No quarto episódio de Correntes Teóricas de EPI, continuamos a discussão sobre o pensamento liberal na Economia Política, agora com ênfase nos teóricos neoclássicos. Buscamos analisar como os austríacos mudam o foco de análise da sociedade de classes para a liberdade dos indivíduos, do valor-trabalho para o valor-utilidade, do cientificismo para a subjetividade humana e do equilíbrio de mercado para as benesses de suas imperfeições, tendo como base em autores como Carl Menger, Ludwig von Mises e Firedrich Hayek. Além disso, falamos sobre a Escola de Chicago que, ao contrário dos austríacos, é positivista porque identifica “leis gerais da economia” quase como forças da natureza e busca o equilíbrio do mercado através do controle do Estado que precisa, em última instância, ser diminuído. Por fim, falamos sobre a “Doutrina do choque”: como muitos dos Chicago Boys rodaram (e ainda rodam) o mundo, sendo contratados por diversos governos para implantar políticas de austeridade com ou sem democracia, bem como sobre a realidade do Brasil atual a partir dessas perspectivas. O episódio é a continuação da entrevista com o Professor Paulo Vitor Lira, da Universidade São Judas.