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Quando olhamos para as grandes descobertas da ciência básica e da medicina global, não encontramos apenas novas tecnologias ou conceitos complexos. Encontramos também novas formas de entender a fisiologia do corpo, reinterpretar mecanismos conhecidos e buscar respostas mais precisas para sintomas que acompanham a nossa prática clínica diária.
Neste episódio do Pele Digital Cast, trazemos uma análise sobre o Prêmio Nobel de Medicina outorgado aos pesquisadores Peter Hegemann, Georg Nagel e Karl Deisseroth pela descoberta das channelrhodopsins e pelo desenvolvimento da optogenética.
A partir da observação de como uma simples alga unicelular responde à luz, os cientistas desenvolveram uma ferramenta capaz de ligar e desligar populações neuronais específicas com precisão de milissegundos. Ao longo da conversa, discutimos como essa revolução no controle neural abre caminho para compreender vias do sistema nervoso e sua direta correlação com a pele.
O que você vai aprender
Ao longo do episódio, você vai entender o conceito fundamental da optogenética e como essa tecnologia de precisão revoluciona a neurofisiologia e o entendimento das respostas cutâneas.
A conversa aborda desde a origem da descoberta em algas até o mapeamento de vias específicas de prurido (coceira) e dor. Discutimos como experimentos optogenéticos comprovaram que o prurido possui circuitos neurais próprios — como as fibras C que expressam receptores específicos — e não é apenas uma variação sutil da dor.
O episódio passa ainda pela surpreendente comunicação entre os queratinócitos e as fibras nervosas da pele. Através da ativação e do silenciamento de queratinócitos por estimulação luminosa, demonstra-se que a pele atua ativamente no disparo neural de sensações. Além disso, abordamos as perspectivas futuras da optogenética na modulação imunológica e no resgate funcional em patologias degenerativas.
Por que ouvir este episódio
Porque a inovação e o avanço da medicina nem sempre nascem do estudo direto de uma doença dermatológica, mas da aplicação inteligente de descobertas da ciência básica.
Entender a optogenética nos convida a migrar de uma visão puramente regional dos órgãos para uma análise de circuitos, especificidade celular e causalidade direta.
Este episódio convida dermatologistas e médicos a ampliar o olhar para além da prática diária do consultório, acompanhando como descobertas premiadas mundialmente ajudam a responder perguntas fundamentais sobre a sensibilidade cutânea, a inflamação e a neuroimunologia da pele
Quando olhamos para a dermatologia produzida em outros países, não encontramos apenas novos tratamentos. Encontramos também outras formas de pensar a doença, interpretar seus mecanismos e buscar soluções que podem ser simples, acessíveis e cientificamente interessantes.
Neste episódio do Pele Digital Cast, Omar Lupi compartilha sua experiência no congresso de dermatologia realizado na Indonésia e apresenta alguns dos temas que mais chamaram sua atenção durante o encontro.
Entre eles, um estudo apresentado por dermatologistas chineses sobre o uso da termoterapia no tratamento de verrugas associadas ao HPV, especialmente em mãos e pés. Mais do que observar a resposta clínica, os pesquisadores avaliaram alterações no ambiente imunológico da pele antes e depois do tratamento, levantando uma discussão interessante sobre o papel da resposta imune na persistência dessas lesões.
O que você vai aprenderAo longo do episódio, você vai conhecer algumas das abordagens discutidas pela dermatologia asiática e entender por que determinadas doenças podem exigir um olhar que vá além da própria lesão.
A conversa aborda o uso da termoterapia em verrugas, as possíveis mudanças no microambiente imunológico da pele e a importância de interpretar esses resultados com cautela, já que os estudos ainda precisam ser ampliados e reproduzidos em outras populações.
Omar também comenta temas ligados à dermatologia ambiental, como acidentes provocados por animais marinhos, doenças infecciosas ainda presentes em algumas regiões da Ásia e os desafios dermatológicos enfrentados por populações que vivem e trabalham em contato constante com o ambiente aquático.
O episódio passa ainda pela presença crescente da dermatocosmética coreana, pela valorização de dados epidemiológicos e de saúde pública nos congressos asiáticos e pelas possibilidades de colaboração internacional entre dermatologistas de diferentes países.
Por que ouvir este episódioPorque inovação em dermatologia nem sempre significa uma nova molécula, um equipamento mais sofisticado ou um tratamento de alto custo.
Às vezes, ela nasce de uma nova maneira de interpretar mecanismos conhecidos, da observação de diferentes populações ou até da recuperação de estratégias terapêuticas simples sob uma nova perspectiva científica.
