Olá, a Palavra de Deus fala com você. Eu sou Ramona Weisheimer pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e trabalho na Paróquia de Rolândia, no Paraná. A Palavra para nossa meditação de hoje diz: “Deus disse a Moisés: Pare aí e tire as sandálias, pois o lugar onde você está é um lugar sagrado”
“Eles gritaram pedindo socorro, e os seus pedidos chegaram até Deus. Deus ouviu os gemidos deles e lembrou da aliança que havia feito com Abraão, com Isaque e com Jacó” (Ex 2.23-24) E é este Deus que ouve os clamores, que vê o sofrimento e se preocupa com seu povo, que chama e envia Moisés. O Senhor se lembra da sua aliança, se lembra do seu amor. Moisés, “tirado das águas”, salvo pelas estratégias de sobrevivência de sua mãe e irmã, criado pela própria filha do faraó; fugido do Egito, acolhido por Jetro, sacerdote de Midiã. Moisés cuidava das ovelhas e cabras de seu sogro, Jetro e, certo dia levou seu rebanho para o outro lado do deserto, até o monte Sinai, o monte santo. Ali Deus o chama! Na sarça ardente, espinheiro que não queima, apesar da chama. Ali Deus o chama: Moisés! Moisés! E Moisés logo responde “estou aqui”. O Senhor que o chama lhe manda que tire as sandálias, pois o lugar é santo, e então se apresenta “Eu sou o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó” v. 6. E é o Deus da aliança, o Deus que se lembra, que vê o sofrimento e ouve o clamor que desceu para libertar seu povo e leva-lo para uma terra boa e rica. “Agora venha, e eu o enviarei ao rei do Egito para que você tire de lá o meu povo, os israelitas” v. 10 E como tantos, Moisés se sente pequeno e despreparado para a tarefa. Enfim, teme que o povo a quem será enviado não o ouça, por não lembrarem mais do Deus da aliança, do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Qual o nome do que me envia? O que é que eu digo quando me questionarem? “EU SOU QUEM SOU. Ou ainda “Eu SOU me enviou a vocês”. O Deus de seus antepassados, Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. E este será seu nome para sempre.
Este é o chamado de Moisés para libertar o seu povo e o conduzir para uma terra de fartura e esperança. E quem o chama e envia é o Senhor que lembra de sua aliança e de seu amor, que vê o sofrimento do injustiçado, que ouve o clamor do oprimido, e que não fica imune a isso, mas desce para ajudar. O Senhor Deus da vida, que promete estar ao lado de Moisés, e de nós também, e que também a nós ouve e de nós se lembra.
Então mais uma vez é Advento, e o nosso coração se aperta, já nem digo por causa das correrias tão costumeiras de fim de ano. Ano de pandemia, de perdas, de incertezas... ano de clamores: ouve-nos, Senhor, porque a vida dói! Mas não vamos esquecer que é também ano de esperança, de lembrar que o Senhor caminha ao nosso lado, por mais que a vida seja severina e a perda nos ronde. O Senhor vê! Ele ouve! Desce para ajudar! Não esquece do seu amor, que também é por você e por mim!
“Advento é tempo de preparação”, nós cantamos! Tempo de abrir caminhos para o Senhor que vem a nós feito criança, pobre, humilde, sem lugar. É tempo de ajudar a quem precisa; de dar esperança a quem dela carece. É tempo de avaliar a caminhada, de acertar o que é preciso. Advento é tempo de pedir perdão sincero, e perdoar de todo o coração. Tempo de seguir juntos, de acolher, de amparar.
“Por isso sejamos agradecidos, pois já recebemos um reino que não pode ser abalado. Sejamos agradecidos e adoremos a Deus de um modo que o agrade, com respeito e temor.” Hebreus 12.28
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