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Or


“Caminhara sobre as rosas rubras do desejo,
Embriagando-se do vinho de condenáveis alegrias
Jovem e formosa,
Emancipara-se dos preconceitos
Sua beleza lhe escravizara
Aos caprichos de mulher”
MARIA MAGDALENA (Humberto de Campos, Chico Xavier e Zé Henrique Martiniano)
“Ah! sim eu quero rever-te a medo
Terno segredo ─ que em minh’alma habita;
Mas, vês? Eu tremo… teu sorriso anima:
Vê, se o que digo, o teu dizer imita…
Um ai poderá traduzir ─ n’um ai
Tudo o que pedes que eu te diga agora;
Mas tu não queres!… teu querer respeito.
Eia… coragem! dir-te-ei n’uma hora.
Oh! não te esqueças meu rubor, meu pejo,
Vê que eu vacilo… que eu perdi a cor;
Embora… escuta. Tu me amas? ─ dize
Eu te confesso que te voto amor…”
“Amor” - a poesia de Maria Firmina dos Reis na música de Socorro Lira
Um dos elementos simbólicos recorrentes do Grande Sertão: Veredas é a “canção do Siruiz”, uma cantiga entoada pelos jagunços, que não sai da memória de Riobaldo, e é evocada várias vezes por ele ao longo da narrativa.
“Corro os dias nesses verdes,
meu boi mocho baetão:
buriti – água azulada,
carnaúba – sal do chão...
Remanso de rio largo,
viola da solidão:
quando eu vou p’ra dar batalha,
convido meu coração…”
Canção de Siruiz: Poema de Guimarães Rosa e música de Wilson Dias
“Apesar das verdades fisiológicas
Reflexas das ações psicológicas
Nas células primevas da existência
És um ser imortal e responsável
Que tens a liberdade incontestável
E as lições da verdade na consciência”
*Ao Homem*
Letra: Augusto dos Anjos (espírito) / Chico Xavier
Música/Arranjo: Tarcísio Lima
“Eu te amo assim como quem segue o rumo
De algo que rola para sempre ao fundo
Em busca do que outrora lhe era o sumo
E agora, à superfície é todo o mundo
E te amo além por que te sei perdida
E mais te amara fosse eterna a vida”
música: DENISE EMMER (CINCO MOVIMENTOS E UM SONETO - 4º MOVIMENTO)
poesia : IVAN JUNQUEIRA
“Oh, juventude um pálio de inocência
Jamais se estenderá sobre outra aurora
Mais clara que esta clara adolescência
Que o lupanar da noite hoje devora:
Que vale o lenço impuro da elegia
Sobre o teu rosto lúcida alegria?”
Onde paira a canção recomeçada (Letra: Mário Faustino/ Música: André Henrique)
(Poema da seção "sete sonetos de amor e morte", do livro "O homem e sua hora", Mário Faustino)
As rosas não falam” tem uma bela história. Um dia, Dona Zica, esposa de Cartola, ganhou umas mudas de rosas. Resolveu plantá-las no jardim e alguns dias depois, ao abrir a porta pela manhã, ficou extasiada com a quantidade de rosas desabrochadas. Chamou então Cartola e perguntou:
– Cartola, vem ver! Por que é que nasceu tanta rosa assim?
O mestre Cartola então respondeu:
– Não sei, Zica. As rosas não falam…
“Você pode dizer que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu espero que algum dia você se junte a nós
E o mundo viverá como um só”
_Imagine - John Lennon_
“Guerras que berram nos gritos da angústia
O poder desperdiçou paixão despojando nossa alma receptora, certamente nós sabemos
Na glória nós nos erguemos para oferecer
Criar nossa liberdade, uma palavra nós pronunciamos
Uma palavra”
_ Gates of Delirium é baseada na obra Guerra e Paz de Tolstói. Tem quase 22 minutos de duração e é, ritmicamente falando, dividida em duas partes. A primeira, com cerca de 15 minutos, tem a sonoridade mais caótica que a da segunda parte, mais suave e leve. Este contraste sugere a passagem da guerra (o início) para a paz (o fim), mas sem ruptura musical. A letra, um tanto ácida, discorda da visão de Tolstói quanto a ausência de livre arbítrio, e prega a liberdade humana diante das batalhas. Esta foi a maneira que o Yes encontrou para criticar o período de guerras de sua época.
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