Este episódio convida dermatologistas a ampliar o olhar para além da prática brasileira e acompanhar como diferentes regiões do mundo estão investigando doenças, propondo tratamentos e construindo novas perguntas para problemas que também fazem parte do nosso dia a dia clínico.
A rosácea costuma ser definida como uma dermatose inflamatória crônica, caracterizada por flushing, eritema, telangiectasias, pápulas e pústulas. Mas será que observar apenas a inflamação é suficiente para compreender a doença?
Neste episódio do Pele Digital Cast, Fábio apresenta uma provocação: pensar a rosácea como um “transtorno de ansiedade cutânea”. Uma analogia, ainda não reconhecida como definição oficial, que ajuda a compreender uma pele em constante estado de alerta, capaz de reagir de maneira intensa a estímulos ambientais, tópicos, alimentares e emocionais.
Direto das Filipinas, Omar Lupi também participa da conversa e amplia o debate com observações clínicas e relatos de sua passagem pela Ásia.
O que você vai aprenderAo longo do episódio, você vai entender por que a rosácea não deve ser interpretada como uma evolução linear entre diferentes subtipos e como a abordagem fenotípica pode contribuir para diagnósticos mais precoces e individualizados.
A conversa aborda os desafios do reconhecimento da rosácea em peles morenas e negras, a hiperreatividade dos mecanismos de defesa cutânea, o papel do receptor Toll-like 2, a relação entre microbiota, Demodex e barreira da pele, além das possíveis conexões entre intestino e manifestações cutâneas.
O episódio também discute por que tratar apenas a inflamação pode significar agir sobre o desfecho, sem necessariamente alcançar os mecanismos que mantêm a pele em estado de hipersensibilidade.
Por que ouvir este episódioPorque compreender a rosácea exige olhar além da vermelhidão, das pápulas e das pústulas. É preciso investigar o que coloca essa pele em alerta, quais estímulos amplificam suas respostas e por que pacientes com manifestações semelhantes podem apresentar mecanismos diferentes.
Este episódio convida dermatologistas a rever conceitos tradicionais, aprimorar o raciocínio clínico e pensar em estratégias mais precoces, personalizadas e integradas para o diagnóstico e o manejo da rosácea.
Episódio #229 - Tratamento de Acnes com Peeling
Parte 3: A Vida Real no Consultório e a Prática Clínica
Neste episódio 229, fechamos a nossa trilogia sobre o papel dos peelings químicos no tratamento da acne. Desta vez, fazemos a ponte essencial entre a ciência dos artigos científicos — que funcionam em ambientes parcialmente controlados — e os desafios e adaptações da vida real do consultório.
A partir da experiência clínica de vida real, exploramos como personalizar formulações, adaptar veículos e associar técnicas de acordo com o fototipo, a sensibilidade e o momento da pele de cada paciente. Mostramos que o sucesso do tratamento vai muito além da teoria, exigindo um refinamento prático que apenas a vivência clínica pode proporcionar.
O que você vai aprender:
Por que ouvir este episódio:
Porque dominar a teoria e a bioquímica dos ácidos é apenas a metade do caminho; a excelência clínica exige saber traduzir esses dados para a cadeira do paciente.
Neste Cast, você vai mergulhar em dados de vida real e discussões práticas sobre quando associar diferentes ácidos (como perúvico com retinóico), como preparar a pele e como construir protocolos seguros até para os casos mais desafiadores e com risco de queloide.
O episódio 229 é a consolidação de tudo o que discutimos nesta maratona, entregando as ferramentas que você precisa no seu consultório amanhã para tratar acne, oleosidade e cicatrizes com uma curva de aprendizado segura, resultados otimizados e precisão absolutaNeste episódio 228, aprofundamos a discussão sobre o papel dos peelings químicos no tratamento da acne e de suas sequelas, mas com uma mudança importante de perspectiva: sair da lógica antiga da descamação pela descamação e entrar no raciocínio clínico, mecanístico e estratégico.
A partir da análise de 111 artigos científicos, exploramos como os peelings deixaram de ser vistos apenas como agentes “abrasivos” ou “secativos” e passaram a ocupar um lugar mais sofisticado dentro dos protocolos: modulando inflamação, microbioma, qualidade do sebo, resposta celular, cicatrização e associação com outras tecnologias.
O que você vai aprender:
O Fim do Peeling de Força Bruta: Entenda por que o raciocínio moderno não é mais “quanto mais arder, melhor”. O peeling precisa ser pensado pela sua ação biológica, pela formulação, pelo veículo e pelo objetivo clínico, não apenas pela profundidade ou pela descamação visível.
