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Bom dia!
A Palavra de Deus fala com você. Sou Rodrigo Gustavo de Lima, Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Atuo na Paróquia Novo Horizonte em Palmeira-PR.
Iniciamos nosso dia com a seguinte palavra bíblica: “Moisés disse a Deus: Lembra que escolheu essa nação para ser tua” Êxodo 33.13.
O maior anseio do Povo Hebreu, na época de Moisés, era finalmente ter um descanso de todas as situações que lhe haviam acontecido, aproximadamente 400 anos, desde que se tornaram escravos no Egito. O desejo era de alcançar a Liberdade, saindo da escravidão e chegar à Terra Prometida.
Neste caminho houveram enormes dificuldades, como a oposição do Faraó em permitir a liberdade, as adversidades da vida diante da falta de alimento, falta de água e a realidade do deserto. Tudo isso contribuiu para que o Povo se afastasse de Deus e assim quisesse voltar para seu antigo modo de vida escrava.
Moisés, como um bom líder, conhecia o seu Povo, sabia de todas as limitações que enfrentava, e sabia que sem o auxílio de Deus nada seria possível.
As palavras deste versículo e todo seu contexto, lembravam a promessa de Deus de fazer Israel o Seu povo, a sua Nação. Lembrando isso em oração, Moisés pede que Deus lhes faça saber o caminho, andar com eles e mostrar a sua glória.
Diante da realidade vivida pelo Povo Hebreu, podemos responder àquelas famosas perguntas: De onde viemos? Onde estamos? Para onde vamos? Ainda mais diante de situações de vida aonde não sabemos o caminho que deveríamos seguir. Por isso, o auxílio de Deus e a sua promessa não ficaram apenas voltadas ao Povo Hebreu, mas através de Cristo somos todos e todas o seu Povo, a sua Família.
De onde viemos? Viemos das adversidades da vida que nos escravizam, dos medos, de nossas angústias. Aonde estamos? Estamos no caminho que Deus nos conduz e prepara. Quem nos conduz? Quem nos conduz neste caminho é o Espírito Santo. Para onde vamos? Poderíamos chamar de vida em liberdade e abundância, acompanhados de Deus a cada passo. Que assim seja, hoje e sempre! Amém!
Oração: Querido Deus. Tu nos concede descanso e paz em meio às adversidades da vida. Somos teu povo, teus filhos e filhas. Dá com que nosso corpo se recupere de qualquer enfermidade, que nosso espírito se renove e que nossa alma se fortaleça na promessa de sua presença em nossa caminhada. Nos conforte e nos oriente. Amém!
Boa noite.
A Palavra de Deus fala com você.
Sou Rosane Pletsch, pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, em Maringá.
´Quando Deus, o nosso Salvador, mostrou a sua bondade e o seu amor por todos, ele nos salvou porque teve compaixão de nós, e não porque nós tivéssemos feito alguma coisa boa´. (Tito 3.4-5)
Queridas irmãs. Queridos irmãos.
Como custa nós entendermos que não somos merecedores de nada. Se Deus fosse nos dar o que merecemos, ele certamente deveria nos dar castigo, punição. Mas não, Deus não segue esta lógica. A sua justiça não é retributiva, isto é, nos dar o que merecemos. A sua justiça é restaurativa. Deus não quer nos condenar, mas nos salvar. Ele nos convida, nos chama, nos perdoa, nos ensina outra vez...
E nós? Como dissemos por aqui: ai, ai...Como nós julgamos! Como nós exigimos! Como condenamos, como apontamos o dedo. Como o outro sempre recebe mais do que eu! Como o outro sempre é mais pecador, mais sacana...Somos capazes de condenar as pessoas nos momentos mais difíceis de suas vidas. Justificamos as piores injustiças. Faz-se assim também com povos, com países. A dureza do coração costuma ser grande e profunda em nós.
O amor parece ser a última coisa que nós lançamos mão para pensar e organizar a nossa vida. O amor parece não ser parâmetro, medida para nada. E foi justamente o amor que Deus utilizou para salvar você e mim. Fez por compaixão. Por paixão comigo e contigo e não porque tivéssemos feito alguma coisa boa.
Temos mais uma noite pela frente e o dia de amanhã nos aguarda. Que possamos acordar amanha mais humildes, mais humanos. Vamos amar mais o outro/as outra e a nós mesmos/as. Se você e eu fizermos isso, boa parte do que causa dor na humanidade terá sido destruído. Pois onde há amor, não há guerras, não há disputa, não há egoísmo, nem condenações. Se é pelo amor que Deus se relaciona conosco, que seja pelo amor que nós nos relacionemos entre nós e que seja o amor o alicerce de todo o nosso vier. O amor não condena, mas restaura.
