Peças Raras - Você em sintonia com o rádio

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Peças Raras - Você em sintonia com o rádio episodes

  • #470 História do Rádio 3 Do transistor à FM estéreo: Anos 1960-1980: O rádio a qualquer hora em qualquer lugar

    A televisão chega para disputar a atenção dos brasileiros, e o rádio precisa se reinventar. Entre o final dos anos 1950 e as décadas seguintes, a programação popular, a música, o humor, o esporte e a comunicação com o ouvinte ganham cada vez mais espaço.

    Neste terceiro episódio de História do Rádio no Brasil, acompanhamos essa transformação a partir de personagens e momentos que ajudaram a construir uma nova relação entre o rádio e seu público.

    Silvio Santos é um dos símbolos dessa transição. O pesquisador e autor Fernando Morgado, do livro Silvio Santos: a trajetória do mito, revela a importância do “peru falante” — apelido dado por Manoel de Nóbrega ao comunicador — na passagem dos grandes programas, com equipes numerosas e altos investimentos, para atrações de estúdio mais enxutas e de baixo custo.

    Nos anos 1960, ainda no AM, a Jovem Guarda e os novos ritmos conquistam a juventude. Na Rádio Bandeirantes, a programação baseada em discos ganha força, e o radialista Luiz Aguiar relembra essa fase. Surge também uma nova proposta: emissoras e programas inteiramente voltados à música. Edu Malaveia, autor de Plenimúsica – Memórias de um Ouvinte de Rádio Malcomportado, conta como nasceu a experiência “Plenimúsica/Factorama”, com destaque para a Difusora de São Paulo e a voz marcante de Dárcio Arruda.

    Com a popularização do rádio transistor e das pilhas, o aparelho deixa de estar preso à sala de casa e passa a acompanhar o ouvinte em todos os lugares. No estádio, o torcedor com um rádio junto ao ouvido torna-se uma imagem cada vez mais comum.

    O esporte também ganha protagonismo. A partir da Copa do Mundo de 1958, as transmissões esportivas consolidam sua força e criam novas formas de aproximar o público dos acontecimentos. Recuperamos uma entrevista do saudoso José Paulo de Andrade, realizada por Marcelo Abud durante as comemorações dos 75 anos da Bandeirantes na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Ele relembra os balões sonoros e o painel luminoso instalados no centro de São Paulo durante os jogos da Copa e fala de sua trajetória, que posteriormente seria marcada por “O Pulo do Gato”. A Jovem Pan, por sua vez, cria uma identidade sonora que se torna tradicional no Show da Manhã.

    O episódio ainda resgata a trajetória de Zuleide Ranieri, pioneira como narradora esportiva, a popularidade de Zé Bettio e Eli Corrêa.

    E a história avança para a FM. A programação de música clássica da Cultura FM e a comunicação mais jovem e conversada da Cidade FM mostram como o rádio encontra novos caminhos para dialogar com diferentes públicos.

    No encerramento, Luiz Fernando Magliocca revela a história por trás de “Uma Só Voz”, música interpretada por Titãs e convidados como tema de fim de ano da Cidade FM de São Paulo em meados dos anos 1980. A canção fecha este capítulo de uma história marcada por mudanças tecnológicas, novas linguagens e, acima de tudo, pela capacidade do rádio de continuar presente — a qualquer hora e em qualquer lugar.

    52 min
  • #469 🎬 CINEMA VIP – ESTREIAS DA SEMANA | 03 DE SETEMBRO

    Tem comédia, terror, suspense e muita música brasileira no Cinema VIP desta semana!

    No episódio, você confere os principais filmes que chegam aos cinemas brasileiros em 3 de setembro.

    Em “Minha Melhor Amiga”, Ingrid Guimarães e Mônica Martelli vivem duas amigas que decidem deixar a rotina para trás e embarcar em uma viagem a Portugal. O que começa como uma aventura entre amigas acaba se transformando em uma experiência de redescoberta e novas possibilidades.

    Para os fãs de terror, “O Sorveteiro”, dirigido e estrelado por Eli Roth, transforma um simples sorvete em ponto de partida para um verdadeiro apocalipse infantil. Três crianças que escaparam da maldição precisam descobrir como interromper o caos.

    Em “Pressão”, uma previsão do tempo pode decidir o destino de uma guerra. O filme acompanha as 72 horas que antecedem o Dia D e a tensão entre o general Eisenhower e o capitão James Stagg diante da missão de realizar a previsão meteorológica que pode definir o sucesso ou o fracasso da invasão.

