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N-NE: São previstos maiores volumes de chuva em grande parte do Norte da região Norte, com acumulados entre 20 e 70 mm, podendo superar os 100 mm em áreas do leste do AM, AP e Extremo Norte do PA. Em TO, RO, AC e Sul do AM e do PA, além de praticamente toda a região Nordeste, as quedas de chuvas previstas serão inferiores a 10 mm. A pouca chuva será suficiente para manter a umidade no solo, a semeadura e o desenvolvimento do feijão e do milho 3ª safra em SE, AL e Nordeste da BA, mas manterá a condição de restrição para o desenvolvimento do milho 2ª safra no MA, TO, PI e Oeste da BA.
CO: Não são previstos acumulados de chuva significativos em praticamente toda a região. As restrições devido ao baixo índice pluviométrico poderão prejudicar os cultivos de algodão, milho 2ª safra e trigo sequeiro em estágios reprodutivos. Contudo, a falta de chuvas e a elevação da temperatura máxima proporcionarão melhores condições para a secagem dos grãos de forma natural, e, consequentemente, para as operações de colheita.
SE: Sem previsão de acumulados de chuva significativos em praticamente todos os estados. Devido a falta de chuvas, a umidade do solo irá reduzir, persistindo as restrições para as lavouras de milho e feijão 2ª safra, além do trigo sequeiro, em MG e SP. O período mais seco será favorável para a maturação e as operações de colheita do café e da cana-açúcar.
S: Os maiores acumulados previstos, entre 20 e 60 mm, irão se concentrar no RS e Sul de SC, podendo chegar a valores superiores a 80 mm em áreas do Norte e Sudoeste do RS, ocasionados pela passagem de uma frente fria a partir do dia 27/05. No PR, são previstos acumulados de chuva inferiores a 10 mm, principalmente no Sul do estado. A falta de chuvas no PR irá restringir o florescimento e o enchimento de grãos do milho 2ª safra na porção Norte do PR. As condições climáticas serão favoráveis para os cultivos de inverno. A umidade do solo será suficiente para a semeadura e o início do desenvolvimento vegetativo do trigo.
A Previsão Agrometeorológica é para os dias 23 a 30/05/2022.
As informações do Boletim são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgãos ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou na última sexta-feira (20) a XVIII Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico, com o slogan “Produto Orgânico, Melhor para Vida”. Durante a campanha, serão realizadas atividades pelo país para divulgar as características da produção orgânica. O consumidor poderá saber também como é feito o controle para garantia da qualidade desses produtos.
No evento que foi realizado de forma virtual, o secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Márcio Rezende, destacou que a produção orgânica brasileira leva em consideração os aspectos sociais e ambientais, além de preservar as tradições. Segundo ele, o Mapa trabalha para que o setor busque ganhar escala, sem perder suas características, entre elas a produção aliada à sustentabilidade.
Já o diretor do Departamento de Serviços Técnicos da SDA, José Luis Vargas, ressaltou que um dos desafios é internacionalizar os orgânicos brasileiros.
Atualmente, há um acordo que possibilita a exportação de produtos orgânicos para o Chile.
O produtor José Cunha, presidente da Associação dos Produtores Orgânicos do Tapajós, apresentou as demandas e desafios do setor, encaminhadas ao Mapa por meio de carta. Ele citou, como exemplo, a ampliação da oferta de assistência técnica e disseminação de tecnologias.
Neste ano, foram abertos processos de seleção para oferta de assistência técnica a famílias de agricultores orgânicos. No total, serão destinados R$ 7,8 milhões para atender os estados de Amazonas, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte, a partir de contrato de gestão firmado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Serão beneficiados 1.605 agricultores familiares integrantes de uma Organização de Controle Social que efetuam a comercialização de produtos orgânicos em venda direta.
As exportações do agronegócio brasileiro em abril totalizaram US$ 14,86 bilhões, valor recorde para o mês. O número representa alta de 14,9% em relação a abril de 2021.
De acordo com levantamento elaborado pela Secretaria de Comércio de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a elevação dos preços dos alimentos no mercado internacional explica o incremento no valor das exportações, mesmo após queda no volume embarcado (-13,2%).