O Comedão Como Lesão Inflamatória: Rasgamos o dogma de que o comedão é uma lesão puramente mecânica e não inflamatória. A inflamação começa antes do que muitos imaginam, e isso muda completamente a forma de usar peelings na acne.
Peeling Como Modulador, Não Apenas Como Esfoliante: O episódio mostra como ácidos como o salicílico podem atuar em vias inflamatórias, na qualidade do sebo, na microbiota cutânea e no ambiente folicular, indo muito além da ideia simplista de “limpar poros”.
Isotretinoína e Procedimentos: A Quebra de Um Medo Antigo: Discutimos por que a associação entre isotretinoína e peelings não deve mais ser vista como uma proibição automática. Quando bem indicada e bem conduzida, essa combinação pode melhorar o controle da acne e a resposta clínica.
Sebo, Microbioma e Acne: A Nova Leitura Clínica: Em vez de pensar apenas em reduzir oleosidade, o episódio explica a importância de modificar qualitativamente o sebo, restaurar equilíbrio da pele e entender a acne como um fenômeno inflamatório, metabólico e microbiológico.
Formulações Magistrais e Veículos Modernos: O sucesso do peeling não depende apenas do ácido escolhido. Entram em jogo o veículo, a concentração, o pH, a tolerabilidade, a entrega dos ativos e o conforto do paciente. É aqui que a formulação deixa de ser receita pronta e vira estratégia clínica.
Acne da Mulher Adulta e Ativação Celular: Exploramos como o peeling pode se conectar com temas mais atuais, como autofagia, inflamação persistente, perfil hormonal e acne da mulher adulta, ampliando o raciocínio para além do tratamento clássico da lesão ativa.
Cicatrizes e Inflamação no Mesmo Protocolo: Um dos grandes dogmas discutidos é a ideia de que primeiro se trata a acne e só depois as cicatrizes. O episódio mostra como pensar em protocolos que atuam simultaneamente na inflamação, na textura, na epiderme e na derme.
Associações com Laser e Microagulhamento: Falamos sobre a construção de protocolos em camadas, combinando peelings com tecnologias como laser não ablativo e microagulhamento, sempre respeitando profundidade, sequência, indicação e objetivo terapêutico.
Peeling Personalizado: O episódio reforça que não existe peeling universal. Existe raciocínio clínico. O médico precisa saber escolher o ácido, o veículo, a associação e o momento certo para cada paciente, cada pele e cada fase da acne.
Por que ouvir este episódio:
Porque os peelings químicos ainda são cercados por protocolos engessados, medos herdados e regras repetidas sem questionamento. E a prática clínica atual exige mais do que aplicar ácido e esperar descamar.
Neste Cast, você vai entender por que o peeling químico pode ser uma ferramenta refinada de modulação inflamatória, metabólica e reparadora, especialmente quando integrado a terapias tópicas, sistêmicas e tecnologias.
O episódio 228 é uma imersão direta para o médico que quer abandonar o piloto automático, atualizar seus protocolos e enxergar os peelings como parte de uma estratégia clínica mais inteligente para tratar acne, sequelas e cicatrizes com mais precisão, segurança e resultado.
Neste episódio 227, mostramos como a ciência baseada em evidências está mudando o horizonte dos protocolos clínicos. Partindo da análise de mais de 100 artigos científicos, abandonamos o modelo clássico focado na força bruta e na observação visual superficial para abraçar a mecanística química, o equilíbrio do microbioma e o poder das associações terapêuticas.
O que você vai aprender:
Por que assistir este episódio:
Porque continuar aplicando protocolos generalistas de peeling, baseados apenas na descamação, no ressecamento agressivo e no medo de associações, é limitar os resultados da sua clínica e o conforto do seu paciente.
Neste Cast, você vai entender por que o peeling químico é uma ferramenta sofisticada de modulação celular, que exige uma visão integrada com as terapias tópicas e sistêmicas.
O episódio 227 é uma imersão direta e embasada na literatura para o médico que deseja modernizar seu arsenal, dominar o raciocínio das formulações magistrais e assumir o controle na criação de estratégias personalizadas para o manejo da acne e de suas cicatrizes.
O nosso encontro especial sobre as novas perspectivas no diagnóstico, fisiopatologia e tratamento do granuloma anular já está disponível no Pele Digital Cast.
Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir uma verdadeira aula magna conduzida pelos doutores Fábio Francesconi e Omar Lupi, desconstruindo a falsa percepção de que uma doença visualmente simples de diagnosticar é necessariamente fácil de tratar.
