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O Poder360 publica neste domingo (8.out.2023) o 41º episódio do PoderDataCast, podcast voltado ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública.
O convidado desta semana é o advogado, mestre e doutor pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo Hédio Silva Júnior. Ele também é o coordenador-executivo do Idafro (Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras).
As perguntas selecionadas para a conversa falam sobre o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal, a liberação da maconha medicinal e de outras drogas.
Um percentual considerável do eleitorado deixa para escolher o seu candidato na última hora, mas não há bala de prata que possa movimentar o cenário eleitoral que já está posto para este 2º turno, analisa o coordenador do PoderData Rodolfo Costa Pinto, em entrevista ao PoderDataCast gravado na 6ª feira (28.out.2022).
"A eleição está muito próxima. Mesmo as pesquisas dando uma vantagem para o ex-presidente Lula, a urna é quem vai mostrar quem, de fato, vai ganhar esta eleição", disse.
Para Rodolfo, esta é uma eleição de votos cristalizados tanto para Lula (PT) como para Bolsonaro (PL) desde o fim do 1º turno. Segundo ele, é possível ver variações maiores nos resultados das pesquisas ao analisar recortes por região e renda, mas no conjunto geral da população, as oscilações são mínimas.
A eleição presidencial pode ser decidida em favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no 1º turno neste domingo (2.out.2022), segundo o diretor da ECMI/FGV (Escola de Comunicação, Mídia e Informação da Fundação Getúlio Vargas), Marco Aurélio Ruediger.
Para ele, uma parcela decisiva do eleitorado de Ciro Gomes (PDT) tende a se inclinar a mudar o voto caso perceba que o pedetista “costeia o alambrado” da direita –retomando uma expressão do líder histórico do trabalhismo, Leonel Brizola– com críticas que considera “desproporcionais” ao petista.
Por Jair Bolsonaro (PL) estar em 2º lugar nas pesquisas eleitorais, a minoria “mais raivosa” que apoia sua candidatura se engaja mais. Porém, isso não representa uma desmobilização do campo da esquerda, que tem se manifestado de diferentes formas contra o atual governo há 4 anos. É assim que Bruna Brelaz, presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), em entrevista ao PoderDataCast, avalia a diferença na intenção de eleitores em participar de manifestações em apoio a candidatos.
O PoderData mostrou no sábado (24.set) que os eleitores estão divididos em relação a participar de alguma manifestação de apoio a candidatos à Presidência: 50% não pretendem participar e outros 45% têm intenção de participar. Brelaz diz entender essa divisão como parte importante da democracia, principalmente, no cenário de polarização experienciado nas eleições de 2022.
A atribuição de funções de articulação parlamentar do governo de Jair Bolsonaro (PL) ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), contribuiu para dar força ao Congresso e pôs o Executivo em posição delicada para retomar o controle sobre a execução de recursos das emendas de relator, que alguns chamam de “orçamento secreto”.
Essa é a avaliação de Frederico Bertholini, professor do Instituto de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília) e entrevistado desta semana do PoderDataCast. Para Bertholini, o “grau de discricionariedade da aplicação” dessas emendas é “tão alto” que “se perdeu completamente a possibilidade do presidente atuar a partir delas”.
O cientista político Jonas Medeiros avalia que os dois principais candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), ainda não conseguiram furar a bolha do seu eleitorado para conquistar novos apoios e, por isso, seguem estagnados nas pesquisas de intenção de voto.
Para Medeiros, Bolsonaro repete a fórmula que o elegeu em 2018 e Lula baseia sua campanha no legado de suas gestões. Ambos, no entanto, parecem ignorar que a realidade brasileira mudou.
"Bolsonaro está repetindo a receita de 2018, mas, até o momento, isso não parece apontar em um sentido de ampliação. [...] Lula acena pouco para propostas concretas. Simplesmente falar que vai repetir o passado, isso até o momento tem sido a maneira dele de jogar parado, não vai permitir a ele aumentar a intenção de votos", disse em entrevista ao PoderDataCast, podcast do Poder360 voltado exclusivamente ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública.
A jornalista e pesquisadora de novas mídias, Luciana Moherdaui, avalia que a propaganda eleitoral na televisão e a exposição dos candidatos em entrevistas e debates realizados por emissoras não deve recuperar a mesma relevância que teve no passado. Para ela, as redes sociais e a internet continuam a ter mais impacto.
Por isso, a ampla exposição que os principais candidatos à Presidência da República tiveram na televisão nas duas últimas semanas foi insuficiente para alterar a corrida eleitoral, conforme mostrado pela última pesquisa PoderData.
“Do ponto de vista da televisão, eu discordo do que muitos analistas têm falado recentemente, de que 2018 foi um ano atípico e de que este ano seria a volta do investimento em programas eleitorais, que a TV voltaria a ter protagonismo. Mas o fato é que 2018 foi um ano de ruptura e não atípico”, disse Luciana em entrevista ao PoderDataCast, podcast do Poder360 voltado exclusivamente ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública.
Apesar do valor turbinado do Auxílio Brasil de R$ 600, os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral comprometem seus próprios esforços de campanha pela reeleição. Essa é a opinião do cientista político e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Josué Medeiros.
“Eu tenho dito que o Bolsonaro até aqui vem sendo o principal sabotador da sua própria estratégia, porque ele dá uma mão –que é a economia–, mas ele tira com a outra –que é a política– quando ataca a eleição, ataca as instituições”, afirmou Medeiros.
A disputa para o Palácio do Planalto em 2022 deve se concentrar em Lula e Bolsonaro, sem espaço para o crescimento de candidaturas da chamada 3ª via, como de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), disse ao Poder360.
"Não tem saída pro Ciro, gente. Da mesma forma que não tem saída pra Simone, não tem pra ninguém. Está posta a situação. É Lula e Bolsonaro. Inclusive há quem aposte que a eleição pode acabar no 1º turno, para qualquer um dos 2 lados. Porque a tendência, eu diria, é todos os candidatos derreterem tremendamente, principalmente o Ciro", analisou.
O jornalista José Paulo Kupfer, 74 anos, colunista de Economia no Poder360 e no UOL, avalia que o próximo presidente do Brasil, quem quer que seja, terá de fazer uma gestão de transição para reequilibrar o país, tanto do ponto de vista econômico, quanto social. Para ele, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem tomado decisões com viés eleitoreiro.
“Será preciso tentar reconstruir o que for possível e deixar para frente, para melhorar para valer, no mandato seguinte. O próximo será um mandato de reconstrução”, disse.
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