As companhias abertas, empresas que permitem a qualquer pessoa comprar suas ações por meio da bolsa de valores, têm grande relevância na economia brasileira. Os 270 maiores negócios de capital aberto geraram, em 2024, R$2,1 trilhões de Valor Adicionado frente a um Produto Interno Bruto (PIB) de R$11,7 trilhões, equivalente a 17,9% da riqueza medida no país. A informação foi revelada pela pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca).Entretanto, o estudo também revela uma queda da quantidade de companhias abertas nas últimas décadas: de 579 em 1990 para 331 em 2024, devido à perseguição do equilíbrio fiscal do país, o que elevou a carga tributária de 26,5% do PIB em 1997 para 32,3% em 2024. Esse arranjo se concentrou nas organizações do Lucro Real, em especial as de capital aberto, que já enfrentam uma alta tributação corporativa. Em entrevista ao Podcast do Correio, o presidente-executivo da Associação Brasileira das Companhias Abertas, Pablo Cesário, falou sobre o estudo e seus principais números com as jornalistas Denise Rothenburg e Rosana Hessel. Ele disse que o levantamento, para medir a importância focou em 3 aspectos: governo, com foco no pagamento de tributos; pessoal, com pagamento aos funcionários; fornecedores, com os pagamentos realizados às cadeias produtivas.“Os números são realmente impressionantes, toda a economia do Brasil está em cerca de R$11 trilhões de reais, essas 270 empresas são responsáveis por 18% do PIB (R$2,1 trilhões). Significa que essas empresas são responsáveis por 23% de toda a arrecadação tributária do país.”, destacou.