Poesias Políticas

Poesias Políticas

By Felipe SimãoComedyArtsBooks
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Poesias Políticas episodes

  • Providencial picadura

    Amor,

    nesse momento de despudor,

    de carnal concupiscência,

    quero que me diga uma indecência

     

    - Para não faltar contigo,

    de pronto te digo,

    “preço da gasolina”.

     

    Amor, assim o clima você arruína

    não é hora de pilhéria,

    tesão é coisa séria

     

    - Perdão,

    agora te deixar na mão,

    mas é que com tantos problemas,

    pouco dinheiro e muitos dilemas...

    parece até bobagem,

    mas não consigo pensar noutra sacanagem

    além da que me fazem todo dia,

    meu bolso está mais doído que cu de vadia

    estou puído, todavia

    quando parar de me preocupar,

    a paudurecência há de tornar,

    mas para sair dessa sina,

    é indispensável a vacina;

    é preciso levar picadura

    para dar pica dura

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    1 min
  • Filhos da corrupção

    Brasil, país com nome de pau,

    filho de Portugal,

    duvidosa nação,

    somos todos filhos da corrupção

     

    Porém não podemos perder a esperança,

    uma hora virá a bonança,

    o país precisa de mudança;

    são os novos ares

    do governo Jair Milhares;

    seria fascismo?

    No mínimo é nepotismo

     

    Temos lá o Flavinho,

    aquele que tem não resiste a um chocolatinho;

    o Duduxa,

    aquele que no cu leva bucha,

    o Carluxo,

    aquele que tem cara de cacete murcho;

    e já se engatinha mais um filhotinho,

    logo logo sai do ninho,

    o chamado comedor do condomínio;

    será que ele já comeu o ilustre vizinho,

    enfiou a peça

    no cu do Roni Lessa?

    Não dá para saber se esse casal esteve disteso,

    só se sabe que o sujeito tem com a família rabo preso,

    e que o verdadeiro mandante resta no planalto ileso

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    1 min
  • Etiópia

    Está mais quente que calor de forno,

    o fervor no africano corno;

    é demais,

    quem quer guerra ganha prêmio Nobel da Paz,

    por mim nem o Obama receberia,

    mas no cu de outrem é refresco pimenta síria,

    duas coisas que não abandonam esse terra,

    a fome, sequer a guerra

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    1 min
  • A revolta pela vacina

    A nação está uma zona,

    quem tem a coroa não acredita no corona;

    é indecente,

    a cara de pau do presidente,

    aliás de pau dizer-se não dá,

    o filho da puta tem é cara de jequitibá;

    que escória,

    ter que concordar com João Doria!

    É o Brasil inovando na sua história,

    inicia-se a revolta pela vacina,

    se não me engano já ouvi outro nome que combina,

    o que mais me indigna

    é o não querer,

    não se importar em ver o povo morrer,

    que nos acuda alguém;

    isso pelo menos se tem,

    o STF avisou a Anvisa que da vacina a gente precisa,

    mostrando ao pulha,

    que maricas é quem tem medo de agulha

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    1 min
  • Promoção do dia

    Quanta emoção!

    Que venha e se faça

    a promoção,

    no Carrefour preto morre de graça;

    não tem fim a negra desgraça,

    só vem mais carregada de ironia,

    morre-se até no próprio dia

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    1 min
  • A origem do todos os Salles

    Está no ar

    a pergunta que não quer calar

    quem veio antes, o galinha ou o Partido Novo,

    fornecedor de baba-ovo;

    eu devia ter desconfiado pela cor que esbanja,

    sugestivo laranja

     

    O enfadonho

    quer destruir tudo que há

    chama quem reclamar de Nhonho;

    foram-se os tempos do boi Bumbá,

    agora só resta o boi bombeiro;

    que solte a voz o povo brasileiro,

    pois quem canta

    todos os Salles espanta

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    1 min
  • Julgamento danoso

    Que julgamento danoso,

    absolvição por estupro culposo,

    é difícil não ficar revoltoso,

    até na calcinha tinha gozo

     

    O caso é estranho demasiado,

    parece que estava tudo armado,

    promotor, juiz e advogado,

    para escrever fico encabulado,

    é até difícil encontrar a rima,

    o único inquisidor caiu para cima;

    é insano

    ver quem acusa passar o pano,

    dizendo que no crime houve engano,

    é não se fartar

    em humilhar

    o mortal ser humano

     

    Fico indignado

    com a força desse patriarcado,

    sua influência no Estado,

    penso viver feitiço de mago,

    a realidade parece até livro do Saramago

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    1 min
  • Guaraná rosa

    Quer dizer que o maranhense é boiola?

    Mas quem ele pensa que enrola,

    o seu filho adora duelo de pistola,

    com borracha se consola,

    no rabo piroca atola,

    o cu quase esfola

     

    Dizem que do governo sou inimigo,

    melhor que ser amigo

    e viver junto,

    fingindo não estar em conjunto

     

    Não consegue conter o ego,

    além de homofóbico é cego,

    o guaraná é rosa,

    a sua cavidade insossa?

    Não sei,

    só sei que quem bebe é que é gay

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    1 min
  • Urubus na Alvorada

    Essa corja de cara-cus,

    revoada de urubus,

    de bondade nus,

    querem privatizar com o SUS;

    vós já sabeis o que a isso conduz,

    quem tem que pague, quem não tem que sobre

    nesse país nobre

    pode morrer, desde que seja pobre

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    1 min
  • Nova sina

    O defensor da ditadura

    não se fascina

    com a prevenção na medicina,

    diz que é melhor investir na cura,

    seria medo de picadura?

     

    Bom, o povo vacinado

    não fica desleixado,

    tem iniciação

    contra o vírus da corrupção;

    fadada decepção,

    divirto-me em ver os arrependidos lacaios,

    anunciados otários;

    o Moro já nem mora mais aqui

    depois que brigou com o Jair,

    até Mandetta já largou a teta;

    quem não vê o impacto,

    é porque tem algum tipo de pacto

    com esse capeta

     

    Como se já não bastasse estarmos fodidos,

    a nossa nova sina,

    ficar sem vacina,

    nossos futuros, perdidos

    saúde, economia, natureza,

    parece cocaína, mas é só tristeza

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    1 min

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