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Nesta edição extra do #HOJEPOD, acompanhe os bastidores da produção da mensagem de fim de ano para o podcast do Instituto Claro.
A inspiração veio do livro "O Pequeno Príncipe em Cordel", de Josué Limeira, e a criação conta com músicas de Reynaldo Bessa.
E aqui, no podcast Peças Raras, você acompanha com exclusividade as mensagens que o Bessa me enviou com os esboços das músicas que estava criando. Pra isso, eu reuni alguns trechos desses arranjos, que, talvez, acabem por gerar a continuidade deste projeto em 2022.
Para ouvir a mensagem, acesse aqui. No áudio você acompanha detalhes de como foi produzido este cartão sonoro de fim de ano e também da última produção do ano, que traz uma reflexão importante sobre os verdadeiros valores humanos, com o padre Júlio Lancellotti e o pastor Henrique Vieira, que você acessa neste link.
A esta altura você já deve ter ouvido a Simone cantando por aí.
E quando a gente ouve a cantora nesta época do ano, não há mais dúvida...
Então é Natal!
Daí vem o Marcelo Duarte e, curioso como ele só, me pergunta se existe um podcast interessante sobre esse tema.
E a resposta é sim, claro. Afinal, existe algo que não esteja no incrível universo dos podcasts, nessa podosfera?
O mais curioso que encontrei é o podcast Então é Natal!
A pergunta que vem à mente neste momento é: “Então é Natal e o que você fez?”
Você eu não sei, mas a Juliana de Melo e a Mariana Diniz estão repetindo o que fazem todo ano: assistindo e conversando sobre filmes que tem o Natal como pano de fundo.
No áudio, a Juliana nos conta melhor a proposta do podcast.
O Então é Natal integra a iniciativa OPodcastÉDelas, um espaço pensado para incentivar a participação de mulheres no universo do podcast.
Desde 2019, todo mês de dezembro, a Ju e a Mari assistem a 31 filmes e debatem sobre os mínimos e mais irrelevantes detalhes do que chamam de melhor/pior gênero cinematográfico: o filme de Natal.
Desta vez, a maratona será um pouco menor e está contemplando 11 filmes.
Outra curiosidade, o Então é Natal espalha a magia desta época para os outros meses do ano. Todo mês, Juliana de Melo e Mariana Diniz destacam episódios envolvendo outros títulos cinematográficos natalinos.
Com tantos novos podcasts surgindo, no ano que vem, quem sabe não colaboro indicando 31 podcasts com episódios natalinos para o Então é Natal? Eles estão por aí, na podosfera, o incrível universo dos podcasts.
Em 2022, nossa viagem continua. Obrigado a você que esteve conosco e procurou ouvir ao menos uma das dicas trazidas aqui no #HOJEPOD.
Neste domingo acontece a primeira fase do vestibular mais tradicional do Brasil. A Fuvest seleciona candidatos para os cursos da USP e recebe estudantes de todas as partes do país.
Um dos pontos que costuma chamar atenção dos vestibulandos é a lista de livros, que é atualizada todo ano.
Se você gosta de literatura, mesmo que não esteja se preparando para a Fuvest, vale conferir as obras selecionadas e conhecer mais a fundo um pouco sobre cada uma delas.
Duas séries de podcasts se dedicam a tratar desses livros.
Uma é a Marca Texto. Com apresentação do escritor e jornalista Felipe Sali, o podcast produzido pelo tradicional Guia do Estudante, em parceria com o Anglo Vestibulares, traz em cada capítulo um professor do cursinho para abordar um dos livros.
A outra dica é a série “Livro Aberto”, do Instituto Claro. Pra quem não sabe, eu e o jornalista Daniel Grecco produzimos o podcast do Instituto Claro, que agora em 2022, completa 10 anos de existência.
Na playlist “Livro Aberto – Livros Fuvest” do Spotify, você encontra os 9 livros para o vestibular. Alguns deles são analisados também pelos professores do Anglo. Mas há alguns capítulos especiais em que ouvimos professores da Faculdade de Letras da USP, como o José Miguel Wisnik, ou os próprios autores.
Bernardo Carvalho é entrevistado sobre o livro “Nove Noites” e o moçambicano Mia Couto fala sobre o livro mais conhecido dele, “Terra Sonâmbula”.
Outro destaque da série, se você ouvir pela playlist “Livro Aberto – livros Fuvest” do Spotify, é um capítulo destinado ao “Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles. Trata-se de uma leitura dramática produzida com Fernando Silveira e a turma da Cia. Literarte.
