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Independentemente de o resultado das urnas, em outubro, declarar Lula (PT) ou Bolsonaro (PL) como presidente do Brasil para os próximos 4 anos, apoiadores da liberação da maconha medicinal creem que haverá avanços na regulamentação da cannabis no país, disse ao Poder360, Rafael Arcuri, diretor-executivo da ANC (Associação Nacional do Cânhamo Industrial).
“O que a gente acredita é que, independentemente do governo que entre, a pressão econômica e social que tem sido feita na base dos parlamentares é muito grande. […] Em um estado de crise econômica, por exemplo, ou de necessidade de aumento da arrecadação, em um cenário de discussão de reforma tributária para aumentar e racionalizar a arrecadação, o cânhamo e a cannabis como um todo entram dentro de uma lógica que beneficiaria ambos os governos”, afirma Arcuri.
O jornalista e analista político da FSB Comunicação Alon Feuerwerker avalia que há tempo suficiente para o presidente Jair Bolsonaro (PL) aferir o impacto eleitoral do aumento do Auxílio Brasil até o 1º turno das eleições, em 2 de outubro. A conversão de votos a seu favor dependerá da chamada sensação de bem-estar entre os beneficiários, ou seja, o mandatário poderá melhorar seu desempenho eleitoral se as pessoas sentirem que o recurso foi útil.
“Se o dinheiro chegar no bolso do eleitor e a sensação de bem-estar crescer durante a campanha eleitoral, mesmo que a gente tenha pouco tempo para a eleição, que é um período muito intenso de busca de informação, eu acredito que há tempo suficiente para isso ter impacto”, afirmou em entrevista ao PoderDataCast, podcast do Poder360 voltado exclusivamente ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública.
É coerente que maioria dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) não reconheça a homofobia como um fenômeno social que estrutura a sociedade brasileira e cria desigualdades, disse ao Poder360 Cleyton Feitosa, mestre em direitos humanos e autor do livro “Políticas Públicas LGBT e Construção Democrática no Brasil”.
“Essa gestão foi eleita numa plataforma homofóbica. Desde o surgimento de Jair Bolsonaro, muito antes dele ser candidato em 2018, ele já vinha dando declarações homofóbicas e LGBTfóbicas e se opunha no Congresso, quando era congressista, a agenda de avanço de direitos da população LGBT”, lembrou.
O cientista político e pesquisador de temas eleitorais Joscimar Silva avalia que, embora os cenários apresentados por diversas pesquisas indiquem uma possível vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no 1º turno, o início da campanha em agosto deve alterar esse quadro.
“As campanhas têm o poder de provocar esse debate público, envolver e convencer esse cidadão que está preocupado com sua vida cotidiana e que, no momento da campanha eleitoral, questões vão vir à tona e vão tomar conta do debate público de maneira quase geral. Então isso vai fazer com que cidadãos que tenham algumas predisposições possam mudar de tendência”, disse em entrevista ao PoderDataCast nesta 3ª feira (28.jun.2022). Ele é também diretor da Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais).
A possibilidade de tirar e regularizar o título de eleitor on-line permitiu que grupos vulnerabilizados, como indígenas e quilombolas, participem das eleições de 2022, disse Nailah Neves
“Tivemos durante muito tempo no Brasil impeditivos burocráticos para grupos minoritários como indígenas e quilombolas, com regras como domicílio eleitoral. A partir desse ano, também não vai ser mais cobrado deles”, afirmou.
Nailah diz acreditar que quantidade de indígenas e quilombolas votando só aumentou com a mudança de posicionamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que diminuiu exigências para participação eleitoral destes grupos. Declarações foram dadas em entrevista ao PoderDataCast.
O professor e cientista político Cláudio Couto afirmou na 2ª feira (13.jun.2022) que o Brasil precisará passar por uma reconstrução nacional a partir do ano que vem, tanto por causa da situação econômica ruim, com inflação alta, quanto pelo esfacelamento das relações entre as instituições.
“O próximo governo vai receber um país em frangalhos. O problema mais grave a ser enfrentado, e aí considerando que não seria [Jair] Bolsonaro porque ele é o autor disso, será uma reconstrução de uma série de áreas de políticas públicas que foram desmanteladas pelo atual governo”, disse em entrevista ao PoderDataCast, podcast do Poder360 voltado exclusivamente ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública.
Couto afirmou também que a maior incerteza que há hoje no processo eleitoral é a forma como o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores reagirão a uma eventual vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Acho que a maior incerteza que temos hoje não é sobre as intenções de voto e o resultado que esse cenário [de polarização] mostra, mas a maneira como esse presidente, esse governo e sua rede de apoiadores vão se comportar diante de um resultado desfavorável a eles”, declarou.
Traumann avalia que a disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Palácio do Planalto pode vir a ser definida pelo desempenho de cada um nos Estados do Sudeste. A região concentra cerca de 42,5% do eleitorado brasileiro, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, por isso, é determinante para o resultado do pleito.
"Acho que não há dúvida de que Lula vai ter vitória estrondosa no Nordeste, e Bolsonaro vai ter resultado muito melhor no Sul e Centro-Oeste, mais até do que as pesquisas mostram. Mas o Sudeste está em disputa e acho que pode decidir o resto da eleição", disse em entrevista ao PoderDataCast, podcast do Poder360 voltado exclusivamente ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública.
O cientista político e coordenador do PoderData Rodolfo Costa Pinto, concedeu entrevista à repórter do Poder360 Mariana Haubert em 12 de maio de 2022. A entrevista foi por videoconferência.
Ele diz que o apoio eleitoral de quase metade dos beneficiários do programa Auxílio Brasil ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ser explicado pelo impacto do aumento da inflação sobre a população de mais baixa renda, justamente a que recebe o benefício.
O deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) concedeu entrevista aos redatores do Poder360 Jonathan Karter e Gabriela Oliva, em 4 de maio de 2022. A entrevista foi por videoconferência.
O cientista político e coordenador do PoderData Rodolfo Costa Pinto, concedeu entrevista à repórter do Poder360 Mariana Haubert. A entrevista foi por videoconferência.
Ele avalia que o empate técnico entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) revela que a polarização do embate nacional tende a se refletir nas disputas estaduais, principalmente em São Paulo.
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