    E a música brasileira ganha destaque com “Gonzaguinha, da Maior Liberdade”. Dirigido por Susanna Lira, o documentário revisita a vida e a obra de Gonzaguinha por meio de imagens de arquivo, canções, depoimentos e registros históricos. Um mergulho na trajetória de um artista que transformou poesia, indignação e desejo de liberdade em algumas das canções mais marcantes da MPB.

    🎧 Aperte o play e confira as novidades que chegam às telas nesta semana no Cinema VIP!

    7 min
  • #468 Plateia VIP #05 80 anos de Belchior, Nosso Segredo nos cinemas, Festival Mirada e muito mais cultura

    Na edição deste sábado, dia 29 de agosto, do Plateia VIP mergulharmos nas celebrações dos 80 anos de Belchior. Você vai conhecer uma série e um projeto que resgatam a obra do compositor. Conversamos com Vannick Belchior, filha do artista, que vem levando suas canções e sua história para diferentes palcos do Brasil.

    No Cinema VIP, Walkíria Brit apresenta uma seleção de trailers sonoros com romance, comédia, animação e o aguardado “Nosso Segredo”, drama nacional que chega cercado de expectativa depois de conquistar o Kikito e se tornar uma aposta para o Oscar.

    Direto da Baixada Santista, o Correspondente Cultural Valdo Resende destaca o Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas. E o teatro continua em foco com Kyra Piscitelli, crítica e integrante da APCA, que comenta a chegada da inteligência artificial aos palcos, com uma peça que diverte e traz reflexão sobre o tema, no TUCA.

    No Escuta VIP, o radialista, locutor da MIX FM e coordenador artístico Roberto Hais reage ao som de uma banda independente que está na estrada desde 2009.

    Tem ainda Fernando Brengel, revelando o que está lendo; Guilherme Werneck, com os destaques da newsletter Ladrilho Hidráulico; Ludmila Azevedo, em Na Trilha da Série, falando sobre Alguém em Algum Lugar; e Giba Pedroza, que traz para o Letrinhas Sonoras uma história delicada sobre uma avó que está perdendo a memória.

    Tudo isso e muito mais cultura, informação e música no seu primeiro programa cultural do fim de semana, que estreia aos sábados no rádio, em MyNews VIP FM 90,9.

    O Plateia VIP está em cena. E aqui, você é protagonista!

    1 hr 38 min
  • #467 História do Rádio 2: anos 40 e 50, da época de ouro à era dos disc-jóqueis

    Neste episódio de Peças Raras, voltamos às décadas de 1940 e 1950 para revisitar a chamada época de ouro do rádio brasileiro, período em que o meio de comunicação alcançou enorme prestígio, audiência e importância cultural.

    A viagem passa pela ascensão da Rádio Nacional durante o governo Getúlio Vargas, pelas grandes equipes, orquestras e programas de auditório e pelo fenômeno das radionovelas, que conquistaram milhões de ouvintes e deram origem a novas funções, como a de contrarregra.

    Também vamos aos auditórios das emissoras para reencontrar as Rainhas do Rádio, com registros históricos de Marlene, Emilinha Borba e Ângela Maria, além de conhecer um pouco mais do lendário “Palácio do Rádio”, da Rádio Cultura de São Paulo, em conversa com o professor Antonio Adami.

    O episódio revisita ainda um dos maiores marcos do radiojornalismo brasileiro: o Repórter Esso, na voz de Heron Domingues, incluindo registros históricos de sua cobertura da Segunda Guerra Mundial e do encerramento das transmissões, em 1968, na voz de Roberto Figueiredo.

    E há espaço para o mistério: vamos relembrar Almirante e seu “Incrível, Fantástico, Extraordinário”, programa que transformava relatos de acontecimentos inexplicáveis em sucesso de audiência.

    Na parte final, acompanhamos a transformação do rádio diante da chegada da televisão e a revolução provocada pelo Sistema RB-55, da Rádio Bandeirantes. É quando surgem os blocos comerciais gravados, o “vitrolão” e os primeiros disc-jóqueis, comunicadores que passam a selecionar e apresentar músicas gravadas em LPs.

    Para fechar, uma lembrança especial do “Pick-up do Picapau”, de Walter Silva, e do papel do programa na divulgação da Bossa Nova, em São Paulo, incluindo o registro em que o próprio apresentador conta como ajudou a popularizar “Chega de Saudade”, na voz de João Gilberto.

