Peças Raras - Você em sintonia com o rádio

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Peças Raras - Você em sintonia com o rádio episodes

  • #69 Homenagem a Carmen Miranda

    Em agosto de 1955, o Brasil recebe a notícia da morte precoce de nossa "pequena notável". Aqui relembramos algumas peças raras em homenagem a Carmen Miranda:

    - Almirante anunciando "Ta-hi (Pra você gostar de mim)", composição de Joubert de Carvalho e primeiro sucesso da artista;

    - Uma passagem de José Paulo de Andrade, à frente do "Pulo do Gato", em 2015, lembrando um pouco da vida e da obra de Carmen Miranda;

    - Um boletim que fiz em 2009, na Malaveia, em que conversamos e apresentamos a música "Balancê" (Braguinha e Alberto Ribeiro). 

    No podcast, você ouve ainda trechos da clássica música "Tico-Tico no Fubá", de Zequinha de Abreu. 

    Acompanhe também o Interferência, em vídeo, com Heron Domingues anunciando a morte de Carmen Miranda no Repórter Esso; e um depoimento de outro radialista que conviveu com a artista, na Rádio Nacional: César Ladeira. O boletim está no Youtube do Peças Raras, neste endereço. 


    15 min
  • #68 Entrevistas em rádios

    Neste episódio, compartilho duas participações recentes em rádios. 

    A primeira é a conversa que tive com o amigo e radialista Marcus Aurélio, pela Rádio ONCB. No quadro Rádio Meme, o destaque foi o paralelo que criei no Peças Raras entre os discursos propagandísticos do presidente em relação à hidroxicloroquina e o emplasto Brás Cubas, imaginado no clássico livro de Machado de Assis.

    A segunda parte traz uma conversa bem gostosa sobre... rádio, pelas ondas da Teletema, com o apresentador do Espaço da Inclusão, Felipe Diogo. 

    1 hr 2 min
  • #67 Osmar Santos, o pai da matéria

    Em 2007, quando esse podcast estava em sua primeira temporada e completou um ano de existência, comemoramos com gol de placa e colocamos na área um dos pedidos mais frequentes dos ouvintes de nossas peças raras. 

    Como estamos no final de semana em que se comemora o dia dos pais, nossa homenagem é ao pai da matéria. Para não causar polêmica, não vamos destacar nem o Corinthians nem o Palmeiras, mas gols históricos do Santos, na voz vibrante do eterno garotinho Osmar Santos. 

    Veja também o boletim Interferência sobre Osmar Santos, apresentado no "Olá, Curiosos!", que é levado ao ar, ao vivo, todo sábado das 10 às 12h, no canal do Youtube do Guia dos Curiosos. 

    15 min
  • #66 O Marinheiro, de Fernando Pessoa (com Cia Literarte)

    A peça "O Marinheiro", escrita por Fernando Pessoa em 1913, ganhou destaque ao ser selecionada para a lista de leitura da Unicamp. 

    Trata-se do único texto teatral de Fernando Pessoa publicado em vida.

    Em “O Marinheiro”, três personagens conversam sobre suas existências. A cena se passa em um velório, em que uma delas comenta sobre um sonho com um marinheiro. Em um espaço atemporal, as três veladoras passam a noite entre sonhos, acontecimentos e imaginação.

    Aqui você acompanha uma leitura dramática com o elenco da Cia. Literarte: Fernando Silveira, Cida Torlai, Andréia Goulart e Melissa Alves. 



    47 min
  • #65 Radiografia: Odayr Baptista antes, durante e depois da Rádio Camanducaia

    Há um ano, em 31 de julho de 2019, a comunicação perdia o talento de Odayr Baptista, que ficou conhecido como o criador da Rádio Camanducaia. Para homenagear o radialista, reproduzo na íntegra a conversa que tive com ele quando o Peças Raras completou 2 anos. 

    A entrevista com Odayr Baptista foi realizada na segunda, dia 12 de maio de 2008, e rendeu uma hora e meia de boas histórias e curiosidades. Em três episódios, os ouvintes-internautas têm a oportunidade de acompanhar os primeiros passos de Odayr Baptista, desde suas brincadeiras de menino que já envolviam o rádio até a passagem como locutor noticiarista, radioator e apresentador de programas nas Rádios Record e Bandeirantes de São Paulo.

    Em um dos momentos mais emocionantes da conversa, Odayr lembra do início do Arquivo Musical, do qual foi o primeiro apresentador, e cita com carinho a amizade que tinha com o também saudoso Antonio Carvalho. Na primeira parte, o bom humor fica a cargo da participação como ator na TV Bandeirantes, na novela “Ricardinho, sou criança, quero viver”. Na época, já casado e com filhos, teve que representar uma cena de beijo, o que poderia significar um abalo em sua relação familiar. A sorte é que o capítulo seria exibido no dia do aniversário da sogra, tendo tudo para passar desapercebido. O problema começou quando a Bandeirantes escolheu a cena para a chamada da novela. Eis que em plena tarde, assistindo à TV, os filhos de Odayr vêem o comercial e gritam para a mãe: “vem ver, o pai ta beijando na TV”.

