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No segundo episódio de Temas Contemporâneos de EPI, discutimos sobre a ascensão econômica da China, a atuação do país dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a construção de marcas globais chinesas. Participa deste episódio o professor da FGV, Paulo Ferracioli, que é engenheiro eletrônico (ITA), mestre em economia (IE/UFRJ) e especialista em Relações Internacionais (UCAM).
No quarto episódio do quadro História e Teorias Aplicadas de EPI, tratamos do declínio (ou mito do declínio) da hegemonia norte-americana. A conversa com Jales Dantas da Costa gira em torno da sua dissertação de mestrado, defendida em 2005, na UFSC, que trata da possível crise da hegemonia (ou do poder) norte-americano e dos rumos do sistema internacional a partir disso. Falamos também sobre algumas vertentes da EPI que abordam a questão, como o Sistema-mundo de Immanuel Wallerstein e Giovanni Arrighi, além do Poder Global de José Luis Fiori. Por fim, tratamos da questão da desigualdade e o papel do Brasil e da América Latina diante do possível declínio norte-americano e a ascensão da China. O convidado é professor adjunto do Departamento de Economia da UnB.
No primeiro episódio de Temas Contemporâneos de EPI, discutimos a ascensão do fascismo a partir do pêndulo Estado-mercado do teórico Karl Polanyi e do conflito distributivo no começo do século XX. Abordamos também a desumanização do “outro”, a destruição das estruturas sociais, os limites entre democracia e capitalismo, o paramilitarismo e a criação de narrativa de um passado glorioso a partir do nacionalismo. O episódio tem participação de Fernando Horta, graduado em História (UFRGS), mestre em Relações Internacionais (UNB) e doutor em Relações Internacionais (UNB).
No décimo episódio de Correntes Teóricas de EPI, continuamos a discussão sobre o Sistema-Mundo Moderno. Os principais temas abordados foram a influência de Fernand Braudel e as diferenças do pensamento de Arrighi em relação a Immanuel Wallerstein e à obra de Marx, as sucessivas alianças entre capitalistas e Estados nacionais, que sustentaram os ciclos sistêmicos de acumulação e os ciclos hegemônicos, bem como as expansões materiais e financeiras que derrubaram e alavancaram as hegemonias mundiais. Além disso, debatemos sobre os rumos do sistema-mundo moderno diante do declínio do poder norte-americano e da ascensão da China. O episódio é a continuação da entrevista com o Professor de economia e relações internacionais Pedro Antonio Vieira (UFSC).
Para mais informações sobre o Grupo de Pesquisa em Economia-Política dos Sistemas-Mundo (GPEPSM): https://gpepsm.paginas.ufsc.br/
No nono episódio de Correntes Teóricas de EPI, discutimos sobre o Sistema-Mundo Moderno. Falamos sobre a vida e a obra de Immanuel Wallerstein, o criador da perspectiva e falecido em 2019, abordando temas como os métodos de análise da EPSM, as dinâmicas de centro, periferia e semiperiferia, as influências de autores como Karl Marx e Fernand Braudel, a relação umbilical entre o sistema de estados soberanos e o capitalismo (ou antimercado), a questão da desigualdade entre gêneros, raças e também entre regiões da economia-mundo capitalista, bem como o impacto de Maio de 68 para a reflexão do Wallerstein. O episódio conta com a participação do Professor de economia e relações internacionais Pedro Antonio Vieira (UFSC).
Para mais informações sobre o Grupo de Pesquisa em Economia-Política dos Sistemas-Mundo (GPEPSM): https://gpepsm.paginas.ufsc.br/
No oitavo episódio de Correntes Teóricas de EPI, discutimos sobre o Poder Global, com ênfase na biografia e obra de José Luís Fiori. Entenda como, nesta perspectiva, é a disputa incessante por poder entre os países que define as outras esferas do sistema interestatal capitalista – que surgiu lá na Baixa Idade Média da Europa Ocidental. Neste mundo anárquico, mas não caótico, a competição não se dá necessariamente pela guerra, mas também na disputa entre moedas nacionais, na influência geopolítica, na tecnologia e até mesmo na atual cruzada global contra a corrupção – inclusive com a Operação Lava-Jato. Por fim, ainda falamos do lugar do Brasil neste mundo competitivo, desde a rivalidade com a Argentina nos séculos XIX e começo do XX até os desafios contemporâneos. O episódio conta com a participação do Professor Ricardo Zortea (UFRJ).
No sétimo episódio de Correntes Teóricas de EPI, discutimos sobre a Teoria da Dependência, a mais latino-americana das teorias de RI. Abordamos as três grandes correntes: a estruturalista-cepalina; a do desenvolvimento dependente marxista; e a do desenvolvimento dependente associado. Além disso, discutimos sobre o Brasil e o mundo contemporâneo à luz desses caminhos de pesquisa abertos há mais de meio século. O episódio conta com a participação de Bernardo Salgado Rodrigues (UFRJ).
No terceiro episódio do quadro História e Teorias Aplicadas de EPI, encerramos a série sobre a história do sistema financeiro e monetário internacional, com a participação de Carolina Miyaguti e Ítalo Poty. Neste episódio falamos sobre: a famosa crise das estruturas de Bretton-Woods, em especial, o padrão ouro-dólar, que foi substituído pelo dólar flexível; a desregulação de mercados e a hipertrofia dos setores bancário e financeiro; a fabricação do consenso neoliberal: do caso de Nova York para o resto do mundo; as crises financeiras no Sul Global nos anos 1990 e nos EUA em 2008; e as raízes da ascensão da extrema-direita pelo mundo.
No segundo episódio do quadro História e Teorias Aplicadas de EPI, continuamos a série sobre o sistema financeiro e monetário internacional, com Carol Miyaguti e Ítalo Poty, falando do período chamado "Era de Ouro do capitalismo" (1945-1973). Tendo como base a obra de John Ruggie e o conceito de capitalismo encrustado, ou embedded liberalism, conversamos sobre as instituições de Bretton Woods, o padrão ouro-dólar, o Plano Marshall e a criação do Estado de bem-estar social (e a contenção do socialismo) nos países sendo reconstruídos por esse projeto. Enquanto ao Terceiro Mundo restou sabotagem, apoio a golpes militares e veto aos nacionalismos econômicos. Por fim, vemos como este sistema ruiu a partir de seu próprio sucesso com o dilema de Triffin (ou de Nixon), a desregulação financeira e a consequente ruptura do padrão ouro-dólar.
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