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Relembre a edição do Interferência de 6 de julho de 2015, levado ao ar na Rádio Bandeirantes, no programa "Você é Curioso?"
Em 1973, para comemorar o centenário de Santos Dumont, o elenco de radioteatro da Nacional do Rio de Janeiro deu voz à Conquista do Ar.
O roteiro foi escrito por um dos principais nomes da tradicional emissora carioca, Lourival Marques.
A equipe contou com outros artistas de primeira linha. Daisy Lucide atuou e também foi a responsável pela direção do elenco. Na supervisão musical, o maestro Luiz Almeida se encarregou de dar clima aos sonhos e realizações do pai da aviação.
Nesta edição do Interferência, damos asas a uma passagem desta homenagem a Santos-Dumont, que nasceu em 20 de julho de 1873. As interpretações são de Marcelo Duarte, Silvania Alves e Chico Prado.
Na sequência, você acompanha o radioteatro original, que foi lançado em LP.
"Eu sempre dizia pro Márcio Borges que eu tocava baixo e cantava, mas não era compositor. Ele não aceitava muito. Um dia nós fomos assistir o filme Jules et Jim no cinema, eu fiquei fascinado pela música e, logo na sequência, já entramos na próxima sessão. Assistimos ao filme várias vezes no mesmo dia, me inspirei naquele amor e amizade e logo depois fizemos três músicas" (Milton Nascimento)Mais um episódio motivado pelo impacto que o documentário Milton Bituca Nascimento, dirigido por Flavia Moraes e em cartaz nos cinemas, causou em mim.
Desta vez, resgato uma entrevista do cantor e compositor que esteve no estúdio da Rádio Estadão em 2013.
Na conversa com Emanuel Bonfim, que atualmente é o diretor artístico da Eldorado FM (107,3 MHz em São Paulo), Milton Nascimento relembra como começa a compor, após assistir a Jules e Jim no cinema, ao lado de Márcio Borges. Os primeiros contatos com Elis Regina, o surgimento do Clube da Esquina, a convivência com jazzistas e artistas da música do mundo todo são outros assuntos desta entrevista histórica.
ACHADOS DO ESPAÇO
Depois de ouvir Emanuel Bonfim com Milton Nascimento, você fica com dois achados: uma entrevista que concedi em 2003 a Bonfim, ano em que começo a dar aulas; e um momento em que o hoje apresentador do Fim de Tarde da Rádio Eldorado experimentou a locução em uma rádio jovem, a Mais FM.
No destaque, foto de Milton e Márcio Borges, extraída do Facebook de Bituca.
“No sertão da minha terra
Fazenda é o camarada que ao chão se deu
Fez a obrigação com força
Parece até que tudo aquilo ali é seu
Só poder sentar no morro
E ver tudo verdinho, lindo a crescer
Orgulhoso camarada
De viola em vez de enxada"
(Morro Velho - Milton Nascimento)
No documentário MILTON BITUCA NASCIMENTO, dirigido por Flavia Moraes, há muitas cenas incríveis eemocionantes. Cada qual parece a estrofe de uma música à altura da “Última Sessão de Música”, nome da turnê de aposentadoria do mineiro dos palcos, não damúsica.
Entre eles, destaco neste episódio o momento em que a composição Morro Velho é declamada e comentada por artistas como Djonga, Djavan, Criolo e, entre outros, Mano Brown.
Sobre Morro Velho, lançada em 67 no disco de estreia, Travessia, Milton afirma: “A música e o cinema estão ligados. No meu caso, foi um filme de François Truffaut, Jules et Jim, que me inspirou a começar a compor. E cada canção, com ou sem letra, é uma história desenvolvida cinematograficamente, como parte de uma ou várias cenas dirigidas de forma espetacular”
Milton tem um carinho especial por essa narrativa, porque é baseada em uma história real que aconteceu na fazenda de uma tia de um de seus parceiros musicais, o Wagner Tiso. Ele costuma dizer que tem o sonho de ver essa música virar filme.
Então, imagina só o quanto Bituca deve ter se emocionado com essa cena do filme de Flávia Moraes?
Aqui, no Peças Raras, aproveito este momento de comoção gerado pelo filme para trazer um quase-filme. Um áudio dasérie que costumo chamar de Retrato Cantado e que produzi para o podcast do Instituto Claro em 2022.
É este áudio da série que chamo de Retrato Cantado que compartilho com você neste episódio.
Na foto do destaque, Milton durante turnê de "A Última Sessão de Música", em 10 de julho de 1922 em Veneza, na Itália (crédito: Marcos Hermes)
Antonio Carvalho nasceu em 21 de março e faria 79 anos se estivesse vivo.
Para homenageá-lo, relembre uma edição do quadro Interferência, produzido por mim em 2015, para o antigo "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes.
Em destaque, o programa Bandeirantes Frequência Balançada, que foi conduzido por Carvalho.
