A Eletrobras está bem perto de ser privatizada. Neste episódio você vai saber como isso seria feito, como pode impactar a vida dos brasileiros e como o dinheiro da venda de fatias da empresa será usado. E claro, um pouco de história. Até a década de 50, toda a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil era controlada por empresas privadas, sejam nacionais ou até estrangeiras. Isso atrapalhava muito o desenvolvimento nacional, afinal, fica a critério dos interesses privados expandir a rede. O País não tinha o menor controle disso. Por isso havia um grande déficit de fornecimento de energia. Quem tem mais de 30 anos e conversou com um avô, uma avó, principalmente em cidades mais afastadas das grandes capitais certamente ouvirá de um tempo sem luz em casa. Claro que isso existe até os dias de hoje, mas até a década de 70, 52% das casas brasileiras não tinham energia. Foi neste contexto, que Getúlio Vargas voltou ao poder. Logo de cara ele atacou as empresas estrangeiras, apontando que elas não atendiam as demandas da população. E propôs a solução, a criação de uma forte empresa estatal para o setor elétrico. O projeto da Eletrobras foi finalizado em 1954, mas ainda demorou oito anos para finalmente ser constituída, em 1962, durante o Governo de João Goulart. A empresa ficava responsável por realizar estudos, projetos, construções e operações de usinas produtoras e linhas de transmissão e distribuição de energia. Hoje, a empresa é controladora de 48 usinas hidrelétricas, 12 termelétricas a gás natural, óleo e carvão, duas termonucleares, 62 usinas eólicas e uma usina solar. Além disso, a empresa é dona de 71.153,60km de linhas de transmissão no país. A Eletrobras produz energia suficiente para atender cerca de 1/3 do consumo anual de energia no Brasil.