Para acessar as séries de podcasts “Marca Texto”, do Guia do Estudante, e “Livro Aberto”, do Instituto Claro, além do Spotify e outros agregadores de áudio, você pode ir diretamente aos sites que trazem todos os links. Basta digitar “Podcast Fuvest 2022” na busca e vai encontrar as duas séries.
Boa viagem para você que gosta de literatura e boa sorte no vestibular para você que vai prestar a Fuvest neste ano. Não é só nas páginas dos livros, a imaginação e as boas histórias circulam também na podosfera, o incrível universo dos podcasts.
A peste finalmente dá sinais de enfraquecimento.
Já se consegue imaginar um mundo pós-pandemia.
Apesar disso, a última cepa da peste ainda afeta algumas pessoas. E quando alguém tosse no transporte público, a reação é de temor.
Não, eu não estou falando das manchetes do noticiário de hoje.
Este é o cenário de um podcast muito atual sobre um dos mais importantes clássicos da literatura mundial.
O romance “O Idiota”, de Dostoievski, ganha uma versão em formato de radionovela. A ideia é homenagear os 200 anos de nascimento do escritor russo e os 80 anos da primeira radionovela brasileira, que se chamou “Em Busca da Felicidade”.
ABERTURA “EM BUSCA DA FELICIDADE”: “Senhoras e senhoritas, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro passa a apresentar... Em Busca da Felicidade, emocionante novela de Leandro Blanco”
A propósito, logo na abertura do primeiro capítulo do podcast, lançado com o nome de “Beleza: um suspiro de esperança”, há uma confusão. É dito que o gênero novela estaria completando 99 anos. Na verdade, é a transmissão experimental de rádio, que aconteceu no Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1922, que fez 99 anos. Já a radionovela estreou quase duas décadas depois, em 1941.
Mas isto é um detalhe, diante da riqueza do podcast, que tem direção de Américo Córdula e roteiro de Ivan Andrade. A realização é do Instituto Casa Comum. E o elenco, formado por Lara Córdula, Eduardo Silva, Tadeu di Pietro, William Mezzacapa e Pamella Machado.
Com interpretações, sonoplastia e música original, a produção faz jus à homenagem ao gênero cultural que o mundo mais conhece do Brasil: a novela.
E também não deixa a desejar quando o assunto é a celebração do bicentenário de Dostoievski. Afinal, Ivan Andrade, além de diretor de teatro, é pesquisador da literatura russa.
O desafio é grande. Em 8 capítulos, de aproximadamente 30 minutos cada um, “Beleza: um suspiro de esperança” procura resumir a o triângulo amoroso da obra e transportar os acontecimentos para os dias de hoje.
Por outro lado, apesar de localizada no contexto russo do século 19, como todo clássico literário, “O Idiota” tem caráter universal e atemporal, ao tratar de temas complexos e diversos do ponto de vista político, religioso, social e moral que envolvem tragédias humanas. A obra de Dostoievsky tem como uma de suas características dar voz a personagens das camadas classificadas como inferiores na sociedade.
Uma curiosidade: as primeiras radionovelas, nos anos 40 e 50, eram apresentadas dia sim, dia não. Com capítulos ao vivo, mobilizavam dezenas de artistas, além da orquestra e locutores comerciais.
A propósito, no podcast que adapta “O Idiota”, de Dostoievski, um charme é a publicidade, adaptada à narrativa, mas utilizada para trazer também um tom crítico ao consumo pelo consumo. Outro ponto que sempre gosto de destacar... “Beleza: um suspiro de esperança” tem trilha sonora original.
“Beleza: um suspiro de esperança” e os demais podcasts produzidos pelo ICC estão no site https://institutocasacomum.org/lista-podcast/ e, também, em agregadores de áudio, como o Spotify e o Google Podcasts. Além disso, são disponibilizados para rádios comunitárias ou locais, que podem retransmitir os conteúdos gratuitamente em suas grades.
Estamos no período do Enem e dos principais vestibulares.
Os podcasts têm sido importantes aliados de jovens para a preparação para esses exames. É possível, por exemplo, que se encontrem playlists no Spotify com todas as obras da Unicamp e da Fuvest, como as séries Livro Aberto – livros Fuvest e LivroAberto – livros Unicamp, do Instituto Claro, e o Marca Texto, do tradicional Guia do Estudante.
Mas, além do conteúdo, para ter sucesso em vestibulares e no Enem, é importante a forma como se estuda. Pensando nisso, a professora do ITA e youtuber Susane Ribeiro criou ou podcast Resumov.
Desde 2018, a proposta do podcast é apresentar estratégias de estudos dos primeiros colocados nos exames mais concorridos do país.