    Uma viagem sonora por um período em que o rádio ocupava o centro das salas, reunia famílias, criava ídolos e ajudava a construir a memória cultural do Brasil.

    Peças Raras – onde a história do rádio ganha voz.

    56 min
  • #466 85 anos do Repórter Esso

    Você já ouviu falar da agência de notícias Gillete Press? Na verdade, essa é uma brincadeira que se refere aos primeiros anos do jornalismo no rádio.

    No início, o noticiário se resume à leitura ao microfone de matérias recortadas de jornais. Tesoura, papel e cola são os três recursos usados. Os locutores apenas liam e comentavam, ao microfone, informações que já haviam sido publicadas nos jornais impressos. O rádio ainda não se valia de uma de suas principais características: a instantaneidade.

    Isso muda em 28 de agosto de 1941, quando o governo brasileiro se junta aos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, ao lado das forças aliadas.

    Essa é a senha para que o país passe a receber as notícias do conflito por meio do “primeiro a dar as últimas”: o Repórter Esso.

    O boletim de notícias conta com patrocínio da Esso Brasileira de Petróleo, repetindo o formato de sucesso que já existia em cidades como Nova York (EUA), Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Lima (Peru) e Havana (Cuba) - fruto da "Política de Boa Vizinhança" dos Estados Unidos com os países da América La

    A agência de publicidade McCann Erickson, a mesma que traz o formato de radionovela ao Brasil, também é a responsável pela produção do noticiário. Em sua sede no Rio de Janeiro, as notícias chegam a partir de informações distribuídas pela agência internacional UPI (United Press International).

    Até 1945, quando a guerra acaba, as notícias transmitidas envolvem principalmente informes sobre o desenrolar do conflito. O Repórter Esso se notabiliza como a "testemunha ocular da História".

    Uma grande contribuição do programa foi introduzir o noticiário adaptado à linguagem radiofônica. Em cada capital brasileira e emissora, havia um jornalista diferente para ler o informativo.

    Heron Domingues, no entanto, é o mais lembrado, por ter sido o Repórter Esso da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ouvida em todo o país naquela época. É na voz dele que o manual de radiojornalismo traz as regras para que o padrão se manter, independentemente do jornalista que estivesse ao microfone.

    A enorme credibilidade alcançada pelo Repórter Esso tem muito a ver com a marcante locução de Heron Domingues e de outros jornalistas que passaram pelo programa. Nos tempos áureos, destacam-se também os locutores Gontijo Teodoro e Luís Jatobá.

    O programa Repórter Esso terminou suas transmissões em 31 de dezembro de 1968 com Heron Domingues narrando a abertura, e Roberto Figueiredo despedindo-se dos ouvintes bastante emocionado.

    7 min
  • #465 Zé Béttio: o comunicador que acordava milhões de brasileiros

    Em 2026, Zé Béttio completaria 100 anos. Nascido em Promissão, no interior de São Paulo, em 2 de janeiro de 1926, ele começou a tocar sanfona ainda muito jovem e integrou o trio Sertanejos Alegres, antes de construir uma das carreiras mais populares e marcantes do rádio brasileiro.

    Depois de iniciar sua trajetória como locutor em Guarulhos, Zé Béttio ganhou projeção com seus programas nas rádios Record e Capital. Com muito bom humor, música, brincadeiras e bordões inesquecíveis, nos anos 70 e 80 “acordava o Brasil” — chegando, segundo suas próprias lembranças, a alcançar cerca de 25 milhões de ouvintes.

    Neste episódio do Momento Peças Raras, relembramos trecho de uma entrevista concedida por Zé Béttio a Milton Neves, em 2011, no programa Terceiro Tempo, da Rádio Bandeirantes. O comunicador fala sobre a impressionante audiência de seus programas e recorda, com muito bom humor, algumas das propagandas que ajudaram a marcar sua passagem pelo rádio.

    Zé Béttio morreu em 27 de agosto de 2018, aos 92 anos, mas sua voz, seu estilo irreverente e sua capacidade de criar intimidade com o ouvinte permanecem vivos na memória do rádio brasileiro.

    E para quem quiser conhecer ainda mais desse grande comunicador, o episódio 16 do podcast Peças Raras, publicado em 27 de agosto de 2019, reúne outros trechos dessa entrevista e momentos inesquecíveis de Zé Béttio.

    5 min
  • #464 Cinema VIP destaca Nosso Segredo e estreias do dia 27 de agosto

    No Cinema VIP, a semana de 27 de agosto chega com estreias para todos os gostos: romance, comédia, aventura, animação e um aguardado drama brasileiro.