    Na segunda parte da entrevista, você entra em sintonia total com a Rádio Camanducaia. Odayr Baptista conta como surgiu o convite para participar do Show de Rádio, na Jovem Pan; revela a origem do nome de sua criativa emissora; coloca no ar – com exclusividade – edições extraordinárias de rádios que fazem parte do conglomerado Camanducaia, como a Dourado e a Cotia. Divirta-se!

    A terceira e última parte da entrevista especial com Odayr Baptista conta sobre os planos dele naquele ano de 2008 e traz o ecletismo de Odayr como locutor comercial. O ponto alto, no entanto, fica para as versões de Trem das Onze em alemão e japonês e de "Detalhes", de Roberto Carlos, cantada em português de Portugal.

    1 hr 33 min
  • #64 Museu Virtual: Hebe, Nhô Totico e 2ª Guerra

    O audioguia de mais uma visita à memória do rádio desta vez vem do aluno de Rádio e TV da FAAP, André de Amorim. Abaixo, o texto e os áudios que você ouve neste passeio. Tem Nhô Totico e sua pioneira escolinha, Hebe Camargo cantando e o anuncio do fim da 2ª Guerra:

    Maria de Nazareth nasceu no dia 28 de setembro de 1932, ou seja, aproximadamente dez anos após a primeira transmissão oficial de rádio em território nacional.

    O primeiro aparelho adquirido por sua família foi quando ela tinha apenas sete anos de idade. Apesar do estereótipo dos aparelhos enormes da época, que ocupavam móveis inteiros, no caso da família dela, era um rádio relativamente pequeno, tendo uns quarenta centímetros de comprimento.

    De acordo com sua memória, a família seguia uma rotina. De dia, os adultos trabalhavam e as crianças iam para a escola, porém, quando a noite chegava todos se reuniam na sala para ouvir o rádio. Naquela época, as crianças eram estritamente proibidas de tocar nos botões do dispositivo.

    Segundo seu pai, isso acontecia porque era uma aparelho caro e frágil. O que sua família mais gostava de escutar, na época, era o programa jornalístico "A Hora do Brasil", além das programações musicais, enormemente apreciadas por ela.

    Em relação ao radiojornalismo, Maria ainda comenta sobre uma sensação de conexão mundial. Como sua família morava em um bairro um pouco mais distante do centro de São Paulo e o transporte da época era restrito, o acesso às informações, principalmente para uma criança, não era tão fácil.

    A chegada do rádio facilitou, nesse sentido, afinal, agora as notícias adentravam as casas sem grandes restrições. Ainda pensando na infância e na juventude, Maria de Nazareth se lembra de alguns programas e personalidades que marcaram aquele período. Esse é o caso de Nhô Totico, com o programa "Escolinha de Dona Olinda", QUE RELEMBRAMOS AQUI, EM UMA ENTREVISTA DADA PELO SAUDOSO HUMORISTA AO APRESENTADOR GERALDO NUNES. O ÁUDIO É DO INÍCIO DA DÉCADA DE 1990, QUANDO O JORNALISTA APRESENTAVA O “São PAULO DE TODOS OS TEMPOS”, NA ELDORADO AM.

    Maria de Nazareth também se lembra de Chacrinha no rádio, com o programa "Rei Momo na Chacrinha" e das cantoras Hebe Camargo e Lolita Rodrigues, que iniciavam suas carreiras naquele cenário radiofônico. E NO NOSSO MUSEU VIRTUAL VAMOS LEMBRAR DE UMA RECONSTITUIÇÃO DO SURGIMENTO DA CANTORA HEBE NO RÁDIO, FEITA PARA O QUADRO INTERFERÊNCIA PRODUZIDO POR MIM PARA O “VOCÊ É CURIOSO?”, DA RÁDIO BANDEIRANTES.

    Para Maria de Nazareth, um dos acontecimentos mundiais que mais marcou sua história com o rádio foi o cenário da Segunda Guerra Mundial. Pelo que ela conta, a região de Pirituba onde ela morava, era bastante ligada ao cenário das migrações. Assim, em sua vizinhança, havia muitas famílias de húngaros, italianos, ingleses e seus descendentes. Dessa forma, mesmo que a guerra parecesse distante para aquela jovem que morava no Brasil, todos tinham parentes que ingressavam o cenário tenebroso do conflito. Então, para ela, se tornou inesquecível o momento em que, pelo rádio, foi anunciado o fim da guerra.

