Manifesta-se em pessoas perfeitamente normais que não mostram nenhum sinal de neurose ou imaturidade, sendo um sentimento de desprazer que se expressa como um medo de perda do companheiro ou como desconforto por uma experiência real ou imaginária de que o companheiro tenha vivido com uma terceira pessoa.
O ciúme é um complexo interligado de ações, cognitivos e emocionais perante a ameaça da perda de uma relação com outra pessoa. Pode existir alguém configurado como rival ou uma determinada situação que ameace o relacionamento. A ameaça pode ser real ou imaginária e pode ser tanto direcionada à relação quanto a uma qualidade que ameaça a perda da autoestima.
Porém, o ciúme também pode ser um fator positivo para o relacionamento, de cunho protetor frente às ameaças ao relacionamento e a autoestima de ambos os indivíduos.
O portador conta com dois fatores para esse comportamento: um deles é a predisposição genética, de acordo com a sua personalidade e o outro, um fator ambiental disparador do ciúme, que desencadeará esse sentimento.
O ciúme possui uma linha distinta entre o normal e o patológico, os sintomas vão definir qual é o limiar em que ele se encontra. O ciúme dentro da normalidade possui características transitórias, baseado em provas, fatos que o argumentem; já o ciúme patológico extrapola a realidade, possuindo características infundadas, preocupações fora de contexto, delírios e até mesmo alucinações.
Quando normalizado, o sentimento de ciúme pode ter um caráter benéfico para o relacionamento, estimulando os parceiros a se confortarem e tranquilizarem com declarações de fidelidade, colaborando para o bom desenvolvimento e durabilidade da união. Porém, o excesso de demonstrações afetuosas por meio desse ciúme considerado normal é equiparado ao patológico, desconfigurando-se da normalidade por trazer conteúdos negativos e disfuncionais ao relacionamento.
Já o ciúme patológico pode envolver suspeitas paranóicas, pensamentos obsessivos, ameaças imaginárias, tristeza emocional, rituais de verificação para encontrar sinais ou vestígios de provas contra o parceiro, comportamentos de controle do mesmo, pensamentos de desilusão, delírios, alucinações, comportamento questionador ou de vigília frente ao parceiro.
O ciúme traz como consequência final para os relacionamentos e sociedade, agressões físicas, psicológicas, patologias como a depressão, ansiedade e tentativa de suicídio, chegando até aos homicídios e crimes passionais, assim se caracterizando como uma das emoções mais destrutivas e prevalentes dentro de um relacionamento.
Transtornos psicológicos atuais ou anteriores configuram fatores desencadeantes, assim como as experiências passadas de separação ou traição; o relacionamento dos pais e como eles o vivenciam contribuem para como o sujeito lidará com seu próprio relacionamento tomando como base o modelo parental; fatores precipitantes como a perda de emprego, mudança de comportamento ou de status do companheiro geram o rebaixamento da autoestima e contribuem para a desconfiança; fatores como desacordos sobre exclusividade, diferenças de personalidade e comportamentos provocativos do cônjuge podem desencadear quadros patológicos.
O diagnóstico é multiprofissional, contando com a soma do profissional de psicologia e psiquiatria.
O tratamento são a união de terapia e fármacos nos casos mais graves.
Se observarem algum tipo dos sintomas descritos não hesitem em buscar ajuda profissional para fazer o tratamento e ter uma qualidade de vida mais saudável.
Para dúvidas podem me contactar pelas redes socias – Marilia Piza/ Mariliapsicolife - ou pelo celular 14-996803408.