Oremos.
Amado Deus. Teu amor é infinito. Faze-nos instrumentos de teu amor. Que possamos utilizar o nosso tempo, as nossas habilidades, o nosso conhecimento para restaurar vidas. De condenação o mundo está cheio e cansado. Sacrifícios não agradam a ti e estás cansado de uma sociedade que perpetua sacrifícios. O que tu queres é que amemos. Ensina-nos a amar. Em nome de teu filho, Jesus Cristo, que tanto amou, dando a sua vida, é que nós oramos. Amém.
Bom dia.
E ela nos diz hoje: pois o senhor é bom, o seu amor dura para sempre, e a sua fidelidade não tem fim´, Salmo 100.5.
Todos/s nós sabemos que vivemos uma época de crise, de dificuldades e muitos sofrimentos. E temos visto, também, que muitas pessoas ainda seguem duras e egoístas . Outras querem esconder o sol com a peneira, o que as torna cegas e frias. Parece que o mais difícil que estamos vivendo nesta pandemia não é o vírus em si, mas a pobreza de espírito, a dificuldade de mudança mais profunda, refiro-me a mudança de mentalidade, de sentir e de fazer.
O senhor Deus é bom, o seu amor dura para sempre, e a sua fidelidade não tem fim, confessa o salmista. E nós? O que temos feito? O tempo de agir com a verdade, de fazer o bem, de pôr em prática os ensinamentos de Deus é hoje, agora. Graça não aceita é também juízo. O juízo de não termos amado, de não termos nos colocado no lugar do outro/a, de não termos salvado vidas, de perecermos em nossa própria solidão e culpa. O salmo que nós lemos fala do amor, da bondade e da fidelidade de Deus. A Palavra de Deus quer ter acolhida em nossa vida, portanto, precisamos deixar que realmente entre em nosso ser, tome conta de nossos pensamentos, percorra as nossas veias, entre em nossos ossos e se aloje em nosso coração. Em outras palavras, que a Palavra de Deus nos transforme. Deus tem feito a sua parte. Falta fazermos a nossa. Aproveite o dia de hoje e faça o que Deus lhe pede.
Oremos.
Deus, tu és como um pai e uma mãe bondosa. Jamais abandonas o teu mundo. Tu desejas que tudo fique bem, que a vida alcance a todos e todas. Permaneça conosco com o teu amor e segue fiel. Desperta-nos do sono profundo da ignorância, da frieza do coração. Faz nascer em nós o amor, a responsabilidade, a ternura. Amém
Boa noite.
A Palavra de Deus fala com você. Sou o pastor Telmo Noé Emerich da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil atuando na Comunidade de Londrina.
Em Atos 2.46-47, nós lemos: “Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o SENHOR juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.
Quando ouvimos este texto, o que nos vem à mente? Dentre outras coisas, que havia uma participação comunitária muito intensa no seio da primeira comunidade cristã. As pessoas não se reuniam apenas no domingo, mas o texto nos fala: Todos os dias. E a comunhão era tão bonita que a cada dia mais pessoas eram acrescidas por Deus àquela comunidade.
Fiquei pensando no grande número de pessoas hoje em dia que são chamadas de “desigrejadas”. Aquelas que não se identificam com igreja alguma e chegam até a participar por um tempo de uma comunidade, mas depois partem prá outra. O número de pessoas desigrejadas cresce a cada dia. Por um lado, pode revelar a falta de compromisso de pessoas que agem como se as igrejas fossem um produto num grande supermercado e escolhem aquele que no momento mais lhes agradam. Por outro lado, bem pode revelar que dentro das igrejas cada vez mais fica evidente o distanciamento entre pregação da Palavra e prática cristã.
Por mais belos e profundos que sejam nossos sermões, eles acabam se tornando vazios se não se concretizam em práticas de amor no dia a dia.
O texto nos faz refletir sobre fé e amor. Me lembro das palavras de Lutero: “Fé e amor perfazem a natureza do cristão. A fé recebe, o amor dá; a fé leva a pessoa a Deus, o amor a aproxima das demais. Através da fé ela aceita os benefícios de Deus, através do amor ela beneficia seus semelhantes.”
Oremos: Querido Deus, perdoa-me pelas vezes que expressei minha fé em palavras, mas não em ações concretas de amor. Estas palavras não passaram de discurso vazio. Ajuda-me a viver a minha fé na partilha do pão e na oração. Em Nome de Jesus. Amém.
