Um estudo da Fundação Seade analisou o exercício do trabalho autônomo no Estado de São Paulo entre 2014 e 2025 e apontou que 25% de todos os ocupados no mercado de trabalho paulista estão nessa categoria, o que significa que um a cada quatro realiza atividade econômica por conta própria, sem vínculo empregatício formal e, consequentemente, sem acesso a direitos previstos na CLT, como férias remuneradas, 13º salário e FGTS. As mulheres são praticamente um terço dos autônomos paulistas e sua participação têm aumentado desde o início do período analisado, passando de 33,5%, em 2014, para 36%, em 2025.
O estudo também aponta para um aumento no percentual de trabalhadoras informais na condição de chefes de domicílio, que foi de 34% para 51%. Esse crescimento sugere mudanças na composição das famílias e transformações na dinâmica familiar ao longo dos anos, com o trabalho autônomo sendo uma estratégia feminina para conciliar atividades remuneradas com tarefas domésticas e cuidado com os filhos. A carência de infraestrutura pública de apoio, como creches e centros de convivência, e a persistência da desigualdade na divisão do trabalho domiciliar pesam ainda mais na decisão.
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