Um programa de AM que antecipou muito do ritmo do que seria levado ao ar uma década depois em FM. Aqui, o saudoso Carvalho relembra como surgiu e evoluiu o Frequência Balançada, em edição do Bandeirantes a Caminho do Sol de 2002.
Em 2012, quando a Rádio Bandeirantes completou 75 anos, a editora Panda Books produziu 4 audiolivros em comemoração à data.
A série, chamada de Futebol é com a Rádio Bandeirantes, traz a relação de nomes que fizeram história na emissora com seus times do coração. Por meio dessa "tabelinha", conta-se a história das transmissões esportivas da Rádio Bandeirantes.
Com autorização do idealizador e realizador da série, o jornalista Marcelo Duarte, acompanhe aqui o áudio com Salomão Ésper, sobre o Corinthians.
A produção conta com roteiros de Adriana Cury e Marcelo Abud; pesquisa de Daniel Grecco; montagens: Everton Massei; narração de Sérgio Patrick.
Foto do destaque: André Rizzatto
Morreu neste domingo (16 de março), aos 95 anos, o radialista Salomão Ésper.
Foram mais de 70 anos de uma carreira cheia de conquistas.
As cerimônias serão no Funeral Home, rua São Carlos do Pinhal 376, Bela Vista. Hoje, dia 16/03/2025, das 13 às 17h.
NOSSA HOMENAGEM
Em maio de 2011, Salomão Ésper foi entrevistado por Paulo Galvão (que atualmente está no Madrugada CBN) no histórico programa Sofá Bandeirantes.
A atração tinha como marca conversas sobre a trajetória profissional e pessoal de profissionais da Rádio Bandeirantes.
Este episódio foi ao ar originalmente em maio de 2015.
O Poder da Mensagem de Hélio Ribeiro foi transmitido por algumas das principais emissoras de rádio de São Paulo, entre as décadas de 60 e 90. A voz única e a interpretação marcante do comunicador faziam o ouvinte refletir por meio de frases e pensamentos ora contundentes, ora bem-humorados.
As mensagens de Hélio Ribeiro continuam a ecoar mesmo depois da morte dele, em 2000. Fãs dos valores irradiados pelo criativo diretor e apresentador de rádio criaram o Memorial Hélio Ribeiro. De lá pra cá, se empenham em digitalizar fitas com trechos de programas, retransmitir e até dar novo sentido a esse poder da mensagem.
É o caso da homenagem editada no Memorial Hélio Ribeiro que foi enviada por Sidney Magrini, por ocasião do aniversário de 75 anos da Rádio Bandeirantes, em 2012. Aproveitamos a proximidade de mais uma data festiva da emissora para destacar um trecho dessa mensagem no áudio.
Morreu hoje, aos 86 anos de idade, Luiz Aguiar.
Para lembrar de um dos marcos da vida profissional do radialista, compartilho um trecho do 3º episódio da série ZYR 100 - o Centenário do Rádio no Brasil, que produzi em 2022 para a Rádio Cultura Brasil.
Luiz Aguiar é um dos nomes associados ao período em que a Rádio Bandeirantes aposta no disco como forma de fazer frente à concorrência que a TV havia imposto ao rádio, a partir de meados da década de 1950.
Com o bordão “Oi turma!”, abria todos os programas que conduzia. Aguiar foi locutor esportivo e repórter de campo no “scratch do rádio”.
Em 1964, Sérgio Galvão, que apresentava Os Brotos Comandam, vai para a Rádio Tupi. Aguiar passa no teste e o substitui, mantendo a atração no ar até 1970. Inicialmente, era o “lado B” da emissora, já que se propunha a tocar discos e entrevistar artistas de estilos musicais ainda incipientes: o rock e a jovem guarda. Logo, ganha destaque e se torna a referência dos fins de tarde com quadros diferenciados e criativos.
Um deles trazia duas versões de uma mesma composição; o outro, um desafio entre o ouvinte e os discotecários da rádio. À época, Fausto Macedo era o chefe do setor e Nilton Miranda, o braço direito dele.
Atualmente, quando ligamos o rádio em alguma emissora popular de FM, às 10 da noite, invariavelmente nos deparamos com um programa de músicas e mensagens românticas.
O primeiro do gênero foi o Love Songs, que entrou no ar em 1982, na Rádio Cidade. Um dos pontos altos era o Momento Love Songs, em que a (o) ouvinte contava sua história e dedicava uma música à pessoa amada.
Nesta edição, levada ao ar pela Rádio Bandeirantes originalmente em 2015, você vai conhecer mais detalhes deste programa. Atualmente, o Love Songs é apresentado na Rádio Nativa.
Em destaque, ouça o relato de um dos locutores que passaram pelo Love Songs na Rádio Cidade. Fernando Moreno conta sobre a confusão que uma carta escrita por uma fã gerou e o perigo que ele passou, por ciúme do marido da ouvinte.
Na reconstituição, Marcelo Duarte e Silvania Alves lembram de um trecho da atração mais romântica do rádio.
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