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Nova manifestação dermatológica na COVID?
Em apenas 2 dias da semana passada foram publicados 2 casos de Eritema Giratum Repens (EGR) relacionados com a COVID. A primeira publicação foi feita no JEADV on-line no dia 07/08 e já no dia seguinte (08/08), saiu publicado um outro caso no IJD. São 2 revistas indexadas no PubMed, a principal base de dados médicos do mundo.
O EGR já é conhecido há muitos anos apesar de ser bem raro. A maioria dos poucos casos descritos podem acontecer junto com quadros de câncer (síndrome paraneoplásica) mas recentemente outras causas tem sido descritas. A tuberculose pulmonar, o lúpus eritematoso, a CREST e a pitiríase rubra pilar já foram pontualmente descrita em associação com o EGR.
As 2 publicações brasileiras abriram pela primeira vez a possibilidade da COVID também causar o EGR. Será que as vacinas para COVID também podem se associar com o EGR? Será que o acometimento pulmonar grave na COVID, da mesma forma que na tuberculose e carcinoma broncogênico, é quem está por trás do EGR de alguma maneira?
Esta e outras perguntas inquietantes começam a ser respondidas neste episódio do Pele Digital Cast
Episódio imperdível do Pele Digital Cast sobre micoses cotâneas em transplantados
As #emergenciasmedicas, são urgentes.., ou seriam emergenciais?
Como curiosidade, vale lembrar que, na língua portuguesa, não há clara distinção entre as duas palavras. Urgência, mais relacionada a temporalidade, pode definida como um caso ou uma situação de emergência.
Esta por sua vez, possui conotação de gravida, pode ser definida como um caso de urgência
.
Na medicina porém, temos uma diferença entre a #urgenciamedica , que demanda ação rápida, sem espera, porém sem risco de vida iminente. Na #emergenciamedica teremos uma condição que impõe risco de vida iminente.
Mas a pergunta é: existe algum tipo de emergência ou urgência dermatológica?
Vamos conhecer os padrões cutâneos que podem oferecer risco, independente se
classificamos como urgência ou emergência.
A emergência dermatológica, é uma situação tão grave, que demanda centros
especializados, com profissionais subespecializados.
São os casos de insuficiência cutânea aguda, decorrente de perda substancial de pele. Estamos falando dos #queimados.
Perda de função cutânea por outras doenças estão associadas ao descolamento agudo da pele.
Outro contexto de alto risco são as reações anafiláticas que podem exercer risco por obstrução mecânica das vias aéreas, por broncoespasmo e até por isquemia cardíaca na síndrome de Kounis. Urticaria e angioedema são as manifestações cutâneas.
Necrose cutânea pode representar síndromes trombóticas graves e indicar rápida necessidade de anticoagulação.
Vasculites graves também podem necrosar a pele, assim como casos graves de herpes.
Os quadros de rash associados a febre, ou melhor, as erupções febris, representadas por inúmeras doenças, podem indicar doença grave.
Eritrodermias raramente são graves, mas podem oferecer risco para os cardiopatas por aumento da demanda cardíaca.
As fotosensibilidades podem indicar quadros reumatológicos graves. Algumas
infecções graves se manifestam pela pele e os sangramentos cutâneos muitas vezes
indicam condição mórbida grave
Trair e coçar é só começar.., só não comece anti-histamínico
Título de uma peça de teatro, equipara a traição com o ato de coçar.
O ato de coçar, diferente da traição, começa geralmente como um movimento involuntário, repetitivo, em direção à uma região especifica como se fosse uma solicitação da pele.
É um pedido da pele atendido pelo nosso cérebro. Ninguém consegue, de forma consciente, não coçar.
O grande problema é que se a causa do prurido não for identificada, inevitavelmente teremos a cronificação do quadro, situação que leva a um “fortalecimento” dessa via neural, tornando-a cada vez mais efetiva e com o tempo, ela pode se manter independente daquele estímulo inicial…
Além disso, como ocorre na dor, o prurido sofre influência da nossa percepção. Estímulos pruritogênicos semelhantes são percebidos de variadas formas pelos pacientes. 22 Como sintoma, a complexidade do prurido é fascinante.
Pelo prurido podemos fazer diagnóstico de inúmeras condições mórbidas, tanto as de origem cutânea como de doenças de outros órgãos
Nesse episódio o @professorfrancesconi e o @omarlupi vão falar do prurido. Vamos entender mais sobre esse sintoma que tem a pele como central, mas pode nos revelar inúmeras condições.
