Poema de Domingo

Poema de Domingo

By Luiz Fernando RodriguesSociety & CulturePhilosophy
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Poema de Domingo episodes

  • Humberto de Campos

    “Caminhara sobre as rosas rubras do desejo, 

    Embriagando-se do vinho de condenáveis alegrias

    Jovem e formosa, 

    Emancipara-se dos preconceitos 

    Sua beleza lhe escravizara 

    Aos caprichos de mulher”

    MARIA MAGDALENA (Humberto de Campos, Chico Xavier e Zé Henrique Martiniano)



    10 min
  • Maria Firmina dos Reis

    “Ah! sim eu quero rever-te a medo

    Terno segredo ─ que em minh’alma habita;

    Mas, vês? Eu tremo… teu sorriso anima:

    Vê, se o que digo, o teu dizer imita…

    Um ai poderá traduzir ─ n’um ai

    Tudo o que pedes que eu te diga agora;

    Mas tu não queres!… teu querer respeito.

    Eia… coragem! dir-te-ei n’uma hora.

    Oh! não te esqueças meu rubor, meu pejo,

    Vê que eu vacilo… que eu perdi a cor;

    Embora… escuta. Tu me amas? ─ dize

    Eu te confesso que te voto amor…”


    “Amor” - a poesia de Maria Firmina dos Reis na música de Socorro Lira



    8 min
  • Guimarães Rosa

    Um dos elementos simbólicos recorrentes do Grande Sertão: Veredas é a “canção do Siruiz”, uma cantiga entoada pelos jagunços, que não sai da memória de Riobaldo, e é evocada várias vezes por ele ao longo da narrativa.




    “Corro os dias nesses verdes,

    meu boi mocho baetão:

    buriti – água azulada,

    carnaúba – sal do chão...


    Remanso de rio largo,

    viola da solidão:

    quando eu vou p’ra dar batalha,

    convido meu coração…”


    Canção de Siruiz: Poema de Guimarães Rosa e música de Wilson Dias

    12 min
  • Augusto dos Anjos

    “Apesar das verdades fisiológicas

    Reflexas das ações psicológicas

    Nas células primevas da existência

    És um ser imortal e responsável

    Que tens a liberdade incontestável

    E as lições da verdade na consciência”

    *Ao Homem*

    Letra: Augusto dos Anjos (espírito) / Chico Xavier

    Música/Arranjo: Tarcísio Lima


    6 min
  • Ivan Junqueira

    “Eu te amo assim como quem segue o rumo

    De algo que rola para sempre ao fundo

    Em busca do que outrora lhe era o sumo

    E agora, à superfície é todo o mundo

    E te amo além por que te sei perdida

    E mais te amara fosse eterna a vida”

    música: DENISE EMMER (CINCO MOVIMENTOS E UM SONETO  - 4º MOVIMENTO)

    poesia : IVAN JUNQUEIRA



    7 min
  • Heba Anu Nada
    No último dia 08 de outubro, em jogo contra o Moghreb de Tétouan, os grupos ultra do Raja Casablanca se posicionaram em favor da Palestina e contra as restrições, cerceamentos e perseguições iminentes por parte das autoridades, já visando a Copa de 2030.
    “O rajawi (torcedor do Raja) é a voz do povo oprimido
    Que você não pode escutar
    Nós sabemos o que está acontecendo
    Porque somos as águias que nunca se curvarão
    Somente Alá (Deus), o dono do universo
    Liberdade à Palestina
    Se Alá quiser, em Jerusalém, a alegria durará para sempre”
    10 min
  • Mário Faustino

    “Oh, juventude um pálio de inocência

    Jamais se estenderá sobre outra aurora

    Mais clara que esta clara adolescência

    Que o lupanar da noite hoje devora:

    Que vale o lenço impuro da elegia

    Sobre o teu rosto lúcida alegria?”

    Onde paira a canção recomeçada (Letra: Mário Faustino/ Música: André Henrique)

    (Poema da seção "sete sonetos de amor e morte", do livro "O homem e sua hora", Mário Faustino)



    7 min
  • Cartola

    As rosas não falam” tem uma bela história. Um dia, Dona Zica, esposa de Cartola, ganhou umas mudas de rosas. Resolveu plantá-las no jardim e alguns dias depois, ao abrir a porta pela manhã, ficou extasiada com a quantidade de rosas desabrochadas. Chamou então Cartola e perguntou:


    – Cartola, vem ver! Por que é que nasceu tanta rosa assim?


    O mestre Cartola então respondeu:


    – Não sei, Zica. As rosas não falam…


    6 min
  • John Lennon

    “Você pode dizer que sou um sonhador

    Mas eu não sou o único

    Eu espero que algum dia você se junte a nós

    E o mundo viverá como um só”

    _Imagine - John Lennon_



    7 min
  • León Tolstoy

    “Guerras que berram nos gritos da angústia

    O poder desperdiçou paixão despojando nossa alma receptora, certamente nós sabemos

    Na glória nós nos erguemos para oferecer

    Criar nossa liberdade, uma palavra nós pronunciamos

    Uma palavra”


    _ Gates of Delirium é baseada na obra Guerra e Paz de Tolstói. Tem quase 22 minutos de duração e é, ritmicamente falando, dividida em duas partes. A primeira, com cerca de 15 minutos, tem a sonoridade mais caótica que a da segunda parte, mais suave e leve. Este contraste sugere a passagem da guerra (o início) para a paz (o fim), mas sem ruptura musical. A letra, um tanto ácida, discorda da visão de Tolstói quanto a ausência de livre arbítrio, e prega a liberdade humana diante das batalhas. Esta foi a maneira que o Yes encontrou para criticar o período de guerras de sua época.

    10 min

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Sou Luiz Fernando Rodrigues, formado em Marketing e especialista em gestão escolar.