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Um post da nossa querida Camila Mantovani sobre a vaca Marília foi uma das motivações pra gente fazer um episódio dedicado a falar da indústria do leite e, com todos os desdobramentos, falar também das ameaças ao nosso Guia Alimentar da população brasileira. Conversamos um pouco sobre a prática, a história e o mercado crescente de laticínios no Brasil e qual a importância desses alimentos no dia a dia do brasileiro.
A gente já falou no Guia nos episódios #18 com a Ju Gomes, #40 com a Ale Nahra, #59 com a Cris Maymone, mas quando foi no início de setembro tornou-se pública a notícia de que a atual Ministra da Agricultura Pecuária e Abastecimento, nossa não-querida musa do Agro, Tereza Cristina, enviou um ofício ao Ministério da Saúde, solicitando a revisão do Guia Alimentar para a População Brasileira. Esse ofício acompanhava uma nota técnica que tentava negar as evidências científicas que atestam os malefícios à saúde provocados pelos produtos ultraprocessados.
Trouxemos então a Giovana Cezar, nutricionista graduada pela Unicamp, vegana e ativista alimentar e pelo meio ambiente pra trocar uma ideia sobre essas questões cada dia mais relevantes pra nós e pro mundo!
Motivadas pelas nossas histórias de adoção dos peludos nos últimos meses, resolvemos fazer esse episódio gostoso pra dividir com vocês a delícia que é adotar um, ou vários bichinhos.
Hoje existem cerca de 140 milhões de animais domésticos no Brasil, entre cães, gatos, peixes, aves e répteis e pequenos mamíferos. Os animais abandonados não estão incluídos nesse número, ou seja, tem muito bichinho sem casa precisando dos nossos cuidados. E aí entra o trabalho tão importante das ONGs e protetores independentes.
Falamos sobre a questão do aumento do número de adoções durante a quarentena e também o aumento do número de abandonos e devoluções, o quanto essa questão dos animais domésticos é um problema criado pelo ser humano, ampliado pelo capitalismo, ligado a tantos outros problemas e é nossa responsabilidade então cuidar desses animais que precisam (e merecem) todo o amor do mundo.
Obrigada Thalita, Lucas, Lui e @larissamaluf que enviaram relatos tão bonitos e nos ajudaram a construir esse episódio tão especial!
Resolvemos fazer mais um episódio sobre livro, finalmente, como muitas pessoas já pediram e vamos fazer com maior frequência a partir de agora. Dessa vez, o livro escolhido pra ter uma resenha sob o nosso olhar feminista e vegan é A Vegetariana, lançado aqui no Brasil pela editora Todavia.
A Vegetariana é um livro da autora sul-coreana Han Kang, que ganhou o Man Booker International Prize de ficção em 2016 com esse livro. A autora Han Kang nasceu na Coreia do Sul, estudou literatura e já ganhou vários prêmios pelos seu romances, mas A Vegetariana foi a que fez ela ficar conhecida mundialmente.
A ideia pra escrever o livro veio a partir de uma frase de um poeta também coreano chamado Yi Sang em que dizia “Acho que os humanos deveriam ser plantas” e a partir daí ela cria uma história louquíssima que nos engole de dentro pra fora, literalmente.
Bora ouvir e conversar sobre o livro?
O que veganismo tem a ver com marxismo? Tem muita coisa a ver! Por isso, convidamos Dafne Sena, pra falar de uma vez por todas com nossos camaradas marxistas que ainda não abraçaram o veganismo na sua luta e, também, mostrar para quem ja luta pela libertação animal, como uma abordagem marxista do antiespecismo pode ser eficaz. Que saber mais? Então escuta o episódio e vem com a gente!
Dafne é feminista, vegana, advogata, militante ecossocialista na Coletiva Rebelião e pre cocandidata a vereadora de SP pela Bancada Feminista do PSOL.
