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Algumas vezes - ouviste-me comentar isso com frequência -, fala-se do amor como se fosse um impulso para a autossatisfação, ou um mero recurso para completar de modo egoísta a própria personalidade.
- E sempre te disse que não é assim: o amor verdadeiro exige que saiamos de nós mesmos, que nos entreguemos. O autêntico amor traz consigo a alegria: uma alegria que tem as suas raízes em forma de Cruz (São Josemaria, "Forja", n. 28).
“Ela pisa com os seus calcanhares as sarças secas do inverno e, a seus pés, já florescem as rosas da primavera. Ela nos lança o seu rosário convidando-nos a subir. Sim, Mãe de Deus, imagem Dele: contigo queremos ir subindo, de rosa em rosa, até chegar à felicidade infinita” (Paul Claudel, “Señor, enseñanos a orar!”, Excelsa, Buenos Aires, 1946, p. 73-74).
A nossa entrega nos confere como um título – um direito, vamos dizer assim – às graças convenientes para sermos fiéis ao caminho que empreendemos um dia, porque Deus nos chamou. A fé nos diz que, qualquer que seja a circunstância pela qual atravessemos, essas graças não nos faltarão se não renunciamos voluntariamente a elas. Mas nós precisamos cooperar.
Deste modo vos asseguro que o diabo se afasta, porque não cabe, não encontra espaço na alma de quem quer estar unido a Deus, que coloca os meios e não se fecha na sua solidão (São Josemaria).
“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 56).
Não humanizamos nós a Deus Nosso Senhor quando o recebemos: é Ele quem nos diviniza, nos eleva, nos levanta. Jesus Cristo faz o que a nós é impossível: sobrenaturaliza nossas vidas, nossas ações, nossos sacrifícios. Ficamos endeusados (SãoJosemaria, Apuntes de la predicación, 06/70).
Ó Deus todo-poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos.
Motivações extrínsecas: aquilo que nos faz obter, do nosso entorno, uma recompensa tangível ou intangível, pelas nossas ações;
Motivações intrínsecas: a satisfação interior e o aprendizado que podemos adquirir, de acordo com a interação com o meio;
Motivações transcendentes: dar ou querer dar / contribuir com algo que está no nosso meio.
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