    O destaque é “Nosso Segredo”, dirigido por Grace Passô. Vencedor do Kikito de Melhor Longa-Metragem Brasileiro no Festival de Cinema de Gramado de 2026 e com passagem pelo Festival de Berlim, o filme acompanha uma família negra que tenta reconstruir a rotina depois de uma perda. Ao lidar com luto, memória, pertencimento e silêncios familiares, o longa revela como um segredo pode transformar a maneira de encarar a ausência e abrir caminho para a reconstrução dos vínculos.Em “Só por Uma Noite”, dois desconhecidos em busca de amor se cruzam em uma Nova York com elementos de ficção científica, justamente na única noite do ano em que os solteiros podem fazer sexo. Entre encontros e desencontros, Owen e Allie atravessam a cidade em uma jornada que pode revelar que o que procuram vai muito além de uma aventura.

    A comédia nacional “Muito Prazer”, de Jorge Furtado, reúne Daniel Oliveira e Luisa Arraes em uma história ambientada em um antigo motel. Ao tentar reabrir o estabelecimento, Rubem e Grace descobrem uma ideia inusitada para salvar o negócio, mas acabam envolvidos em uma confusão quando os clientes descobrem o esquema.

    Para quem gosta de aventura e suspense, “Ponto Sem Retorno” apresenta um mundo pós-apocalíptico devastado por um vírus. Isolado em um hangar no Colorado, o piloto Hig encontra esperança ao captar uma transmissão de rádio e decide partir em uma perigosa jornada em busca de uma nova possibilidade de vida.

    Na animação “Coyote vs. Acme”, o eterno perseguidor do Papa-Léguas decide mudar de alvo. Cansado dos fracassos provocados pelos produtos da ACME, o Coiote resolve enfrentar a própria empresa responsável por suas engenhocas — em mais uma aventura cheia de planos mirabolantes.

    O Cinema VIP estreia às sextas na programação da MyNews VIP FM 90,9 e em mynewsvipfm.com.br

    Esses e outros destaques das artes e da cultura estão também no Plateia VIP, programa apresentado aos sábados, das 10 às 12h.

    7 min
  • #463 Zé Fidélis: Inimigo nº1 da Tristeza

    Neste "Momento Peças Raras", que estreia no programa Todas as Vozes, por volta de 15h20, na MyNews VIP FM 90,9 (mynewsvipfm.com.br) atendemos à sugestão do ouvinte Alexandre Campinas, de Belo Horizonte (MG), e resgatamos a trajetória de Gino Cortopassi, conhecido artisticamente como Zé Fidelis, um dos grandes nomes do humor brasileiro entre as décadas de 1930 e 1970.

    Apresentado como o “inimigo número um da tristeza”, Zé Fidelis fez sucesso no rádio, nos cassinos e em discos de humor. Sua estreia aconteceu no programa Cascatinha do Genaro, de João Batista de Almeida, nos anos 1930, onde criou o personagem que marcaria sua carreira. Em apresentações que lembram o atual formato de stand-up comedy, conquistou o público em espaços como o lendário Cassino da Urca.

    Neste episódio, ouvimos um registro de “Turfe com Zé Fidelis”, extraído da Antologia da Sátira, narrada por Chico Anysio e lançada pela BASF em 1985. Também relembramos o talento do humorista para as paródias, com destaque para “Meu Boi”, versão bem-humorada gravada por Alvarenga e Ranchinho, em 1972, a partir do sucesso “Meu Bem”, de Ronnie Von — adaptação brasileira de “Girl”, dos Beatles.


    Uma viagem pelo humor, pelo rádio e pela criatividade de um artista pioneiro no humor radiofônico e em discos.


    6 min
  • #462 Cornélio Pires - Piadas, anedotas e música caipira no rádio

    Neste episódio do Momento Peças Raras, revisitamos a trajetória do escritor, músico, cineasta e pioneiro na valorização da cultura caipira Cornélio Pires.

    Nascido em Tietê, no interior de São Paulo, em 1884, Cornélio Pires começou a apresentar seus shows em 1910, percorrendo São Paulo, Minas Gerais e Goiás com a Turma dos Caipiras, grupo que reunia música, cantigas e histórias bem-humoradas sobre o cotidiano do homem do campo.

    Mas sua contribuição foi muito além do palco. Cornélio Pires levou o universo caipira para livros, discos, cinema e rádio, ajudando a construir uma representação muito diferente daquela que associava o caipira à preguiça, à ignorância ou à falta de inteligência.

