Bom dia, pescador. Aqui quem fala é o Artificial Lure com o boletim de pesca direto do Pantanal.
A noite foi fresca e úmida, com frente de ar um pouco mais estável depois das últimas chuvas espalhadas. Os termômetros giram na casa dos 22–30 °C ao longo do dia, céu parcialmente nublado e aquele ventinho de leste soprando fraco a moderado, deixando a água com leve ondulação nas baías mais abertas. A umidade continua alta, típica de outono pantaneiro, e a pressão atmosférica se mantendo estável favorece atividade mais consistente durante o dia.
Aqui dentro do Pantanal a maré não manda, mas o que manda é o pulso do rio: Paraguai e seus afluentes vêm descendo com nível ainda relativamente alto, mas começando a dar aquela estabilizada boa. Esse “meio-termo” de vazante lenta está deixando muitas corixas e baías com corrente mansa e água um pouco mais clara, cenário perfeito para os predadores encostarem na beirada atrás de forrageiros.
O sol nasce cedo, pouco depois das cinco da manhã, e se põe antes das seis da tarde. As melhores janelas hoje tão sendo o primeiro “respiro” de luz, ali entre 5h30 e 8h, e depois o finalzinho da tarde, das 16h até o escurecer. No miolo do dia os peixes dão uma manerada, principalmente com o calor batendo forte e a água mais quente na superfície.
Relatos dos piloteiros ao redor de Corumbá e Porto Jofre dão conta de boa atividade de dourado no canal principal do Paraguai e nos encontros de água com o Cuiabá e o São Lourenço. Estão saindo dourados na faixa de 2 a 6 kg com alguns exemplares maiores, especialmente para quem tá insistindo no corrico de meia-água. Além dos dourados, muita cachara e pintado (surubim) batendo na ceva noturna e de primeira hora da manhã, com peixes entre 3 e 10 kg aparecendo nos barrancos mais fundos.
Nas baías mais rasas e corixos mais tranquilos, o tucunaré não é o rei aqui, mas o pacu, piranha e corvina tão fazendo a festa de quem leva isca certa. Pescadores de barranco relatam pacu medianos em boa quantidade nas galhadas, principalmente usando fruto de bocaiúva e milho azedo, enquanto a piranha continua ativa praticamente o dia inteiro – boa pra garantir o frito do almoço.
Em termos de isca, pro dourado o jogo tá forte nas iscas artificiais de meia-água com barbela alongada, 12 a 14 cm, padrão osso, dourado, ou lombo verde com barriga clara. Hélices menores e zaras também tão funcionando nos remansos e saídas de baía no comecinho da manhã, quando a superfície ainda tá calma. Pros amantes da natural, tuvira e lambari vivo seguem imbatíveis, principalmente na rodada no canal.
Pra surubim, o segredo continua sendo a pesca de espera com tuvira, minhocuçu ou filé de curimbatá no fundo, em lajeados e canaletas de 5 a 12 metros. Anzol forte, líder grosso e paciência. Já pro pacu, vale insistir no clássico: frutos de época, milho cozido e massa bem azedinha, sempre com equipamento reforçado porque quando ele entra no enrosco não perdoa.
Dois pontos quentes pra hoje:
1) Trecho médio do Rio Paraguai entre Corumbá e a boca do Rio Miranda: canal bem marcado, boas estruturas de barranco e encontros de correntes, com dourado e surubim saindo tanto no corrico quanto na rodada.
2) Região de Porto Jofre, nos encontros do Rio
Great deals on fishing gear https://amzn.to/44gt1Pn