Há menos de duas semanas chegamos ao Dia da Sobrecarga da Terra (#overshootday): 22 de agosto é o momento de 2020 em que nós passamos a demandar mais recursos naturais e serviços ecossistêmicos do que a Terra é capaz de regenerar em um ano. Mas o que isso quer dizer, na prática?
Nesse episódio conversamos sobre isso e as possíveis soluções e práticas individuais e coletivas que precisamos fazer pra adiar, ou melhor, acabar com o Dia de Sobrecarga da Terra. Vamos nessa?!
Lana de Holanda é comunicadora, mulher trans, travesti, feminista, ecossocialista, vegana, ex-assessora de Marielle Franco. E temos a honra de ouví-la nesse episódio!
São tantas coisas pra falar com Lana, que ficamos pensando como conduzir, onde aprofundar e que título colocar, enfim, gravamos! Compartilhamos com ela a luta antiopressões, o feminismo, o ecossocialismo, o veganismo e que temos muito pra ouvir e aprender sobre a questão trans e suas vivências. De tantas coisas que foram faladas conversa, no fundo falamos sobre uma coisa só: sobre transformar o mundo! E aí que um episódio foi muito pouco pra tudo isso (vocês vão sentir que ficou aquele gostinho de quero mais!), então, fica aqui a promessa de uma parte 2.
Taí um assunto que a gente gosta mesmo de falar: nossa relação com a internet, como usamos, porque usamos, quanto e quando usamos. Resolvemos trazer nossas novas percepções, especialmente, nesse momento que estamos vivendo de pandemia. O que pra um brasileiro já era notícia ruim demais a todo momento, desde março que somos ainda mais bombardeadas com números, histórias, alertas, lives, correntes, challenges e tudo isso afeta demais a gente, seja como uma coisa boa que nos acalma e diverte, seja como fonte de informação, que nos ensina e também que nos apavora, anima, mas cansa e bagunça nossa cabeça.
Voltamos então láaa no início dessa história pra relembrar da época da internet discada e como avançamos tão rápido nesse cenário até os dias de hoje.
A arte da capa desse episódio é do Sharm Murugiah.
O Agro pode ser muita coisa mas, definitivamente, não é pop e nem é o motor da economia brasileira. Agrotóxico tem em todo lugar e tipo de alimento, in natura, industrializado e em animais. Transgênicos é um papo mais complicado ainda. Estamos de volta com a nossa amiga, ídola, companheira de luta e agora de podcast, Juliana Gomes, do blog Comida Saudável para Todos pra falar do seu último projeto, o Jornal do Veneno! Como a própria Ju diz, esse é um o jornal em formato de podcast que fala de tudo que a indústria e o agronegócio fazem de ruim com a nossa comida e nem mesmo deveria existir no nosso mundo ideal.
Mas e aí, como fazer pra lutar contra isso? Vem com a gente, se informar e fortalecer as alternativas de criação de novos sistemas alimentares, muito mais saudáveis pra gente, pros animais e pro planeta.
O Bem Viver é nosso horizonte de construção, ao mesmo tempo que é prática diária, é descolonizar nossos desejos, nossos conceitos, é apoiar e exercitar alternativas que fogem a essa lógica desenvolvimentista e produtivista do sistema capitalista, é se basear na noção de que não existimos individualmente e somos todos parte de um grande organismo, nós, animais e a natureza.
E pra falar sobre esse assunto tão importante nossa convidada do dia é Nádia Nádila, advogada, nordestina, ecossocialista, marxista humanista, vegana e feminista. Militante do @subvertamos e co-fundadora do @bancodetempobrasilia. A luta da Nádia nos inspira a fazer, a não aceitar o sistema vigente e sim ser mais uma agente na construção diária de outra forma de se organizar, uma forma em que o que vale é a comunidade, a solidariedade, a abundância.
Quem aí é sempre o único vegano do rolê? Que ouve todas as vezes as mesmas piadinhas no almoço de família ou no happy hour da firma? Que sabe quando chega um convite de casamento ou quando tá chegando o Natal que sua alimentação vai virar assunto entre a galera?
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