O Resumov está disponível nas principais plataformas de podcast ou em podcast.resumov.com.br . As entrevistas mais recentes também têm sido publicadas no canal do youtube de Susane Ribeiro.
O que veio primeiro: a história de que podcast é bom para acompanhar o momento de lavar louça? Ou a ideia de aproveitar o momento de lavar louça para contar histórias que nos prendem e fazem refletir?
Bem, eu não tenho a resposta, mas o que sei é que desde 2018 o canal Histórias de ter.a.pia compartilha experiências de vida de pessoas reais, enquanto lavam louça. Inicialmente no Youtube, com vídeos emocionantes e inspiradores.
Desde 1º de junho deste ano, o radialista Alexandre Simone e o jornalista Lucas Galdino adaptaram a proposta do canal de vídeo para o podcast “Histórias para ouvir lavando louça”.
O maior valor dos conteúdos criados por Lucas e Alexandre é realmente a adequação de cada projeto para a linguagem em que está sendo apresentado. Apesar da proposta ser sempre a de estabelecer um canal de escuta para histórias que geram identificação com quem ouve, os áudios têm uma lógica própria e diferente dos vídeos.
Os próprios criadores definem o canal como um espaço que gera vínculos afetivos entre quem conta e quem ouve as histórias. Segundo eles, o ter.a.pia é aquela macarronada de domingo, aquele encontro de amigos, que sempre acaba na pia com reflexões de vida.
O podcast ‘Histórias pra ouvir lavando louça” está nas principais plataformas de áudio, como Spotify, Orelo, Deezer, entre outras, e também no canal do Youtube ter.a.pia ou no site https://www.historiasdeterapia.com/podcast
Pode escutar, que eu tenho certeza que você vai gostar e se envolver com as histórias. Semana que vem eu volto com mais descobertas feitas enquanto lavo louça. Afinal, a podosfera é um incrível universo de histórias para todos os momentos.
Em 1992, eu estava no início da faculdade de Comunicação e muito antes disso já era um apaixonado pelo rádio.
Era tudo o que eu precisava para criar e produzir o meu primeiro projeto com linguagem radiofônica. Um programa de rádio que tinha a ideia de contar a história do... rádio, claro!
30 anos depois, para celebrar este 7 de novembro, Dia do Radialista (em homenagem ao nascimento de Ary Barroso), compartilho esse piloto do que, pouco mais de uma década depois, transformaria-se no podcast Peças Raras.
A qualidade de som e a produção são precárias, lembram mais o som de uma emissora AM em um radinho de pilha, mas até por esse detalhe vale ouvir de novo.
O áudio resume a história do rádio de 1922 a 1992, com áudios ilustrativos do que é narrado, além de depoimentos e trechos de programas.
Espero que goste desta viagem no tempo.
Acompanhe a edição do #HOJEPOD desta semana e conheça detalhes da nova temporada do podcast "Histórias para Ouvir", do Sesc Jundiaí.
Diz que era uma vez um tempo, lá pelos idos de 2005, em que os podcasts eram eventuais. Hoje, porém, podcasts se tornaram até eventos.
Você está se perguntando que história é essa?
Eu explico!
Com a impossibilidade de receber público desde o início do distanciamento social, artistas passaram a buscar formas de se manter e de exibir seus talentos. Já falamos aqui de companhias teatrais e musicais que criaram podcasts para dar vazão a projetos bastante criativos.
As instituições voltadas à cultura também se reinventaram. É o caso do Sesc Jundiaí. Como forma de aproximar o público das atividades que aconteciam na biblioteca da unidade, foram criadas algumas séries originais em formato de podcast.
Uma delas, “Histórias para Ouvir”, chega à segunda temporada, a partir deste domingo, dia 7 de novembro. Ao longo de três episódios semanais, o escritor, roteirista e contador de histórias Giba Pedroza convida as narradoras jundiaienses Debora Pavan Piovesan, a jovem revelação Lara Viola e Joyce Surian.
No vídeo, Mariana Marquiori, bibliotecária do Sesc Jundiaí, explica um pouco mais sobre a proposta do podcast “Histórias para Ouvir”.
Anote na agenda... amanhã, às 11h, estreia o episódio “A Fruta Amarela e a Árvore Misteriosa”, com participação de Débora Pavan Piovesan: https://youtu.be/ytVWGqBc_zc
Na próxima semana, Giba Pedrosa e Lara Viola contam a história “Bicho de Palha”: https://youtu.be/RezTyDKS21o
Fechando a série, domingo, dia 21, tem “A História da Coca Recoca”, com a participação de Joyce Surian: https://youtu.be/qY9hIueb6S8
Em todos os episódios há o acréscimo de legenda, o que torna os podcasts mais acessíveis. A propósito, a captação e edição das histórias foram feitas pela nossa produtora Peças Raras e as legendas, por mim e pelo jornalista Daniel Grecco.