O Coordenador-Geral de Estatística e Análise Comercial, Gustavo Cupertino explicou a importância do resultado é o crescimento dos preços médios dos produtos brasileiros.
Os produtos exportados que mais se destacaram no mês de abril foram os do complexo soja (óleo, grão e farelo), carnes bovina e de frango e café.
As importações do setor foram de US$ 1,32 bilhão em abril (+14,8%), explicadas também pela expansão dos preços médios, que subiram 14,8%.
A soja em grão é o principal produto do setor e da pauta de exportação do agronegócio brasileiro. As exportações brasileiras de soja em grão foram de US$ 6,73 bilhões em abril de 2022 (+1%), com redução do volume exportado, de 16,1 milhões de toneladas em abril de 2021 para 11,5 milhões de toneladas em 2022.
As vendas externas de carnes alcançaram US$ 2,15 bilhões em exportações em abril de 2022. O valor foi superior aos US$ 1,57 bilhão exportados no mesmo mês de 2021.
Nas exportações de carne de frango, o valor alcançado é recorde para toda a série histórica, com US$ 802,80 milhões (+34,3%).
Os principais países importadores foram: China (US$ 100,30 milhões; -1,1%); Emirados Árabes Unidos (US$ 90,16 milhões; +129,3%); Japão (US$ 84,49 milhões; +50,0%); e Arábia Saudita (US$ 76,43 milhões; +12,5%).
O setor cafeeiro exportou US$ 734,16 milhões, valor 43,5% acima dos US$ 511,67 milhões de vendas externas em abril de 2021. As exportações recordes ocorreram em função do incremento de 82,7% no preço médio, pois a quantidade exportada caiu 20%.
O clima adverso registrado no país no último ano ainda reflete na produção de café em 2022. A expectativa é de uma colheita de 53,4 milhões de sacas do produto beneficiado nesta safra, conforme mostra o 2º Levantamento divulgado nesta quinta-feira (19) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O volume representa um acréscimo de cerca de 5 milhões e 700 mil de sacas em relação ao ciclo anterior. Agora se comparado com a colheita de 2020, último ano de bienalidade positiva, a produção esperada para este ano é 15,3% inferior. O que representa uma queda de 9,65 milhões de sacas.
O presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro, reforça que a estatal segue acompanhando a questão climática e os possíveis reflexos nas lavouras.
O café do tipo arábica é o que deve ser mais influenciado pelas condições climáticas, pois a sua concentração ocorre nessas regiões mais impactadas pelas baixas temperaturas e pela escassez hídrica em 2021.
Mesmo com uma recuperação esperada na safra deste ano, com a produção podendo chegar a 35,7 milhões de sacas, o produto beneficiado era esperado um potencial produtivo maior por se tratar de um ciclo de bienalidade positiva. Para o café conilon o cenário é oposto, com a expectativa do país atingir um novo recorde com colheita de 17,7 mil sacas beneficiadas, aumento de 8,7% em relação à safra anterior puxado pelo incremento de produtividade que tem sido recorrente a cada ano.
O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvio Farnese, destaca o incremento da área em formação de café bem como os impactos do conilon na produtividade total da safra brasileira.
As informações completas sobre a safra de café em 2022 estão disponíveis no site da companhia em www.conab.gov.br.
Ao discursar na reunião ministerial da Segurança Alimentar Global - Chamada à Ação, em Nova York (EUA), na quarta-feira (18), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, defendeu o livre-comércio na agricultura, de modo a promover a prosperidade e contribuir com a luta contra a fome e a má-nutrição mundial. Marcos Montes disse que é preciso estimular um ambiente de negócios que permita um fluxo desimpedido do comércio internacional de alimentos e insumos.
Marcos Montes representa o Brasil no evento, organizado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que reúne ministros de mais de 30 países na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O objetivo é identificar os principais desafios e mobilizar ações para enfrentar a insegurança alimentar global.
Os impactos do conflito na Ucrânia foram lembrados por representantes de diversos países no evento. Segundo o ministro brasileiro, os efeitos da guerra desestruturaram profundamente as cadeias globais de suprimentos de commodities, fazendo com que insumos essenciais, como os fertilizantes, fiquem expostos ao risco da escassez e da alta de preços.