Só para você saber mais de 50% dos pruridos não vão melhorar com o uso de anti-histamínicos.
Super entrevista com Dr. Alexandre Cauduro sobre transplante de pele. Confira!
Vamos manter a pegada clássica das terças em que vamos apresentar para você manifestações dermatológicas relacionadas ao EBV que você talvez ainda não tenha sido apresentado.
O mais legal deste episódio PDCast é que vamos fazer uma relação inusitada. Algumas destas lesões estão relacionadas à picada, ou melhor dizendo, ao repasto sanguíneo de mosquitos.
Você deve estar se perguntando como essa live se encaixa como esse assunto se encaixa no Rumo ao Diagnóstico.
Não sabe o que é o Rumo ao Diagnóstico? Ainda não está inscrita ou inscrito?
Pare tudo e vá agora para a nossa bio do instae clique no link para já garantir a sua vaga. Bora responder e conectar EBV, mosquito e rumo ao diagnóstico.
Tudo começou com a identificação de pacientes que apresentavam reações às picadas de mosquito. Eram reações diferentes das tradicionais. Isso começou em 1965 e culminou com a inclusão de linfomas cutâneos EBV positivos na nova classificação dos linfomas.
Surreal né? Pelo reconhecimento de um quadro dermatológico chegamos a todo um espectro de doenças que ao me ver não vai parar por aí Ficou interessado? Interessada? Nos conte de algum episódio inusitado que você conheça e que a pele tenha ajudado no processo de raciocínio clínico. E você já sabe que durante o Rumo ao Diagnóstico este é um post sem SPOILERS, logo vamos parar por aqui e te esperar na nossa próxima live, no instagram do @pele.digital. E se estiver gostando, compartilhe este PDCast com os amigos
HTLV: A infecção invisível
Enquanto a COVID ganha os noticiários mundiais há 3 anos e o Ebola assusta nosso sono há 4 décadas, há uma infeção invisível que pode causar câncer e alterações neurológicas graves mas ninguém se dá conta!
O HTLV é o parente oculto do HIV, com quem guarda curiosas similaridades! Provoca doenças de pele incontroláveis e degenerações neurológicas graves mas quase não é discutido. Tem associação íntima e preocupante com um linfoma e, às vezes com leucemia, mas quase não é investigado. E adivinha? No Brasil está presente em alguns locais, como na Bahia, em taxas muito superiores à média mundial.
Na era dos vírus mortais você não pode perder esse episódio do Pele Digital Cast!
Nesse episódio #37 falaremos de um assunto super novo: Oncobiose Cutânea! Não perca!
A relação entre os diferentes microorganismos e câncer é antiga. Oficialmente quem primeiro relaciona os tumores malignos com as infecções é Rudolf Virchow, em sua publicação Die krankhaften Geschwülste Malignant Neoplasias. Na época, mesmo sem os elementos necessários ele fora capaz de conectar o trinômio: câncer-infecção-inflamação.
E as doenças infecciosas se mantiveram importante na jornada científica da oncologia. Em 1911, Rous é o primeiro a induzir a formação de tumor em cultura de células. William Coley utiliza bactérias mortas para o tratamento de tumores malignos inoperáveis, configurando a primeira imunoterapia.
Para resumir a história, temos hoje reconhecidamente 05 agentes considerados carcinógenos classe 01 (assim como o ultravioleta): Helicobacter pylori, vírus da hepatitis B, vírus da_hepatitis C_,
vírus Epstein-Barr e o HHV-8. Além disso temos documentação do impacto da vacinação contra o HPV na incidência do câncer de colo de útero.
Com toda essa introdução pergunto: como ficam os componentes do nosso microbioma? Seriam vilões ou mocinhos?
Adianto que o seu microbioma pode contribuir para o desenvolvimento de tumores malignos assim como te proteger de tumores. Também adianto que as respostas aos diferentes tratamentos contra o câncer também sofrem influencia do microbioma. E por fim todo esse conhecimento vai nos ajudar na estruturação de estratégias de combate ao câncer.
Se você gosta do tema venha ouvir nosso Pele Digital Cast!
Nesse episódio falaremos dos TOP 5 da relação entre HPV e o Câncer. Confira!
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Dermatologia comentada pelos dermatologistas e professores Fabio Francesconi e Omar Lupi. Participe deste bate papo dermatológico descontraído e ao mesmo tempo muito rico de conteúdo

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