Bom dia.
A Palavra de Deus fala com você. Sou o pastor Telmo Noé Emerich da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil atuando em Londrina. O texto das Senhas Diárias do Antigo Testamento é o que está no livro do profeta Zacarias 8.23. Deus está dizendo que pessoas de outros povos, ao observarem a Sua ação no meio do povo de Israel, vão dizer: “Nós queremos seguir a sua religião, pois ouvimos dizer que Deus está com vocês.”
Será que as pessoas que olham para a nossa vida, a nossa conduta, hoje em dia também ficam admiradas e querem se aproximar de Deus porque enxergam em nossas vidas a ação dEle? Será que enxergam em nós a beleza do Eterno Deus? Ou será que as nossas palavras estão tão distantes das nossas ações que as pessoas nem querem saber de Deus por causa de nós?
O líder indiano Mahatma Gandhi disse: “Eu gosto de Cristo. Eu não gosto é de vocês, cristãos. Vocês cristãos são tão diferentes de Cristo.”
Uma personagem cristã muito conhecida chamada Madre Teresa de Calcutá afirmou: “As mãos que fazem, valem mais que os lábios que rezam.” Ela chama a nossa atenção não só para a oração, mas para a concretização da mesma nas nossas ações diárias.
Em outro momento, ela fala que as pessoas não precisam apenas de pão. Diz, com sabedoria: “A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração.”
Atraímos pessoas para perto de Deus quando as nossas palavras sobre Cristo se tornam ações concretas em favor do nosso semelhante. Atraímos pessoas a Cristo quando não apenas damos pão, mas também o nosso coração, a nossa atenção, os cuidados que elas carecem.
Oremos:
“Querido Deus, sou tão frio no amor. Aquece-me com a Tua presença para que o meu amor transborde em direção ao meu próximo. Ajuda-me a ser semelhante a Teu Filho Jesus que encarnou o Amor em todas as Suas ações. Em Nome dEle eu oro. Amém.”
A Palavra de Deus fala com você! Sou Bianca Ücker Weber, Pastora no Colégio Martinus em Curitiba.
Na meditação da manhã ouvimos que Deus lembra de nós quando estamos abatidos, estendendendo seu amor e sua misericórdia sobre a nossa fragilidade. Na reflexão desta noite, a Palavra nos desafia a analisarmos sobre como nós olhamos para o sofrimento da outra pessoa. Será que seguimos o mesmo padrão do olhar de Deus, quando vemos a fragilidade alheia?
Hebreus 13.3 diz: "Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados". A Palavra de Hebreus exemplifica o que é empatia. O capítulo 13 exorta as pessoas cristãs para a prática do amor. Como você lembra das pessoas que estão encarceradas, sofrendo maus tratos? No versículo de Hebreus, as pessoas encarceradas não eram criminosas, mas cristãs que estavam sofrendo perseguição, possivelmente por ordem do imperador Nero. Como você lembra das pessoas que passam por dificuldades financeiras ou enfrentam uma doença? Você lembra delas com julgamento, preconceito, pena?
Deus lembra de nós com bondade e misericórdia. Que tal aprendermos com Ele a ter um olhar mais empático e amoroso sobre o abatimento das outras pessoas?
Que o padrão do olhar de Deus inspire o nosso. Oremos: Deus de misericórdia. Ajuda-nos a lembrarmos das pessoas com empatia, sem julgamento ou preconceito. Estende o teu olhar de bondade sobre o sofrimento das pessoas doentes, enlutadas, encarceradas em diferentes prisões. Abençoe o descanso desta noite. Amém.
A Palavra de Deus fala com você. Sou Bianca Ücker Weber, Pastora no Colégio Martinus em Curitiba.
Pergunto para você nesta manha: sua alma já ficou abatida? Certamente sim, pelos mais variados motivos ficamos entristecidos, sem força... Quando estamos com a alma abatida, é confortante perceber que nós somos lembrados por alguém. Quando estamos com a alma abatida precisamos de atenção e carinho.