Depois da estreia, você pode ouvir essas histórias quando e quantas vezes quiser. Elas ficam disponíveis na playlist do podcast “Histórias para Ouvir”, no youtube.com/sescjundiai. Ah, você já pode passar por lá e ativar o sininho para receber o aviso quando cada história começar.
Nos anos 90, apesar do enorme número de ouvintes, a audiência fica muito dividida entre as muitas emissoras que brigam pela audiência no dial. Para conquistar novos públicos, o Sistema Globo de Rádio percebe a necessidade de experimentar novos rumos. Primeiramente, coloca no ar uma emissora musical com comunicadores populares, como Eli Corrêa e Paulo Lopes. A Rádio X fica no ar algum tempo até que um projeto ainda mais ousado e no qual poucos acreditavam ganha espaço. Neste episódio, você acompanha um depoimento exclusivo do locutor Fernando Alves, responsável pela transição entre a emissora popular dos 90,5 MHz para a Central Brasileira de Notícias. Em seguida, um registro histórico: entrevista do jornalista Daniel Grecco com o então gerente de jornalismo do Sistema Globo de Rádio e idealizador da transmissão da CBN em Frequência Modulada, Heródoto Barbeiro.
Na conversa, o âncora de programas jornalísticos no rádio e na TV revela como deixou a História (antes era professor) para entrar para o Jornalismo e viver o tempo presente. Heródoto comenta ainda como o rádio concorre com outras mídias instantâneas, que até pouco tempo não existiam. Ao falar tanto em futuro da mídia (em 2009), Heródoto aborda também a antiga divisão entre AM e FM e afirma que o que importa é o conteúdo, além de citar como o humor auxilia o jornalismo.
No bate-papo exclusivo para o Peças Raras, conduzido pelo repórter Daniel Grecco, o jornalista diferencia o papel das escolas de jornalismo e do diploma para quem pretende exercer a profissão; relembra como aconteceu a transmissão em conjunto com a Bandeirantes AM, durante o governo Collor; e revela que ouve e aprende com as concorrentes.
CONTEXTO
Atualmente, é cada vez mais comum encontrar em FM, noticiários, serviços e transmissões de futebol. Na verdade, isso se deve à dificuldade crescente em se sintonizar uma emissora em Ondas Médias (AM), principalmente em grandes cidades, em que há muita interferência. Com o objetivo de alcançar um público que está em trânsito boa parte de seu tempo, as transmissões em FM passaram a se voltar a esses novos conteúdos.
Segundo um estudo publicado já há algum tempo no jornal Meio & Mensagem (de Setembro de 2003), o público, tanto de AM como de FM, precisa e deseja estar informado. O tempo que dispõe para isso é cada vez menor, quase sendo impossível se dedicar à leitura atenta e constante de periódicos como jornais e revistas e até mesmo assistir a telejornais. Além disso, em grandes centros, como São Paulo e Rio, o trânsito força as pessoas a ficarem cada vez mais confinadas durante um bom tempo em seus carros. Isto tem levado os ouvintes a buscar informações justamente nesses momentos, por meio do rádio.
Não é de hoje que a jornalista e radialista Fabiana Ferraz se dedica a programas em que abre espaço à cena musical feminina do Brasil.
Na extinta Brasil 2000 de São Paulo, há mais de 20 anos, idealizou, comandou e produziu o divertido programa ‘Clube das Mulheres’, ao lado de Marcela Rocha.
Por lá, passaram nomes de peso. Entre as artistas, Rita Lee, Cassia Eller e Gretchen foram algumas das personalidades de destaque.
Pela atuação em diferentes emissoras, Fabiana Ferraz tem sido finalista em diferentes premiações.
No final de 2019, passa a produzir e apresentar o podcast Diversas.
Atualmente, a discussão sobre o uso de músicas em episódios de podcast tem gerado polêmica. Normalmente os conteúdos têm apresentado apenas trechos que trazem uma referência para quem ouve.
Com isso, os podcasts que se associam a emissoras de rádio levam vantagem, já que no site desses veículos de comunicação podem ser publicados na íntegra.
Agora, em 2021, o Diversas tem sido veiculado tanto na Rádio USP como está disponível na íntegra, na versão podcast, no site do Jornal da USP. Você pode procurar na busca ou inserir o endereço: jornal.usp.br/series/diversas para acessar.
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