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Maria do Amparo da Conceição Silva – Ninha do Crouchê (Macaparana)A criatividade é o fio condutor da vida de Maria do Amparo da Conceição Silva, mais conhecida como Ninha do Crouchê, artesã de Macaparana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Desde muito cedo, ela descobriu o encanto de transformar linhas em peças que atravessaram fronteiras e já chegaram a outros países.Filha da tradição familiar, começou a fazer crochê aos 7 anos, no engenho onde morava, inspirada pelos familiares que confeccionavam vestimentas. O aprendizado se tornou paixão e, ao longo de 36 anos, consolidou-se como parte essencial de sua história de vida.Suas criações, que unem cores, formas e materiais diversos, são expostas em feiras culturais da região e também na Fenearte, considerada a maior feira de artesanato da América Latina. Entre suas peças estão colchas, toalhas de mesa, passadeiras, almofadas, colares, tapetes e até vestidos de noiva — sempre com a marca da dedicação e da originalidade.Ninha do Crouchê representa a força e a beleza do artesanato nordestino, levando o nome de Macaparana e da Mata Norte para além das fronteiras.
Rozineide Orlando da Silva, a Neide do Cordel – GoianaNatural de Goiana, Rozineide Orlando da Silva, conhecida como Neide do Cordel, é professora de Matemática na Escola IV Centenário e guardiã de uma herança cultural que começou ainda na infância. Sua paixão pela cultura popular veio do avô paterno, José Orlando, cantador de viola e amante dos repentes nas feiras da cidade de Pirpirituba, na Paraíba. Foi ao lado dele que Neide aprendeu a recitar versos, enquanto a viola ecoava nas cantorias.Com o tempo, o talento amadureceu e, incentivada por amigos, ela passou a mostrar seus cordéis para o público. Foi nas salas de aula que encontrou o espaço ideal para unir suas duas paixões: a Matemática e a Literatura de Cordel. Transformando equações em rimas, Neide fez das aulas um espetáculo de criatividade, ajudando estudantes a perderem o medo da disciplina.Além da docência, integra o grupo Terça com Poesia e ocupa uma cadeira na Academia de Artes e Letras de Goiana, em homenagem ao ilustre José Albino Pimentel, antigo dono da fábrica de tecidos da cidade. Sua atuação inclui também oficinas de cordel no Sesc e projetos científicos reconhecidos, como a experiência desenvolvida em parceria com a professora Maria José de Almeida, mostrando que a Matemática em versos pode ser uma poderosa ferramenta de ensino.Neide do Cordel é a prova de que a educação e a poesia podem caminhar juntas, encantando e transformando realidades por meio da palavra rimada.
Jennefer Maria (nasceu em 1º de abril) é herdeira de uma tradição centenária: filha da Mestra Titinha e do Mestre Bel, e neta do Mestre Zé Lopes (in memoriam). Criada entre os bonecos e a história do Mamulengo no Museu do Mamulengo, ela mergulhou desde cedo na arte popular. Aos 20 anos, já atua como contramestra do Mamulengo Flor do Mulungu e é a atual presidente da ACMAGG, liderando e renovando a tradição. Reconhecida por sua sensibilidade e técnica, Jennefer se destaca como bonequeira, provando que a nova geração continuará a salvar e reinventar o Mamulengo.
JACILENE FÉLIX DE LIRA- GLÓRIA DO GOITÁ - O Teatro de Bonecos Popular do Nordesteno ano de 2015, recebeu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan) o reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil.
A cidade de Glória doGoitá, na Zona da Mata de Pernambuco, recebeu o título de Capital Estadual doMamulengo. Destaque para o surgimento de uma nova geração de mamulengueiros,especialmente pelo trabalho desenvolvido pela Associação Cultural dos Mamulengueirose Artesãos de Glória do Goitá.
Na cidade funciona o Museu do Mamulengo, que é o principal ponto de cultura, situadono antigo mercado público.
Nesse espaço, surgiu a mestra Jacilene, que começou comoartesã na Associação e logo descobriu o seu talento com o mamulengo. Atualmente, elaResumo biográfico das entrevistadas do podcast: Temporada especial mulheres.
É brincante do mamulengo e atua como o personagem Mateus dos grupos deMamulengo Nova Geração , Teatro Historia de Mamulengo e Mamulengo Arte da Alegriae agora do Mamulengo Flor do Mulungu.
Mestra Jacilene já ministrou Oficina de confecção de Bonecos de Mamulengo em Glóriado Goitá no museu do Mamulengo no ano de 2007; além de ministrar a Oficina deconfecção de Bonecos de Mamulengo em Garanhuns e em Pesqueira, no ano 2008.
A história da Mestra Jacilene e das demais brincantes do mamulengo é inspiradora emostra o protagonismo de mulheres que com muita criatividade tem ganhado espaço esão defensoras da cultura raiz.
Elas estão escrevendo um novo capítulo na culturapopular da Zona da Mata de Pernambuco.
No ar o 15º Episódio do Podcast Nossa História, Nossa Memória- Temporada Especial. A conversa é sobre o artesanato. Vamos até a cidade de Vicência, na Mata Norte de Pernambuco para conhecer a mestra bonequeira Vera Lúcia de Oliveira Brito.
Vera Brito é natural de Vicência, município da Zona da Mata Norte, maior produtor de banana de Pernambuco. A professora aposentada é Patrimônio Vivo do Município de Vicência e do Estado de Pernambuco. Mestra bonequeira reconhecida por sua criatividade e originalidade.
Para conhecer mais sobre a biografia e trajetória profissional aperta o play e mergulha no universo do artesanato com a gente!
O Podcast Nossa História, Nossa Memória- Temporada Especial é apresentado pela jornalista e produtor cultural, Josi Marinhoe Coordenação Geral do jornalista, documentarista e produtor cultural Salatiel Silva.
Iniciativa conta com o incentivo da Fundação do Patrimônio Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe.
Mais informações:
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