    REPÓRTER ESSO – ACABOU A GUERRA

    O momento era de festa, as pessoas comemoravam aliviadas que seus parentes finalmente estariam em segurança, longe de batalhas. Bom, isso é um pouco da história que Maria de Nazareth, com seus oitenta e sete anos de idade, lembra de ter vivido, na companhia do rádio. Pelo que ela conta, o aparelho fez parte de sua história, tendo sido um objeto que proporcionou diversas aprendizagens e fez com que ela entrasse um pouco mais em contato com diferentes culturas.

    13 min
  • #63 Peças Raras em homenagem a José Paulo de Andrade

    Ao amanhecer na sexta, 17 de julho de 2020, parece que perdi mais um tio, ao ouvir a notícia de que a voz mais marcante do rádio para mim se calou, mais uma vítima da pandemia de Covid-19.

    Nesta edição especial produzida para o programa "Você é Curioso?", uma série de áudios raros com o "Zé do Pulo". No blog Peças Raras, há outros momentos dedicados ao apresentador. 

    36 min
  • #62 José Paulo de Andrade no Sofá Bandeirantes, com Paulo Galvão

    No começo desse período de distanciamento social, perdi um dos tios que me influenciou muito em relação à paixão pelo rádio. Ele nos levava à praia e no caminho, logo cedinho deixava o rádio sintonizado em um programa que tinha um gatinho miando. Foi ali que passei a admirar José Paulo de Andrade.

    Para mim, acordar e ouvir "O Pulo do Gato", na Rádio Bandeirantes, passou a ser um momento de muita alegria. E assim seguiu em minha memória afetiva e também no dial.

    Ao amanhecer hoje, parece que perdi mais um tio. Estou em prantos diante da notícia de que a voz mais marcante do rádio para mim se calou nesta manhã escura, mais uma vítima da pandemia de Covid-19.

    No blog Peças Raras publiquei uma série de entrevistas e áudios com Zé Paulo. Aqui compartilho um deles, a entrevista na estreia do quadro Sofá Bandeirantes, conduzida por Paulo Galvão (atualmente apresentador do Madrugada CBN). 

    1 hr 2 min
  • #60 Rádio Romance e a literatura no rádio

    Estamos em meados da década de 1950. Um dos destaques da programação da Rádio Bandeirantes é o História da Literatura Brasileira. A relação entre rádio e literatura parece ideal. Ambos mexem com a imaginação.

    Aliás, adaptações de obras literárias são a origem do radioteatro. Aqui mesmo no Interferência já reconstituímos o principal capítulo dessa história: a dramatização de “A Guerra dos Mundos”, em 1938, a partir do livro de HG Welles.

    Voltando à literatura brasileira, antes de Moles, a Bandeirantes conta com José Medina e Otávio Gabus Mendes, que também no final da década de 1930, fazem adaptações de grandes textos para o rádio.

    Agora, na era dos podcasts, os radioteatros ou audiodramas também se voltam à literatura brasileira. As adaptações estão no aplicativo Palco Literário Digital. Lá você encontra alguns trechos para entrar em contato com as obras que já estão disponíveis. Uma delas é o clássico “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis.

    ACHADOS DO ESPAÇO

    Na década de 1930, para estimular o consumo de seus produtos, a Lever decide trazer ao Brasil uma experiência bem-sucedida na matriz: a Lintas, uma agência de publicidade para atender exclusivamente à Unilever.  A partir dos anos 50, a marca passa a patrocinar a produção e distribuição de radioteatros.

    Já, no final dos anos 1980, sob o comando de Castro Negrão, a Lintas dá nova orientação às produções da Gessy Lever. Entra no ar o projeto Radiocriatividade, tendo por base três atrações: Radio Romance, Radio Riso e Radio Encontro, do qual destacamos a participação de Moacyr Franco no episódio de número 13 do podcast Peças Raras.

    Mas como o capítulo que estamos tratando aqui é o da adaptação de obras literárias para o áudio, acompanhe uma edição completa do Rádio Romance – incluindo jingles de produtos da Unilever – do final dos anos 80.  As fitas cassetes com as criações da Lintas eram enviadas às rádios interessadas, com três minutos de publicidade dos variados produtos de limpeza e de toalete da atual Unilever. Aliás, apenas por curiosidade, as novelas nos Estados Unidos, onde o gênero nasceu, são chamadas de “soap opera” justamente porque foram criadas para anunciar produtos de limpeza para o lar e de higiene pessoal.

    29 min
  • #61 O Emplasto anti-hipocondríaco de Cloroquina

    Ao produzir um boletim sobre literatura no rádio (que está no episódio anterior), acabei me lembrando da genialidade de Machado de Assis e resolvi fazer esta crônica sonora. 

    Todo o problema acabou, o Emplasto Cloroquina chegou! Ouça e tranquilize-se!

    Crédito: arte extraída do Youtube do pesquisador da obra machadiana, José Almeida Júnior.

    4 min

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O podcast Peças Raras foi criado em 2006 pelo professor e radialista Marcelo Abud.

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