A Palavra de Deus fala com você. Eu sou a Pastora Ramona E. Weisheimer, pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), atuando na Paróquia de Rolândia. A Palavra de hoje nos diz: “Jesus perguntou aos 12 discípulos: será que vocês também querem ir embora? Simão Pedro respondeu: Quem é que nós vamos seguir? O Senhor tem as palavras que dão vida eterna! E nós cremos e sabemos que o Senhor é o Santo que Deus enviou.” (Jo 6.67-69)
Jesus estava ensinando na sinagoga em Cafarnaum, falando do pão da vida, que desce do céu, enviado pelo Pai para dar vida. E alguns perguntavam “ah, mas este não é o filho do carpinteiro? Como vem agora dizer que desceu do céu?” Comer sua carne? Beber seu sangue? Não, isto não dá para entender. É demais, exige demais, é difícil demais. E muitos, muitos foram embora. A ponto de Jesus perguntar aos seus discípulos, aos 12: “por acaso vocês também querem ir embora?” “Ir para onde, seguir quem” diz Pedro, “se o Senhor é o santo que Deus enviou!” Imagino a angústia de Jesus diante da debandada, e naquele momento, a doçura de Pedro, qual criança, reconhecendo que é ali que quero ficar, contigo, com quem eu sei que me ama, me socorre, me entende, ainda que tantos achem que é difícil demais.
Muitos se escandalizaram, viram nas palavras de Jesus uma “pedra de tropeço”. E se foram. Talvez buscassem palavras bonitas, que aquecessem o coração, sem mudar muito seu jeito de ser, sem exigir algo mais, resolvendo o aqui e agora, problema imediato, de preferência sem mexer muito na ferida. Talvez se satisfizessem com o pão que alimenta o corpo mais um dia, e não interesse no pão que desceu do céu, o Salvador Jesus Cristo. Talvez Jesus não coubesse nas suas caixinhas.
“Ser cristão dá trabalho”, dizia um querido amigo. Por isso é preciso assumir o compromisso de corpo e alma.
Perceberam que aquilo que exige compromisso está se tornando motivo de desistência hoje em dia? Está tudo bem, até se exigir um comprometimento maior, um arregaçar as mangas. Daí surgem as crises, as desculpas, as debandadas.
Seguir a Cristo pode não ser assim tão fácil. Dá trabalho, sim. Seguir a esse Cristo que ensinou a partilhar, a perdoar, a sentir a dor dos outros e não ficar indiferente diante da injustiça dá trabalho. Pode ser até perigoso. Mas ir atrás de Cristo só pelo pão que enche a barriga, mas não toca o coração, não preenche a alma, não exige compromisso, também não satisfaz. Logo vai faltar alguma coisa, e então se procura Cristo noutra fonte, sem jamais se saciar. O Senhor vem a nós, e Ele tem as palavras que dão vida eterna. Aceitemos o desafio!
Oremos: Deus bondoso, nestes tempos de escassez, enche-nos com o teu cuidado que alimenta a alma e fortalece o corpo. E quando os dias se tornarem muito pesados, lembra-nos que vens a nós apesar das nossas falhas e temores, e te ofereces como pão da vida. Guarda-nos, Senhor. Amém.
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