Potyrõ

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By Artur DiasNewsPolitics
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Potyrõ episodes

  • PROGRAMA POTYRÕ DATA: 22 / 09/ 2021.


    TEC. VINHETA DE ABERTURA – COMEÇA AGORA O PROGRAMA POTYRÕ. UM CANAL ABERTO COM INFORMAÇÕES, COMENTÁRIOS E ANÁLISES SOBRE AS COMUNIDADES INDÍGENAS. POTYRÕ, UM PROGRAMA DO CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO – CIMI.
    ESTAMOS DE VOLTA PARA UM BATE PAPO MUITO ESPECIAL COM VOCÊ
    • Desaparecimento de línguas indígenas ameaça o conhecimento.
    • Projeto une ciência e saberes indígenas em livros.
    ESTE É O DESTAQUE DO PROGRAMA DE HOJE
    TEC. SOBE SOM 3”
    LOC: “Cada vez que uma língua desaparece, desaparece uma voz para falar, desaparece uma forma de dar sentido à realidade, uma forma de interagir com a natureza, uma forma de descrever e nomear animais e plantas”, essa afirmação é de Jordi Bascompte, pesquisador do Departamento de Biologia Evolutiva e Estudos Ambientais da Universidade de Zurique, Suíça.
    O projeto Ethnologue avalia que 42% das mais de 7 mil línguas existentes no mundo estejam ameaçadas de extinção. No Brasil, são 99 os idiomas que estão morrendo, sem contar aqueles que já desapareceram. Segundo o Instituto Socioambiental, das mil línguas indígenas faladas em território brasileiro antes da chegada dos portugueses, apenas 160 ainda estão vivas.
    Em estudo recente, Bascompte e o especialista em biodiversidade Rodrigo Cámara-Leret alertam para o fato de que a extinção de línguas indígenas levará consigo conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais e isso poderá diminuir as chances de descoberta de futuros medicamentos.
    Diversos medicamentos hoje comercializados em larga escala no mundo são elaborados a partir de plantas medicinais. Eles vão desde o ácido acetilsalicílico, conhecido popularmente como aspirina, com seu princípio ativo extraído do salgueiro até a morfina, extraída da papoula.
    Ao analisar 3.597 espécies vegetais e 12.495 usos medicinais, associando esses dados a 236 línguas indígenas de três regiões com rica diversidade biocultural – noroeste da Amazônia, Nova Guiné e América do Norte –, os cientistas chegaram à conclusão de que, nessas áreas, 75% dos usos de plantas medicinais são conhecidos em apenas uma língua.
    O noroeste da Amazônia exemplifica bem o problema mencionado por Bascompte: o estudou avaliou 645 espécies de plantas e seus usos medicinais conforme a tradição oral de 37 línguas, e detectou que 91% desse conhecimento só existe em apenas um idioma. Se esse idioma se extingue, como pode ocorrer com muitos na Amazônia nos próximos anos, morre também o saber medicinal.
    Com informações do portal de notícias Mongabay.
    LOC.: Você está ligado no Potyrõ, um programa do Conselho indigenista Missionário, CIMI.
    TEC. SOBE SOM 3”
    LOC.: Ainda falando sobre a união entre Ciência e conhecimentos indígenas, destacamos o Projeto Aldevan Baniwa, que busca realizar conexões entre saberes tradicionais e saberes da academia científica, fortalecer as línguas indígenas e valorizar a biodiversidade da Amazônia por meio de publicações e distribuições de livros infantis e técnico-científicos em diversas línguas indígenas e não indígenas.
    O projeto nasceu de conversas entre amigos na cidade de Manaus, que formaram um grupo multidisciplinar, multicultural e multilíngue. O grupo, que estabelecia diálogos entre os saberes tradicionais e os saberes acadêmico-científicos, levou para o campo, para os rios, para as florestas ações para fortalecer as línguas locais e valorizar a biodiversidade da Amazônia por meio de publicações e distribuição de livros infantis em diversas línguas.
    O projeto iniciou com o livro Brilhos na Floresta, que conta a história de quando Aldevan Baniwa levou dois amigos cientistas para verem, na escuridão da floresta, fungos que emitem luz à noite.
    Aldevan, além de protagonizar a história, colocou o texto na língua indígena Nheengatu. A primeira edição do livro foi publicada também em português, japonês, inglês. Em seguida foi traduzido para as línguas Tukano, Baniwa, Huarpe, que é a língua indígena de um povo da Argentina, espanhola e francesa.
    Exemplares dos livros foram distribuídos para as escolas
    8 min
  • PROGRAMA POTYRÕ DATA: 25 / 08/ 2021.

    ESTAMOS DE VOLTA PARA UM BATE PAPO MUITO ESPECIAL COM VOCÊ

    · Acampamento indígena mostra a força dos povos originários.

    · Garimpeiros tentam impedir operação policial em terra indígena.