A Palavra bíblica desta manha encontra-se no livro dos Salmos 136.23 e diz: "àquele que se lembrou de nós em nosso abatimento, porque a sua misericórdia dura para sempre". O Salmo 136 é um hino de louvor que celebra o amor eterno e imutável de Deus, declarando repetidamente: "porque a sua misericórdia dura para sempre". O salmista recorda o momento de escravidão na terra do Egito, quando o povo vivia abatido, sofrendo como escravo. Mas Deus olhou por ele com bondade e amor, e apresentou-lhe o plano da terra prometida. Deus mostrou ao povo que não esqueceu dele, chamando e capacitando pessoas, conduzindo-o na sua promessa. Em Jesus, ele mostrou novamente que não esqueceu do mundo no seu abatimento, mas renovou sobre nós o seu olhar.
Lembre-se sempre: se a sua alma estiver abatida, Deus demonstrará seu carinho e sua presença, pois o seu amor dura para sempre. Oremos: Querido Senhor. Entregamos este dia nas tuas mãos. Concede ânimo e renova a esperança da minha alma abatida. Amém. Fique na Paz de Deus.
Bom dia!
A palavra de hoje encontra-se no profeta Zacarias, no capítulo 7, versículo 10, como segue: “Não explorem as viúvas, nem os órfãos, nem os estrangeiros que moram com vocês, nem os pobres.”
Queridos irmãos e queridas irmãs,
Desde suas origens no que chamamos de Antigo Testamento, e muito claramente também no Novo Testamento, centrado na prática e mensagem de Jesus, nossa fé inclui a prática da solidariedade para com as pessoas necessitadas e excluídas. Muitas vezes aparecem estes quatro grupos juntos: viúvas, órfãos, estrangeiros e pobres. Destes quem pertence ao povo de Deus deve cuidar de forma especial.
Talvez seja o grupo das viúvas que, hoje, mais nos surpreende. Mas naquela época, como era o homem que garantia a vinculação da esposa à sua família, após a morte do marido, a viúva ficava abandonada. Se não conseguia voltar à sua família de origem, ficava sem assistência e proteção. Na época, não havia assistência social de um estado, foram as famílias que eram a principal estrutura de pertença, de suporte e de solidariedade. Esta parte, na verdade, ainda hoje muitas vezes se aplica: as famílias suprem o que o Estado não garante.
Viúvas, por um lado, passavam então por muitas necessidades. Ao mesmo tempo, porém, tinham também um grau maior de independência. Não estavam mais submissos aos seus maridos e a família destes. As viúvas e também as virgens adquiriram um status próprio, chegando a serem altamente respeitadas. No Novo Testamento e na Igreja Antiga, até detinham um ministério ordenado. Ao mesmo tempo, a tradição cristã sempre priorizou o matrimónio. Ao se casarem, no entanto, mulheres raramente foram lembradas. Desapareceram atrás dos seus maridos. Ficaram invisíveis. Fica para nós hoje a pergunta: damos a devida atenção, visibilidade e respeito às mulheres, sejam casadas ou não? Não por último são elas que, na maioria das vezes, garantem a existência e o funcionamento da igreja. Demos graças a Deus pelas mulheres!
Junte agora suas mãos para que oremos: Bondoso Deus, te agradecemos hoje de modo especial pelas mulheres, por sua existência e todas suas ricas contribuições. Dê que possamos dar a devida atenção, estender o devido respeito e respeitar a devida autonomia das mulheres. E que todo Teu povo, ó Deus, mulheres e homens, ouçam Teu chamado para a solidariedade para com quem dela precisa. Amém.
Bom dia!
A Palavra de Deus fala com você. Sou Rudolf von Sinner, Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, atuando na Pontifícia Universidade Católica do Paraná em Curitiba.
A palavra de hoje encontra-se no profeta Zacarias, no capítulo 7, versículo 10, como segue: “Não explorem as viúvas, nem os órfãos, nem os estrangeiros que moram com vocês, nem os pobres.”
Queridos irmãos e queridas irmãs,
Desde suas origens no que chamamos de Antigo Testamento, e muito claramente também no Novo Testamento, centrado na prática e mensagem de Jesus, nossa fé inclui a prática da solidariedade para com as pessoas necessitadas e excluídas. Muitas vezes aparecem estes quatro grupos juntos: viúvas, órfãos, estrangeiros e pobres. Destes quem pertence ao povo de Deus deve cuidar de forma especial.
Talvez seja o grupo das viúvas que, hoje, mais nos surpreende. Mas naquela época, como era o homem que garantia a vinculação da esposa à sua família, após a morte do marido, a viúva ficava abandonada. Se não conseguia voltar à sua família de origem, ficava sem assistência e proteção. Na época, não havia assistência social de um estado, foram as famílias que eram a principal estrutura de pertença, de suporte e de solidariedade. Esta parte, na verdade, ainda hoje muitas vezes se aplica: as famílias suprem o que o Estado não garante.