Neste episódio 226, mostramos como a ciência está mudando o horizonte dessa condição, abandonando o modelo clássico focado puramente na morfologia para abraçar a complexidade do imunometabolismo, as vias moleculares e o uso de terapias-alvo, como os inibidores de JAK.
O que você vai aprender:
Por que assistir este episódio:
Porque continuar enxergando o granuloma anular apenas pelas suas formas clínicas tradicionais, tratando as lesões com opções limitadas e sequências exaustivas de corticoides, é manter o paciente preso a um ciclo de frustração.
Neste Cast, você vai entender por que uma simples lesão em anel exige uma visão clínica integrativa, atenta a possíveis comorbidades ocultas e marcadores histológicos determinantes, como a presença de mucina e células gigantes.
O episódio 226 é uma imersão densa e necessária para o médico que deseja dominar a biologia molecular da pele, compreender as nuances da medicina translacional e assumir o controle no manejo das formas disseminadas e resistentes do granuloma anular.
O nosso encontro especial sobre a fotobiomodulação e a ciência por trás da luz vermelha já está disponível no Pele Digital Cast.
Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir uma verdadeira aula magna conduzida pelo time Pele Digital (Fábio, Omar e Andréa), mostrando como a medicina está reescrevendo o uso da luz não apenas como energia física, mas como um verdadeiro ativo farmacológico e modulador biológico.
Neste episódio 225, discutimos por que o Red Power (a tecnologia da luz vermelha) vai muito além da estética básica. Explicamos como a luz atua como uma molécula sinalizadora complexa capaz de reescrever o metabolismo celular, destravando a respiração mitocondrial e resgatando a função biológica de tecidos envelhecidos, inflamados ou doentes.
O que você vai aprender:Porque continuar enxergando lasers e LEDs apenas como fontes de "calor" ou "dano térmico", sem entender a cascata bioquímica, inflamatória e epigenética que eles desencadeiam no redoxoma da célula, é ficar preso a uma medicina mecânica e limitante.
Neste Cast, você vai entender por que a verdadeira solução antienvelhecimento e de reparo tecidual exige o domínio da fotobiologia, tratando a luz com o respeito de uma droga capaz de modular cascatas de sinalização celular profundas.
O episódio 225 é uma masterclass densa e essencial para o médico que deseja dominar a dosimetria (fluência e irradiância), parar de focar apenas na potência da máquina e passar a utilizar a ciência do Red Power para reprogramar com precisão a pele dos seus pacientes.
Uma doença descrita há mais de 80 anos, mas que permaneceu por décadas confundida com obesidade, insuficiência venosa, celulite e até falta de disciplina da paciente.
O novo episódio do Pele Digital Cast já está disponível e traz uma verdadeira aula sobre o lipedema, sua fisiopatologia, os sinais clínicos que não podem ser ignorados e o papel estratégico do dermatologista no diagnóstico e no acompanhamento desses pacientes.
Ao lado da Dra. Larissa, referência no estudo e tratamento do lipedema, o time Pele Digital mostra por que essa não é uma “doença da moda”, mas uma condição crônica, progressiva e multifatorial que ganhou maior reconhecimento após sua inclusão no CID-11.
Neste episódio 225, você vai entender como alterações hormonais, predisposição genética, distúrbios microvasculares, inflamação, atividade física inadequada e diferentes padrões alimentares podem interferir diretamente na manifestação e na descompensação da doença.
O que você vai aprender:
Uma doença que passou 80 anos no limbo diagnóstico:
Entenda por que tantas pacientes foram tratadas durante anos como se tivessem apenas obesidade, varizes ou celulite. A falta de conhecimento sobre o lipedema levou à indicação de abordagens inadequadas, incluindo procedimentos estéticos que poderiam piorar o quadro.
A relação entre genética, estrogênio e lipedema:
A doença costuma se manifestar ou se agravar durante períodos de mudança hormonal, como puberdade, gestação, menopausa e uso de anticoncepcionais. O episódio explica por que a alteração não está necessariamente nos níveis sanguíneos de estrogênio, mas em sua ação local no tecido adiposo.
Homens também podem desenvolver lipedema:
Embora seja mais frequente em mulheres, o lipedema também pode acometer homens, principalmente em situações de hipogonadismo, redução da testosterona, doenças hepáticas, obesidade ou uso de hormônios femininos. A predisposição genética continua sendo um elemento decisivo.
Lipedema não é sinônimo de obesidade:
A gordura do lipedema possui características próprias e não responde da mesma maneira a dietas hipocalóricas ou aos exercícios convencionais. Muitas pacientes emagrecem da cintura para cima, mas permanecem com uma desproporção corporal evidente nos membros inferiores.
