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A Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) serão os primeiros a integrar um projeto piloto da CGU (Controladoria Geral da União) para desenvolver sistemas de integridade que visam a coibir desvios. Esses 2 órgãos públicos são tradicionais redutos do Centrão, em especial no caso da Codevasf. Há riscos políticos nessa operação para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O petista depende da boa-vontade de partidos do Centrão, que agora podem ter a atuação de seus indicados escrutinada na Codevasf e no FNDE. O programa da CGU será lançado na 3ª feira (30.mai.2023) e pode provocar desconforto entre deputados e senadores. Na prática, o objetivo da controladoria é fortalecer institucionalmente empresas estatais e autarquias do governo federal para evitar o mau uso de dinheiro público.
Já o FNDE, responsável por ações de transferência de dinheiro para obras educacionais em municípios, foi investigado, em 2022, pela atuação irregular de pastores junto ao órgão. Em março do ano passado, o Ministério Público Federal iniciou a apuração de suposta prática do crime de tráfico de influência. O caso está parado no STF.
O FNDE também teve cargos distribuídos a partidos do Centrão durante o governo Bolsonaro. Em 2019, a CGU mostrou que um edital para a compra de 1,3 milhão de computadores, envolvendo cerca de R$ 3 bilhões, estava sendo direcionado. O edital foi cancelado, mas a investigação sobre o caso foi arquivada.
O novo programa levará técnicos da CGU para atuarem diretamente com a Codevasf e o FNDE. Depois de um diagnóstico sobre os atuais controles da estatal e do fundo, serão propostos sistemas para receber acusações e conter riscos de irregularidades. A adoção será monitorada pela controladoria.
Segundo o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, a agenda segue a lógica da prevenção, já que diversas investigações apontaram problemas nos 2 órgãos.
“Na medida em que as estatais e agências vão montando seus sistemas de integridade, a gente poderia daqui a 2 anos, por exemplo, fazer auditorias. Mas pensamos que seria mais efetivo se a gente ajudasse na estruturação desses programas. A gente pode funcionar como uma espécie de indutor mais intenso e qualificador desse processo”, disse ao Poder360.
O fim do PPI (Preço de Paridade de Importação), que era praticado pela Petrobras como política de formação dos preços dos combustíveis, trouxe otimismo ao setor aéreo para que o querosene de aviação tenha redução como houve com a gasolina e o diesel. De acordo com a presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Jurema Monteiro, ideia é “manter diálogo” com o governo e a Petrobras.
“Considerando que 90% do QAV (querosene de aviação), que é o combustível da aviação, utilizado pelas empresas brasileiras é produzido no Brasil (…) nós temos a expectativa de manter diálogo com o governo e a Petrobras para buscar essa revisão [de preço] também para o QAV”, disse Monteiro em entrevista ao Poder360.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem colecionado derrotas no Congresso em seu 3º mandato. Há 2 principais motivos, na avaliação do consultor político João Hummel, da Action RelGov:
Na últimas semanas, houve demonstrações dos deputados nos 2 sentidos. Primeiro atrasou a votação do novo regramento fiscal. Foram liberadas emendas e, com auxílio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o tema foi vencido no plenário.
A habilidade política do deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) faz com que ele transite entre o Centrão e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sem perder o compasso. Apesar de alinhado ideológica e politicamente ao petista, as críticas ao tom que o Palácio do Planalto tem adotado nas articulações com o Congresso não escapam de suas falas.
Em entrevista ao Poder360 na 5ª feira (25.mai.2023), o líder do maior bloco da Câmara aponta que a atuação de retaguarda do petista nas negociações não tem surtido efeito e que faltam habilidades a Alexandre Padilha e Rui Costa, ministros das Relações Institucionais e Casa Civil, respectivamente.
O secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, João Brant, concedeu entrevista à editora-assistente do Poder360 Kelly Hekally em 16 de maio de 2023. A entrevista foi realizada no estúdio do jornal digital, em Brasília.
