“Usando a ortografia fonética do Wireless graficamente, o projeto começa como uma desarticulação verbal da palavra para gerar reflexões sobre os processos de comunicação à distância (...) O projeto é pensado como uma espécie de desprogramação, do digital ao analógico, como uma reflexão sobre a função especulativa de certos objectos atávicos, tais como os desenhos de ventiladores de penas da zona de Puriscal na Costa Rica. Estes objetos estão carregados de histórias que relaciono com a minha família, que preserva tradições de herança indígena cujas origens e significados, no entanto, são largamente desconhecidos. As diferentes narrativas (re)constituem os objetos e as suas funções (...). Reimagino o objeto como um arquivo vivo que, tendo em vista um futuro aberto, armazena diversas formas de conhecimento e dá origem a uma multiplicidade de usos e a distintas ordens simbólicas.”
Os processos de investigação artística de Christian Salablanca Diaz são influenciados por mitos e narrativas que surgem de encontros familiares com comunidades ancestrais. Ele parte de histórias de tradição oral que explicam conhecimentos antigos e simbólicos para desenvolver as suas instalações, esculturas, desenhos e performances.