Viúvas, por um lado, passavam então por muitas necessidades. Ao mesmo tempo, porém, tinham também um grau maior de independência. Não estavam mais submissos aos seus maridos e a família destes. As viúvas e também as virgens adquiriram um status próprio, chegando a serem altamente respeitadas. No Novo Testamento e na Igreja Antiga, até detinham um ministério ordenado. Ao mesmo tempo, a tradição cristã sempre priorizou o matrimónio. Ao se casarem, no entanto, mulheres raramente foram lembradas. Desapareceram atrás dos seus maridos. Ficaram invisíveis. Fica para nós hoje a pergunta: damos a devida atenção, visibilidade e respeito às mulheres, sejam casadas ou não? Não por último são elas que, na maioria das vezes, garantem a existência e o funcionamento da igreja. Demos graças a Deus pelas mulheres!
Junte agora suas mãos para que oremos: Bondoso Deus, te agradecemos hoje de modo especial pelas mulheres, por sua existência e todas suas ricas contribuições. Dê que possamos dar a devida atenção, estender o devido respeito e respeitar a devida autonomia das mulheres. E que todo Teu povo, ó Deus, mulheres e homens, ouçam Teu chamado para a solidariedade para com quem dela precisa. Amém.
Boa noite!
A Palavra de Deus fala com você. Eu sou a Pastora Ramona E. Weisheimer, pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), atuando na Paróquia de Rolândia. A Palavra de hoje nos diz: “Jesus perguntou aos 12 discípulos: será que vocês também querem ir embora? Simão Pedro respondeu: Quem é que nós vamos seguir? O Senhor tem as palavras que dão vida eterna! E nós cremos e sabemos que o Senhor é o Santo que Deus enviou.” (Jo 6.67-69)
Jesus estava ensinando na sinagoga em Cafarnaum, falando do pão da vida, que desce do céu, enviado pelo Pai para dar vida. E alguns perguntavam “ah, mas este não é o filho do carpinteiro? Como vem agora dizer que desceu do céu?” Comer sua carne? Beber seu sangue? Não, isto não dá para entender. É demais, exige demais, é difícil demais. E muitos, muitos foram embora. A ponto de Jesus perguntar aos seus discípulos, aos 12: “por acaso vocês também querem ir embora?” “Ir para onde, seguir quem” diz Pedro, “se o Senhor é o santo que Deus enviou!” Imagino a angústia de Jesus diante da debandada, e naquele momento, a doçura de Pedro, qual criança, reconhecendo que é ali que quero ficar, contigo, com quem eu sei que me ama, me socorre, me entende, ainda que tantos achem que é difícil demais.
Muitos se escandalizaram, viram nas palavras de Jesus uma “pedra de tropeço”. E se foram. Talvez buscassem palavras bonitas, que aquecessem o coração, sem mudar muito seu jeito de ser, sem exigir algo mais, resolvendo o aqui e agora, problema imediato, de preferência sem mexer muito na ferida. Talvez se satisfizessem com o pão que alimenta o corpo mais um dia, e não interesse no pão que desceu do céu, o Salvador Jesus Cristo. Talvez Jesus não coubesse nas suas caixinhas.
“Ser cristão dá trabalho”, dizia um querido amigo. Por isso é preciso assumir o compromisso de corpo e alma.
Perceberam que aquilo que exige compromisso está se tornando motivo de desistência hoje em dia? Está tudo bem, até se exigir um comprometimento maior, um arregaçar as mangas. Daí surgem as crises, as desculpas, as debandadas.
Seguir a Cristo pode não ser assim tão fácil. Dá trabalho, sim. Seguir a esse Cristo que ensinou a partilhar, a perdoar, a sentir a dor dos outros e não ficar indiferente diante da injustiça dá trabalho. Pode ser até perigoso. Mas ir atrás de Cristo só pelo pão que enche a barriga, mas não toca o coração, não preenche a alma, não exige compromisso, também não satisfaz. Logo vai faltar alguma coisa, e então se procura Cristo noutra fonte, sem jamais se saciar. O Senhor vem a nós, e Ele tem as palavras que dão vida eterna. Aceitemos o desafio!
Oremos: Deus bondoso, nestes tempos de escassez, enche-nos com o teu cuidado que alimenta a alma e fortalece o corpo. E quando os dias se tornarem muito pesados, lembra-nos que vens a nós apesar das nossas falhas e temores, e te ofereces como pão da vida. Guarda-nos, Senhor. Amém.
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