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"Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo" (Mt 2, 2). Foi o que aconteceu conosco. Nós também percebemos que pouco a pouco se acendia na alma um novo resplendor: o desejo de sermos plenamente cristãos; se assim me posso exprimir, a ânsia de tomarmos Deus a sério. Se cada um de nós se pusesse agora a contar em voz alta o processo íntimo da sua vocação sobrenatural, os outros perceberiam que tudo isso era divino. Agradeçamos a Deus Pai, a Deus Filho, a Deus Espírito Santo e a Santa Maria, por meio da qual nos vêm todas as bênçãos do céu, este dom que, juntamente com a fé, é a maior graça que o Senhor pode conceder a uma criatura: o firme anseio de alcançar a plenitude da caridade, na convicção de que não só é possível, como também necessária, a santidade no meio das ocupações profissionais, sociais... (São Josemaria, "É Cristo que Passa", n. 32).
“No meio de crises e tempestades, o Senhor interpela-nos e convida-nos a despertar e a ativar esta solidariedade capaz de conferir solidez, apoio e um sentido a estas horas em que tudo parece naufragar. A criatividade do Espírito Santo nos encoraje a gerar novas formas de hospitalidade familiar, fraternidade fecunda e solidariedade universal” (Papa Francisco, Audiência, 02/09/2020).
Faz-me tremer aquela passagem da segunda epístola a Timóteo, quando o Apóstolo se dói de que Demas tenha fugido para Tessalônica, atrás dos encantos deste mundo... Por uma bagatela, e por medo das perseguições, atraiçoa a tarefa divina um homem que São Paulo cita, em outras epístolas,
entre os santos. Faz-me tremer, conhecendo a minha pequenez; e leva-me a exigir de mim fidelidade ao
Senhor até nos fatos que podem parecer indiferentes, porque, se não me servem para unir-me mais a Ele, não os quero! (São Josemaria, "Sulco", n. 343).
Na vida, é preciso amar, filhas e filhos meus. Quem não sabe ou não quer fazê-lo, é um pobre infeliz, que se encerra no seu egoísmo, e não encontra senão motivos de amargura, suscetibilidades, preocupações, tristezas. Muitas vezes, quando tropeçamos com obstáculos deste tipo no nosso caminho pessoal, a explicação está em que encolhemos o coração. Não o damos inteiramente ao Senhor, ou pomo-nos a perder o tempo, prendendo-nos em laços daqui de baixo.
Para perseverar fielmente, delicadamente, é preciso amar. Amar, dando; amar, guardando-nos para Ele, com a mortificação, com a guarda dos sentidos, fugindo das ocasiões; amar, vencendo o egoísmo, com uma disponibilidade e uma entrega incondicionadas à tarefa que a Obra nos pede, que as almas nos exigem (São Josemaria).
A preguiça distorce o nosso desejo de paz porque, por sua causa, pensamos que a melhor maneira de a alcançar é fechar os olhos para os problemas que nos cercam, baixar a cabeça e evitar qualquer possível conflito...
Mãe de Deus, Mãe nossa, que tanto entendes das misérias dos teus filhos. Poder suplicante: perdão pela nossa
vida, pelo que houve em nós que devia ter sido luz e foram trevas; que devia ter sido força e foi frouxidão; que
devia ter sido fogo e foi tibieza. Já que conhecemos a pouca qualidade da nossa vida, queremos ser de outra
maneira, triunfar contigo (São Josemaria, 15-VIII-1961).
Com o pouco que somos – pelas nossas limitações, pelos nossos pecados, pela nossa má vontade – Ele quer fazer muito, seremos aquelas pessoas que fazem diferença no seu ambiente...
“Senhor, obrigado por teres vindo. Poderias ter-nos salvado sem ter vindo. Em suma, bastava que tivesses querido salvar-nos. Não está claro que a Encarnação fosse necessária. Mas quiseste colocar entre nós o exemplo completo de toda a perfeição (...). Obrigado, Mestre, por teres vindo, por seres entre nós, homem entre os homens, Homem entre os homens, como um entre nós (...), e, no entanto, o Homem que atrai tudo a si, porque desde que veio, não existe outra perfeição.
“Obrigado por teres vindo e porque posso olhar para ti e nutrir a minha vida em ti” (Falar com Deus 28 DTC-B).
Nos momentos de nevasca e vendaval, umas práticas piedosas sólidas - nada sentimentais -, bem arraigadas e adaptadas às circunstâncias próprias de cada um, serão como essas estacas pintadas de vermelho, que continuam a marcar-nos o rumo, até que o Senhor decida que o sol brilhe de novo, os gelos derretam e o coração torne a vibrar, aceso com um fogo que na realidade nunca esteve apagado: foi apenas o rescaldo oculto pela cinza de uns tempos de prova, ou de menos empenho, ou de pouco sacrifício (São Josemaria, "Amigos de Deus", n. 151).
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