Palavra de Cientista

Palavra de Cientista

By Edgar CanelasScience
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Palavra de Cientista episodes

  • Sete rios atmosféricos atingiram a Península Ibérica em menos de um mês

    O inverno de 2025/2026 ficou marcado por uma sucessão excecional de rios atmosféricos que atingiram a Península Ibérica, transportando enormes quantidades de humidade do Atlântico e contribuindo para um dos períodos mais chuvosos das últimas décadas. No Alentejo, os seus efeitos foram particularmente evidentes, com níveis de precipitação históricos e episódios de inundação.

    Neste episódio do Palavra de Cientista, converso com o investigador Miguel Potes, diretor do CREATE - Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia para o Sistema Terra e Energia, da Universidade de Évora. Aproveitando uma oportunidade rara proporcionada por estes fenómenos extremos, a equipa de investigação realizou observações da atmosfera em altitude através do lançamento de radiossondas, instrumentos que permitem medir temperatura, humidade, pressão e vento ao longo de vários quilómetros da atmosfera.

    Ao longo da entrevista, vamos perceber o que são os rios atmosféricos, como influenciam a precipitação em Portugal, porque é tão difícil prever com precisão os episódios de chuva extrema e de que forma a investigação científica pode contribuir para melhorar os modelos meteorológicos e a capacidade de antecipar fenómenos que afetam diretamente as populações.

    Uma conversa sobre ciência, clima e observação da atmosfera, que nos ajuda a compreender melhor os mecanismos por detrás dos eventos meteorológicos extremos que marcam cada vez mais o nosso território. #RiosAtmosféricos #Meteorologia #Clima #AlteraçõesClimáticas #Ciência #Investigação #UniversidadeDeÉvora #CREATEUÉvora #PrevisãoMeteorológica

    20 min
  • A Bateria debaixo dos Nossos Pés

    Neste episódio, exploramos o potencial do Armazenamento de Energia por Ar Comprimido em Meios Porosos (CAES‑PM), tecnologia analisada no estudo desenvolvido por investigadores do GeoBioTec, da NOVA FCT, e do Instituto Dom Luiz, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.As formações geológicas profundas podem tornar‑se verdadeiras baterias naturais capazes de armazenar energia renovável durante dias ou meses, é o que revela o novo estudo publicado na revista Geoenergy . Para perceber como rochas porosas, a grande profundidade, podem guardar eletricidade suficiente para abastecer centenas de milhares de casas , ouvimos Ricardo Pereira, investigador do GeoBioTec da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa #EnergiaRenovável, #ArComprimido, #CAES, #Geologia, #Subsolo, #NOVA_FCT, #GeoBioTec, #Sustentabilidade


    30 min
  • Uma enzima “devoradora” de plástico

    Pode uma enzima ajudar-nos a resolver um dos grandes problemas ambientais do nosso tempo? Pedro Paiva, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, ajudou a desenvolver uma versão modificada de uma enzima capaz de degradar poliuretano, um plástico presente nas solas dos sapatos, colchões e muitos outros objetos do quotidiano. Neste episódio do Palavra de Cientista, vamos perceber como a computação e a bioquímica podem ajudar a encontrar novas formas de reciclar materiais considerados muito difíceis de degradar. Uma conversa com Pedro Paiva sobre enzimas “devoradoras” de plástico e sobre como a ciência procura transformar resíduos de hoje em recursos para o futuro. #PalavraDeCientista #PedroPaiva #FCUP #CiênciaPortuguesa #Inovação #Enzimas #Reciclagem #Plástico #Sustentabilidade #EconomiaCircular #Poliuretano #PodcastDeCiência

    27 min
  • Uma parceria científica iBET-Merck que já dura mais de 30 anos.

    Este episódio do Palavra de Cientista assinala os 20 anos do Laboratório Satélite Merck, sediado no iBET, em Oeiras, um marco que se insere numa parceria científica entre o iBET e a Merck Healthcare com mais de 30 anos de história. Para falar sobre este percurso, recebo Ricardo Blum, Diretor Médico da Merck Portugal, e Tiago Bandeiras, Head of Merck Healthcare Satellite Lab & Molecular Biophysics Lab.