    ESTES SÃO OS DESTAQUES DO PROGRAMA DE HOJE

    7 min
  • PROGRAMA POTYRÕ DATA: 29 / 07/ 2021

    ESTAMOS DE VOLTA PARA UM BATE PAPO MUITO ESPECIAL COM VOCÊ

    • Coordenador da Funai prega a morte de índios isolados.
    • Morre Karapiru, sobrevivente de massacre nos anos 1970.
    • ESTES SÃO OS DESTAQUES DO PROGRAMA DE HOJE

      7 min
    • PROGRAMA POTYRÕ DATA: 20 / 07/ 2021
      • Mudanças climáticas aumentam riscos de incêndios florestais em terras indígenas.
      • Governo Federal mandou para aldeias medicamentos sem eficácia contra a Covid-19.
      • ESTE É O DESTAQUE DO PROGRAMA DE HOJE

        7 min
      • PROGRAMA POTYRÕ DATA: 30/ 06/ 2021.

        ESTAMOS DE VOLTA PARA UM BATE PAPO MUITO ESPECIAL COM VOCÊ

        • apoio ao Levante Indígena cresce: personalidades escrevem carta ao Supremo.

        ESTE É O DESTAQUE DO PROGRAMA DE HOJE

        Nesta quarta – feira, 30 de junho de 2021, o Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento cujo resultado terá repercussão geral sobre todos os outros que envolverem a demarcação de terras indígenas e contestações sobre estas. Lideranças indígenas se encontram mobilizadas em Brasília desde o dia 8 de junho, e também nos Estados, em diversas cidades, os povos indígenas fazem manifestações para chamar a atenção da sociedade para a importância deste julgamento, assim como para protestar contra o Projeto de Lei 490/2007. O movimento nacional foi denominado “Levante Pela Terra”.

        O PL 490, que já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, pretende negar aos povos indígenas o direito à terra caso estes não a estivessem ocupando no dia 5 de outubro de 1988. Esse marco temporal, usado pelo STF no julgamento que levou à desintrusão da Terra Indígena Raposa/ Serra do Sol, só valeu neste caso específico. Espera-se que o entendimento dos ministros do STF também vá nessa direção. Muitos parlamentares têm dado apoio à mobilização indígena, denunciando o ataque aos direitos indígenas, representado pelo Projeto de Lei 490. A luta indígena também conta com a simpatia de outros setores, demonstrada na Carta aberta aos Ministros do STF. 310 personalidades, entre artistas, juristas e acadêmicos, assinaram o documento, que foi entregue por lideranças indígenas aos ministros no dia 24 de junho. 

        A carta aberta aos Ministros do STF destaca, entre outros fatos importantes, que 42,3% dos indígenas brasileiros vivem fora de suas terras e quase metade deles vivem nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país. Essas regiões foram as primeiras e as mais afetadas pela ocupação não-indígena.

        Isto se deu principalmente com as políticas de expansão iniciadas sob Getúlio Vargas e aprofundadas na Ditadura Militar. São deste período os massacres dos índios Panará, dos Waimiri-Atroari e dos Krenak, para mencionar apenas alguns. É também deste período, a formação das reservas do SPI, hoje superlotadas e caóticas, para onde foram removidos, sem esclarecimento ou prévio consentimento, os Terena e os Guarani e Kaiowá, do Mato Grosso do Sul. Da mesma forma, os Guarani Mbyá foram expulsos de suas terras com a ocupação recente do oeste do Paraná e a construção da usina hidrelétrica de Itaipu.

        Até 1988, os povos indígenas brasileiros não tinham direito de se manifestar juridicamente, porque eram tutelados, o Estado brasileiro falava por eles, quase sempre em prejuízo dos próprios índios. Embora tenham havido mudanças para melhor, com a admissão das organizações indígenas como parte em processos envolvendo questões fundiárias, muitos juízes federais ainda decidem contra os índios por causa do marco temporal. Alguns argumentam da seguinte forma: “se os indígenas estavam vendo suas terras serem invadidas, por que então não recorreram à Justiça?”. A resposta vem em forma de outras perguntas: como exigir isso de pessoas e comunidades vulneráveis, cuja capacidade civil não era reconhecida pelo Estado? Nesses processos judiciais, os indígenas sequer eram citados ou admitidos! na maioria das vezes, os indígenas nem ao menos sabiam da existência do processo! 

        O marco temporal, aplicado indiscriminadamente a todos os processos envolvendo demarcações é uma injustiça. Para os signatários da Carta, o STF tem em suas mãos a oportunidade de corrigir esse erro histórico e, finalmente, garantir a justiça que a Constituição determinou que se fizesse aos povos originários. 


        1 min
      • PROGRAMA POTYRÕ DATA: 23 / 06/ 2021.

        · Mobilização indígena: mesmo após repressão, a luta segue.

        ESTE É O DESTAQUE DO PROGRAMA DE HOJE

        Desde o dia 8 de junho, cerca de 800 indígenas estão na capital federal para exigir que o projeto de Lei 490/2007, que altera o processo de demarcação das terras indígenas, seja arquivado pelos deputados federais.

        Esta mobilização dos indígenas foi denominada “Levante pela Terra”. Eles também protestam contra outros projetos de lei que tramitam no Congresso, como o PL que flexibiliza o licenciamento ambiental (PL 3729); o PL 2633, mais conhecido como PL da Grilagem; e o PL 191, que autoriza mineração em terra indígena. Na terça – feira, dia 22 de junho, ao fazer uma manifestação em frente ao anexo 2 da Câmara dos Deputados, um grupo de participantes do Levante foi reprimido com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta disparados por policiais militares.

        6 min

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      Um bate papo muito especial, com informações e discussões sobre a questão indígena