atua há 17 anos em ONGs e coletivos em defesa dos animais, membra da União Vegana de Ativismo e com muitas histórias pra compartilhar com a gente.
Hoje, Simone mora nos Estados Unidos e trabalha como voluntária no @poplarspringsanctuary , santuário que fica na cidade de Poolesville, Maryland. Sua visão e relação com os animais nos toca e nos lembra que cada animal é um indivíduo único, com suas preferências, manias e vontades. Ela conta história do Hamilton, o pombo da foto de capa desse episódio, e muitos outros animais que nos fizeram chorar e esperamos emocionar vocês também!
O Conversas Sinceronas foi uma ideia que surgiu de episódios mais curtos, que lançaremos sempre que rolar uma necessidade de trocar uma ideia mais direta com vocês, seja um desabafo, comentando algum tema que tenha tido destaque na semana, compartilhando nossos sentimentos e por aí vai.
Hoje, vamos falar sobre feminismos e a questão de gênero, especialmente a partir dos episódios de transfobia que vimos acontecer recentemente nas redes em declarações de algumas feministas radicais. Falamos brevemente sobre nossa trajetória no feminismo e o que isso impactou também no Outras Mamas. Bora conversar?
E vamos de mais um episódio sobre livro. Dessa vez, escolhemos o que podemos chamar de thriller ecológico, o impactante Sobre os ossos dos mortos (Todavia, 2019, trad. Olga Bagińska-Shinzato) da polonesa Olga Tokarczuk e que foi muito comentado por vocês, especialmente no nosso querido grupo do telegram.
Narrado em primeira pessoa pela sra. Janina Dusheiko, o livro vai nos conduzir por algumas mortes misteriosas que acontecem no vilarejo em que ela mora, numa região remota da Polônia já na divisa com a República Tcheca. Nossa personagem principal e narradora é essa figura que não atende os esteriótipos de uma senhorinha aposentada, sempre denunciando os machismo, etarismos que a cercam e, claro, a morte indiscriminada dos animais na região.
Nesse domingo, 15 de novembro, acontecem as eleições municipais em todo Brasil (exceto Distrito Federal), com um segundo turno marcado para 29 de novembro. Nas novas datas estipuladas, os eleitores escolherão os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos 5.570 municípios do país. Ao todo, serão preenchidos 67,8 mil cargos públicos eletivos.
Não poderíamos deixar de trazer esse tema nesse 2020 todo atípico. O que esperar dessas eleições? Eleger prefeitos e vereadores muda alguma de fato alguma coisa? Pra quem?
Vem com a gente conversar sobre como as eleições municipais podem mudar o cenário político aqui e agora!
Enfim, a hipocrisia: as incoerências (ou não) que praticamos sendo veganas.
Esse título surgiu a partir de um episódio que aconteceu no programa A Fazenda, da Record e rendeu muitos memes e comentários das redes sociais. Aproveitamos essa história, que parece superficial e sem sentido, pra falar dessa e de outras contradições que podem existir no veganismo. Como você vão ver, algumas são grandes piadas e outras carregam dilemas que são intensamente debatidos dentro do movimento. Então vem com a gente e diz, quais são as contradições ou dilemas que você vê no veganismo?
Ana Paula Salviatti é historiadora e mestra em História Econômica pela USP, doutoranda pelo Instituto de Economia da Unicamp, pesquisadora e professora. Ela também tem um podcast, o Kanal Marx, um podcast para leitura dO capital, maravilhoso, recomendamos maratonar sem dó!
Conversamos com Ana sobre porque falar de economia é tão importante, especialmente pra gente que tem uma visão crítica do sistema capitalista, sobre como tudo dentro desse sistema é transformado em mercadoria, inclusive, e principalmente, nós mesmos e como podemos mudar o mundo, mudando a nossa própria perspectiva. Muitas dúvidas, questionamentos e aprendizados, ouvir a Ana Paula é ter uma aula sobre a vida.
Sabemos que esse episódio é uma lapada de informação e nosso objetivo era fazer vocês se apaixonarem também pela professora Ana e o jeitinho especial que ela dá uma tijolada na nossa cabeça, mas se quiserem ler as muitas referências citadas, só entrar no nosso blog no https://medium.com/outras-mamas-podcast !
A história do Outras Mamas com o Frankenstein e sua criadora Mary Shelley é antiga. Lá no início no episódio 08 — A parte que faltou na história já falávamos dela e de seu monstro vegetariano, graças ao capítulo todo dedicado a ele no nosso querido A Política Sexual da Carne, de Carol J Adams.
Hoje resolvemos aprofundar no tema e falar sobre o filme biografia que estreou na Netflix em 2018, quando Frankestein completou 200 anos. O filme tem direção da cineasta saudita Haifaa al-Mansour, roteiro de Emma Jensen e quem dá vida a Mary Shelley é a maravilhosa Elle Fanning.
Precisamos então avisar que esse episódio contém spoilers! Entre críticas e elogios, contamos a história do filme e da Mary Shelley aprofundado nas teorias feministas, vegetarianas e experiências que levaram a autora a escrever um dos maiores sucessos literários do mundo.
A maioria de nós carrega uma visão um tanto pejorativa e equivocada do que é anarquismo. Facilmente associado a bagunça e desordem, essa ideologia tão antiga e rica acaba sendo descartada na nossa busca por um norte pra lutar.
Nesse episódio, Sandra Guimarães vai nos dizer o que de fato é anarquismo através de seus estudos e vivências e como é coerente ser anarquista e, ao mesmo tempo, vegana e feminista. Se estamos falando em acabar com todas as formas de opressão e qualquer tipo de dominação de todos os seres, o anarquismo é um dos caminhos. Vamos aprender juntes?
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