    28 min
  • O Priolo tem o genoma mapeado

    Há uma novidade científica importante: pela primeira vez, o genoma completo do priolo foi mapeado. Cromossoma a cromossoma. O trabalho foi coordenado por Ricardo Jorge Lopes, investigador do CE3C, professor do Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Curador da Coleção Ornitológica do Museu Nacional de História Natural e da Ciência. É dele a palavra de cientista, neste episódio.

    35 min
  • Microplásticos e contaminantes químicos em aves marinhas subantárticas

    A minha convidada é Joana Fragão, investigadora do Centre for Functional Ecology da Universidade de Coimbra, doutoranda em Biociências na FCTUC e colaboradora do British Antarctic Survey. É a autora principal do estudo que detetou microplásticos e contaminantes químicos em aves marinhas subantárticas — revelando que mesmo os ecossistemas mais isolados do planeta estão a ser afetados pela poluição humana.

    23 min
  • As cegonhas aprendem a explorar aterros

    Neste episódio vamos ficar a conhecer como as cegonhas-brancas estão a adaptar-se ao mundo que nós, humanos, construímos à sua volta. Um novo estudo da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto revela algo surpreendente: as cegonhas aprendem, ao longo da vida, a explorar aterros sanitários como fonte de alimento, tornando-se cada vez mais eficientes à medida que envelhecem.

    A investigação foi conduzida por Bruno Herlander Martins, investigador do BIOPOLIS–CIBIO e doutorado em Biodiversidade, Genética e Evolução pela FCUP.

    Para chegar às conclusões, a equipa acompanhou 218 cegonhas-brancas — 71 adultas e 147 juvenis — monitorizadas por GPS durante um período de até seis anos.

    Ao longo desse tempo, observaram mudanças claras no comportamento alimentar das aves. As mais jovens começam por explorar vários habitats, mas, com a experiência, passam a visitar os aterros com maior frequência. #Cegonhas #CegonhaBranca #WhiteStork #ComportamentoAnimal #AnimalBehavior #CienciaPortugal #FCUP #CIBIO #BIOPOLIS

    25 min
  • A inteligência artificial e a robótica na estepe alentejana

    Neste episódio, converso com o Professor Jorge Martins sobre o projeto SiARA, que aplica robótica autónoma na estepe alentejana, na região de Castro Verde. O robô elétrico monitoriza continuamente o solo, humidade, temperatura e fauna, incluindo aves em vias de extinção que nidificam no solo. Equipado com câmaras multiespectrais e inteligência artificial, recolhe dados de alta resolução para apoiar agricultores em decisões sustentáveis. Desenvolvido em colaboração com a Associação de Agricultores do Campo Branco, o projeto procura equilibrar inovação tecnológica com a preservação das tradições agrícolas locais.

    A palavra de cientista, neste episódio, pertence a Jorge Martins do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico #SIARA #InteligenciaArtificial #Robotica #AgriculturaSustentavel #Sustentabilidade #Agricultura #Alentejo #EstepeAlentejana #AlteracoesClimaticas #Investigacao #TecnicoULisboa #CastroVerde

    24 min
  • O PoET, telescópio solar “made in Portugal”, já obteve a sua primeira luz.

    Portugal acaba de alcançar um novo marco na astronomia.O PoET, telescópio solar “made in Portugal”, iniciou operações no Observatório do Paranal (ESO), no Chile, e já obteve a sua primeira luz.

    Desenvolvido pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, o PoET vai estudar o Sol com uma precisão inédita e ajudar a melhorar a deteção de exoplanetas, em conjunto com o espectrógrafo ESPRESSO.

    Nuno Cardoso Santos, Investigador Principal do PoET e professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) é o convidado deste episódio. #Astronomy #SpaceScience #Astrophysics #Exoplanets #SolarPhysics #SpaceResearch #ScientificDiscovery #ScienceAndTechnology #SpaceExploration


    25 min
  • A segunda avaliação da Lista Vermelha das Abelhas

    O investigador Hugo Gaspar (Centre for Functional Ecology, FCTUC) participou na segunda avaliação da Lista Vermelha das Abelhas Europeias da IUCN, que mostra avanços no conhecimento das espécies mas um agravamento do seu estado de conservação. A avaliação abrangeu 1.928 espécies e concluiu que 171 espécies (10%) estão ameaçadas de extinção — mais do que o dobro das 77 espécies identificadas em 2014 — enquanto o estatuto Dados Insuficientes caiu de 57% (2014) para 14% (2025), tornando esta a avaliação mais abrangente até hoje.

    25 min

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