Ele falou sobre as iniciativas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para combater a desinformação na internet e sobre o chamado PL das fake news, que tramita na Câmara dos Deputados.
Assessor especial da presidência da Petrobras, Marcelo Ramos (PSD) acompanha a defesa da estatal em prol de um possível novo “pré-sal” no Brasil, que fica à margem norte do país. Submetido a análise do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), um pedido de estudos para exploração de uma região que fica a 500 km da Foz do Amazonas foi negado pelo órgão ambiental nesta semana.
Em entrevista ao Poder360 na 5ª feira (18.mai.2023), Ramos disse que a decisão pegou a estatal de surpresa. Segundo ele, esperava-se que o indeferimento tivesse sido comunicado internamente, para que houvesse “o preenchimento de eventuais lacunas”. Agora, crê que a tendência é de que o ministro Rui Costa (PT), da Casa Civil, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participem das discussões.
A Geo Biogás & Tech pretende investir R$ 1 bilhão ao ano em projetos de biogás e biometano, disse o diretor da empresa, Alessandro Gardemann, em entrevista ao Poder360. Fundada em 2008, a Geo tem 3 plantas de biogás em operação e outros 4 projetos em implantação.
“Nós estamos desenvolvendo hoje investimentos de quase R$ 1 bilhão, mais ou menos. Lógico que temos participações maiores ou menores nos projetos, somos muito associativos. Mas estimamos manter esse ritmo em torno de R$ 1 bilhão por ano em investimentos nos próximos anos”, disse.
O presidente da CEB (Companhia Energética de Brasília), Edison Garcia concedeu entrevista a repórter do Poder360 Lais Carregosa em 12 maio de 2023. A entrevista foi realizada no estúdio do Poder360 em Brasília.
A CEB (Companhia Energética de Brasília) tem expectativa de investimento na construção do gasoduto Brasil Central, para conectar o Distrito Federal à malha de transporte de gás natural. Segundo Garcia, é possível que o investimento seja definido nos próximos 4 a 5 anos, uma vez que a Lei de Privatização da Eletrobras determina a contratação de térmicas no Centro-Oeste.
A CEB é controlada pelo grupo CEB. Foi criada para ser a distribuidora de gás no Distrito Federal, mas tem operação incipiente, uma vez que não há conexão à malha de gasodutos de transporte.
O ator e diretor Marcius Melhem concedeu entrevista ao editor sênior do Poder360 Paulo Silva Pinto e à repórter do Poder360 Natália Veloso em 3 de maio de 2023. A entrevista foi realizado por videoconferência.
Inquérito sigiloso na Delegacia da Mulher do Rio investiga desde o final de 2020 supostas situações de assédio sexual com atores da TV Globo durante vários anos –a mais antiga é de 2014.
O alvo das acusações é Melhem, 51 anos, ex-diretor de humor da empresa. Prestaram depoimento 9 mulheres e 4 homens. Não há definição pública de vítimas ou testemunhas até agora. Melhem não foi indiciado.
Melhem disse em entrevista ao Poder360 que não cometeu assédio sexual. Os depoimentos à polícia são sigilosos. Mas atrizes e roteiristas fizeram acusações em entrevistas à mídia.
O Poder360 entrevistou na 5ª feira (11.mai.2023) o deputado federal Alberto Fraga (PL-DF). O editor-assistente Gabriel Buss perguntará sobre política de armas, segurança pública, relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atos do 8 de janeiro e Jair Bolsonaro (PL).
Fraga disse querer resgatar o decreto de armas do governo de Dilma Rousseff (PT) para dar equilíbrio à política de armas. Segundo o congressista, o decreto do governo de Jair Bolsonaro (PL) foi “muito flexível” e o do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “antiarmamentista”.
“Nós queremos salvar os direitos dos CACs [colecionadores, atiradores e caçadores], para ainda continuarem comprando uma arma, indo praticar o tiro, né? Agora o porte de armas para os CACs, nesse momento, nesse governo, vai ser impossível conseguir. Porque nós até podemos aprovar isso na Câmara, mas o Senado não passa”, disse Fraga.
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