“Não sou descendente de escravos. Eu descendo de seres humanos que foram escravizados.” Makota Valdina
As casas de axé, são espaços de preservação de filosofias milenares do culto aos orixás, no qual as manifestações do sagrado se dão pelas divindades conhecidas como Inkises, Voduns e Orixás forças divinas presentes nos elementos da natureza. Nesse espaço, o sagrado feminino se manifesta em lideranças, mulheres que dedicam sua força vital, corpos mentes e corações a serviço da comunidade e do sagrado.
Dentro do processo histórico da formação socioeconômica brasileira, mulheres de axé se tornaram referencias dentro do culto aos orixás em suas várias vertentes, umbanda, candomblé e fazem menção de sua ancestralidade, Bantu, Jeje, Ketu, Efon, Nago (isese Lagba) e o feminino presente na mãe terra acompanha as mulheres guardiãs do segredo e da sabedoria.
Nesse sentido a Mandata coletiva Quilombo periférico, por uma São Paulo Sem racismo convida mulheres de axé, para estarem presentes conosco nos espaços de debate e reflexão sobre a vida cotidiana.
Mojuba, motumba, kolofe, mukuiu!