O ministro disse que o Brasil está ciente de sua responsabilidade como fornecedor confiável de alimentos de qualidade, pois é um dos únicos países do mundo capazes de aumentar sua produção sem incorporar novas áreas à atividade produtiva. No entanto, o sucesso do modelo brasileiro depende da integração das diversas cadeias produtivas de insumos e de produção de alimentos.
Mais cedo, Marcos Montes teve reuniões bilaterais com o Enviado Especial do Departamento de Estado para a Segurança Alimentar Global, Cary Fowler , e com a Vice-Secretária Geral das Nações Unidas, Amina Mohamed. Nos encontros, ele ressaltou a disposição do Brasil em cooperar no contexto da atual crise de segurança alimentar.
Montes também destacou o papel da ONU, juntamente com a FAO e outras agências, de promover um fluxo desimpedido de alimentos e insumos, não apenas comercial, mas também humanitário.
A Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP-Mapa) determinou a suspensão de 1.028 e o cancelamento de 4.280 Licenças de Pescadores Profissionais Artesanais inscritos no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), após uma análise sistêmica sobre possíveis inserções e reinserções de licenças de pescadores profissionais no sistema, além de indícios de fraudes e irregularidades.
A suspensão e cancelamento das licenças com indício de irregularidade segue as recomendações dos órgãos de controle sobre a necessidade de auditoria e saneamento do Sistema Informatizado do Registro da Atividade Pesqueira. Segundo a SAP, a ação visa inibir os prejuízos que esses registros possivelmente irregulares podem gerar, especialmente em relação ao recebimento indevido de benefícios voltados à categoria.
A Secretaria vem trabalhando desde 2019 na prevenção de irregularidades com o objetivo de coibir o recebimento indevido de benefícios como o Seguro Defeso. O total de Licenças de Pescadores Profissionais Artesanais inscritos no RGP que foram suspensas nesse período chegou a 54.673 e os cancelamentos somaram 39.305.
Os pescadores profissionais artesanais terão um prazo de 60 dias corridos para apresentar, via peticionamento eletrônico, recurso administrativo contra a decisão de suspensão e cancelamento. O recurso deverá conter documentos comprobatórios dos dados pessoais e de atuação de pesca para averiguação completa e precisa das informações contidas no SisRGP e deve ser apresentado por meio do site Gov.br. Os pescadores que tiverem os recursos deferidos terão suas Licenças devidamente reativadas no sistema.
Frutas como o mamão e a melancia apresentaram redução de preços em várias centrais de abastecimento do país. A cenoura também seguiu um movimento de queda. As informações são do 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta terça-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ouça as análises do mercado de hortifrutis e também, nesta edição, um panorama do mercado de flores ornamentais.
N-NE: São previstas chuvas intensas no Extremo Norte do Amazonas, Noroeste do Pará, em RR e no Amapá. No Centro-Sul do AM e parte Central do PA, os acumulados não ultrapassarão 100 mm. Nas demais áreas da Região Norte, a previsão é de chuvas abaixo de 60 mm. Na Região Nordeste, são previstas chuvas volumosas em SE, Sul de PE e AL, contribuindo para a elevação da umidade no solo, a semeadura e o desenvolvimento do feijão e do milho 3ª safra. No Norte do MA, do PI e no Nordeste do CE, podem atingir acumulados de 40 a 60 mm. Pouca chuva prevista no Oeste de PE, RN e PB. A falta de chuvas no Oeste Baiano manterá a condição de restrição para o milho 2ª safra.
CO: A estiagem está se intensificando. Os volumes de chuva na região não deverão passar de 20 mm. A previsão de temperaturas abaixo da média amenizará a perda de umidade no solo. No entanto, haverá diminuição de água na maior parte da região. Restrições por baixas temperaturas e geadas em áreas do MS e GO poderão prejudicar cultivos de milho 2ª safra em estágios fenológicos sensíveis.
