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Eu vou tirar você de letra
Nem que tenha que inventar
Outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
Com quantos "nãos" se faz um sim
Vou Tirar Você do Dicionário
Composição: Alice Ruiz / Itamar Assumpção
Os 3 poemas musicados pelos Secos & Molhados são do último livro de Cassiano, Os Sobreviventes (1971). ”Prece cósmica” e ”As andorinhas” fazem parte do primeiro disco do grupo, lançado em 1973, enquanto ”Cobra-coral-indiana” é do disco de 1978, que já não contava mais com os músicos da formação original da banda, apenas João Ricardo. A versão musicada deste último conserva apenas a parte 1 do poema:
"Amanhã de novo a mesma fila indiana
Diante do guichê
Contribuintes num rosário fulvo-negro
Esperando cada um sua vez
Alguns descalços
Outros pagando a multa
Com o suor do atraso, praquê?
Para o global suicídio
Que os quatro reis lhes darão
Como natal final"
A música 'Lampião de Gás', interpretada por Inezita Barroso, é uma ode nostálgica à São Paulo de outrora, uma cidade que, embora tenha crescido e se modernizado, deixou para trás uma série de memórias e tradições que a cantora relembra com carinho. A autora de Lampião de Gás foi Zica Bérgami, nascida em 1912, em Ibitinga. A última estrofe da música demonstra saudosismo, parecendo alguém da atualidade falando da São Paulo antiga que cresceu rapidamente:
"Minha São Paulo calma e serena
Que era pequena, mas grande demais
Agora cresceu, mas tudo morreu
Lampião de gás que saudade me traz"
A letra desta música descreve uma caminhada por uma terra vazia, um lugar familiar que traz uma sensação de completude. A repetição da pergunta 'Oh, simple thing where have you gone?' sugere uma perda, talvez da inocência ou de um estado de paz que parece ter sido deixado para trás. A referência a um lugar que apenas 'nós conhecemos' evoca a intimidade e a exclusividade de um espaço compartilhado com alguém especial, um espaço que agora parece distante ou inacessível.
Algum Lugar Que Só Nós Conhecemos
Somewhere Only We Know (Lily Allen)
Atravessei um terreno vazio
I walked across an empty land
Eu conhecia o caminho como a palma da minha mão
I knew the pathway like the back of my hand
Eu senti a terra sob meus pés
I felt the earth beneath my feet
Me sentei do lado do rio e ele me completou
Sat by the river and it made me complete
Oh, simplicidade, aonde você foi?
Oh, simple thing where have you gone?
Eu estou ficando cansada e preciso de alguém em quem confiar
I'm getting tired and I need someone to rely on
Geni e o Zepelim é uma das canções mais fortes da MPB. Composta por Chico Buarque em 1978 como parte do espetáculo Ópera do Malandro, a música permanece atual e suas críticas continuam válidas.
A letra começa nos apresentando Geni e o primeiro aspecto retratado é sua vida sexual. O corpo dela é dado como um objeto e, na descrição, ela se resume basicamente a isso.
Ao ouvir a música completa, vamos perceber que é justamente essa a crítica que ela traz: a sociedade vê Geni como um corpo que pode ser usado.
“De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada”
GENI E O ZEPELIM - interpretação de Olivia Lopes
“Saudades da terra
Daquela vidinha boa
Entre um milagre e uma guerra
Quando Deus era brasileiro
E ria-se à toa
Lá no sul do Cruzeiro
Destino desejo
Santo pandemônio
Saudades do Ozônio
Da minha infância querida
Quero o essencial da vida
Quero ser normal em Curitiba”
Normal em Curitiba
Canção de Rita Lee
“Harpas de amor tangendo de mansinho
A música do bem ditosa e bela
As mãos guardam a luz que te revela
A mensagem de paz e de carinho”
Mãos - Auta De Souza
Maurício Gringo
“A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio”
_Arnaldo Antunes, conhecido por sua poesia concreta e por explorar a materialidade das palavras, utiliza a canção para transformar o concreto em emocional, fazendo com que o ouvinte sinta a urgência do reencontro e a dor da espera._
“Enquanto isso, não nos custa insistir
Na questão do desejo, não deixar se extinguir
Desafiando de vez a noção
Na qual se crê que o inferno é aqui
Existirá
E toda raça então experimentará
Para todo mal, a cura”
Quando Lulu Santos lançou “A cura”, em 1988, o motivo era a epidemia da Aids, e versos como “Enquanto isso, não nos custa insistir/ Na questão do desejo, não deixar se extinguir” miravam em como aquela doença desconhecida e mortal, pejorativamente chamada de “câncer gay”, botava em risco o toque, a libido. Hoje sabemos que o câncer a ser curado é o preconceito!
“Estou aqui, estou aqui, fiquei aqui
Você não está, você não está, não está mais
Eu quero te ver, quero te ver, para te ver
É preciso sonhar.
E a partir desse dia, desse dia em diante
Minha alegria se transformou
Minha família aumentou bastante
Sou pai de cinco filhos
Mas um filho-pai apenas, criança sou
Uma criança sou”
A música 'Conta', de Nando Reis, é uma expressão profunda e emocional sobre a perda e o luto, especificamente a dor causada pela morte de sua mãe. Através de uma letra carregada de sentimentos e questionamentos, Nando Reis compartilha o impacto devastador que esse evento teve em sua vida, marcando uma ruptura com o que ele era antes dessa perda.
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