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Seja nos animados e nostálgicos versos do samba do grupo Fundo de Quintal- “Quero chorar o seu choro/ Quero sorrir seu sorriso/Valeu por você existir, amigo” -; na belíssima e sentida voz do cantor e compositor Milton Nascimento – “Amigo é coisa para se guardar/ No lado esquerdo do peito – ou em entusiásticas rimas como as do rapper Emicida – “Quem tem um amigo tem tudo…” -; seja em músicas, filmes, ou livros, o que não faltam são manifestações artísticas celebrando o valor da amizade. E ainda bem que não faltam, porque eis uma das relações mais fundamentais que podemos ter em nossas vidas.
O papel da brincadeira é de enorme importância no desenvolvimento infantil, e com isso desdobramentos como conviver, agir, participar, explorar, expressar-se, conhecer-se e brincar também são indispensáveis nesse universo. Todos esses como eixos de aprendizagem para a vida. É na infância que se começa a estabelecer contato com campos de experiência e se inicia o protagonismo em seus próprios processos.
Em outras oportunidades, nesse nosso espaço para reflexão e diálogo, sobre assuntos que consideramos salientes da infância, já passamos algumas vezes pela prática dos jogos como um tema central na vida das crianças. Este texto vem reforçar essa ideia – a necessidade básica do jogo na infância- abordando-a a partir de seu aspecto fundamental. Aquilo que faz com que um jogo, afinal, se torne um jogo são as suas regras. Aquilo que permite a criança se interessar e conseguir jogar são as regras e o acesso da criança (a compreensão) a elas.
“Crianças arteiras”, quem são? Precisamos realmente defini-las? Necessitamos diferenciá-las das demais crianças? Pra onde nos leva o imaginário quando pensamos em crianças que estamos acostumados a chamar de “arteiras”?
Pegando a onda de um senso comum, as “crianças arteiras” são crianças que reconhecemos por “fazerem arte”. Contudo, essa “arte” – apesar ser um pouco estranho pensar dessa forma – nem sempre está associada a algo bom. Pensando em dois possíveis sentidos para a expressão “crianças arteiras”, na via negativa é comum associarmos a um certo “tipo” de criança que não para quieta, que não sabe se comportar, que não faz o que deveria fazer, ou que não faz o que achamos que ela deveria fazer. Em suma, crianças que “desestabilizam”.
Quando na reflexão da semana passada falei de como o teatro mudou a minha vida, a mudança a que me referia estava associada à minha percepção da escola e o seu papel. Olhando para trás, para o meu percurso até aqui, considero que foi entrando para o teatro que comecei a aprender. Até então, na maior parte do meu tempo escolar tinha me limitado, com dificuldade, a guardar informações. Já na escola de teatro conheci textos interessantíssimos como o Dom Quixote de La Mancha de Miguel de Cervantes (o primeiro de que tenho uma forte lembrança) e que despertaram em mim um real interesse pela leitura, até ali muito raro. Tentando ser mais clara, o que quero dizer sobre esta intervenção do teatro na minha vida é que, embora ele não fosse uma matéria “oficial”, fez muito mais pelo meu aprendizado do que a escola “tradicional”.
Quando na reflexão da semana passada falei de como o teatro mudou a minha vida, a mudança a que me referia estava associada à minha percepção da escola e o seu papel. Olhando para trás, para o meu percurso até aqui, considero que foi entrando para o teatro que comecei a aprender. Até então, na maior parte do meu tempo escolar tinha me limitado, com dificuldade, a guardar informações. Já na escola de teatro conheci textos interessantíssimos como o Dom Quixote de La Mancha de Miguel de Cervantes (o primeiro de que tenho uma forte lembrança) e que despertaram em mim um real interesse pela leitura, até ali muito raro. Tentando ser mais clara, o que quero dizer sobre esta intervenção do teatro na minha vida é que, embora ele não fosse uma matéria “oficial”, fez muito mais pelo meu aprendizado do que a escola “tradicional”.
Diversão que tem outro ritmo, outro tempo. Umas pessoas demoram mais tempo, outras menos. Ler é um exercício. Não como outro qualquer. Ler é um exercício com sua forma própria. Uma atividade que não pode ser substituída por outra. E que, como toda a prática, conforme lemos mais, podemos adquirir um ritmo para a leitura que é só nosso.
As crianças têm tempo livre o suficiente? Este é um texto livre sobre o “Tempo Livre” e nele vamos falar um pouco sobre o cansaço! O das crianças – e o dos adultos. A partir de algumas experiências com os pequenos na sala de aula vemos uma quantidade exagerada de demandas e atividades na vida das crianças. O que queremos mudar? Não queremos que as crianças deixem de se tornar agentes nesse mundo, cada uma a seu modo. Só que não vamos conseguir resultados diferentes dos que obtivemos até hoje se não alterarmos a direção. Reconhecer a importância do tempo livre faz parte de salvar a brincadeira. Tempo para entender, apreciar, assimilar. É preciso tempo livre para degustar.
Para começar a pensar, toda a moeda tem dois lados, certo? Cara ou coroa? Tudo, neste planeta – a nossa grande e única casa– tem dois lados. E, estes dois lados, embora tenham sido compreendidos na cultura ocidental como lados opostos, não gostaríamos aqui de pensá-los em oposição um ao outro. A cara não é oposta à coroa. A cara e a coroa são dois lados da mesma moeda. Elas, juntas, complementam uma coisa, que neste caso é a moeda. Esta é uma forma de olhar para o mundo e gostaríamos que fosse algo mais presente na educação das crianças.
Este texto é endereçado aos que possam ter o interesse de seguir com a gente. Continuamos caminhando rumo ao bagunçar o que está padronizado. Não acreditamos que as crianças sejam desinteressadas. E sim, que elas andam sendo pouco estimuladas. Por isso, para aqueles que quiserem incorporar à brincadeira das crianças a prática de “representar sem julgar”, aqui apresentamos oito pontos que consideramos importantes e que podem te ajudar a embarcar nessa aventura.
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