Quando o exercício físico pode piorar o quadro:
Atividades de alto impacto podem aumentar a inflamação e intensificar os sintomas em algumas pacientes. Exercícios aquáticos, fortalecimento da panturrilha e musculação individualizada podem ajudar no retorno venoso, na drenagem linfática e na manutenção da massa muscular.
A diferença entre celulite e lipedema:
Enquanto a lipodistrofia ginoide apresenta um aspecto mais estável, o lipedema pode variar de acordo com o estado inflamatório da paciente. Dor à palpação leve, sensação de peso, edema no final do dia, hematomas espontâneos e oscilação no aspecto da pele são sinais importantes para o diagnóstico diferencial.
A origem da dor e dos hematomas:
A dor do lipedema não deve ser minimizada. Alterações microvasculares podem provocar extravasamento de líquido, hipóxia do tecido adiposo e dor isquêmica. A fragilidade dos capilares também ajuda a explicar o aparecimento frequente de hematomas sem trauma aparente.
Inflamação, mastócitos e sintomas cutâneos:
O episódio mostra como macrófagos e mastócitos participam da fisiopatologia da doença. Prurido, manifestações urticariformes, aumento da permeabilidade vascular e maior tendência a processos alérgicos podem fazer parte desse ecossistema inflamatório.
Tirzepatida no tratamento do lipedema:
A discussão aborda o uso off-label da tirzepatida e suas possíveis ações além da perda de peso, incluindo modulação inflamatória, melhora do metabolismo do adipócito e atuação sobre mediadores como TNF-alfa e interleucina 6. Seu uso exige avaliação individualizada, prescrição e acompanhamento médico.
O papel do atendimento multidisciplinar:
Dermatologia, cirurgia vascular, endocrinologia, nutrição e fisioterapia precisam trabalhar em conjunto. O tratamento não deve se concentrar apenas na aparência das pernas, mas em todos os fatores hormonais, vasculares, metabólicos, musculares e inflamatórios envolvidos.
Por que assistir a este episódio:
Porque olhar para uma paciente com dor, edema, hematomas e desproporção corporal e resumir tudo a “celulite” ou “excesso de peso” pode atrasar o diagnóstico e perpetuar tratamentos frustrantes.
O lipedema exige escuta clínica, exame físico cuidadoso, conhecimento fisiopatológico e uma abordagem verdadeiramente individualizada.
Neste Pele Digital Cast, você vai descobrir por que examinar as pernas de uma paciente que chegou ao consultório para tratar melasma, queda de cabelo, psoríase ou realizar um procedimento estético pode revelar uma doença ainda não diagnosticada.
O episódio 225 é essencial para dermatologistas que desejam ampliar sua capacidade diagnóstica, evitar intervenções inadequadas e assumir o protagonismo no cuidado de uma condição que já representa aproximadamente 60% dos atendimentos na clínica da Dra. Larissa.
O nosso encontro especial sobre a doença que saiu do limbo diagnóstico e se tornou um dos maiores desafios do consultório médico já está disponível no Pele Digital Cast.
Se você não conseguiu acompanhar ao vivo, agora pode conferir uma verdadeira aula magna conduzida pelo time Pele Digital e pela Dra. Larissa, referência nacional no assunto, mostrando como a medicina está reescrevendo a abordagem dessa condição complexa.
Neste episódio 224, discutimos por que o lipedema não é uma "doença da moda", mas sim uma patologia inflamatória crônica reconhecida pelo CID-11, que por 80 anos foi negligenciada e confundida com obesidade, insuficiência venosa e celulite. A nova era do tratamento compreende que existe um tecido adiposo doente, e a solução passa por uma visão clínica apurada e multidisciplinar.
O que você vai aprender:
Por que assistir este episódio:
Porque continuar tratando queixas de membros inferiores apenas como "celulite" ou "excesso de peso", sem investigar o ecossistema vascular e inflamatório, é ficar preso a uma medicina superficial.
Neste Cast, você vai entender por que a verdadeira solução exige empatia clínica, domínio fisiopatológico e a escolha cirúrgica das melhores abordagens e tecnologias terapêuticas.
O episódio 224 é uma masterclass densa e essencial para o médico que deseja parar de enxugar gelo com tratamentos estéticos ineficazes e passar a diagnosticar com precisão uma doença que pode representar até 60% das queixas do seu consultório.
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Dermatologia comentada pelos dermatologistas e professores Fabio Francesconi e Omar Lupi. Participe deste bate papo dermatológico descontraído e ao mesmo tempo muito rico de conteúdo

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