    Neste episódio, também lembramos a defesa de Cornélio Pires pelo acesso dos caipiras ao voto, à educação e à saúde pública, sem que isso significasse abandonar suas tradições, sua identidade e seus modos de viver.

    Em “Cavando Votos”, Cornélio Pires revela um caipira astuto, como neste trecho do diálogo que foi lançado em LP em 1929 e está no áudio:

    Caipira: Então cê deve cunhecê muitas qualidade de árve.

    Homem: Conheço.

    Caipira: Vancê cunhece aquel'uma que ta ali perto da ponte?

    Homem: Conheço muito. É um ingaieiro.

    Caipira: Ingazeiro nada. Aquela árve aqui nóis chama de árve do guverno.

    Homem: Por quê?

    Caipira: Vancê arrepare, ói. Tem parasita inté no úrtimo gaio!...

    (Cavando Votos – Cornélio Pires)

    Neste episódio, você ainda ouve um depoimento de Pedro Massa, presidente do Instituto Cornélio Pires, que nos leva a uma viagem às raízes da cultura caipira e à trajetória desse verdadeiro pioneiro da comunicação brasileira.

    6 min
  • #461 História do Rádio no Brasil - Parte 1: anos 20 e 30

    Este é o primeiro episódio da série que começa a ser apresentada nesta semana pela MyNews VIP FM 90,9. A História do Rádio no Brasil será contada em 5 capítulos.

    Neste primeiro, você vai voltar ao tempo da transmissão que acontece no Rio de Janeiro, durante o centenário da Independência. Para abrigar a megaexposição, o Morro do Castelo e outros marcos da arquitetura carioca são demolidos. No programa, a historiadora e apresentadora do podcast “Rio Memórias”, Gabriela Montoni, comenta de que forma isso impactou a então capital federal.

    Presente ao evento em 7 de setembro de 1922, o cientista e professor Edgard Roquette-Pinto toma conhecimento do rádio. Em depoimento sobre este primeiro período do meio de comunicação no Brasil, ele relata que houve pouco interesse por parte do público presente à exposição, pois os sons que saíam dos alto-falantes instalados nos pavilhões era muito ruim. Roquette-Pinto, no entanto, fica encantado com as possibilidades de transmitir educação e cultura e toma à frente para criar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em abril de 1923.  

    Mas os primeiros sinais do rádio já tinham sido emitidos, como revelam dois pesquisadores entrevistados neste episódio:  

    - O doutor em Comunicação e Informação e professor no curso de jornalismo e no Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luiz Artur Ferraretto, conta por que o rádio brasileiro, na verdade, começa em Recife, com a Rádio Clube de Pernambuco.  

     - O jornalista e biógrafo Hamilton Almeida traz detalhes sobre o início da transmissão de sons à distância e explica que o padre e cientista Landell de Moura, apesar de não ser reconhecido, é o verdadeiro inventor do rádio, fato esmiuçado no livro “Padre Landell: o brasileiro que inventou o wireless”. 

    A série que celebra o centenário do rádio no Brasil também traz criações originais. Neste primeiro episódio, o produtor e apresentador de rádio e TV, Aloísio Milani, interpreta propaganda sobre a Rádio Club de São Paulo, com “apoio” do Guaraná Espumante.  

    E quando o assunto é propaganda no rádio, o pioneirismo cabe ao Programa Casé, onde foi apresentado o primeiro jingle. A música de Nássara para a padaria “Pão Bragança” é reconstituída para a série por Caio Zan, em uma versão exclusiva dirigida por Andre Minassian, da Zanzar Produtora.  

    Com a verba da publicidade, as emissoras passam a investir em uma programação popular e diversificada. A partir dos anos 30, ouvintes contam com programas de auditório, concursos de calouros, transmissão de partidas de futebol, shows de humor e radioteatro. Nesta edição, você acompanha dois pioneiros desta fase, Nhô Totico e Cornélio Pires. No áudio, o responsável pelo Instituto Cultural Cornélio Pires e pela releitura da obra do artista, Pedro Massa, revela como era o humor e a música caipira no início do rádio.  

    Para terminar este primeiro capítulo, você ouve a composição de Lamartine Babo, gravada em 6 de julho de 1933, pelo próprio autor, acompanhado de Almirante, Mário Reis, Carmem e Aurora Miranda: “As Cinco Estações do Ano”, que menciona as principais emissoras de rádio do período.  

    1 hr

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O podcast Peças Raras foi criado em 2006 pelo professor e radialista Marcelo Abud.

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