SE: Não são previstos acumulados de chuva que ultrapassem 40 mm em toda a região, exceto nos dias 17 e 18 em áreas do Sul de MG, Nordeste de SP e RJ. Há previsão de temperaturas mínimas abaixo de 10°C em SP, Centro e Sul de MG e na região serrana do RJ, com possibilidade de geadas. As poucas chuvas não serão suficientes para elevar a umidade do solo em áreas de MG e SP, persistindo as restrições para as lavouras de milho e feijão 2ª safra. Esses cultivos também podem ser impactados por baixas temperaturas e geadas.
S: Os menores índices de chuva são previstos para o PR, com baixos volumes e ausência de chuvas na região Noroeste. Nos demais estados, as chuvas poderão ultrapassar, de forma localizada, 70 mm, principalmente na parte Central do RS. Não haverá restrição por falta de chuvas às lavouras de milho e feijão 2ª do PR. No entanto, poderá haver restrições e danos causados por baixas temperaturas e geadas, previstas com intensidade variando de fraca a forte, entre os dias 17 e 20 em toda a região.
A Previsão Agrometeorológica é para os dias 16 a 23/05/2022.
As informações do Boletim são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgãos ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Estão abertas até o dia 3 de junho, as inscrições para o Selo Mais Integridade 2022/2023. Podem participar empresas e cooperativas do agronegócio instaladas no país, dedicadas às práticas agropecuárias e pesqueiras de qualquer natureza.
A premiação é um reconhecimento a organizações que adotam práticas de integridade com enfoque na responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e ética.
A inscrição pode ser feita no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), preenchendo o formulário disponível no seguinte endereço:
bit.ly/INSCRICAO-INTEGRIDADE
Entre os benefícios que podem ser alcançados pelas empresas premiadas estão: ganho de imagem e publicidade positiva junto aos cidadãos e concorrência direta; reconhecimento de possíveis parceiros internacionais; aumento motivacional da equipe e prestadores de serviços; e melhor classificação de risco em operações de crédito junto a instituições financeiras oficiais.
Na última edição do prêmio, 17 organizações foram agraciadas, sendo nove com o Selo Verde e oito com o Selo Amarelo. Na edição 2021/2022, pela primeira vez o Selo Mais Integridade foi entregue a uma empresa do setor pesqueiro, a Frescatto Company. Sediada no Rio de Janeiro, a empresa atua desde 1944 no ramo de processamento de pescados e atende mais de 11 mil clientes em todos os estados do país.
Uma forte e extensa massa de ar frio atingirá o Brasil a partir de domingo (15) provocando acentuada queda de temperatura em diversas regiões. A partir do dia (16), a massa de ar frio se desloca rapidamente pelo Sul avançando para áreas das regiões Centro-Oeste e Sudeste e, durante à noite, chega aos estados de Rondônia e Acre, causando o segundo episódio de friagem.
A tendência é de condições favoráveis à formação de geada na Região Sul no período de 17 a 22/05. No sul do Mato Grosso do Sul, de 17 a 21/05 e, em áreas isoladas de São Paulo e sul de Minas Gerais, entre os dias 18 e 22/05. As geadas poderão ser fortes em alguns pontos da Região Sul e, as atualizações nos próximos dias serão essenciais para definição de local e intensidade.
Do ponto de vista agrometeorológico, a geada é um fenômeno causado pela ocorrência de baixas temperaturas que promovem o congelamento dos tecidos vegetais, havendo ou não a formação de gelo, e provoca a morte das plantas ou de suas partes (folhas, ramos, A geada pode ser ocasionada tanto por entradas de massas de ar frio, quanto por um intenso resfriamento da superfície, durante noites de céu limpo e sem vento. Além disso, seu efeito nas plantas varia de acordo com a espécie, a sua tolerância ao frio e a fase fenológica que ela se encontra e sua ocorrência resulta, em muitas vezes, em severos prejuízos econômicos principalmente se ocorrem precoce ou tardiamente.
Além dos alertas emitidos pelo Inmet, o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro) tem uma ferramenta de previsão de condições favoráveis à formação de geada com antecedência de cinco dias. O Sisdagro pode ser acessado no portal do Inmet.
A previsão de tempo e os avisos meteorológicos são divulgados diariamente no portal do Inmet: www.inmet.gov.br, aplicativo e nas redes sociais
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